Exame de Ordem 3.2009 – A maior reprovação da história do Exame Unificado

A OAB Federal publicou ontem os dados estatísticos, por seccionais, dos desempenhos das Instituições de Ensino Superior (IES) que tiveram seus egressos matriculados no Exame de Ordem 3.2009.

Tais dados são retrato cabal e inequívoco da falência do Ensino Jurídico no Brasil. E usar o termo falência não é mera licença ao exercício da retórica – De fato o ensino jurídico neste país pode ser considerado falido, inapto a assegurar aos estudantes de Direito o conhecimento mínimo necessário para a prática da advocacia.

Seguem os links com os dados das IES apurados por seccional seguidos de algumas observações. Deve-se observar que esses dados são preliminares, porquanto os recursos ainda não foram julgados apesar de que as alterações percentuais não são elevados após os julgamentos dos recursos.

Devo lembrar também que não mencionarei entre as melhores as IES cujos egressos submetidos ao Exame sejam em um número menor que vinte, porquanto essa proporção de candidatos não tem o condão de ser efetivamente representativo da qualidade de ensino em termos proporcionais. Não faz sentido eu mencionar que uma faculdade conseguiu 100% de aprovação sendo que apenas 2 alunos fizeram a prova.

Vejamos os dados:

Acre

Apenas 3 IES relacionadas. O melhor desempenho é o da Universidade Federal do Acre, com 42,31% de aprovação. Foram 242 inscritos e 33 aprovados.

Alagoas

A UFAL logrou aprovar 54,88% de seus egressos, seguida de longe pela Faculdade de Alagoas, com 27,93% de aprovação. As demais IES amargaram desempenhos abaixo dos 17%. Foram 1074 inscritos e 204 aprovados.

Amapá

Apenas a UNIFAP teve desempenho digno de menção, com 32,00% de aprovados. Foram 204 inscritos e 25 aprovados.

Amazonas

Universidade do Estado do Amazonas, com 48,65% de aprovados, e Universidade Federal do Amazonas, com 30,00% de aprovados, são as instituições que merecem menção. Foram 863 inscritos e 77 aprovados.

Bahia

A Universidade Estadual de Feira de Santana ficou em primeiro lugar na Bahia, com 54,05% de egressos aprovados. Várias universidades e uma faculdade tiveram um desempenho de razoável para ruim, oscilando entre 48,44%  a 27,08% de aprovação. Foram 3008 inscritos e 518 aprovados

Ceará

A Universidade Federal do Ceará, com 56,76% de aprovação e a Universidade Estadual do Vale do Acaraú, com 36,21% de sucesso, são as IES dignas de menção. Foram 1634 inscritos e 364 aprovados.

Distrito Federal

Aqui constatamos o primeiro grande desempenho no Exame, da UnB, com 72,34% de aprovação. A UnB, hoje,  é provavelmente a melhor IES de Direito no Brasil (pelos desempenho no Exame de Ordem nos últimos anos). Em segundo lugar, após um enorme abismo, vem o UniCeub (onde me formei), com apenas 26,67% de aprovação.

De 3341 inscritos só tivemos 614 aprovados.

Espírito Santo

A Universidade Federal do Espírito Santo (61,29%) e a Faculdades Integradas de Vitória (51,49%) são as instituições dignas de menção. Foram 2209 inscritos e 365 aprovados

Goiás

Universidade Federal de Goiás conseguiu aprovar 57,82% de seus egressos. De 4209 inscritos 595 lograram aprovação.

Maranhão

A UFMA aprovou 56,00% de seus alunos, seguida também pela UFMA (provavelmente outro campus) com 41,18% de aprovação. De 1524 inscritos somente 255 foram aprovados.

Mato Grosso

O grande destaque fica para UFMT, com 51,61% de aprovados, bem distante da segunda colocada, a Universidade do Estado de Mato Grosso, com 26,42% de aprovados. Inscreveram-se 2135 bacharéis e apenas 274 foram aprovados.

Mato Grosso do Sul

Três instituições tiveram um bom desempenho (levando-se em conta que, em termos de Exame da OAB, uma média de 50% é algo bom) nesta seccional, a UFMS, UFMS (de novo-deve ser outro campus) e a UFGD, com 50,00%, 45,90% e 42,42% respectivamente.

De 1582 inscritos somente 236 foram aprovados.

Minas Gerais

O desempenho da Seccional mineira  em sua estreia no Exame Unificado foi catastrófico. Apenas 8,30% dos bacharéis mineiros lograram aprovação. Ou seja, de 4697 inscritos, somente 390 foram aprovados. Esse desempenho provavelmente se explica pela aplicação de uma prova diferente da que o Estado estava acostumado, mas efetivamente deixa, e muito, a desejar.

Muitas instituições colocaram 50, 80 ou até mesmo 120 bacharéis para fazerem e a prova e apenas 2 ou 3 (literalmente) lograram aprovação. Muito ruim para uma Seccional da dimensão e importância de Minas Gerais.

Os destaques ficam por conta da Fundação Universidade Federal de Viçosa com 50,00% de aprovação, e a UFOP, com 31,25% de aprovados.

Pará

O melhor desempenho pertence ao Centro Universitário do Estado do Pará, que logrou aprovar 32,50% de seus egressos.

De 1213 inscritos apenas 212 lograram aprovação.

Paraíba

Na Paraíba duas instituições fizeram bonito, a Universidade Federal da Paraíba, com 71,01% de aprovação e a Faculdade de Direito de Patos, com 66,67% de sucesso.

Foram 1356 inscritos e 283 aprovados.

Paraná

Um bom grupo de IES conseguiu um desempenho superior aos 40,00%, com destaque para a UFPR, com 70,41% de aprovação, seguida pela Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro, com 62,26% de aprovação de seus egressos. Foram 6792 inscritos e 1281 aprovados.

Pernambuco

O destaque fica para UFPE , com 62,86% de aprovação, seguida pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina, com 42,50% de aprovação.

De 2400 inscritos apenas 486 foram aprovados.

Piauí

A UFPI emplacou 66, 67% de seus egressos, seguida pela UESPI, 42,42% de sucesso.

De 1430 inscritos apenas 314 foram aprovados.

Rio de Janeiro

O melhor desempenho pertence à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, com 55,56% de aprovação, seguida de perto pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Federal Fluminense e Universidade Federal do Rio de Janeiro, todas aprovando entre 47 a 54% de seus acadêmicos.

Há de se notar que muitas instiuições, assim como Minas Gerais, têm desempenhos pífios, colocando 100, 200 e até mesmo 1000 bacharéis para fazerem a prova e aprovando apenas 20 ou 30 deles.

De 8004 inscritos somente 1034 lograram aprovação. Ou seja, 12,92% de candidatos aprovados.

Rio Grande do Norte

A UFRN emplacou 60,00% de seus egressos, seguida pela UERN, com 57,41% de aprovados.

De 1447 inscritos foram aprovados 270 candidatos.

Rio Grande do Sul

Os melhores desempenhos pertencem à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com 53,95% de aprovação e à Universidade Federal de Santa Maria, com 47,37 % de sucesso.

Afora essas duas instituições, as demais não conseguiram apresentar um percentual satisfatório, em que pese a forte escola jurídica gaúcha, reconhecidamente vanguardista. O desempenho da maioria das instituições é pífio.

De 5536 inscritos apenas 652 alcançaram o sucesso, ou seja, 11,77% de aprovação. É muito, mas muito baixo para o RS.

Rondônia

Rondônia deveria passar uma borracha no Exame 3.2009 e começar do zero. A melhor instituição só aprovou 20,00% de seus egressos. De 619 candidatos apenas 71 passaram no Exame.

A situação nesta Seccional é especialmente grave.

Roraima

O desempenho dos bacharéis de Roraima conseguiu ser pior do que os de Rondônia. Infelizmente apenas 25 bacharéis entre 211 foram aprovados. A instituição que mais aprovou só conseguiu emplacar 18,75% dos seus egressos. Detalhe: Não foi a Universidade Federal do Estado.

Santa Catarina

A Universidade Federal de Santa Catarina aprovou 62,07 de seus alunos, abrindo grande margem sobre a segunda colocada, que só aprovou 24,14% de seus egressos.

De 3282 inscritos apenas 537 obtiveram sucesso.

São Paulo

São Paulo por si só é um mundo, tanto pelo número de candidatos, como pelo número de IES e pela importância para o resto do País, inclusive no campo jurídico. A maior Seccional do Brasil também detém o maior número de IES privadas, e por isso mesmo sempre apresenta um desempenho muito fraco. De 23.349 inscritos somente 3197 foram aprovados. Ou seja, 13,69% dos bacharéis têm sucesso no Exame.

As melhores IES são:

USP - 69,06%

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - 60,98%

Escola de Direito de São Paulo -DIREITO GV – 59,26%

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – 51,82%

Universidade Presbiteriana Mackenzie – 51,08%

A Seccional paulista apresenta as maiores aberrações em termos de reprovação no Exame de Ordem. Há casos de instituições que formam mais de 1400 acadêmicos para só aprovar 5% deles, entre outros casos de instituições formadoras de grandes turmas cujos aprovados você conta com os dedos de uma só mão. A esmagadora maioria aprova menos de 12% de seus alunos.

Sergipe

O pequeno Estado de Sergipe sempre foi o campeão do Exame de Ordem, mas desta vez seu desempenho não foi bom. De 666 inscritos (!) apenas  180 lograram sucesso.

O grande destaque foi a Universidade Federal de Sergipe, campeã do Exame de Ordem 3.2009, porquanto conseguiu aprovar 77,78% de seus egressos, suplantando a poderosa UnB (a quem o Cespe está vinculado). Parabéns!

Tocantins

Destaque para Fundação Universidade Federal do Tocantins, que aprovou 30,23% de seus alunos.

De 497 inscritos apenas 64 lograram sucesso.

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No computo geral foram 83.524 inscritos e 12.556 aprovados, ou seja, 15,03% de aprovação em todo o Brasil.

Simplesmente é o pior desempenho da história do Exame de Ordem Unificado.

Vejamos o quadro comparativo de aprovados nos últimos Exames:

1.2008

Total geral de aprovados (1ª e 2ª fases em relação ao número inscritos): 28.87%

2.2008

Total geral de aprovados (1ª e 2ª fases em relação ao número inscritos): 30,22%

3.2008

Total geral de aprovados (1ª e 2ª fases em relação ao número inscritos): 27,35%

1.2009

Total geral de aprovados (1ª e 2ª fases em relação ao número inscritos): 19,48%

2.2009

Total geral de aprovados (1ª e 2ª fases em relação ao número inscritos): 24,45%

3.2009

Aprovados sem o cômputo dos recursos: 15,03%

A grande questão até então era averiguar o impacto patrocinado pelo provimento 136/09 no percentual final de aprovados.

É perceptível uma tendência de queda no número de aprovados desde o Exame 1.2008; não uma redução linear, verificável Exame após Exame, mas uma tendência de queda nítida, ratificada pelo desempenho deste último Exame.

A supressão da doutrina na segunda fase e o fim do arredondamento das notas das provas subjetivas mostraram a sua força, aumentando ainda mais o número de reprovados, e isso porque ainda nem toda as mudanças foram implementadas, tal como a inclusão da disciplina Direitos Humanos entre outras que estão sendo cogitadas pela OAB.

Com o mesmo número de provas por ano e com o aumento no número de disciplinas para estudar, apesar do lapso temporal dedicado aos estudos manter-se o mesmo, os bacharéis terão mais dificuldade para apreenderem todo o conteúdo exigido.

E, no próximo exame, teremos um aumento no número de inscritos, porquanto os acadêmicos no último ano da faculdade poderão fazer a prova, mas, em tese, com um grau de preparo inferior aos de seus colegas já formados, criando a expectativa de que o Exame de Ordem 1.2010 consiga produzir uma devastação maior do que a conseguida pelo Exame 3.2009.

Todas a seccionais, de forma relativamente homogênea, aprovaram menos do que o usual, apensar de ser perceptível que umas seccionais conseguem aprovar mais, em termos percentuais do que outras. Essa discrepância entre os desempenhos das seccionais pode ser explicada por dois fatores:

1 – Um maior ou menor número de faculdades particulares por Estado. Ao se analisar a tabela de desempenho da instituições de ensino superior, verifica-se que a grande maioria das faculdades particulares colocam no mercado muitos bacharéis, mas poucos destes logram sucesso. É o reflexo mais tangível da mercantilização do ensino jurídico.

A Seccional de São Paulo é a que mais sofre com este fenômeno, porquanto concentra o maior número de instituições de ensino privadas. Seu desempenho é diretamente afetado por esta lógica.

Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e outras grandes Seccionais também sofrem do mesmo problema. Minas então está amargando na sua estreia no Exame Unificado – péssimo desempenho.

Até bem pouco tempo (três Exames atrás), o Estado de Sergipe só abrigava duas faculdade públicas e isso refletia diretamente no bom desempenho daquela Seccional no Exame de Ordem. Agora com mais faculdades particulares, a outrora campeã no Exame Unificado dificilmente reviverá os tempos de glória.

2 – Condições culturais e sócio econômicas de cada região. A conclusão do item acima não pode ser tomada de forma absoluta pois exceções podem ser observadas. O Estado da Bahia é grande e possui muitas IES. Mesmo assim, conseguiu um bom desempenho, comparada com outros Estados.

É inegável que pressões sócio-econômicas ou aspectos da cultura local influenciam nos estudos e no desempenho dos candidatos de determinada região. Entretanto, não posso discorrer mais sobre o tema porquanto não possuo estudos ou dados concretos suficientes para emitir uma opinião que se aproxime da realidade e da verdade.

Faço menção a este aspecto pois inevitavelmente sempre surgem vozes afirmando que um Estado ou região é melhor do que a outro. Para mim, isso é reflexo de provincianismo tacanho, um regionalismo pueril e preconceituoso que tenta por meio de ilações menores encontrar argumentos para explicar diferenças nos desempenhos entre as seccionais.

Desempenho das IES

Quanto às instituições de ensino, é muito difícil e trabalhoso traçar um quadro claro da realidade. São aproximadamente 650 instituições que colocam, cada uma, entre 1 e 2.700 bacharéis no mercado.

Qual a relevância estatística de uma IES que apresenta apenas um bacharel para fazer o Exame de Ordem? Os 100% de aprovação neste caso não tem nenhuma relevância estatística, e não são poucas IES com apenas um bacharel inscrito.

Qual seria o número mínimo de inscritos por IES para que a informação estatística tenha relevância? Cinco? Vinte? Quarenta? Não tenho condições de definir arbitrariamente um número mínimo, portanto deixo de tentar traçar paralelos neste caso. Fiz essa opção nos dados acima para tentar explicitar uma realidade de forma mais clara, mas minha escolha foi arbitrária e desprovida de um parâmetro minimamente científico.

Os piores desempenhos

É assustador perceber que a grande maioria das instituições não conseguem aprovar mais de 15% de seus egressos. Retrato de um ensino Jurídico muito precário, agora ainda mais acentuado com as mudanças implementadas pelo Provimento 136/09.

A análise do desempenho das IES no Exame de Ordem tem o condão de expor de forma muito evidente um aspecto tangível e explícito da situação do ensino jurídico.

Se a prova da Ordem, por um lado, pode não representar a aferição de toda a gama de competências e aptidões dos bacharéis, ao menos exige um mínimo de conhecimento na área dogmática e, principalmente, expõe de forma absolutamente uniforme o desempenho de todos os candidatos e suas respectivas instituições, porquanto os dados são simples de serem aferidos estatisticamente e a prova é igual para todos

É discutível se o Exame da OAB é um bom ou mal parâmetro para se avaliar efetivo conhecimento jurídico, mas o desempenho dos bacharéis (e por tabela, das IES) submetidos a uma mesma prova serve perfeitamente para se comparar ao menos um aspecto do Ensino Jurídico.

Se o Exame de Ordem representa a inserção ou não no mercado de trabalho, as instituições passam a ser avaliadas como capazes, ou não, de propiciar um futuro profissional para quem deseja fazer uma faculdade de Direito.

O referencial propiciado pelo Exame é de mercado. De inserção profissional.

Não é um referencial absoluto, mas é quase que inafastável. O Diploma de Bacharel em Direito não dá ao seu portador a oportunidade de trabalhar (a não ser como paralegal ou algum cargo em comissão no serviço público que exija o bacharelado). Sem a carteira da OAB, o bacharel passar a viver em uma espécie de limbo profissional – Diplomado, mas incapaz de trabalhar.

Essa é a realidade de centenas de milhares de pessoas hoje.

Dessa constatação tira-se uma observação intrigante e reveladora: O Estado, na figura do MEC, não faz quase nada para alterar esse quadro.

Em 8 de julho de 2009 estive presente na audiência pública que tratava do PLS 186/06 que visa por fim ao Exame de Ordem.

O coordenador de Supervisão da Secretaria Superior de Educação Superior do MEC, Frederico Normanha Ribeiro de Almeida, disse na ocasião que a meta do MEC era a de continuar expandido o número de IES, apesar de reconhecer que o Ministério não tem condições de fiscalizar as mesmas Instituições cujo funcionamento autoriza.

É a mais perfeita representação do paradoxo.

O Sr. Frederico afirmou que os cursos são fechados por falta de qualidade e não por questões de mercado.

Fica a dúvida. Se o curso é bom, porque seus egressos não conseguem passar no Exame? E se não é regido por questões de mercado, como se afere a qualidade, já que na prática a maioria dos egressos das IES de Direito não conseguem colocação profissional?

A qualidade tornou-se apenas um parâmetro de discurso, e não de prática. Conta-se nos dedos das duas mãos as IES efetivamente punidas por não ofertarem um ensino de qulidade qualidade.

Vejam trecho da audiência pública em que se manifestou o representante do MEC:

Algumas instituições têm desempenhos muito aquém do aceitável. Façam uma análise da tabela elaborada pelo Cespe para se supreenderem com o péssimo desempenho geral das IES. São dados objetivos e públicos que podem ser acessados diretamente no site da OAB Federal.

A lógica envolvida na questão é simples: O preço final é pago pelo estudante. E esse preço é salgado: 5 anos de mensalidades mais 5 anos do tempo da vida da pessoa. Ambos jogados pela janela, em nome de um sonho de ascensão social e em nome do bolso de empresários do ensino, não muito preocupados em assegurar ensino, e sim lucros. Tudo com o beneplácito do Estado.

É triste, mas é verdade.

Os bacharéis e acadêmicos que não quiserem entrar nesse triste quadro estatístico NECESSARIAMENTE terão que se preparar muito bem.

A única constatação de tudo isso é que o Exame tem se tornado cada vez mais difícil e, para superar essa provação, o candidato deverá investir seriamente nos estudos. Que não se dedicar, quem nào buscar a melhor preparação pagará um preço muito alto.

Estudem, e estudem com força!

Faltam 3 semanas para a prova objetiva do Exame de Ordem 1.2010!

Por Maurício Gieseler em 19 de maio de 2010 às 12:42

Categoria: Análise crítica do Exame, Como se preparar para a prova, Ensino jurídico, Estatísticas, Motivacional, Resultados, Vídeos

74 Comentários para “Exame de Ordem 3.2009 – A maior reprovação da história do Exame Unificado”

  1. Olá pessoal,
    Estou com 5.9, preciso de 0.1, será que dá? Abraço.

  2. caio flavio disse:

    Efeito …TOSTINES

    O BACHAREL REPROVA PORQUE ESTUDA EM IES RUIM…OU
    A IES É RUIM PORQUE O BACHAREL REPROVA…

    O FOCO DA DISCUSSAO NAO DEVE SER (RE) APROVAÇAO NO EXAME DE ORDEM, MAS A QUALIDADE DO ENSINO JURIDICO E O EXCESSO DE PODER OUTORGADO A ESTA INSTITUIÇAO (SUI GENERIS) CHAMADA OAB.

    ENQUANTO ISSO VAMOS PAGANDO 200 PILAS E ESTUDANDO FEITO UNS IDIOTAS PARA RECOMPOR O ROMBO PROVOCADO PELO CESP E OAB NO MALFADADO EXAME 2009.3…

  3. E isso porque a OAB ainda não resolveu apertar o cinto, ou seja, as provas até hoje foram provas de SUFICIÊNCIA, se passar a ser prova de EFICIÊNCIA (ou se pelo menos pender para este lado) aí 99% dos bacharéis serão reprovados. O problema não deixa de ser as faculdades, pois são elas que selecionam os seus estudantes, mas na verdade o problema está na seleção desses alunos, pois a grande maioria (quase todos) são egressos de cursos SUPLETIVOS (aqueles em que a pessoa faz o ensino fundamental e médio em 6 meses) , significando dizer que quase todos são analfabetos funcionais. Como as faculdades estão interessadas só na mensalidade dos alunos, todos eles conseguem concluir o curso e aí na hora do exame ficam com a “choradeira” que já estamos acostumados. Por que as faculdades públicas têm percentuais elevados de aprovação? Justamente porque nelas é impossível (salvo raríssimas marmeladas) um analfabeto funcional ingressar.

  4. Caro Bruno!

    Sou Osmar Kniess, recém aprovado no exame 2009/1, mas reprovado no 2008/3, tendo ficado por também mínimos 0.1 décimo após análise dos recursos, conseguindo deferimento parcial de 0.5, portanto minha nota inicial foi 4.9, tendo atingido 5.4, em época que aprovação se dava com 5.5, pois a nota era arredondada naquele tempo, pergunto, você recorreu do que?
    Não sei fundamentação de seus recursos, se é que houve, mas eu conheço gente que obteve deferimento de mais de 1.5 pontos.
    Concluindo, sempre é possível, desde que seus recursos sejam bem fundamentados, devemos acreditar até o fim.
    Abraços e boa sorte.
    Osmar.

  5. Eu reprovei, neste exame, contudo não acho que meus estudos foram falhos ou que a IES seja ruim, reprovei por alguns fatores, como problemas pessoas no dia do 2º exame, e por causa de uma correção absurda, feita pela CESPE, onde descontou 0,4 pontos por não existir uma explicação sobre qual rito foi utilizado na peça, e por desconto de uma questão onde o Art. 7º XXIX da CF/88, esta explcito no corpo da resposta, e me foi descontado, oq ue leva a crer que estas provas não são corrigidas por operadores do direito, e sim por meros corretores que são contratados para tal função, contudo naquela prova que foi anulada, eu teria passado e com uma boa nota. isso demosntra que este modelo de exame, elaborado e aplicado por uma empresa que a meu evr não possui crédito algum, visto os inúmeros probelmas e concurso públicos que ele realiza e notici´dos na imprensa, só me a acreditar que deveria ser reavaliado, até mesmo na questão de tempo, devendo ser apliando, para que o avaliando tenha condições de se desenvolver o raciocínio jurídico adequado ao que o exame se preste, e que por parte dos avalaidores, e corretores, que as provas sejam elaboradar e corrigidas por advogados, jé que é este o objetivo do exame, e não por meros corretores que não tem nem noção do estão lendo.

  6. Andressa Soares disse:

    O índice de reprovação tende a aumentar a cada prova, só que eu não esperava uma queda tão brusca de uma vez só, isso já foi em conseqüência da 1ª fase em que o CESPE não anulou nenhuma questão. Ainda bem que fui aprovada CHUPA CESPEEE…
    Importante observar que muitos têm a opinião que a qualidade do ensino jurídico está piorando, isso não é uma verdade absoluta. Para analisarmos essa situação hipotética basta fazer o download das provas anteriores e compara-lás. É perceptível que o grau de dificuldade tem aumentado, gradativamente, assim como os conteúdos das disciplinas a serem estudadas pelo candidato, bem como percebe-se que a OAB está barrando as oportunidades de recurso, como ocorrido no exame 2009.2, em que muitos candidatos que se sentiram prejudicados pela correção do CESPE, entraram com EMBARGOS em suas seccionais, inclusive, muitos obtiveram êxito.
    O sistema eletrônico de recursos trouxe um belo discurso ecológico-financeiro para o CESPE, sendo interessante, a possibilidade dos professores corrigirem as provas nas mais diversas unidades federativa do Brasil. Surge nessa oportunidade uma dúvida, será o titular do direito de correção não pode delegar essa tarefa para terceiro? Será que o CESPE fiscaliza quem corrige ou fiscaliza apenas a máquina que corrige? Se eu fosse um examinador, por exemplo: poderia entregar o Logi e senha a uma pessoa de minha confiança para que proceda a correção no meu lugar. Sendo assim acho que o sistema tem o seu lado positivo é seu lado negativo, se não fosse assim não teríamos tantos candidatos reclamando.

  7. Tb fui reprovada nesse exame 2009.3 e no 2009.2.e não foi por falta de estudo ,pois no exame 2009.2 fiz uma ação de consignação em pagamento a prova foi mal corrigida e o erro se repetiu,pois no exame 2009.3 cobraram o rito ordinario eu o identifiquei,o nome que dei a peça foi reclamação trabalhista com pedido de dano moral a ser processada no rito ordinário,usei letras maiusculas pra não correr o risco deles não ler e o que aconteceu me tiraram 0.4 e no quesito da multa do 477 coloquei tb e eles não me deram, ou seja, o cespe não estão corrigindo essas provas.foram várias correções absurdas e o que me resta é estudar pro próximo e pedir a deus que a minha prova seja corrigida.pq o segredo pra passar nesse exame não é o estudo e sim sorte.é inadmissível que pessoas que fizeram AÇÃO CAUTELAR DE ARRESTO tenha sido aprovada e conheço várias pessoas que fizeram arresto e passaram.entrei com recurso,mas não acredito que lograrei exito pq se não leram a s provas imagine os recursos!!!

  8. OAB, maquina de arrecadar dinheiro….o que será que eles fazem com tanto dinheiro? o baixo indice de aprovação foi o fato dos candidatos não poderem levar no dia da prova prátiva livros de doutrinas…

  9. Valeu Osmar,
    recorri na prova de administrativo, em vários quesitos. Na peça, me deram 3.4, sendo que, na fundamentação me deram 1 de 2, por supostamente faltar um dos argumentos. Recorri disso e apontei os dois argumentos e as linhas onde estavam. No domínio do raciocínio jurídico, de 0.6 me deram 0.2, sendo que a minha peça estava completa e nos pedidos e mérito ganhei integral. Vai entender! Abraço.

  10. Graças a Deus estou entre a minoria aprovada. Não acredito que foi sorte. Passei 5 anos e 5 meses estudando, Não tive mais que 10 faltas durante toda a faculdade, não sou pessoa abastada, ao contrário, fui bolsista, tenho marido e 3 filhos adolescentes e também universitários. A anulação da 2ª fase acabou com o meu psicológico, fiz a prova com a pressão alta, em alguns momentos mal conseguia enxergar, o raciocínio jurídico foi pro espaço, só conseguia pensar sobre o que eles queriam com todas aquelas pegadinhas da Peça de Tributário. Obtive 6,7, mas conferindo a correção, percebi que me ‘roubaram’ pelo menos 1,6 pontos.
    Começa com o espelho errado do endereçamento e vai até ao absurdo de eu escrever : (..) terá direito aos valores pagos indevidamente. E o espelho do Cespe: (..) terá direito a TODOS os valores pagos indevidamente. E ZERARAM este item. Não há examinador, a análise é feita através de um programa de computador que identifica se as palavras e os artigos do espelho coincidem com a peça. O programa não está preparado para a análise de sinônimos.
    Hoje lendo a peça que eu fiz, digo, está um lixo, sou capaz de fazer 10 x melhor, mas eles arrebentam com o emocional dos candidatos pra depois aplicar a prova. Apenas capacidade técnica e conhecimentos juridicos não bastam, é necessário um preparo psicológico e nervos de aço. Quase 15 dias depois da aprovação no exame ainda estou tentando digerir toda a adrenalina dos últimos 5 meses. Portanto, além de estudar muito, de todas as formas possíveis, façam um bom acompanhamento psicológico e muita fé em si mesmo e em Deus.

  11. paulo sergio disse:

    Sou médico, formado há vários anos, e não tenha nada com a prova da OAB.
    Acho que qualquer prova bem feita deve seguir uma curva ( GAUSS) na qual as notas variam com uma pequena porcentagem acima de 7 ou 8 e uma pequena porcentagem abaixo de 3 ou 4, e uma grande porcetagem entre 4 e 6. Não é isso que ocorre com o exame da ordem. A grande maioria dos candidatos tem notas muito baixas. Culpa sómente do ensino nas faculdades?
    Ou de uma prova muito mal feita?

  12. junior cesar disse:

    Vejo que o nivel esta um pouco abaixo dos candidatos, mais tambem deve ser analisada a omissão das bancas que corrigem, pois uma verdadeira sacanagem o que fazem, pois colocam as perguntas mau formuladas com respostas dubias, sendo que se consideram as que eles querem, e não como devem ser consideradas. Não existe uma padrão de correção o que se considera pra uns, não se considera pra outros e por ai vai. Na minha o pinião a oab e cesp perderam a credibilidade, e se tornou um comercio exemplo vão faser exame alunos do 9 semestre, Ai pergunto qual a finalidade ? arrecardação ta na cara.

    Veja que a s criticas são validas quanto ao desempenho dos examinados, mais deveria se erguida uma bandeira no sentido de apontar as falhas não so dos examinados, mais tambem sim da instituição, e que alguma autoridade tivesse a atitude de peitar esta mafia oab cesp, e fazer valer o correto e o justo como deve ser feito.

  13. Acredito que quem recorrer leva, se precisar de poucos pontos.
    As correções foram horríveis, parece até que nem leram as questões.
    Eu passei, mas entrei com 8 recursos (cada quesito é um recurso).
    Fiquei decepcionada com a falta de critério de quem corrigiu. Esperava maior atenção dos avaliadores.

  14. Não sei qual foi o critério utlizado pelo o site para informar a odem das IES com melhor classificação no Rio de Janeiro, de acordo com o site da OAB a Escola de Direito do Rio de Janeiro – DIREITO RIO – da Fundação Getulio Vargas ficou em primeiro lugar aprovando 62,50 %, desbancando as tradicionais UNIRIO, UERJ, UFF e UFRJ, que aprovaram 55,56%, 54,32%, 53,33% e 47,18%, respectivamente. Além do site errar a aprovação da UNIRIO confundindo com UFRJ excluiu do primeiro lugar a FGV, poderia informar o motivo do erro e corrigir isso? obrigado

  15. Ralffer Barbosa disse:

    Uai…
    … e de que adianta publicar uma estatística com base em um resultado antes da análise dos recursos ? A tendência não seria aumentar o número de aprovados após os recursos ?

    Muito estranho tudo isso!
    O OAB/CESPE vêm se superando a cada dia!
    Uma hora uma decisão, outra hora outra, enfim…

    Seria isso um aviso de que os recursos não serão deferidos ou que não alterarão muito o resultado final ?????

    Afinal, qual será o objetivo dessa divulgação, a meu ver precipitada ?

  16. Caro editor, o senhor deveria enviar esta matéria para os Nobres Senadores da República, bem como, para o senhor Ministro da Educação e, também, para os responsáveis em dizer o direito do cidadão.

    Sobre os números de examinandos aprovados: Como é possível medir a eficiência das instituições, se o exame de Ordem é feito para reprovar! Pode, “data maxima venia” ressuscitar, Rui Barbosa, Clovis Bevilacqua, até Kelsen, que não logrará exito no atual sistema imposto pela OAB.

    Por derradeiro, que tenha o exame da Ordem, mas que seja periódico e obrigatório para todos os inscritos, como o é para os motoristas. Aí sim, estariamos protegendo a sociedade dos mal advogados!

  17. EU PASSEI!

  18. Quanto ao Estado de Sergipe, necessário fazer uma correção: diferentemente do reportado neste post, há três exames de ordem atrás, o Estado contava com apenas uma faculdade pública, e não duas. Até hoje o quadro é esse. A outra era uma instituição privada. Hoje, conta-se com mais três instituições privadas.

  19. De quem é a culpa dos baixos números quanto as aprovações? Dos alunos, das instituições de ensino ou da entidade que organiza a prova do exame de ordem??? Talvez, com a prova, o objetivo maior é inibir o número de profissionais medíocres no mercado, o que é culpa, de certa forma, do baixo nível das instituições de ensino. Sendo assim, se há tantas instituições, principlamente privadas, cujo o ensino apresenta baixa qualidade, onde está a responsabilidade do MEC? Há inúmeras questões a se pensar quanto ao exame de ordem.
    Transparência Já!

  20. Só cortando a opinião do “Galvão”…
    Ele reclamando sobre os alunos do supletivo que as faculdade selecionam mal… Eu acho que ele deve ta incluido nessa lista, porque não leu a noticia, que esses dados são apenas das faculdades PUBLICAS, ou seja, pra entrar não é facil, boa parte desses alunos são os que sairam de escolas e são bem instruidos!

  21. Moises Antonio disse:

    Matéria excelente. Faço apenas uma correção, que disponibilizem a possibilidade de copiar o material. Quero guardar o conteudo da materia e não posso.

  22. Guilherme disse:

    alguém sabe dizer quando sairá a resposta do recurso?

  23. Nelson pereira dos santos disse:

    fiz 6 segunda fase e só neste 2009.3 o mais difícil de todos os tempos é que fui aprovado com nota 7,5 sendo que logrei 4,5 pts nas questões e 3,0 na peça, a qual não deu tempo de terminar. isso sem recurso.

    posso dizer que agora aprendi a fazer prova e digo a vcs, existe uma maneira de passar, sei qual é, se enviar email responderei, mas já adianto alguma coisa, não reclame, não coloque a culpa em alguém que não seja vc mesmo, não diga palavrões, se alimente bem, tenha uma vida regrada, acostume-se com os seus livros, disciplina, e o mais importante, ou vc se agarra com os anjos, ou a ninguém, ou parte pro lado ruim, e garanto a vc que só na primeira hipótese vc logrará êxito, cheguei a abandonar os cursinhos que vinha fazendo, me dediquei, quase me isolei, disciplinei-me, orei, rezei, no dia da prova, PARECIA QUE TINHA UMA NAVALHA NA PONTA DA MINHA CANETA, não fui ao banheiro porque precisa de tempo, não bebi água para não complicar o falta do pit stop, quando terminei a prova agradeci a Deus e aos anjos que não tenho dúvida estavam ali do meu lado, lágrimas nasceram, mas as contive o dia que soube do resultado, MASSACREI O CESPE como diz o ditado, na verdade é uma frase que explime uma revanche carinhosa, o CESPE OAB nada mais é que o caminho estreito que leva ao bom profissional, este caminho não se aprende a marcar x nas opções corretas, mas sim, a ser humilde, convicto, disciplinado, leal, devoto a Deus, bom para as pessoas, regular os palavrões brasfêmicos, e entrar em sintonia com a natureza, ao final percebe-se que esse caminho estreito não busca só nota, mas a proximidade com a perfeição do bom advogado. boa sorte aos que abocanham-se nesta passagem estreita, quando se descobre o caminho parece ser tão ampla e compensadora. nem todos conseguem, mas todos que fazem por merecerem, garanto que estes todos conseguem sim. no dia levei nossa senhora de fátima num amuleto, poderia ser uma semente de oliva, um botão de rosa, um carrapicho não serveria, o importante é vc conectar-se a Deus de alguma forma, quer orando, rezando, cientificando nas frequências do universo. quem planta colhe, plantei, colhi, graças a Deus que plantei o que precisei colher. Agora sou Doutor Nelson e desejo a todos a mesma felicidade.

  24. Oi! Sou advogada na Bahia e realmente o que vejo em meu estado é um mercado satuardo de cursos de DIREITO e de cursinhos preparatórios para o exame da OAB, pensando alto posso listar mais de 25 faculdades particulares em Salvador que oferece o curso de bacharel em Direito… É lamentável, pois na labuta diária (também sou professora universitária) é possível se deparar com universitários que não possuem nenhum preparo para fazer valer o futuro diploma de bacharel em Direito. Contudo, a cada ano novas faculdades são criadas e quem fatura com esse mercado são os cursinhos preparatórios para o exame da OAB e a própria OAB que a cada 04 meses realiza o tal exame com inscrição de R$ 200,00 e mais de 70 mil inscritos… Infelizmente quem perde com essa situação somos nós profissionais da área, pois a única saída que nos resta é estudar para concurso público, pois a advocacia está mais do que prostituída, existem advogados que recebem em grandes escritórios R$ 600,00 a R$ 700,00 por mês, sem direito a mais nada.
    Realmente o exame da OAB é uma mina de ouro para a própria OAB, então por qual razão a OAB iria tomar medidas para restaurar a advocacia e impedir que a cada esquina exista uma nova faculdade de Direito????? Vamos continuar sonhando…