Etapas importantes em concursos públicos e processos seletivos, as provas discursivas e de redação costumam deixar muitos candidatos apreensivos, pois exige a elaboração de respostas, diferentemente das provas objetivas. Por não terem uma resposta totalmente definida, a correção desses exames segue critérios mais abrangentes do que os utilizados para a correção das provas objetivas. Ao longo dos anos, o Cespe/UnB vem investindo em tecnologias e métodos que possibilitam maior objetividade nas correções.
Em geral, as provas discursivas são elaboradas para avaliar a capacidade de escrita do candidato e o domínio do assunto questionado. “Fazemos as provas de acordo com o perfil do cargo vago que se pretende ocupar. Em geral, em uma prova discursiva busca-se aferir não somente o domínio do conteúdo, mas também a capacidade de articulação de raciocínio e de expressão do candidato”, explica o assessor de Planejamento do Cespe/UnB, Marcus Vinícius Soares. Ele acrescenta que o candidato não precisa temer a prova, mas é preciso estar preparado.
Para julgar o desempenho do candidato em provas discursivas e redações, desde 1997, o Cespe/ UnB vem aperfeiçoando um sistema eletrônico criado pela própria instituição para a correção on line desses tipos de exames, que até então eram corrigidos manualmente. Os critérios de correção são elaborados de acordo com o tipo de prova e de modo a possibilitar maior objetividade na atribuição de nota ao texto apresentado. “Os corretores devem se basear na planilha de correção definida para aquela prova. Para isso, eles recebem treinamento específico para cada exame”, explica a responsável pela Coordenadoria de Pesquisa em Avaliação do Cespe/ UnB, Girlene Ribeiro de Jesus.
Como funciona
O sistema utilizado pelo Centro para a correção e provas discursivas e redações permite que os textos sejam avaliados na tela do computador, o que possibilita o acesso de corretores localizados em qualquer unidade da Federação, desde que seja feito a partir de locais pré-definidos que tenham acesso à internet. “A correção é mais rápida e segura, pois há um controle maior da forma como as provas são corrigidas. Além disso, é um processo ecologicamente correto, porque evita o uso de papéis”, reforça Girlene de Jesus.
Para que possam ser corrigidas, as provas são digitalizadas e desidentificadas, ou seja, os nomes dos candidatos são suprimidos das folhas e eles passam a ser identificados por um código. Assim, os corretores não ficam sabendo quem são os autores dos textos, o que garante a isonomia na correção. Após a digitalização, os textos são colocados no sistema, acessados por meio de um sistema seguro de login e senha e analisados de acordo com a planilha de correção definida pela banca. “Nessa planilha, estão especificados os critérios a serem analisados. Cada item marcado pelo corretor contabiliza os pontos obtidos pelo candidato e atribui a nota que ele receberá”, comenta a consultora em Língua Portuguesa do Cespe/UnB, Poliana Alves.
O sistema permite ainda que os corretores sejam monitorados de forma virtual, em que é possível verificar a hora em que acessaram o sistema, quanto tempo utilizaram em cada prova e as notas atribuídas.
Como era antes
Antes da implantação do Sistema de Correção de Provas Discursivas, os textos dos candidatos eram copiados e distribuídos aos corretores. Estes, analisavam o texto e marcavam a pontuação em uma planilha, também em papel, que depois passava por leitura ótica para um sistema eletrônico, que calculava a nota. Por esse método, todos os professores tinham de estar no mesmo local para a correção.
O primeiro esboço do que é hoje o Sistema de Correção de Provas Discursivas começou a ser utilizado na correção das redações dos vestibulares da Universidade de Brasília. Ao longo dos anos, ele foi atualizado e hoje é usado na correção das provas discursivas e redações aplicadas pelo Cespe/UnB.
Avanços
Em 2009, novos procedimentos de acompanhamento das correções foram desenvolvidos e aplicados na correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Todo o processo foi acompanhado em tempo real por supervisores e coordenadores, que verificavam se o corretor estava analisando a prova de acordo com o que foi definido no treinamento recebido. “Se houvesse desvios do padrão de correção, os corretores eram contatados pelos supervisores, que verificavam o que estava havendo”, revela Girlene de Jesus.
Para garantir a qualidade e o cumprimento do padrão de correção, o Cespe/UnB desenvolveu metodologias baseadas em pesquisas realizadas durante o treinamento dos corretores, o que resultou em testes aplicados à banca. Um exemplo foi a utilização da “redação nota 10” no processo de correção das re-dações do Enem 2009. Um texto considerado excelente pelo Centro, e que obedecia a todos os critérios exigidos dos candidatos, era enviado aos corretores de forma aleatória. Caso fosse atribuída uma nota abaixo do que era esperado para a redação, o corretor era contatado.
“Com isso, nós poderíamos verificar se o corretor estava seguindo os padrões de correção conforme as orientações recebidas”, destaca Poliana Alves. Outro exemplo é o envio da mesma redação várias vezes aos corretores, para verificar se eles confirmam as notas atribuídas ao texto nas outras ocasiões. Além desses, outros testes são aplicados durante o processo de correção, que são mantidos em sigilo para garantir a eficácia. Poliana Alves explica que um procedimento foi obrigatório: “Todas as redações do nem passaram por duas correções. Quando houve divergências entre elas, a prova foi analisada por um terceiro corretor”, enfatiza.
A ideia agora é que os avanços no acompanhamento e avaliação da correção, conquistados no processo do Enem 2009, sejam aperfeiçoados e implantados em outros eventos – concursos, seleções e avaliações educacionais realizados pelo Cespe/UnB. “Queremos ter instrumentos específicos para todas as provas discursivas utilizados em outros processos”, explica o professor responsável pela área de Provas Práticas, Luiz Mário Couto. Outra vantagem do sistema é a capacidade de suportar o acesso de muitos corretores simultaneamente, evitando falhas na transmissão das informações. O responsável pela Coordenadoria de Tecnologia do Cespe/UnB, Jorge Amorim Vaz, afirma que o sistema possui uma capacidade de transmissão de dados que pode chegar a 100 megabytes. “Em eventos como o Enem 2009, que teve mais de dois milhões de candidatos e exigiu muitos corretores, foram utilizados 42 megabytes do total da nossa capacidade. Assim, o sistema consegue suportar com tranquilidade o acesso simultâneo dos corretores”, diz.
Tipos de provas discursivas
Em concursos públicos, é comum que as provas discursivas sejam aplicadas em fase específica, após a realização das provas objetivas. No caso de avaliações e seleções como vestibular, Programa de Avaliação Seriada (PAS) e avaliações educacionais, as provas escritas – como também são conhecidas – e objetivas ocorrem na mesma data.
O tipo de prova discursiva exigida em um concurso público depende de alguns fatores como a natureza do cargo a ser desempenhado e o tipo de conhecimento que o órgão contratante requer do candidato. Os principais são:
- Redação
Geralmente exigida em seleções – como vestibular e PAS – e em avaliações educacionais. Nesse tipo de prova é exigido que o candidato elabore um texto sobre o tema proposto em um espaço de até 30 linhas.
- Peça Técnica Jurídica
Costuma ser exigida em concursos para cargos de Procurador, Promotor de Justiça, Advogado e Juiz Substituto. No espaço para resposta, que varia geralmente de 90 a 180 linhas, o candidato deve escrever uma peça judicial abrangendo informações de um texto proposto.
- Projeto
Exigido em concursos para a área de tecnologia, esse tipo de prova combina a redação de um texto com gráficos, em um espaço médio de 45 linhas, em que o candidato deve apresentar um projeto a ser desenvolvido no órgão, conforme o que é solicitado na questão.
- Questões diretas com foco específico
Normalmente utilizada em concurso público de nível superior, em áreas diversas. Nesse tipo de prova, o comando da pergunta especifica quais aspectos o candidato deverá abordar na resposta. Para isso, o candidato tem um espaço de cerca de 20 linhas.
- Questões curtas diretas
Geralmente utilizadas em avaliações educacionais – a exemplo do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) – e de acesso à Universidade – como as transferências facultativas. Nesse tipo de prova, as perguntas são diretas e o candidato tem de 5 a 15 linhas para elaborar sua resposta.
- Peça Técnica em Auditoria
Essa prova costuma ser exigida em concursos de Tribunais de Contas nas áreas de Administração, Contabilidade, Economia, Finanças. Na prova, os candidatos deverão responder as questões aliando conhecimentos teóricos e aplicados ao campo da auditoria. Para isso, o espaço disponível é de 30 a 40 linhas.
Saiba mais
- As máquinas de scanner do Cespe/UnB têm capacidade de digitalizar até 30 mil páginas de textos por hora.
- Em geral, a formação da banca de corretores do Cespe/UnB é feita de acordo com o tipo de prova aplicada. Para redações, é obrigatório que os corretores sejam professores de língua portuguesa.
- Na correção das redações do Enem 2009 participaram 3.600 corretores, que avaliaram mais de dois milhões de textos em menos de 30 dias.
- Não se tem notícias de outra organizadora de concursos e seleções no Brasil que utilize um sistema eletrônico para corrigir provas discursivas.
Autora: Ciléia Pontes
Fonte: CESPE/UnB







Grande CESPE, do que adianta toda essa tecnologia, na minha prova subjetiva eu tenho certeza absoluta que erraram na correção. Portanto não aprovo o sistema. A prova em Minas era corrigida manualmente, e os professores as vezes colocavam uma anotação naquilo que tava errado. Acho que esse sistema de correção vai dar muito o que falar, merece inclusive apreciação do JUDICIÁRIO.
Pura balela isso de sesidentificar a prova, balela puríssima. Basta o candidato saber quem é que corrige sua prova, basta isso. E cá pra nós, vocês acham mesmo que ninguém sabe quem são os que corrigem as provas do exame de ordem? É evidente que a maioria não sabe mesmo, mas pára por aí. Meus caros e caras bacharéis, se eu souber quem corrige as provas, basta eu combinar com quem corrige que na minha prova irá uma palavra bem maluca (“pitomba”, por exemplo), que estará a prova identificada. E outra coisa, não existe nada que identifique melhor que a caligrafia, nenhuma caligrafia é igual à outra, nenhuma.Vem o CESPE com essa conversa pra boi dormir de ecologicamente correto, quando todos as provas são impressas e respondidas pelo candidado no papel, mesmo hoje já existindo tecnologia fácil e capaz de que tudo seja feito de forma computadorizada. Mas é claro, como a OAB/CESPE se preocupam só em embolsar e cada vez enriquecer mais com as taxas de inscrição, preferem manter o istema arcaico de fazer tudo no papel. A tecnologia de hoje permite, inclusive, tranquilamente que o candidato faça aprova objetiva por computador e o rsultado já saia imediatamente após ele clicar no botão adequado para encerrar a prova. E também é um absurdo total hoje em dia o bacharel ter que fazer a prova subjetiva de forma manuscrita, atéporque não existe hoje em dia petições manuscritas no judiciário, ou seja, não tem cabimento alguém perder pontos por conta de sua caligrafia não ser lá muito “bonita”.
No mínimo engraçado tanta tecnologia pra nada, minha correção foi ridícula tenho 2,5 ali que não me deram
Sistema HORRÍVEL, a letra fica 10x pior, corrigir redação é uma coisa, corrigir peça processual é outra, pode ser professor com mil doutorados, eles não estudaram para entender o sistema jurídico, estudaram pra entender de linguagem, dê a Cesar o que é de Cesar, que tais professores sejam designados a corrigir provas de leigos, não peças procesuais….REVOLTANTE, NESSAS E OUTRAS QUE DEIXARAM MIL COISAS DESPERCEBIDAS NA MINHA PEÇA, DE CERTO ESTAVAM PROCURANDO ONDE ESTARIA FALANTO PINGOS NOS “IS”, E NESSAS E OUTRAS QUE REPROVARAM BAIXAREIS POR 0.2 QUE FOI O MEU CASO.(GRIFO NOSSO)(GRIFO NOSSO)(GRIFO NOSSO)
Foi muito bom ler esse artigo , pois firma o que penso sobre essa correção , tanta tecnologia para uma correção ineficaz e burra , tratam o direito como uma ciência exata , esquecendo que diante das circunstâncias apresentadas no problema em questão ,pode existir diversas vertentes que podem estar certas e perfeitamente possíveis , agora diante de tal sistema de correção de forma fria ,se a resposta não tiver de acordo com o gabarito pré estipulado , a resposta será zerada e considerada sem qualquer razoabilidade no domínio jurídico e no entanto outras respostas também podem ser corretas ,enfim ,DETALHE : MAIS UMA DÚVIDA , SERÁ QUE ESSA TECNOLOGIA TAMBÉM CORRIGE PERGUNTAS MAL ELABORADAS E COM SENTIDOS DÚBIOS ?……………………………….. SERÁ QUE ESSA PROVA REALMENTE É FEITA POR ADVOGADOS OU POR PESSOAS DO MEIO ? FICA ESSAS PERGUNTAS PARA REFLEXÃO ……………. as respostas devem ser analisadas por advogados de forma manual sem espelhos pré estabelecidos para verificar a pertinência das mesmas com o caso apresentado, pois caso contrário estaríamos engessando o DIREITO e tratando o mesmo como ciência exata ………….. QUEREMOS UMA AVALIAÇÃO MAIS PERTINENTE E NÃO UMA AVALIAÇÃO BURRA E FORA DE CONTEXTO OU NO MÍNIMO TENDENCIOSA…………………………..
Realmente a fonte da notícia tinha que ser do próprio CESPE. Fazer a correção das provas por telão. Por isso, os erros nas correções são absurdas! IIsso demonstra o desrespeito com os examinandos. Além o mais, acho um verdadeiro absurdo uma prova subjetiva com questôes jurídicas serem corrigida por quem não tem formação jurídica. Por isso, os erros e os entendimentos relativos as correções são verdadeiros absurdos! imagine uma prova subjetiva para o concurso de juiz ser corrigida por uma pessoa que não tem nenhuma formação jurídica. É o que acontece com a prova subjeiva do Exame de Ordem.
o sistema é pessímo e injusto!!!
Dr. Maurício,
Respeito os comentários dos colegas, todavia não é disso que gostaria de comentar.
Escrevo, nobre colega, para parabenizá-lo sobre o brilhante trabalho que desempenha frente este portal.
Ao longo de minha caminha para aprovação este site foi, sem dúvida nenhuma, o melhor que consultei. Sempre pautou pela imparcialidade e sobretudo pela informação correta de fontes seguras.
Por tudo isso, e muito mais, é que este site alcançou e alcançará maiores seguidores.
Parabéns!!
Obrigado Fabrício.
Me solidarizo com a revolta dos colegas. Graças a Deus passei no exame 2009.3, entretanto, me tiraram 0,9 décimos, por pura falta de atenção. Continuo considerando a correção injusta. Injusta!!!
Muita gente boa não passa porque o critério de correção não é equanime, isso ficou provado na correção da minha prova. Por isso agradeço todos os dias a Deus, porque sem Ele não sou nada.
Pelos resultados obtidos no exame 2009.3, esse sistema é um verdadeiro LIXO!
Só vi falhas quanto as correções.
O sistema visa ganhar o que exatamente?
Tempo, isonomia, praticidade, dinheiro ?
Só sei que, independentemente do motivo principal para o qual foi criado, o sistema já está causando dores de cabeça, desespero e danos àqueles que são injustiçados pelas falhas que esse sistema já está apresentando!
Só nós, que não tivemos nossos quesitos avaliados como deveriam, é que sabemos o tamanho do sofrimento pelo qual passamos!
Prefiro o método antigo!
Dr. Maurício,
Elaborei o recurso em relação ao rito ordinário. Na fundamentação, citei uma jurisprudência do TRT/SP com o nome do relator. Isso identifica o recurso??? Preciso de 0,1. Obrigada
Não identifica o recurso. Pode ficar tranquila!
Fiz a “3ª fase” em D. Tributário; o Padrão de Respostas trouxe pelos menos dois erros escancarados!!!!Sem dizer o critério de correção!!!Pasmem os Srs; em uma das questões; constou no padrão de respostas elaborado pelo CESPE um certo artigo do CTN.NA minha prova citei “DUAS” vezes o Artigo……Querem saber a minha nota nessa questão……”ZEROO”!!!zerei!!!!Ou seja,mesmo acertando,vc acaba “Errando”…….Sabe como Entitulei esse Fenômeno????”Estilo CESPE de ser,e de corrigir!!!!!!Senhores……Não basta fazer a prova…..Tem que rezar,e rezar….E rezar…….Contar com a sorte!!!!Mesmo “ACERTANDO”!!!!!!Decepção…..essa é a palavra!!!!E; sem entrar no mérito do que ocorreu na 2ª fase do Exame……A bendita FRAUDE!!!!!Fraude que ninguém soube mais de nada!!!Pq a CESPE não utiliza destas tecnologias na “SEGURANÇA” da prova!!!!
Realmente não dá para entender a correção isso porque acho que deve ser um saco ficar corrigindo prova na tela de um computador. O examinador deve ficar naquela bricadeira de caçar palavras, caçar artigo X, súmula Y é só.
Trata-se de uma prova subjetiva, não a como conferir objetividade no sistema complexo como o da ciências humanas, destaco “ciência jurídica”.
Outro ponto importante a ser observado e que o prazo para a correção do exame 2009.3 foi reduzido em virtude do mito de fraude que até a presente data não se sabe de nada. Consequência disso tudo prejuízo e sofrimento dos que injustamente fizeram uma ótima prova. Prefiro o sistema de correção antigo e vou lutar por isso esgotando todas via e meios possíveis.
Vistos os comentários do blog, percebe-se a revolta com a banca examinadora… Será que é a banca examinadora ou o candidato?
Ainda existe bom senso em acreditar que a tecnologia só tem a somar, e o CESPE a está utilizando para agilizar e dar maior segurança no processo, mas apesar de todo aparato a correção é feita por pessoas, que como os candidatos são passíveis de erro. Poderia acontecer com qualquer uma banca.
Para os possíveis erros, existem os recursos. Façam uso deles e utilizem do conhecimento jurídico e apliquem a capacidade de convencimento diante da banca e saiam vencedores… Sejam advogados de fato e de direito!
Tudo isto e contratam corretores cegos. Eu escrevi exatamente o que precisava e em alguns itens consegui o feito de zerar. Não sei o que mais que eles querem, só se querem doutrina sem poder levar livros, aí eu me calo…
Do Inferno ao Céu
A correção da minha prova prática do exame 2009.2 foi ridícula. Já a correção da minha prova prática do 2009.3 foi impecável!
Mas o maior problema não está em quem efetivamente corrige a prova, mas em quem se omite em reconhecer eventuais erros dessa correção (OAB).
É uma verdadeira PALHAÇADA o Cespe divulgar uma notícia dessas! Pq isso tá só na teoria.. pq a prática é que as provas práticas de civil do exame 2009.3 não foram corrigidas! A maioria dos candidatos, agr, tem que passar por esse estresse que vem a ser a fase recursal pelo fato de a empresa contratada para organizar o certame ser composta por incompetentes! REVOLTA! Essa é a palavra que expime bem o que o Cespe me traz..
Ante o exposto, agora fica a dúvida e o medo de pensar, será que vão realmente se redimir dos erros da prova subjetiva? Ou continuarão se enrijecendo perante um gabarito falho, poderão eles se redimirem?Vão corrigir os recursos com olhos de justiça?
Não tenho raiva de banca examinadora, tenho raiva da falta de vergonha na cara, se minha prova tivesse sido corrigido adequadamente eu teria que discutir apenas o direito, o problema é que tenho que discutir fato e direito em sede de recurso administrativo.
Essa cambada de vigaristas não corrigiu o que estava na cara deles, ai eu tenho que mostra que escrevi isso na linha X, pag Y, etc.
Tenho raiva do CESPE publicar uma entrevista falando que houve evolução, quando na verdade o que temos é um atraso.
Não existe como analisar o subjetivismo de respostas humanas, jurídicas de forma objetiva, até porque essa cambada de vigaristas não admite que o aluno copie a letra da lei, mas na hora de cobra eles a querem. É o fim dos tempos depois dessa fraude do 2009.3, incompetência no concurso da CEF, eles aida me aprontam essa.
Na oportunidade informo que esse procedimento de correção quanto ao exame de ordem é experimental para essa prova.
Mesmo tendo sido aprovada me solidarizo com os colegas supra revoltados, o problema realmente existe pois a minha nota total foi 6,0, mas nos espelhos e padrão de respostas acho que deveria ter tirado 8,0, isso analisando vários quesitos que eles esqueceram de pontuar ou não entederam o que eu falei, mas na minha resposta eu falava exatamente o que os pradrões e espelhos queriam. Pontanto não concordo com a correção, até pensei em entrar com recurso, mas acabei desistindo.
Na minha prova a correção também foi injusta… Eles analisaram a prova bem porcamente, pois deixaram de atribuir nota a tópicos e pedidos que fiz e que constavam no espelho. A CESPE me inoja!!!!!!
Citei umas duzentas linhas em que estava idêntica a resposta ao gabarito, repito, idêntica.
Eles não corrigiram a prova, agora no recurso tenho certeza que irão corrigir!
Muitos gabaritaram e zeraram na questão/peça.UMA VERGONHA…e tenho certeza que se isso persistir…vai chover de ação na justiça em face da OAB.
Não tem como fugir, se está idêntico ao Gabarito a palavra escrita no texto…é ponto!
CORREÇÃO JUSTA….esqueçam a lista da RESERVA DE MERCADO!
Esses examinadores incompetentes tem que ser avaliados e responsabilizados administrativamente/judicialmente….que subjetividade oquê???? Está claro…gabarito / texto…é ponto!
Uma hora isso acaba…depois da correção da minha prova…eu e milhares temos a convicção que isso é uma pouca vergonha!!!
Cadê a minha prova INJUSTAMENTE ANULADA??? Agora, Cadê a aplicação da correção desta 3a. fase???
QUE VERGONHA…e os caras tem cara de PAU ainda para falar besteira!!!!
Foram reprovados 1/3 dos candidatos que paticiparam da prova prática.
Essa prova subjetva realmente foi muito mal corrigida, estou vendo que não fui o único prejudicado, entrei com recurso, se não for aceito tentarei na justiça, não vou fazer o exame 2010.1, fico triste em ver colegas que realmente precisam da carteira para trabalhar e serem injustiçados, esses organizadores do cespe estão somando muitas dividas no plano espiritual.
Ao ler tantos depoimentos, não poderia ficar inerte, pois passa-se 5 anos em uma faculdade, dando o melhor para aprendermos a ser juristas e, ao final, temos que passar pelo portal, imbecil e rídiculo, criado por uma “instituição demagoga”, a OAB, que joga nas mãos de outra “instituição negligente”, a sorte de pessoas de bem, com um discurso de que o exame da ordem é legítimo, porque pelo menos funciona como um filtro. Pelo contrário, tem funcionado como frustação para muito bacharel competente, isto porque existe especulação de mutios, a começar pela própria OAB que de maneira absurda e extorsiva, sinicamente cobra R$ 200,00 como taxa de inscrição: VIROU COMÉRCIO… Sem falar na quantidade de três vezes ao ano. Não se julga recurso e já começam as inscrições. Que vergonha! Quem denuncia a OAB, campeã de ADIns, campeã de discursos demagogos. É revoltante, é preciso agir. Para todos os colegas deixo uma mensagem, vamos entrar na luta, mesmo aqueles que passaram, mas se se sentirem prejudicados, recorram, recebam a nota que mereçam, de modo contrário, é não lutar, é não brigar por direitos, é permitir que a Ciência Jurídica volte a ser dogmática, e pior: uma “dogmática bandida”, se assim o for: para que estudar Hermenêutica, Filosofias e Sociologias Geral e Jurídica, para que estudar e compreender se ao final de tudo cobram receitas de lei ou jurisprudências. Exame da Ordem é a porta para ser advogado, deve portanto cobrar dialética, argumentação, oratória, advogado não é um robô, mas um cientista e, como tal, deve ser respeitado.
Prezado Senhores, fiquei com 4.90. Recorri de tudo que foi possível, ficou três sub-itens sem correção. Preceso de 1,10, será que tenho chance de obter a pontuação que preciso? valeu pessoal pela atenção.
Eita cara, 1.1 é complicadinho em, mas como vc disse que teve itens sem correção, pode haver uma possibilidade, como dizem, “Não existe causa perdida se ainda há um tolo a lutar por ela.”, esperança sempre, preciso de 0.2, tenho muita esperança e fé, mas ao mesmo tempo tenho medo, nunca se sabe o que se passa na cabeça de um examinador, ainda mais dps das correções porcas, e mais ainda por reprovarem pessoas com nota 5.9, 5.8, como foi o meu caso….Fé ai amigo, eu recorri de 2.5 pontos, espero q consiga ;P.
Fiquei com 5,40. Preciso de apenas 0,60. Espero conseguir o objetivo e passar no certame.
Olá amigos. Fiz a prova de Civil. Assim como muitos, tive minha prova, digamos, não corrigida. Zerei nos pedidos, que só nessa parte somava 2,7 pontos da peça. Ridículo esse critério. Na fundametação, praticamente acertei todos os itens. Tirei 2,0 na peça.
Agora o mais ridículo de tudo, foi na questão 03, onde colocaram 04 perguntas a serem respondidas, onde me deram 0,00 para todas as fundamentações, inclusive perguntas essas respondidas iguais ao gabarito. Entretanto, após nota 0 em toda a fundamentação, me deram 0,10, ou seja, metade do quesito em raciocínio jurídico. Um verdadeiro terror. Ora gênio examinador, como posso ter errado a questão inteira e ter tido metade do raciocínio jurídico? Que padrão de correção é essa?
R$200,00 de inscrição pra restituir o valor que a CESPE gastou na realização da “3ª fase”, por um erro deles? Sou a favor do exame de ordem, porém um exame justo, com critérios. Em se tratando de CESPE, injustiça vira sinônimo.
Oras bolas como é que a gente entende a correção.
1. descontam 0,10 de erro de português e gramática onde não existem erros.
2. descontam 0,10 do raciocínio jurídico mesmo que o candidato acerte a questão usando todos os fundamentos exigido pela banca.
3. Exigem respostas “extra pergunta” ou seja responder certo não é suficiente tem que responder igual com as palavas da banca.
4. Esquecem de pontuar o que está expressamente escrito.
5. Tem candidato que ganhou 0,00 de raciocinio jurídico mesmo tendo citado art. sumulas, incisos e repondido de forma correta a pergunta.
6. Além de estudar muito ficar com a bunda quadrada, tem que rezar, compra pé de coelho, ferradura, benzer-se, para ser aprovado. Isso é Brasil. Me arrependo de não ter feito direito na França.
E ainda vem gente imbecíl dizer que precisamos estudar mais o Direito. Temos que estudar é COMO AGRADAR O CESPE. Tem tanto critério pra se observar que, quem faz a prova com preocupação de não errar nada, se adequar aos padrões linguísticos e estilísticos que o CESPE exige, acaba se ferrando.
Essa prova não tem um critério objetivo, aplicável a todas as pessoas.
Tem, na verdade, uns critérios, que parecem mais subjetivos e cada vez menos isonômicos.
Sem contar o stress de ficar desde dezembro aguardando o resultado de toda essa história sem fim, ainda somos obrigados a ler que estão se aprimorando para melhorar o sistema.
Só queria saber uma coisa: pra quem ?
Eu pago, eu estudo, eu ralo, eu aguardo, eu obedeço, eu aceito, e me submeto, eu acato, eu me adapto, eu espero, eu fico calado, eu não durmo etc… agora… eu não deveria ser tratado com o mesmo respeito, no mínimo?
Esse exame 2009.3 foi a maior safadeza de todos os tempos!
Além de termos sido prejudicados pelo CESPE no caso Osasco, ainda temos que ser as cobaias de um sistema que está sendo implementado e testado justamente agora.
Como se não bastasse, o cerco só está fechando e cada vez menos se tem acesso à OAB/CESPE e seus critérios absurdos!
Meu caso é o seguinte.
Fiz a peça e 3 questões.
Não tive tempo de fazer o resto.
Acertei a peça e 2 questões e meia (2,3).
Em todo o meu texto na peça, apenas esqueci de mencionar as guias do seguro desemprego e o saldo de salário que, pelo espelho, me tirariam apenas 0,40 do total.
Além disso fiquei com 0,20 de 0,60 no critério RACIOCÍNIO JURÍDICO e 0,20 de 0,40 na apresentação.
Ou seja, 1,00 a menos.
O resto está todinho lá, igualzinho o espelho pede!
No total, minha peça deveria valer 4,0, quando recebi apenas 2,8.
Motivo? Miopia do Examinador! Só isso!
Pra passar, não preciso de 6,0 ?
Pois é, eu tirei isso!
Só aconteceu que não me deram o que era meu!
Acho que o examinador não manja nada de português e gramática, na dúvida ele desconta 0,10 da nota para não falar que não corrigiu o quesito. Na minha opinião as vezes nem mesmo advogados sabem corrigir o português. Isso é um fato e não uma constatação, se não me engano acharam erro de português até na senteça do caso Isabela que foi analisada e elogiada por vários juristas.
Com toda a lamentação dos candidatos mineiros, última seccional a aderir o exame unificado, é realmente desgostoso para a classe ter esses infortúnios.
* PRIMEIRO EXAME NACIONAL – com provas anuladas
* PRIMEIRO EXAME NACIONAL – com critérios de notas fracionadas
* PRIMEIRO EXAME NACIONAL – com critérios de verdadeiros automatos para correção
* PRIMEIRO EXAME NACIONAL – ao que parece sem ser corrido por advogados (como em minas era)
* PRIMEIRO EXAME NACIONAL – com consulta a lei seca (este ponto positivo ao meu ver)
* PRIMEIRO EXAME NACIONAL – recurso quase igual ao twitter (apenas 1000 caracteres, contando o espaço) – é quase o post deste comentário
======== RESULTADO, o mínimo do mínimo de novos advogados, além do mais com a neófita resolução da OAB FEDERAL retirando a autonomia dos conselhos seccionais de EXAME DE ORDEM, ora!!!
Para que existe o processo administrativo disciplinar da OAB? Será que é necessário fazer tanta peneira assim, por uma inércia fiscalizatória que é deles?
Ao que consta, estão sim querendo fazer uma reserva de mercado aos advogados já inscritos!
Agora, R$200,00 pelo próximo certame, e um provimento antigo que determina que a taxa do EXAME poderá ser até NO MÁXIMO a 30% do valor da anuidade?
ORA OAB!!!
Que das cinzas resurja o antigo método!!!
“Justiça para alguns, não é justiça, mas odiosa forma de discriminação incompatíveis com os preceitos do estado democrático de direito.
O CESPE está preocupado com o seu sistema de correção, isso ficou evidenciado após a publicação da notícia acima que está presente também na pag do CESPE. Isso é uma forma de impedir o Litisconsórcio passivo dos milhares de MANDADOS DE SEGURANÇA, que vão ser impetrados perante a OAB e CESPE.
Vou deixar o meu MS pronto, antes mesmo da divulgação do Resultado definitivo, também pretendo distribuir a cópia do mesmo para todos os prejudicados.
[...] Há de se observar que efetivamente a correção do Cespe é toda feita por sistema informatizado – Como o Cespe corrige as provas subjetivas. [...]