Vale a pena abrir mão do trabalho só para estudar para a OAB?

Recebi ontem o seguinte e-mail:

“”Maurício boa tarde,

Me formei a um ano e meio. O primeiro certame que realizei com o intuito de ingressar no quadro da OAB foi o tão conturbado 2010.2, o qual fui reprovado na 2ª fase de Direito do Trabalho.

Meu 2º certame foi o atual 2010.3 que nem preciso falar como anda. Este fui reprovado logo na primeira fase onde fiz 47 pontos. Confesso que neste não estudei muito já que eu vinha estudando desde o anterior e também porque não lidei muito bem com o meu fracasso no exame anterior.

Tenho acompanhado religiosamente seu blog e tenho a mais completa convicção de que o exame da ordem só tende a piorar. O pensamento que tem permeado minha vida nos útimos meses após a minha reprovação é: Devo largar o meu trabalho para ficar apenas estudando para a OAB?

Penso nisto a todo instante, pois não tenho ninguém que dependa de mim e minhas contas estão em dia tendo em vista eu nunca ter gostado de comprar a longo prazo.

Eu amo o Direito, principalmente o Direito do Trabalho e meu sonho sempre foi advogar nesta área. Já tenho inclusive dois escritórios para trabalhar, mas sempre esbarro naquela frase: “quando vc tiver a carteira é só me procurar”. Esse é o problema eu não tenho a carteira.

Para mim a única forma de passar neste exame agora seria largar o meu emprego, mas não sei se devo fazer isso. Peço pelo amor de Deus que o senhor me aconselhe.

Eu trabalho mais de 10 horas por dia, saio de casa as seis da manhã e só retorno lá pelas 21:00hs tendo em vista o trânsito da cidade do Rio que está caótico. Até tomar um banho jantar e começar a estudar já são 22:00hs e estudo até as 13:00hs para levantar as 5 no dia seguinte.

Estou desesperado, já estou com 27 anos e só tenho duas sensações: de que o tempo está passando e não tenho absolutamente nada em minha vida. Outra é a tristeza e a frustração de não poder exercer a profissão a qual sempre sonhei.

Não sou contra o exame da ordem, mas o mesmo se tornou um instrumento usurpador e covarde dos sonhos das pessoas.

Eu tinha uma professora na faculdade que sempre dizia: “Tenham coragem! É difícil, mas vocês verão que após o término da faculdade terá valido a pena”. Até o momento não vi a recompensa do meu esforço.

Desculpe o desabafo, mas gostaria de uma ajuda.

Abraço.“”

Dizem que aconselhar é uma tarefa ingrata, pois se o conselho for errado, a culpa é de quem aconselha e não de quem faz a escolha.

Vamos tentar ajudar.

Trocar o emprego pelos estudos nunca é para ninguém uma opção fácil, e nem mesmo óbvia.

Eu me lembro que já fiz essa opção na minha vida, e suportar as consequências não foi fácil.

Eu era bancário concursado e, no meio da faculdade, percebi que se não pudesse treinar o que estava estudando não aprenderia nada. Resolvi então pedir demissão e trocar meu emprego por dois estágios: um no Tribunal Superior do Trabalho e outro no Ministério Público do Distrito Federal.

A consequência dessa escolha, de imediato, foi uma drástica redução na minha receita e muitos meses de aborrecimento com meus pais, que me criticaram duramente por ter feito tal escolha. Para eles, um emprego certo na mão era algo muito melhor e seguro.

Mas ao longo prazo, poder elaborar minutas de recursos de revista e agravos de instrumento no TST, sob a supervisão de uma analista, e poder analisar processos, inquéritos políciais, além de denúncias e recursos na esfera penal, também sob a supervisão de uma promotora de justiça, me ajudaram imensamente a desenvolver o raciocínio jurídico e compreender bem a dinâmica de um processo.

Hoje, analisando em perspectiva, essa escolha se mostrou acertada.

Mas isso não serve exatamente de parâmetro, pois nem sempre uma escolha dessa natureza conduz ao resultado desejado. Poderia ter dado errado também!

E por que poderia? Por que o FUTURO é marcado, principalmente, pelo traço da imprevisibilidade.

Largar o emprego para estudar implica em apostar em uma meta possível, mas não certa.

Ou seja: a margem de imprevisibilidade é grande e gera dúvidas.

Claro que não somos robôs e em maior ou menor grau estamos sujeitos a assumir riscos e fazermos apostas. E isso é próprio da dinâmica da vida. O máximo que podemos fazer é ponderar sobre as possibilidades e tomarmos decisões mais ou menos arriscadas em função da nossa compreensão das variáveis envolvidas.

Ou seja: é preciso planejar!

E nada como responder perguntas pertinentes para ajudar no planejamento, como por exemplo saber se o dinheiro, após pedir demissão, vai fazer muita falta, ou se é possível conseguir trabalho que ocupe menos tempo para mitigar a perda de receita, ou se existe a perspectiva de um outro emprego após a aprovação.

Ademais, é de se ponderar se o esforço para se conseguir a aprovação realmente foi grande o suficiente. Uma colocação que me chamou a atenção foi a seguinte: “Confesso que neste não estudei muito já que eu vinha estudando desde o anterior e também porque não lidei muito bem com o meu fracasso no exame anterior.”

Se o esforço para estudar não foi grande, além de aparentemente o fator emocional ter atrapalhado, o resultado só poderia ser a reprovação.

Será que com mais esforço e uma motivação mais adequada o candidato não conseque o sucesso mantendo o emprego?

Essa é uma avaliação personalíssima…

Por outro lado, o atual emprego aparentemente não é o emprego dos sonhos. Afinal se estuda o Direito para se mudar de perspectiva profissional.

De repente, abandonar o emprego e estudar para o Exame de Ordem é uma opção, desde que o Exame de Ordem não seja visto como um fim em si, e sim como uma etapa para um projeto de prazo maior.

Afinal, após passar no Exame, que efetivamente é só uma etapa, o que você vai fazer?

Advogar para um escritório? Abrir seu próprio escritório? Estudar para concursos?

Advogar para os outros na atual conjuntura é algo complicado, pois os salários quase sempre não são compensadores (mas há exceções); abrir seu próprio escritório parece ser algo excelente, mas além de saber advogar, é preciso ter uma boa teia social, visão de mercado e competências gerenciais, e nem todos têm isso (mas há exceções); estudar para concursos é sempre uma oportunidade, mas passar hoje é um desafio grande, além de demandar, com certeza, paciência, esforço e planejamento de longo prazo, mas…é um sonho possível.

Como diria o agente Smith, do filme Matrix (momento nerd meu…), os fatos são regidos por causas e consequências.

A grande questão está em saber se as consequências são suportáveis.

Como eu escrevi acima, o Exame de Ordem é apenas uma etapa de transição.

Mas tem se tornado tão difícil que muitas vezes é visto como um fim sem si, uma grande vitória na vida. Pode até ser, mas após a aprovação inevitavelmente o novo advogado percebe com mais clareza a natureza real dos desafios, e redimensiona o seu sucesso.

O desafio de verdade vem depois da aprovação.

Eu acho interessante imaginar como estarei daqui a um, dois e cinco anos no futuro. Falo aqui de um imaginar pragmático; nada de sonhar com loiras lindas dentro de uma Ferrari, e sim um futuro que seja um desdobramento natural de suas escolhas partindo do seu presente real. Tal reflexão precisa ser pragmática, realista e considerar também hipotéticos reveses e necessários caminhos alternativos.

Não é algo fácil ou rápido de ser imaginado.

Essa projeção, por certo, ajuda na escolha.

Mas lembre-se: o Exame de Ordem NÃO é um fim em si mesmo.

É só uma etapa.

E a escolha? Essa é sua, só sua.

Por Maurício Gieseler em 26 abril 2011 às 12:47

Categoria: Advocacia

Como combater a falta de concentração nos estudos

O professor Rogério Neiva, hoje, para mim, é o maior especialista em concursos públicos no Brasil, e escreveu um post SENSACIONAL sobre como combater a falta de concentração nos estudos.

Quando digo sensacional, o faço sem exageros. O post é sensacional mesmo!!

Não deixem de ler. Importantíssimo para quem está estudando para o Exame de Ordem!!

Ataque à Falta de Concentração!

Por Maurício Gieseler em 26 abril 2011 às 11:02

Categoria: Como se preparar para a prova, Concursos

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Simulado Âmbito Jurídico para a prova objetiva da OAB em 30/04

O site Âmbito Jurídico promoverá um simulado online para a prova objetiva da OAB.

O simulado é pago (R$ 20,00) e a prova versará sobre disciplinas correspondentes aos conteúdos que integram o Eixo de Formação Profissional do curso de graduação em Direito, conforme as Diretrizes Curriculares instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, e será constituída de:

- 10 questões sobre Estatuto da Advocacia e da OAB, seu Regulamento Geral e Código de Ética Profissional,
- 10 questões sobre Direito Processual Civil,
- 10 questões sobre Constitucional,
- 10 questões sobre Direito Administrativo,
- 10 questões sobre Direito Tributário,
- 08 questões sobre Direito Civil,
- 08 questões sobre Direito Processual Penal,
- 08 questões sobre Direito Processual do Trabalho,
- 07 questões sobre Direito Penal,
- 07 questões sobre Direito Trabalho,
- 05 questões sobre Direito Empresarial,
- 03 questões sobre Direito do Consumidor,
- 02 questões sobre Direito Internacional, e
- 02 questões sobre Direito Ambiental.

Será computado ao número de acertos do candidato as questões porventura anuladas pelo Âmbito Jurídico.

A prova será realizada no dia 30 de abril de 2011 (sábado), às 14:00 horas (horário de Brasília), pela internet, devendo o usuário cadastrado fazer prévia inscrição (até 02 horas antes do início) e estar conectado ao menos 10 minutos antes de começar a prova.

Cliquem no link a seguir para mais detalhes: Simulado Âmbito Jurídico

Por Maurício Gieseler em 26 abril 2011 às 10:32

Categoria: Simulados

Comissão de Educação e Cultura debate o fim da obrigatoriedade do exame da OAB

Na quinta-feira, 28, a partir das 10 horas, a Comissão de Educação e Cultura realiza audiência pública para debater sobre o fim da obrigatoriedade do exame da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB e as proposições sobre o tema que tramitam no Congresso Nacional. A audiência foi solicitada pelos deputados Domingos Dutra (PT/MA) e Antonio Carlos Biffi (PT/MS).

Fonte: Blog da Liderança do PCdoB

Por Maurício Gieseler em 25 abril 2011 às 12:34

Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem

Estilo de letra ajuda na memorização e aprendizado, diz estudo

É mais fácil se lembrar de um novo fato se ele for escrito em uma letra comum ou em letras grandes e grossas? A resposta: nenhuma das opções. O tamanho da fonte não tem qualquer efeito sobre a memória, embora a maioria das pessoas ache que maior é melhor. Já o estilo da fonte, esse faz diferença.

Leiam a íntegra desse interessante artigo na Folha Online – Estilo de letra ajuda na memorização e aprendizado, diz estudo

Por Maurício Gieseler em 25 abril 2011 às 11:21

Categoria: Como se preparar para a prova

O ensino superior como problema e o Exame de Ordem como solução

Na semana passada a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou um relatório colocando o Brasil no último lugar em um grupo de 36 países ao avaliar o percentual de graduados entre a população de 25 a 64 anos.

Os números se referem a 2008 e indicam que apenas 11% dos brasileiros nessa faixa etária têm diploma universitário. Entre os países da OCDE a média (28%) é mais do que o dobro da brasileira. O Chile, por exemplo, tem 24%, e a Rússia, 54%.

O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, ao comentar o relatório salientou que Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece como meta chegar a 33% da população brasileira de 18 a 24 anos matriculada no ensino superior até 2020. Segundo ele, esse patamar está, atualmente, próximo de 17%. Para isso será preciso ampliar os atuais programas de acesso ao ensino superior, como o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que aumentou o número de vagas nessas instituições, o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece aos alunos de baixa renda bolsas de estudo em instituições de ensino privadas e o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), que permite ao estudantes financiar as mensalidades do curso e só começar a quitar a dívida depois da formatura. (Agência Brasil)

Nesse contexto, levando-se em conta que o Brasil possuia, em 2008, 1.479.318 vagas não preenchidas no ensino superior, de acordo com informações do Censo da Educação Superior, cujos dados foram divulgados em novembro de 2009 pelo Ministério da Educação (Blog do Direito Público), e, com a recente alteração no FIES, cujos juros foram reduzidos para 3,4% ao ano, além da dispensa da figura do fiador, com aprojeção do início do pagamento após um ano e meio da formatura do aluno (Estadão), é muito provável uma enorme expansão no número de universitários em um médio prazo.

Corroborando esse raciocínio, o Secretário da SESU mencionou em recente entrevista a existência uma demanda não atendida pelo Sisu e pelo ProUni de mais de 1 milhão de alunos, o que aponta para um grande potencial de expansão do ensino superior por meio do Fies e do Fundo Garantidor. (Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular)

O curso de Direito é um dos que mais atrai alunos, conforme o Censo da Educação Superior de 2009, divulgado em janeiro último pelo Ministério da Educação (Canal Executivo)

1. Administração – 1,1 milhão de matrículas
2. Direito – 651 mil matrículas
3. Pedagogia – 573 mil matrículas
4. Engenharia – 420 mil matrículas
5. Enfermagem – 235,8 mil matrículas
6. Ciências contábeis – 235,2 mil matrículas
7. Comunicação social – 221 mil matrículas
8. Letras – 194 mil matrículas
9. Educação Física – 165 mil
10. Ciências Biológicas – 152 mil

Nesse contexto, com a perspectiva de grande expansão no número de universitários nos próximos anos, e, o correlato crescimento no número de acadêmicos em Direito (em tese seguindo a proporção acima), podemos extrair uma conclusão: se a condição geral da qualidade do ensino superior jurídico é péssima - Ophir abre seminário com críticas ao estelionato cometido contra estudantes e Quase 40% das instituições de ensino superior têm resultado ruim (sem levar em conta os números produzidos pela prova da OAB)com a perspectiva real do aumento no número de estudantes de Direito no médio prazo, a OAB nunca vai abrir mão do Exame de Ordem ou facilitar para os candidatos.

Se o Estado quer aumentar o número de formados, independente da qualidade do ensino a ser ofertado (a fiscalização do MEC é virtualmente inexistente), não resta para a OAB alternativa que não manter e fortalecer (leia-se dificultar) o Exame. E provavelmente essa alternativa será adotada por muitos outros conselhos de classe.

Pode-se até discutir sobre a tese da inconstitucionalidade do Exame, mas tal inconstitucionalidade nunca será declarada pelo STF, tampouco o Congresso terá peito para derrubar essa exigência.

O Exame é um instrumento de controle de mercado, inserido dentro de um contexto muito claro da expansão do ensino superior iniciada na gestão do presidente Fernando Henrique e que agora passará novamente por um forte crescimento.

Os últimos dois Exames apresentaram uma média de 85% de reprovação, média esta que poderá se manter ou mesmo aumentar no futuro. Dá para projetar isso em função da postura da OAB, ávida em sufocar qualquer tentativa dos bacharéis em serem aprovados, como vimos na 2ª fase do Exame 2010.2, ou na 1ª fase do Exame atual, relativamente à questão dos Direitos Humanos na prova objetiva.

Escrevi na sexta passada sobre a necessidade dos candidatos serem cascas-grossas.

Não foi um mero jogo de palavras…

Ou o candidato, cada vez mais, se prepara muito ou não vai conseguir ser advogado.

O número de aprovações em cada prova está inserido dentro de todo esse contexto. Não é resultado do acaso tampouco de uma maior ou menor qualidade dos candidatos, um filtro para selecionar aqueles que conseguem o padrão exigido de conhecimento, e não o mínimo necessário.

Ou seja: O Exame de Ordem é a solução para um sistema em constante expansão.

Claro! Não podemos deixar de notar o manifesto paradoxo. O Estado quer expandir o número de pessoas com nível superior – Ensino superior eleva renda do trabalhador brasileiro em 100%, diz OCDE - mas sua própria estrutura veda os benefícios decorrentes dessa formação.

Os contabilistas já aplicaram seu 1º Exame – Contabilistas se submeteram ao 1º Exame de Suficiência da classee outras profissões certamente o farão. Ao menos o desejo existe - Projeto cria exame de avaliação para profissionais da saúde

Levantamos com frequência a bandeira em prol de um Exame de Ordem justo e isso será o máximo a ser conseguido, pois o Exame não é instrumento de seleção: é instrumento de exclusão.

Estudem muito para se colocarem ACIMA das dificuldades. Só assim para se ingressar na advocacia.

Por Maurício Gieseler em 25 abril 2011 às 10:30

Categoria: Análise crítica do Exame

Exame de Ordem 2011.1 – Abertas as inscrições para o Projeto UTI 60 horas!!!

Estão abertas as inscrições para o Projeto UTI 60 horas do Exame de Ordem 2011.1!!!

Cliquem no link a seguir e vejam como se inscrever – PROJETO UTI 60 HORAS

O Projeto UTI OAB 60 horas foi concebido pelo Complexo de Ensino Renato Saraiva e pelo Portal do Exame de Ordem e tem como objetivo oferecer aos alunos que irão se submeter ao Exame de Ordem 2011.1, aproximadamente, 60 horas de revisão através de DICAS fornecidas pelos maiores professores especialistas em Exame de Ordem no Brasil, abrangendo todas as disciplinas cobradas e possibilitando que o aluno revise e aprimore seus conhecimentos, visando alcançar a aprovação na fase objetiva do certame da OAB.

O Projeto UTI é um curso INTENSIVO de dicas, e tem feito a diferença para muitos candidatos na hora da prova!

Vejam um vídeo gravado hoje pelo professor Renato Saraiva explicando alguns detalhes do Projeto UTI, sobre as dicas do projeto, escolhidas em razão da probabilidade de cada tema ser exigido na prova:

O início das gravações ocorrerá no dia 15/04/2011.

Uma vez gravada, o aluno pode ver as aulas no momento que julgar mais oportuno por até 3 vezes!

Essa é a vantagem da internet: os melhores professores no seu computador em qualquer horário.

PREÇO PROMOCIONAL ATÉ O DIA 30/04/2011: R$ 140,74 (cento e quarenta reais e setenta e quatro centavos).

Vejam a programação das aulas:

Vejam agora o Questão de Ordem desta semana, com os professores do Portal falando dos detalhes do Projeto:

As dicas dadas durante o projeto UTI efetivamente fazem a diferença para os candidatos!

Não por acaso, a melhor preparação para a prova da OAB é aqui, no Portal Exame de Ordem!!

Por Maurício Gieseler em 23 abril 2011 às 09:30

Categoria: Cursos do Portal

É hora dos candidatos mostrarem que são cascas-grossas!

Os sucessivos “malabarismos” que ocorrem Exame após Exame podem, e com razão, desanimar os candidatos, tirar o foco e se tornarem outro peso a ser carregado, aumentando ainda mais os percentuais de reprovação.

Vocês sabem muito bem agora: a maré não está para peixe!!

Não basta vencer a prova, é preciso SOBREVIVER a uma série de desmandos.

Para ser aprovado no Exame de Ordem o candidato precisa ser casca-grossa!

É estudando, e muito, que vocês conseguirão superar o desafio.

A prova não é para heróis, e sim para aqueles que ralam muito em busca do sucesso.

Não é preciso ser gênio, e sim determinado, disciplinado e perseverante.

PORRADA vocês vão levar o tempo todo, as mais injustas e exdrúxulas possíveis, mas quem estuda, rala, é perseverante, desenvolve a casca-grossa do conhecimento, passa por cima disso tudo.

Todos estão indignados com a condução do Exame de Ordem. Muito indignados. Mas não é hora de protestar e nem chorar pitangas pelos cantos.

Peguem esses sentimentos de aversão e foquem nos estudos. Vocês possuem mais do que o mero “mínimo necessário para o exercício da advocacia”.

Vocês têm, e precisam, mostrar que sabem MUITO!!!

E isso só é possível estudando.

ESTUDEM!

Para o bem ou para o mal, o prazo para a próxima prova aumentou ao menos um mês. Certos males vêm para o bem.

ESTUDEM!!!

Nâo permitam que vossos destinos sejam determinados por quem não merece.

MÃO NA MASSA!

Para que está sem rumo eu sugiro os textos abaixo:

Como se preparar para a próxima prova da OAB?

O estudo pela legislação seca e as questões objetivas da prova da OAB/FGV

Como ter Disciplina na Preparação para Concursos Públicos e Exames?

É na adversidade que se revela o espírito.

Estudem para mostrar do que vocês realmente são feitos!

Por Maurício Gieseler em 22 abril 2011 às 14:47

Categoria: Motivacional

A face feia do Exame de Ordem

Lembram do Exame de Ordem passado? O 2010.2? O Ministério Público Federal ajuizou uma Ação Civil Pública, com pedido de tutela antecipada, para que a Justiça Federal determinasse a recorreção e divulgação dos espelhos de todas as provas prático-profissionais do Exame em conformidade com o disposto no art. 6, §3º do Provimento nº 136/2009 e no item 5.7 do edital de abertura – MPF ajuiza Ação Civil Pública contra correção das provas subjetivas

O juiz da causa deu 24 horas para a OAB e a FGV se manifestarem em relação à ação, e a decisão sairia antes da publicação do resultado dos recursos interpostos do resultado preliminar da segunda fase.

O que a OAB fez?

Nâo esperou nem um pouco a decisão da Justiça Federal e, frustrando parte do pedido do MPF, antecipou em dois dias a divulgação do resultado final do Exame de Ordem 2010.2.

Em entrevista ao site Conjur (cliquem AQUI para verem a íntegra da matéria) O presidente do Conselho Federal da OAB disse que “o MPF age contrariamente aos interesses de bacharéis que já foram aprovados. E mais: entendemos que não tem legitimidade para manejar a Ação Civil Pública neste caso”. Aduziu ainda que antecipação na publicação do resultado se deu “por entender que o juiz não tem competência pra analisar o caso…”

Na prática a OAB estrategicamente antecipou a publicação visando frustrar parte do pedido do MPF e mesmo tentar colocar esta instituição na defensiva ao asseverar que os candidatos aprovados poderiam ser prejudicados pela ação.

E assim agindo, a Ordem criou um fato novo capaz de influenciar o juízo em seu favor. Afinal, alterar um processo seletivo consumado, que já gerou direitos para milhares de candidatos, não é uma decisão fácil e nem simples de ser tomada.

Foi uma jogada! E deu certo!

Ontem, como vocês bem sabem, a OAB adiou em um mês a divulgação do resultado final do Exame 2010.3, incluindo aí a lista de aprovados, padrões de resposta, etc e tal – Resultado final do Exame de Ordem 2010.3 só em 20 de maio!!!

E o fez sem dar uma justificativa, apesar de sabermos que o novo provimento sairá do forno no dia 16 de maio, 4 dias antes da divulgação do resultado.

O novo edital certamente será elaborado sob os ditames desse novo provimento.

A decisão de publicar ou não o resultado, nos dois casos acima, estava atrelada aos interesses da OAB em completo arrepio aos respectivos editais.

Tudo é feito com o olho no objetivo primordial do Exame de Ordem na atualidade: reprovar o maior número possível de candidatos.

Uma simples avaliação de capacidade não demandaria tantos malabarismos em torno da prova, não apresentaria um percentual cada vez pior de reprovações, não irritaria tanto os bacharéis.

A culpa não é só do ensino jurídico de baixa qualidade.

Os candidatos hoje são muito mais preparados do que há poucos anos atrás. Muito mais mesmo! Apresentam, no mínimo, os mesmos conhecimentos que candidatos de outrora, hoje advogados em plena atividade, apresentaram quando foram aprovados.

Só a título de curiosidade, comparem o enunciado da última prova trabalhista elaborada pelo Cespe e vejam a última prova trabalhista feita pela FGV. O abismo entre ambas é colossal:

CESPE

FGV

Se a prova da FGV tivesse sido aplicada aos candidatos do Exame 2010.1, o último do Cespe, a reprovação teria sido monstruosa.

E sequer passou um ano ainda da aplicação da última prova do Cespe. Quem foi aprovada na prova do Cespe tinha mais capacidade face aos reprovados na última prova? Isso é discutível.

Vamos ver a evolução do número de aprovados nos Exames passados:

2008.1 – 39.357 inscritos

Percentual de aprovados em relação ao número de presentes: 28.87%

2008.2 – 39.732 inscritos

Percentual de aprovados em relação ao número de presentes: 30,22%

2008.3 – 47.521 inscritos

Percentual de aprovados em relação ao número de presentes: 27,35%

2009.1 – 58.761 inscritos

Percentual de aprovados em relação ao número de presentes: 19,48%

2009.2 -70.094 inscritos

Percentual de aprovados em relação ao número de presentes: 24,45%

2009.3 – 83.524 inscritos

Percentual de aprovados em relação ao número de presentes: 16,50%

2010.1 – 95.764 inscritos

Percentual de aprovados em relação ao número de inscritos: 14,03%

2010.2 - 106.041 inscritos

Percentual de aprovados em relação ao número de inscritos: 16%

——–

Eu não me surpreenderia se o percentual de aprovados no atual Exame ficar abaixo da casa do 10%. Não me surpreenderia mesmo.

Agora me digam: Qual é a diferença substancial que separa um candidatos aprovados no Exame de Ordem 2008.3 (27,35%) dos aprovados no Exame  2010.2 (16%).

Afora o lapso de tempo de 2 anos e a crença (minha) de que os atuais candidatos se preparam mais, as diferenças não são óbvias. Mas, de uma forma ou de outra, percentualmente mais candidatos foram aprovados naquele Exame.

Por que, cada vez mais, o Exame de Ordem reprova um maior número de candidatos?

Porque o grau de dificuldade da prova em si e de seus procedimento tem aumentado cada vez mais

Só isso!

Pergunto mais uma vez: o que é o mínimo necessário para o exercício da advocacia? Já respondo: Ninguém sabe!! Não existe uma definição ou conceito para isso.

E aí entra o novo provimento que regerá o Exame de Ordem.

Vocês viram a abertura de algum debate entre os interessados? Um seminário, por exemplo?

Não…

No máximo a FGV enviou um e-mail aos aprovados na 2ª fase com uma série de pergunta DIRIGIDAS para ajudar o balizamento do que será este novo provimento – FGV faz pesquisa com candidatos sugerindo novos modelos de aplicação do Exame de Ordem

Mas DEBATER com a sociedade, nem pensar.

Isso em razão da natureza do Exame. Abrir ao debate contrariaria o propósito de fechar as portas para o ingresso na advocacia.

O novo CPC ou o novo CPP, por exemplo, foram debatidos exaustivamente com a sociedade, mas o novo provimento do Exame de Ordem…

Será que o Exame não interessa tanto assim para a sociedade brasileira?

Vocês sabem a resposta…

E este novo provimento certamente trará novidades, e nenhuma será boa para os futuros candidatos.

A possibilidade de reduzir o número de prova ao ano é real e foi efetivamente debatida na última reunião do Conselho Federal: um exame a cada 6 meses.

Pobres daqueles que reprovarem 2, 3 ou 4 vezes. O lapso entre uma prova e outra será muito maior, e o desânimo em voltar a estudar e ESPERAR tanto tempo derrubará ainda mais gente.

Imaginem! O candidato que passar em sua 4ª tentativa (o que não é raro) levará 2 anos para enfim ser aprovado!

Dois anos em 4 tentativas!!

Duas tentativas apenas? Um ano inteiro!

Para quem não sabe, 80% dos candidatos que fazem a prova já foram reprovados ao menos uma vez, e esse dado foi colhido da pesquisa feita pela FGV mencionada acima – Sergipe se destaca com aprovação superior à taxa média nacional

E se engana quem acha que a OAB tem medo de perder receita com um Exame a menos por ano. Apesar de cada Exame de render 20 milhões aos cofres da entidade, o dinherio é da entidade, e não dos advogados. E a classe está mais preocupada com o mercado do que com dinheiro em si.

Mas isso é apenas, ainda, uma proposta, e talvez não se concretize. Mas, se se concretizar…

E o que falar da ideia de aplicar as provas todas em um mesmo dia ou no mesmo final de semana?

Teci várias considerações sobre isso na postagem sobre a pesquisa feita pela FGV (acima) e nenhuma alteração, nenhuma, seria boa para os candidatos.

Dito tudo isso, o mais interessante é constatar, mais uma vez, a absoluta INCAPACIDADE da OAB em se comunicar com os candidatos. Constatei isso desde que criei o Blog, há três anos atrás, e nesse meio tempo nada mudou.

A OAB não conversa com os bacharéis, a OAB não explica nada e provavelmente nunca explicará.

Isso porque vocês NÃO SÃO ADVOGADOS.

A Ordem é de advogados e não de bacharéis.

Um amigo me contou que entrou numa segunda-feira na sala de advogados do fórum trabalhista de Brasília e encontrou vários advogados debatendo a última prova subjetiva, essa cujo o resultado foi adiado para o dia 20 de maio. Ele não participou da conversa, mas não pôde deixar de notá-la. Eles riam dos candidatos. Riam que os bacharéis haviam “se arrombado” na prova, pois ela, como vocês sabem, foi como foi.

Quem não é advogado, infelizmente, é um pária, um excluído, um indesejado.

Vocês são tratados assim.

E gostem ou não, por tudo o que se vê por aí, é a pura verdade.

Ninguém, por palavras, admitirá isso, e mesmo refutarão. Mas como falaram uma vez, é pelo frutos que se conhece a árvore.

Que frutos o Exame de Ordem tem dado?

Esses vocês conhecem bem, e são amargos.

Por Maurício Gieseler em 21 abril 2011 às 12:46

Categoria: Análise crítica do Exame

A prorrogação do resultado preliminar e os cursos do Portal Exame de Ordem

Estão perguntando se os cursos do Portal terão seus prazos finais prorrogados após a nota publicada pela FGV.

Com certeza!

Todas as aulas estarão disponíveis aos candidatos até o dia da próxima prova objetiva, seja lá quando for.

Ao menos os candidatos ganharão mais um mês para estudar, o que é algo positivo.

Os cursos do Portal para a 1ª fase são:

Curso Completo de Alto Rendimento para a 1ª fase

Projeto UTI 60 horas

Curso de Resolução de Questões

Cursos de Disciplinas Isoladas

Por Maurício Gieseler em 20 abril 2011 às 19:40

Categoria: Cursos do Portal

E agora? Quando será o Exame de Ordem 2011.1?

Com a prorrogação do prazo para divulgação do resultado preliminar do Exame de Ordem 2010.3, as previsões para a aplicação da prova da 1ª fase do Exame 2011.1 foram para o ralo…

Se a reunião que votará o novo provimento ocorrerá no dia 16 de maio é provável que o próximo edital só seja publicado após essa data.

Não dá para apontar um dia, mas eu descartaria o mês de junho como mês provável.

Não dá também para imaginar o mês de agosto como mês de prova, muitíssimo distante no calendário. Logo…

Aliás, pensando bem, esse atraso pode guardar correlação com alguma possível modificação mais ampla da prova.

E se o atraso, até agora sem justificativas, for resultado de uma mudança mais abrangente no número de provas ao ano??? Ao invés de 3, apenas 2?

A especulação faz sentido, pois o provimento atual está sendo rediscutido.

No dia 22/03 a FGV enviou aos candidatos um questionário sobre um novo formato para a prova – FGV faz pesquisa com candidatos sugerindo novos modelos de aplicação do Exame de Ordem

Apesar da redução do número de provas não fazer parte do questionário, essa possibilidade é bem factível.

Ou, a implementação de uma nova sistemática da prova demande mais tempo para ser implementada, nos moldes do item 19 desse questionário:

19 – Qual dos modelos abaixo você prefere?

A. O modelo de aplicação atual, com duas fases em dias distintos.
B. Prova aplicada em um final de semana, com 100 questões objetivas no sábado e 5 questões discursivas e 1 peça no domingo.
C. Prova aplicada em um único dia, com 60 questões objetivas na parte da manhã e a prova discursiva, com 5 questões e 1 peça, à tarde.
D. Prova aplicada em um único dia, com 60 questões objetivas e 1 peça.

De toda forma, são só especulações, até porque só é possível especular, face a total falta de informações sobre o que acontece dentro da OAB.

E la nave vá!

Por Maurício Gieseler em 20 abril 2011 às 19:01

Categoria: Análise crítica do Exame, Datas do Exame de Ordem, Resultados

Sobre a prorrogação da data do resultado preliminar – Exame de Ordem 2010.3

O que mais impressiona nessa história toda, além do desrespeito ao edital, é a absoluta ausência de uma JUSTIFICATIVA.

Só isso, de uma justificativa, tal como uma falha no processamento dos dados, um incêndio no depósito das provas, um enchente, qualquer bodega.

Qualquer bodega mesmo!!!

Depois ficam falando que os bacharéis exageram nas reclamações.

Convenhamos…quem deixa a bola quicando na frente do atacante não pode esperar outra coisa, não é?

O problema do Exame de Ordem não é o Exame de Ordem em si. O problema é de gestão.

Gestão A-MA-DO-RA!!!!!!!!!!!!!!!

Só deixaram para prorrogar a data no dia da divulgação do padrão na HORA da divulgação. Por que não antes? Bem antes do momento em que os candidatos naturalmente criam expectativas?

Falta de visão, é claro!!

Vamos ver se até a semana que vem ao menos uma mísera justificativa sai publicada no site da OAB, ou, talvez, da FGV. Se é que sairá.

Agora fiquem aí que eu vou alí ajudar a sepultar o edital. “Bom” feriado para vocês…

Por Maurício Gieseler em 20 abril 2011 às 18:01

Categoria: Resultados

ATENÇÃO!!! Resultado final do Exame de Ordem 2010.3 só em 20 de maio!!!

A FGV acabou de soltar uma nota adiando TUDO referente ao resultado da 2ª fase do Exame de Ordem 2010.3. Confiram:

Na minha cabeça essa prorrogação só faz um sentido: O próximo edital será concebido sob a égide do novo provimento, pois a deliberação dele ocorrerá no dia 16 de maio.

Publicar o resultado AGORA geraria uma pressão sobre a OAB e a FGV quando a publicação do novo edital.

Só consigo imaginar esse argumento como justificativa. Tenho a impressão de que o próximo Exame de Ordem demorará um pouquinho ainda para acontecer…

E sim, é para se ficar com MUITA raiva disso. Mais uma vez o edital é amarrotado.

Por Maurício Gieseler em 20 abril 2011 às 17:34

Categoria: Resultados

Quatro da tarde e nada do padrão…

Todo mundo bem sentadinho em frente ao computador esperando a divulgação do Padrão de Respostas.

Normalmente sai por volta das 17h, mas isso não é um certeza. Em várias oportunidades o CESPE, e agora a FGV, atrasaram a divulgação de resultados.

Estamos na espera!

Por Maurício Gieseler em 20 abril 2011 às 16:19

Categoria: Padrão de resposta