A impressão geral após a publicação do resultado final é que o Cespe pesou a mão e não foi nem um pouco benevolente na análise dos recursos.
Em uma rápida olhada nas listas de aprovados após os recursos das seccionais, é claramente perceptível, comparando-as com as listas dos aprovados antes dos recursos, que poucos lograram sucesso.
O site da OAB/DF mostra isso:
“A OAB/DF acolheu recursos de 56 candidatos que haviam sido reprovados na segunda fase do Exame de Ordem 2009.3. Com o resultado, o número de aprovado no Exame subiu de 654 para 710, o que equivale a uma aprovação de 20,23%.”
Fonte: OAB/DF
Antes, o percentual de aprovados era de 18,37%, agora, 20,23%.
Se essa média se refletiu de forma uniforme entre as seccionais certamente terá sido a correção mais severa até então aplicada.
As principais reclamações centram-se na constatação de que os candidatos declinaram os argumentos exigidos no espelho e mesmo assim não obtiveram a pontuação necessária.
É nítida a percepção do aumento cada vez maior da dificuldade em ser aprovado no Exame de Ordem – Provas objetivas e subjetivas em que itens equivocados não são anulados, fim do uso da doutrina e do critério de arredondamento, inclusão de novas disciplinas, fim do recurso de embargos para as seccionais, etc, etc.
Volta e meio alguém levanta a bandeira do aproveitamento da aprovação na primeira fase nos exames subsequente. Sob a atual filosofia da OAB, isso nunca será implementado, e se for, implicará no aumento do grau de dificuldade da prova.
Com tanto critérios excludentes, fica difícil argumentar que o Exame de Ordem não representa uma reserva de mercado.







Dr. Maurício, uma coisa é vc não passar pq vc errou, outra é não passar pq não corrigiram, isso é fato!!!
Quero meus 180 reais (valor da inscrição) de volta!!!
Dr., seus posts me deixam cada vez mais desacreditada. sou uma sofredora do 2009.2 e até agora espero minha liminar. EU PASSEI NO 2009.2 E A OAB PRECISA ENGOLIR ISSO! eu é que não engulo essas arbitrariedades todas. estou completamente descrente.
Prezada Roberta,
Não mascaro a realidade em nome de pregar um mundo colorido. Infelizmente as coisas são assim e eu procuro retratá-las tal como se apresentam. Cada vez mais é difícil passar no Exame, e isso é fato.
Sabe, Dr. Maurício, antes de fazer a prova da OAB eu sempre fui a favor do exame, pois, na minha mente, ele era um meio de ver quem, no mínimo, sabia preceitos básicos tanto das matérias gerais quando das matérias específicas. Mas, hoje, vejo que esse exame é totalmente ineficaz para medir conhecimentos… Até porque conhecimentos não podem ser medidos… A “n” motivos que podem fazer você ir bem ou não em uma, ou melhor, duas provas… Mas não há razões, nem bom senso, nem o que quer que seja para, de modo injusto, alguém tirar de você o que você merecia, o que deveria ser seu por direito. Ahhh, como dói a dor de uma injustiça… Eu merecia passar e mesmo com um bom recurso e fortes argumentos eu não consegui… Mas vou até o fim. Vou impetrar MS e vou buscar a justiça para o meu caso. Tem uma frase que diz que “persistir é o primeiro passo para vencer” e eu digo: JAMAIS DESISTIREI! VOU LUTAR, PERSISTIR E, COM A GRAÇA DE DEUS, EU VOU VENCER!!!
Isso. Dê o melhor de si e não baixe a cabeça. Vc vencerá!
Sinceramente? Acho difícil acreditar que tantas pessoas foram injustiçadas, como se vê pelas lamentações nos fóruns. Muita gente fala: “Acertei tudo e o CESPE não corrigiu!” ou “Minha prova era exatamente igual ao que o espelho pedia e reprovei!”
…oras, isso me remete ao tempo de faculdade, quando ouvia as mesmas reclamações a respeito da correção do professor. O aluno jurava de pé junto que tinha respondido exatamente o que o professor havia questionada, em todas as questões (!!) e acabou por levar um 3,5.
Sempre interessado, pedia para ver a tal prova com a correção polêmica e percebia que não, o aluno simplesmente não havia respondido a questão de maneira correta. Em alguns casos, cheguei a ficar na dúvida se o aluno realmente tinha entendido a pergunta.
Terminando, gostaria que os candidatos que se dizem absolutamente injustiçados nos apresentassem seus respectivos espelhos de prova, para que nós, e não eles, pudéssemos concluir se as respostas estão realmente de acordo com o espelho ou se é o candidato quem ACHA que está correto.
Nunca fui contra o Exame da Ordem e provavelmente continuarei assim. Concordo que existem falhas no que diz respeito à organização da prova, mas quanto à dificuldade/correção em si, não acredito que a prova apresente tantos defeitos. Acredito sim é na tentativa que muitos fazem levar aprovação no grito.
Olá amigos, de novo bati na trave e ainda estou na luta junto a OAB-RJ quanto a um problema parecido envolvendo correção do exame 2009.2, que tomo a liberdade de comentar abaixo e agradeceria opiniões e sugestões.
Dentre as poderações, há uma principal onde técnica e literalmente atendi o requisito do espelho, na forma de menção a Súmula 377 do TST, onde teria direito a 0,2, pontuação que me aprovaria!
Estou falando da questão 3, quesito 2.2. É bem verdade que neste ítem de Fundamentação e Consistência respondi sim erradamente e desenolvi, mas esta foi bem feita, diferente de quem deixou em branco, tanto é que ganhei 0,2 pela Apresentação, estrutura e consistência.
Tenho a impressão que nem foi corrigida de verdade.
Ouvi falar de Mandado de Segurança e desde já agradeço comentários.
Em MINAS pela estatistica divulgada foram 390 aprovados, após o recurso o número subiu para 392 aprovados. Só 2 candidatos aprovados, como pode???
Graes já que quer ver as peças e espelhos divulga seu email ai que faço questão de te mandar! Faculdade é uma coisa, prova da OAB é outra. Com certeza na faculdade vc via muita gente pedindo nota, mas já reparou que eram os desinteressados? Acho que quem quer pedir nota se quer ia entrar na internet para buscar o site do Dr. Maurício. Creio que quem acessa o site é gente interessada, e não gente chorando por ponto. Como já disse, faço questão de te mandar meus documentos para vc avaliar. Só peço uma correção digna de uma prova séria. Deve ser dado um basta nessa correção porca feita a todo certame.
Danilo concordo com vc, gostaria de o ou a Graes disponibilizasse seu email, tbm envio minha prova para ver a verganha da correção.
só passei depois que estudei para fazer os 6,0 pts e também fazer mais uns pontinhos extras para o caso do examinador entender diferente de mim.
o resultado foi esse.
no 2009.3 mais difícil de todos os tempos, nunca foi tão pesado, porém, parei de colocar a culpa no sistema e culpei a mim mesmo, estudei mais, me preparei melhor, e nesse exame fiquei com 4,5 pts nas questões e 3,0 pts na peça, total 7,5 pts, nas questões só conseguiram tirar de mim 0,10 aqui ou ali, na parte estrutural, mas não puderam mexer no mérito da questão, sabe porque? porque me preparei e escrevi até a última linha, faltou espaço para escrever nas questões, tive que comprimir a letra e sabe o que aconteceu, tiveram sim que me pontuar, deixar o examinar perplexo, certamente que procuraram um jeito de não dar 5,0 nas questões, mas não acharam maneira de baixar de 4,5 pts e daí fui pra peça e caprichei até na metade, e o tempo não deu pra terminar, nem fui ao banheiro, e o resultado. Foram obrigados a pontuar-me em 3,0pts. aprendi a fazer prova e sou veterano da letra ruim, tenho 51 anos, fiz unopar com 44, prestei 6 exames, tem tres por ano, e não me arrependo em não passar no primeiro, sabe porque, PORQUE AGORA EU SOU O CARA EM DIREITO DO TRABALHO. agora sou o tatu bola e o cespe é a raposa banguela tentando morder-me, fim do cespe pra mim, até estou amando o sistema, já penso que o CESPE está no caminho certo. sei que todos esforçam sim, também preparei o meu MS no 2009.2, mas não usei, disse pra mim mesmo, se precisa de 6,0 vou fazer 8,0 que é pra sobrar, e foi o que aconteceu. tenho certeza que vcs conseguiram. não me malhem só porque não estou aderindo ao combate ao cespe, oab, se fizesse isso estaria distanciando vcs Bels da aprovação mais cedo. confiem em mim. se aos gritos e reclamações de injustiça não demora, com certeza utilizando do recurso e não obtendo êxito, partir para a proxima e melhor do ficar sofrendo e contando com a benevolência dos que estão preparados pra não ceder. confie. pra mim deu certo.
Nelson, seu depoimento foi brilhante! Não adianta a gente reclamar, temos sim que estudar pra ser superiores, pra saber mais, pra superar a prova, o cespe. Uma vez ouvi algo que nunca esqueci: “podem roubar tudo de objeto material que você tiver, mas nunca poderão roubar o seu conhecimento”. É isso aí galera não pensem que isso é uma derrota, mas pensem que é uma oportunidade a mais.. É hora de ver o copo meio cheio e não meio vazio. OTIMISMO SEMPRE!
agora a OAB virou loteria. vc so passa se a banca quiser. falta de respeito…
acertei a peça e 4 questoes e nao passei.
absurdo.
Nelson, parabéns!!! Eu sinceramente estou sem saber o que fazer…já fiz 6 provas…nunca saio da 1ª etapa…sempre na casa dos 40 e sempre anulam menos do que eu preciso. Na 2009.3 que fiquei com 49 … nenhuma foi anulada…parece macumba!!!! Impetrei um MS e não consegui a liminar…estou estudando pra próxima mas…num desânimo…se tiver alguma dica, coloca aí pra gente…até…
A reserva de mercado que o Exame de Ordem faz, garante a própria subsistência da carreira…. todos sabem como funciona a “lei da oferta e da procura” – e aos que não sabem, voltem ao 1º ano de faculdade, onde todos (assim espero) aprenderam economia. A própria OAB, embora não explicitamente mas em entrelinhas, admite que o exame trata-se de uma reserva de mercado. Posso garantir para aqueles que dizem que só encontramos aqueles que não passaram chorando as pitangas que não é bem assim. Eu fui aprovado no exame 2009.3, sem recurso e tive acesso ao espelho de provas dos meus amigos que não passaram. Tenho uma amiga que foi totalmente injustiçada na prova. A peça dela não estava “a melhor”, porém, trava de todas as matérias necessárias e, continha todos os pedidos exigidos, obviamente que de forma sucinta, afinal, não há como fazer uma peça decente usando aquela quantidade de páginas. As formalidades foram todas cumpridas à risca, qualificação integral das partes, peça de endereçamento, requisitos recursais, preliminares e etc (prova de direito civil). A banca teve a falta de vergonha na cara de dar-lhe simplesmente 1,3 na prova dela. Tiveram questões que ela respondeu razoavelmente, e tirou meros 0,2…. Eu também fui injustiçado, em uma questão, que cumpri a risca o que o espelho mandava, tirei 0,5… Ora, obviamente que eu não iria ingressar com um recurso, mesmo porque me faltava interesse para tanto, porém, o caso da minha amiga foi extremamente vergonhoso. Eu não sou totalmente contra o exame de ordem, e inclusive defendo que deveria haver uma prova para todas as profissões. Porém, sou totalmente contra a forma com que ela é feita e no momento. Na minha humilde opinião, deveria ser uma prova aplicada antes da colação de grau, como requisito para a obtenção de grau. Ora, a outorga de grau é o ato pelo qual torna o profissional apto ao exercício da profissão de sorte que exigir-lhe uma outra provação para habilitar-se profissionalmente me parece um tanto quanto injusto e “ilegítimo” posto que você está apto ao exercício porém, não está apto à habilitação (???). Acredito que deveria ser uma prova realizada em conjunto entre as entidades de Classe e as IES, e deveria ser requisito essencial para a obtenção do grau.
Tem horas que eu acho que a bomba vai explodir….
Não só mais severa, como mais intransigente….
Nobres colegas… vou relatar um caso verídico que aconteceu comigo antes de eu ingressar na faculdade. (Só para constar ja me formei) Acreditem, fiz assinatura de um determinado jornal da minha cidade (Curitiba – PR), onde eu ganhava a inscrição para o vestibular de uma certa “faculdade” (até que hoje bem conhecida aqui!!!). Lógico que nem sequer fui fazer a prova… acreditem… algumas semanas depois recebi um telefonema me parabenizando por eu ter passado no vestibular… EM DIREITO!!!!! Quando informei ao autor da ligação que sequer fui fazer a prova, ele desconversou e informou-me que foi engano!!!! (Devo salientar que ele sabia meus dados e minha opção em fazer Direito) Mesmo quando fiz meu curso para o exame da ordem constatei que muitos dos alunos que estavam fazendo o curso não teriam jamais condições de passar no exame!!!! Era absurdo!!! Chegava a irritar suas colocações!!!! O exame tem sim suas falhas, mas é primordial que permaneça com critérios severos para o próprio bem da profissão.
Fiquei com a nota 4,9 em trabalho….no entanto…no recurso apontei onde os pedidos foram atendidos…e passei.
Corrigiram meu recurso…e foram justos….mas acredito que muitos tbm sofreram com uma péssima correação da prova e o desleixo repetiu-se na correção do recurso. Penso que é de certa forma uma mistura de disciplina…mto estudo…equilíbrio psicológico….e sorte pra sua prova cair na mão de um examinador que tenha bom senso!…….se um desses requisitos faltarem…é queda!
Desistir jamais…..pq quando seu nome aparecer na lista dos aprovados….tdo se torna passado!
A opinião do “graes” é totalmente descabida e sem razão de ser. Perdeu a oportunidade de manter-se calado. Pense bem graes: Deus nos fez com dois ouvidos e uma só boca por algum motivo, vc não acha?………………….
Considero este portal de extrema importância e oportuno para os candidatos “injustiçados” compartilharem o sentimento que lhes afligem, e por isso mesmo não vejo coerência e sensatez alguma por parte daqueles que criticam esta atitude.
Aqui não é o Muro das Lamentações, e por isso mesmo acredito piamente que os que aqui estão perdendo o seu copioso tempo para desabafar é porque de fato foram injustiçados por uma correção descabida, sem critérios e até mesmo desonrosa.
Não se trata de levar a aprovação no grito! Trata-se de indignar-se ante a reprovação inconclusiva.
Mais do que isso, trata-se de uma forma de demonstrar ao mundo a vivência do seguinte lema: LUTAR SEMPRE, VENCER ÀS VEZES, DESISTIR NUNCA!
Existe alguma alma penada que foi aprovada em MINAS, porque aquí parece que todos os recursos foram indeferidos.
NA BRIGA PRA VER QM IA BANCAR A DESPESA DO CASO OSASCO NÃO CONTRATARAM CORRETORES SUFICIENTES PARA ESSA PROVA E FINGIRAM Q CORRIGIRAM, SÓ PODE!!!
Quando saiu o resultado do dia 07.05, estava lá o meu nome. Fiquei exultante. Eu trabalhei a peça muito em cima dos fatos e do direito. Procurei dar a máxima coesão possível ao texto, evitar erros de ortografia e não colocar errado o nome da peça. Graças a Deus foi a primeira e última vez que fiz a tal ppp. Agora,vamos ver como está o mercado. Espero viver da advocacia, com muita honestidade e sinceridade com meus futuros clientes. Peço à Deus que eu os tenha, e que todos fiquem satisfeitos comigo.
Passei, Passei.. é só felicidade…
Dr., passei no 2009.2 e no 2009.3 e lhe afirmo, entrei neste blog todos os dias durante mais de 01 (hum)
ano e me foi, e ainda é, muito útil.
Obrigado por tudo e um grande abraço !!!
Boa tarde.
Muito embora eu respeite a posição do graes, deixo de apoiá-lo por considerar, de certa forma, conflitante com a própria profissão que resolveu por escolher pois, ao considerar que um advogado não pode se conformar tão facilmente com a derrota, deve, salvo melhor juízo, brigar pelos seus direitos, fato inerente da profissão.
Veja graes, eu não me reporto ao seu posicionamento para criticá-lo, até porque no 1º exame que fiz fui aprovado, porém, concordo plenamente com a indignação dos demais colegas pois, muito embora tenha sido aprovado, o que, de fato, descaberia o ingresso de um recurso, encontrei erros absurdos na correção de minha prova e, ainda, em comparação com provas de colegas que igualmente foram aprovados no exame 2009.3, analisando as provas, infelizmente a lógica jurídica de alguns deles é completamente descabida pois, considerando que muito embora alguns tenham elencados os artigos e o pedidos exigidos, o que escreveram não foi uma peça processual e sim, vários temas aglotinados e sem lógica.
Neste sentido, o que pude avaliar do exame é que infelizmente o que a OAB exige é uma decorreba e não consegue avaliar a capacidade real do acadêmico e aspirante a advogado, muitas vezes suprimindo o direito de advogar de muita gente boa, pelo menos uma dúzia dos que conheco.
Por fim, aos colegas que infelizmente não lograram êxito em seus recursos, não desistam e, se possível, ingressem sim na justiça e busquem os seus direitos, não para implorarem nada a ninguém, mas, para demonstrar que se estudamos 05 anos para nos formamos, o fizemos em busca do direito e, se assim for feito, certamente no futuro, existirá a dignidade nas correções da cesp para avaliar cada prova e cada candidato
Boa sorte a todos.
Regra geral, o Poder Judiciário não pode apreciar o mérito do ato administrativo, ou seja, o juízo de conveniência e oportunidade da Administração Pública no que se refere à formulação de questões do exame e sua correção, cabendo somente analisar a legalidade do ato administrativo e sua legitimidade. Por meio da apreciação judicial é possível apenas a verificação de obediência do concurso às formalidades essenciais e aos limites impostos pelo Edital, bem como o tratamento não isonômico dado dos candidatos. Somente em situações excepcionais poderia o Judiciário anular questões de concurso.
A Banca Examinadora deve sempre gozar de autonomia para formular as questões e estabelecer critérios de correção das provas, a fim de que se obedeça ao necessário princípio da isonomia, revestindo-se de razoabilidade e motivação.
Nesse sentido temos diversos precedentes, a saber:
MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OAB. EXAME DE ORDEM. CORREÇÃO DA PROVA PRÁTICO – PROFISSIONAL. REAVALIAÇÃO DA PEÇA PROCESSUAL E DE QUESTÕES PRÁTICAS. ALCANCE DA APRECIAÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. – As disposições editalícias inserem-se no âmbito do poder discricionário da Administração, o qual não está, porém, isento de apreciação pelo Poder Judiciário, se comprovada ilegalidade ou inconstitucionalidade nos juízos de oportunidade e conveniência. – Ao Poder Judiciário é permitido proceder à verificação da legalidade e constitucionalidade do processamento de concurso público, seu aspecto formal, sua vinculação ao Edital, sendo-lhe, no entanto, vedada a verificação de critérios subjetivos de avaliação dos candidatos, em respeito ao princípio da independência dos Poderes, inserto no art. 2° da Constituição Federal. – É defeso ao Judiciário intervir no exame de mérito de questões relativas a concurso, não podendo este Poder avaliar os critérios de elaboração e correção de provas, razão por que não cabe, no caso, a apreciação da correção da peça processual e das questões práticas da segunda etapa do Exame de Ordem a que se submeteu o apelante, justificando-se a intervenção do Judiciário apenas em hipóteses de ilegalidade no procedimento administrativo do concurso, de descumprimento do teor do Edital e de tratamento não isonômico aos candidatos. Somente em situações excepcionalíssimos, poderia o Judiciário anular questões de concurso, se comprovado flagrante erro material ou incluída matéria não constante do programa de disciplinas arroladas no respectivo Edital. – Não poderia o magistrado, através de critérios pessoais, aferir se as questões da prova foram mal corrigidas, se poderiam ser aceitas outras interpretações para os problemas formulados, sob pena de substituir-se à Banca Examinadora do certame, quebrando, assim, o princípio da independência entre os Poderes.
(TRF 2a Região; Apelação em Mandado de Segurança – 2005.50.01.011628-4; Sexta Turma Especializada; DJU 15/01/2007; Página 169; Relator Desembargador Federal Fernando Marques; grifou-se)
Ou seja, quem realmente respondeu corretamente as questões da segunda fase do exame da OAB pode impetrar mandado de segurança demonstrando a injustiça na correção e o tratamento não isonomico dispensado aos examinandos, que, indubitavelmente, terá sua pretensão acolhida pelo Poder Judiciário.
Indice de aprovação no exame nacional 2009.3, subiu de 15% para 16,5% após o julgamento dos recursos, parece absurdo mas é verdade.
Destáque para as seccionais de MINAS GERAIS que tinha 390 aprovados na 2a fase, após recurso foi para 392 aprovados.
A seccional com pior desempenho e Minas Gerais 8,3% e a que mais aprovou foi o Pará 21,4%.
Da vergonha, concordo claramente que é reserva de mercado. Realmente, uma coisa é ser reprovado pelo que você errou, outra é você ser reprovado por que não corrigiram os itens que você escreveu, ou seja, NÃO LERAM A PROVA SUBJETIVA.
A prova é o reflexo do descaso com o bacharel, mas deixa estar, perseverança. Não é isso que eles querem?! Que reservem o mercado enquanto puderem, vou estudar o dobro e vou passar….
Dr. Maurício, o sr. poderia fazer um post sobre MS? Você acha que vale realmente a pena impetrar MS?
Esse Graez é uma piada vou te contratar para impetrar o meu ms para ver como vc se sai
Olá Marcos Paulo, obrigado pelo seus esclarecimentos. No meu caso em especial, como já disse anteriormente, é um caso de erro material. Já que a exigência do espelho foi obedecida, menção a súmula 377, ainda do exame 2009.2, Trabalho, e justamente se enquadra em tratamento não isonômico.
Estou no Rio de Janeiro e peço indicação de advogados nesta área de MS, para realmente definir meu futuro. Meu email é chico@galaxy.com.br, se puder ajudar em maiores detalhes. Desde já obrigado, abraços.
A decepção maior é pensar que uma instituição como esta investida na missão de instaurar a justiça em nossa sociedade, agir com tamanho descaso aqueles que como eu e outros milhares estamos a sua mercê. Ser reprovado por não saber ou errar é inevitável, mas, por que simplemente não quiseram lhe atribuir a pontuação a qual se tem DIREITO, é realmente lamentável e foi que de fato aconteceu. Triste!
Pessoal, a tendência é o exame ficar cada vez mais difícil. O 2009.3 foi o meu primeiro, e pelo que dizem foi o mais difícil, porém me preparei devidamente e fui aprovado. Por tanto não desanimem, façam uma boa preparação e confiem no seu rendimento.
Parabéns aos que foram aprovados e sorte aos que tentarão os próximos.
Dr., claro, sei que não quer mascarar a realidade e mostrar um mundo colorido! seus posts me deixam desacreditada pois sei que são realidade. Isso que me entristece.
O sentimento de “mãos atadas” tbm me dói. Não temos a quem recorrer! O judiciário não conserta, pois parece ter medo da OAB. A OAB, instituição que prega a justiça, é a que mais trata com injustiça os candidatos.
Neste momento eu só queria entregar a minha prova do 2009.2, juntamente com todos os espelhos de quem fez a mesma peça que eu, para algum responsavel do CESPE ou OAB. Somente para ouvir as argumentações deles. Por que alguns passaram e outros não? Isso não pode acontecer. DE JEITO NENHUM!! Mas aconteceu comigo e com milhares de outros candidatos.
Dr., este post, em sua parte final, realmente é instigador, isso se vê nos recursos, uma verdadeira desconsideração.
Parabens pelo blog.
Doutora (26 de maio), é claro, é evidtente que conhecimento pode ser medido. E digo mais: o conhecimento que a OAB mede é baixo, baixissimo. É normal a revolta de quem não consegue aprovação, mas o exame mede,sim, conhecimento e só aqules que não têm um mínimo de conhecimento, que é a grande maioria, é que não consegue aprovação. Torço para a OAB passar a exigir muito mais dos bacharéis, pois dentre os aprovados ainda há muitos que não têm qualificação para advogar, muito embora tenham razoável conhecimento teórico (daí a aprovação).
O exame não é reserva de mercado, porque todos aqueles que alcançam a nota mínima são aprovados e podem exercer a advocacia sem qualquer restrição. Reserva de mercado seria estabelecer quantidades máximas para o ingresso na advocacia e isso não acontece, é só ser aprovado que pode advogar. E digo mais: mesmo que fosse uma reserva de mercado, ela seria absolutamente necessária, sou totalmente a favor de que ela realmente exista. Ah, como seria bom se a OAB passasse a fazer reserva de mercado!!!
acho engraçado o discurso dos já aprovados! é tudo necessário e tudo importante…a oab realmente deve cobrar mais e tals…e blá blá blá…como são inteligentes e bem sucedidos!
[...] grau de reclamações quanto aos critérios de correção da última prova subjetiva da OAB – A correção da prova subjetiva ficou mais severa – Exame de Ordem 3.2009 – A maior reprovação da história do Exame [...]