OSuper UTI é aquela revisão de véspera, aquela revisão final para quem está na iminência de ir para a prova. Sua transmissão AO VIVO, será no dia 9 deste mês, mas quem quiser assistir online, o poderá fazer até 3 vezes, QUANDO quiser, até o dia da prova.
Essa é uma das virtudes dos cursos online: você faz o horário!
E assistir oProjeto Super UTI na véspera da prova é uma tremenda, mas uma TREMENDA mão na roda.
São nove horas de dicas com TODOS os professores do maior curso online do Brasil para a OAB.
E quando falo maior, não é mera figura de linguagem ou retórica propagandística: é o maior mesmo!!!
E compensa?
Uma super revisão com um dos melhores corpos docentes para a OAB do Brasil?
Compensa…e compensa MUITO!!!
Fica aqui o convite: faça o Super UTI! Será aquela dose de informação e motivação na hora que você mais precisará!
“De: XXXXXXXXXX
Assunto: Como estudar pelo UTI 60 Horas
Mensagem:
Prezado Maurício boa noite;
Comprei hoje o UTI 60 horas e ao começar a analisar e separar as matérias, bem como os materiais complementares me bateu um desespero, eis que só faltam duas semanas para o Exame de Ordem. Contudo gostaria de informações como devo proceder para estudar com esse material, de forma que meu estudo seja completo e proveitoso. Aguardo retorno com a maior brevidade possível, pois suas palavras são sempre de bom alvitre, até porque és especialista nisso.
No mais aproveito o ensejo para renovar meus votos de estima e apreço.
Grato:
XXXXXXXXX”
Prezado,
O Projeto UTI 60 horasNÃO é um curso completo para o Exame de Ordem. Sequer foi concebido para isso.
A ideia em sua concepção é oferecer dicas aos candidatos que possam ser aproveitadas na hora da prova.
Como?
Cada professor faz uma PROJEÇÃO de conteúdos com maior probabilidade de serem abordados pela banca na prova.
Por um acaso, muitas dessas dicas, em provas anteriores, foram certeiras, o que tem feito a fama do Projeto UTI 60 horas.
Aí vem a resposta a sua pergunta: “como devo proceder para estudar com esse material, de forma que meu estudo seja completo e proveitoso?”
O primeiro ponto para aproveitar muito bem o Projeto UTI é o de anotar detidamente as dicas.
E aqui a vantagem do curso ser ONLINE é imensa: Você pode pausar a aula, voltar um pouquinho, ouvir novamente a dica e guardá-la na sua memória.
USE e ABUSE dessa vantagem para estudar: o futuro da educação, em boa medida, está na internet, e as possibilidades do estudo online devem ser aproveitadas em sua inteira extensão.
O segundo ponto, tão importante quanto, está em CONTEXTUALIZAR o conhecimento.
Cada dica guarda correlação com um aspecto da doutrina e da lei: faz parte de um todo.
A partir da dica faça uma rápida leitura do conteúdo doutrinário ao qual ela está vinculada. Isso tem por finalidade dar uma visão mais geral e abrangente do que o curso em si oferece, sem fugir do seu propósito e sem consumir muito tempo.
Eu defendo que o estudo para a OAB não pode ser estanque e nem limitado a apenas uma fonte.
E isso representa custos.
Tem gente que reclama, mas essa é a lógica do sistema: tudo tem um preço.
O substrato para um estudo de qualidade exige, no mínimo, mas mínimo mesmo, uma doutrina atualizada. O ideal seria uma doutrina atualizada, um livro de resolução de exercícios e um bom curso preparatório.
E aqui falo do ideal, e não de algo obrigatório.
O Projeto UTI 60 horas tem como finalidade dar dicas, dicas pertinentes, objetivas. Mas não é uma solução em si mesma para o candidato aprender TUDO.
O curso é de dicas, para aumentar a probabilidade de acertar mais questões na prova.
Para essa reta final, não conheço, honestamente, um curso mais apropriado, afora, claro, os vários cursos por aí que adotaram o mesmo modelo, apenas diferenciando o corpo docente.
No dia 07 de julho será lançado o Simulado do Portal Exame de Ordem para a 1ª fase do IV Exame Unificado.
Vocês resolverão questões INÉDITAS e a correção será em vídeo, com cada professor do Portal comentando as questões, uma por uma.
E, de quebra, vamos sortear 2 cursos pra a 2ª fase do IV Exame de Ordem!
Qual a importância de fazer um simulado quando faltará apenas 10 dias para a prova? Como resposta, poderíamos refletir sobre as informações que podem ser retiradas ao se submeter a um simulado:
1 – Gestão do tempo durante a prova;
2 – Identificação de deficiências na aprendizagem;
3 – Gerenciamento do aspecto emocional.
A resolução de exercícios é um importante aspecto na preparação para provas e concursos públicos, pois permite revisar conceitos, expor deficiências e servir de treino para a hora da verdade. Falando nisso, acessem as provas dos Exames passados – Provas Anteriores
1 – Gestão do tempo durante a prova
Tempo é segurança! Talvez essa seja a premissa básica quando se fala no tempo de prova. O candidato tem de ter a convicção de que as 5 horas serão suficientes não só para responder todas as perguntas como também para preencher a folha de resposta.
Quem fará a prova pela primeira vez provavelmente não sabe, mas 5 horas passam voando. Claro que a percepção é derivada de um estado de alerta, de tensão, afinal, o tempo corre de forma uniforme, mas a impressão é que durante a prova ele passa mais rápido…muito mais rápido!
Lembro-me do alerta dado aqui no Blog sobre o aspecto temporal na prova subjetiva do Exame 2010.2. Após a prova, muitos candidatos me escreveram relatando exatamente esse percepção alterada do tempo. Como a prova foi muito extensa e o volume de informações a serem trabalhadas foi desproporcional ao tempo disponibilizado, a impressão percebida era a de um tempo “distorcido”, “curto” demais para a tarefa apresentada. Não foram poucos os candidatos surpreendidos com o fim da prova sem terem concluído tudo.
Dependendo do grau de dificuldade da prova objetiva essa percepção se manifestará com maior ou menor intensidade.
Claro! Houve a redução de 100 para 80 questões, e isso vai ajudar os candidatos no fator tempo.
Mas isso é em tese…
Ninguém sabe e ninguém pode antecipar como as questões serão formuladas. Poderão perfeitamente serem mais extensas.
Daí a importância do simulado! Um simulado permite que o candidato estude o gerenciamento do seu tempo e sua capacidade em responder todas as perguntas. O estado psicológico será diferente, por certo, mas o aprendizado resultante da simulação ajuda no processo de realização da prova, porquanto o processo em si não será totalmente estranho ao candidato.
O soldado antes de ir à guerra, treina, o motorista antes de tirar a carteira, treina, a bailarina antes de se apresentar também treina, e o futuro advogado também deve treinar.
2 – Identificação de deficiências na aprendizagem
Esse, por certo, é o papel mais relevante ao se estudar por provas anteriores, e, no presente momento, na submissão ao simulado. Certamente o candidato não responderá todas as perguntas. Essa percepção é útil para identificar quais disciplinas o candidato apresenta maiores limitações em seu conhecimento.
O erro também faz parte do processo de aprendizagem – com ele o candidato estabelece seu processo de cognição, sedimentando melhor o conhecimento a ser exigido na hora da verdade, pois o erro permite a compreensão de limitações no conhecimento e, por corolário lógico, a supressão de lacunas.
Ao faltar 10 dias para a prova, o candidato poderá identificar quais disciplinas seu desempenho não é bom (ou reforçar uma percepção anterior) e delimitar melhor seu campo de estudo.
E aqui vem uma dica!
O que é melhor na reta final? Estudar o que já se sabe para maximizar o desempenho em disciplinas que já domina ou focar os estudos na reta final em disciplinas cujo domínio é mais limitado para tentar arrancar pontos que podem ser decisivos?
Esse é um questionamento muito interessante.
O importante é que você tenha essa percepção e faça uma escolha racional – Se o que você sabe lhe assegurou nas provas anteriores já resolvidas e, no simulado a ser aplicado, sempre conseguiu acertar mais de 47 pontos, é bom reforçar o que já sabe.
Resta clara a existência de uma bagagem de conhecimentos consistentes o bastante para a prova e a desejada aprovação.
Mas…se você tira na média menos de 47 pontos, é bom reforçar os estudos nas disciplinas deficitárias.
E porque 47 pontos?
Trata-se de uma escolha arbitrária, por certo. Escolhi 47 acertos pois julgo que 7 pontos representam uma “gordura” razoável a ser queimada em razão de falhas no desempenho do candidato na prova em si.
Na resolução de provas anteriores durante o processo de treinamento para o Exame, o candidato cria um padrão de desempenho, e, se o estudo tem sido sério, o bom desempenho em provas anteriores é um claro sinal de uma boa preparação e, um hipotético bom desempenho na hora da verdade.
Mas…
Mas na hora da verdade, com a pressão real da prova, o candidato pode falhar um pouco, se distrair, ou mesmo ser surpreendido por dificuldades não previstas (e elas aparecem com frequência). Acredito que 7 pontos de “gordura” dão uma folga ao candidato diante do imponderável.
Os constantes 47 pontos durante os treinos em várias provas anteriores e simulados mostram, em essência, que o candidato DOMINA um número razoável de disciplinas (conhecimento). Além disso, gera por si só uma relativa segurança psíquica para se fazer a futura prova.
Por sua vez, quem tira menos de 47 pontos não tem essa “gordura” toda para queimar, e erros podem representar a reprovação.
Claro! Com pouco mais de 2 semanas pela frente a percepção da incompletude de conhecimentos suficientes para “queimar” na prova é mais do que útil! É muito bem-vinda!!
O candidato terá tempo o suficiente para apreender conteúdo faltante necessário, dando a si mesmo uma boa margem de segurança. Eventual desempenho ruim no simulado não é um real motivo de preocupação, e sim um alerta para se identificar falhas e supri-las.
Há tempo!
Mas o que escrevi agora é um ponto de vista e não uma verdade absoluta. A escolha é sua e é baseada na sua percepção. Pode ser que você pense totalmente o contrário. A questão aqui é identificar o seu grau de preparo e onde estão as virtudes e deficiências.
E sim! A escolha do número 47 pode perfeitamente ser alterada por vocês. Subir esse padrão para 50 ou 55 pontos é até desejável. Só não aconselho a reduzir…
Eu não tenho dúvidas que o aspecto emocional do candidato é decisivo na sua aprovação. Já li uma infinidade de depoimentos de candidatos que sucumbem às próprias emoções durante a aplicação da prova.
Aliás, já foram centenas de depoimentos retratando a descrença em função de sucessivos fracassos, muitos deles estreitamente relacionados com o nervosismo.
Acredito na ideia de que a segurança ao se fazer uma prova deve ser resultado da certeza de que se está bem preparado.
Simplesmente não existe fórmula mágica para se ficar calmo: O ser humano apto a enfrentar específicas situações com calma, onde outros ficariam nervosos, ou não tem nada a perder ou já está escolado pela experiência.
Quem faz o Exame de Ordem geralmente o faz pela 1ª vez, ou já fez 2 ou 3 vezes, o que é pouco para fiar 100% calmo, e virtualmente todos têm muito em jogo nessa hora; afinal, aprovar é preciso!!
Quem estudou sabe que sabe e nada poderá atrapalhá-lo (a não ser que a prova seja terrível, tal como foi a do Exame 2010.1). Por outro lado, o candidato que pontua sempre na zona limítrofe de aprovação pode se sentir mais seguro se souber onde estão suas fraquezas e tomar providências para minimizá-las, adquirindo mais tranquilidade. E, para ambas as hipóteses, o simulado vem como uma boa ajuda.
De toda forma, não subestimem o aspecto emocional. Treinar no conforto de casa ou no cursinho é uma coisa; na hora da verdade, outra completamente diferente.
Simulem como se fosse a hora da verdade! Criem um clima, tranquem a porta do quarto, usem exatas 5 horas para resolver a prova.
Importantíssimo: NÃO USEM 5 horas para fazer a prova!!!
Usem 4 horas e 20 minutos! Deixem 40 minutos para simular (só no tempo, e não de verdade) a passagem das questões para o caderno de resposta.
Lembrem-se: o desafio é feito de papel e tinta. Problemas criados por uma mente que deliberadamente está desafiando o intelecto de cada um. Nada além disso. A chave para tudo está na cabeça.
Logo, treinem para não se impressionar com nada, e o treino pode começar ou ter continuidade em um simulado.
Então fiquem atentos! No dia 07 de julho teremos o Simulado do Portal Exame de Ordem!
Toda a equipe do Portal Exame de Ordem estará lá: Aryanna Manfredini, Rafael Tonassi, Matheus Carvalho, Nathalia Masson, Frederico Amado, Francisco Penante, Cristiano Sobral, Paulo Machado, Ana Cristina, Geovane Moraes, Cristiane Dupret, Flavia Bahia, Volia Bomfim, Marcelo Pupe, Josiane Minardi, Sabrina Dourado, André Mota e Thiago Godoy.
Participem do PROJETO SUPER UTI, onde faremos uma revisão intensiva dos principais pontos para a prova do Exame de Ordem que ocorrerá no dia 17/07.
Você que é do Rio de Janeiro não pode perder esse evento!!
Um dos traços que notabilizam o Exame de Ordem, aumentando ainda mais sua fama, é a ansiedade e o stress que a perspectiva da prova produz nos candidatos.
Eu diria que é algo quase folclórico.
Mas é muito, mas muito real.
Essa pressão decorre basicamente de uma premissa simples: Se o candidato passou 5 anos dentro da faculdade, ele necessariamente tem de saber o Direito e tem de passar na prova.
E essa premissa desencadeia uma série de reações emocionais nos candidatos transformando a prova em um desafio ainda maior.
Na medida em que o término da faculdade vai se aproximando, o Exame de Ordem vai crescendo no imaginário dos acadêmicos (ainda mais agora, pois os estudantes do último ano já podem fazer a prova), transformando-se no 1º grande desafio da carreira.
Naturalmente, o elevadíssimo percentual de reprovações, Exame após Exame, contribui decisivamente para criar uma “aura de temor” em torno da prova da OAB.
E tal percepção não é mera lenda: ela é real!
A Drª Tânia Loricchio, do Departamento de Psicobiologia da Unidade de Medicina Comportamental da UNIFESP, conduziu um estudo sobre os índices de ansiedade e stress pré-Exame de Ordem:
Ansiedade e Stress dos bacharéis em Direito em período de prestação dos exames de classe.
E os dados preliminares desse estudo revelam o forte impacto emocional que o Exame de Ordem desencadeia nos candidatos
Foram analisados 237 bacharéis em Direito inscritos em cursos preparatórios em diversas regiões do estado de São Paulo, com idade entre 21 e 74 anos (32,9 anos, em média), sendo 46% homens e 54% mulheres.
Destes, 80% já haviam prestado o Exame anteriormente, sendo que alguns em mais de uma oportunidade
Desse universo de candidatos analisados, 70% apresentaram sintomas de STRESS, sendo que 41% com níveis de stress mais severos.
No quesito ANSIEDADE, segundo o parâmetro de análise ANSIEDADE-ESTADO (Ansiedade-Estado descreve os sintomas da ansiedade momentânea, relacionada a uma situação presente), a pontuação média foi de 50,5, em um índice com variáveis entre 20 a 80 pontos.
A ANSIEDADE-TRAÇO (Ansiedade-Traço descreve sintomas de ansiedade que persiste, de como a pessoa costuma se sentir) em conformidade com o parâmetro de avaliação semelhante o da ansiedade -estado, a média do universo de candidatos pesquisados chegou a 45,6 pontos, com variáveis do índice também entre 20 a 80 pontos.
Quanto ao parâmetro AUTOCONFIANÇA, a pontuação média foi de 43,5 de de um índice que variava de 20 a 70 pontos.
O estudo revela, sob um aspecto cienfíco, o que já era sabido (e sentido) de forma inata pelos candidatos: O Exame de Ordem mexe com os nervos.
Saibam então que a ansiedade o o stress são aspectos comuns ao processo de submissão ao Exame.
E são muito difíceis de controlar. Muito difíceis mesmo, e não tenho nenhuma dúvida de que o stress e a ansiedade implicam em prejuízo de desempenho na hora da prova.
Quantos e quantos relatos já não li sobre o fraco desempenho de candidatos que ficaram nervosos durante a prova? Quantas pessoas já conheci pessoalmente ansiosas e tensas com a perpectiva do Exame e com medo da reprovação?
E essa é a razão deste post: esboçar uma solução para que o estado de espírito, o medo e a ansiedade não prejudiquem vocês durante a prova.
Achar uma fórmula para se conseguir ficar calmo, com os nervos sob controle e explorar o máximo do potencial cognitivo durante a prova, sem os reveses que o stress e a ansiedade impõem é uma tarefa virtualmente impossível.
Quantos textos motivacionais já não escrevi antes de uma prova, tentando dar uma força para os candidatos? Um monte! Assim como também já vi inúmeros textos dessa natureza em outros sites e blogs. Afinal, essa percepção é de todos, e a tentativa para motivar os candidatos é parte integrante do Exame de Ordem.
Mas escrever textos, dizer que tudo é possível, que o medo deve ser deixado de lado são soluções com limitada eficácia.
Ali, na hora da verdade, é só o candidato e a prova.
Como já disse, tenho a convicção do real prejuízo que o medo, o stress e ansiedade causam aos candidatos, e palavras de incentivo e conforto têm limitada eficácia.
Porque esse estado emocional em específicos não é alterado com o simples acionamento de um interruptor: O processo de stress é contínuo e persistente pois segue a própria dinâmica do Exame: uma série sucessiva de eventos.
Claro! Se uma pessoa está triste e ansiosa e ganha na megasena, ficará em um estado de alegria irradiante de um instante para outro. Não pode ser diferente.
Mas no Exame de Ordem os eventos não permitem essa súbita transformação do estado de espírito. Somente com o resultado final que o espírito do candidato enfim se liberta. Se for aprovado, claro!
Se reprovar, aí a depressão e o desânimo se instalam…
Essa é a realidade.
E quem são esses que conseguem fazer a prova sem ter o espírito abalado? Como eles conseguem essa tranqüilidade?
Acredito que uma aqueles capazes de não sofrer durante o Exame possuam alguns predicados capazes de lhes assegurar a desejada tranquilidade para enfrentar o desafio.
Sem excluir outros fatores, julgo que os elencados abaixo são responsáveis pela realização de uma prova com tranqüilidade e bom controle emocional:
1 – Indiferença com o resultado
A prova não representa nada de relevante para o candidato em termos do presente ou do futuro. Não existem cobranças internas ou externas que o abalem.
2 – Extrema confiança com os próprios conhecimentos
O candidato está muito preparado, guardando grande confiança no que sabe, retirando desse fator sua tranquilidade. Eu diria que é a tranquilidade real.
3 – Forte estrutura emocional
O candidato já é uma pessoa madura (independente da idade) e consegue situar o resultado e as perspectivas do Exame sem se abalar com eventuais consequências negativas.
4 – Ignorância do que é a prova
Essa situação deve ser raríssima, mas a escrevo por que é uma probabilidade. O candidato não faz a menor ideia do que é o Exame de Ordem e sua complexidade e acha que tudo dará certo.
Não excluo outras possibilidades, mas em princípio essas foram as que me ocorreram.
Pois bem, e quais fatores influenciam negativamente no psique dos examinados? O que perturba a maioria dos candidatos?
1 – Cobrança externa (família, amigos, emprego e sociedade)
Talvez este seja o principal fator a abalar o emocional de qualquer um que faça a prova. A cobrança do meio social.
Uma vez recebi um e-mail de uma candidata reprovada no Exame 2010.2, já casada e mãe de família, cujo o marido se disse decepcionado com ela em razão da reprovação.
Foi um mail muito denso, onde esta candidata descreveu suas muitas angústias face a situação.
Noutro, uma candidata, também casada e mãe de família relata como o Exame de Ordem destruiu sua paixão pelo direito. Ela já fez o Exame 8 vezes e hoje sente-se frustrada, envergonhada diante dos filhos, do marido, tendo inclusive se afastar de alguns por medo de que estes perguntem sobre o Exame.
Dois exemplos de e-mails que recebo. Situações comuns a inúmeros candidatos e exemplos do potencial destruidor que a cobrança familiar pode produzir.
E quantos estagiários, prontos para serem contratados pelo escritório onde trabalham, sucumbem ante o temor de não passar na prova e perder a oportunidade de emprego?
Lembro-me uma vez em que estava em um restaurante, não muito cheio no horário, e ouvi a conversa entre 3 advogados, onde uma comentava exatamente a reprovação do estagiário pela 2ª vez:
“reprovar na 1ª vez não tem problema, na 2ª já não é legal e na 3ª ele não ficará mais conosco”.
Quantos donos de escritório não pensam assim?
E como somos criaturas que desenvolvem em torno de nós mesmos relações complexas com a sociedade, é muitíssimo difícil criar uma barreira emocional para nos tornar imunes à cobranças.
É muito difícil.
2 – Cobrança interna do próprio candidato
A cobrança pessoal é tão ou mais forte do que a cobrança externa. O “eu” do candidato, seus sonhos e projetos em ação para sabotar a paz de espírito.
Lembro-me quando foi a minha vez de fazer a prova. Ser aprovado era uma verdadeira paranóia.
Curiosamente, não sofri nenhuma pressão externa, mas a interna foi terrível.
Estudar, estudar e estudar, sem pensar em rigorosamente mais nada. Essa foi a pressão que criei para mim mesmo, só quebrada no dia em que passei na 1ª fase da prova, quando sai com os colegas e bebemoramos juntos. Afora isso, um pressão constante pelo resultado positivo.
Não sei se é um defeito em algum parafuso da minha cabeça, mas a sucessão de pensamentos relacionados com o Exame na época poderiam tranquilamente serem classificados como obsessivos.
E isso não é nada bom.
Infelizmente esse tipo de pensamento e preocupação recorrentes são de difícil controle, e por certo é experimentado por muito e muitos candidatos. Só um monge budista, com um bom tempo de prática consegue controlar pensamentos recorrentes dessa natureza.
Não é o meu caso, e provavelmente o de muitos de vocês.
3 – Medo
O medo é um processo interno, pessoal. E o medo tem correlação com o sentimento de segurança.
Uma pessoa insegura pode criar um estado mental altamente prejudicial, nocivo a si mesmo.
E sim, a perspectiva da prova também gera medo. Muito medo.
O medo do fracasso.
E o medo gera a tão falada ansiedade e o indesejado stress, objetos do estudo da Drª Tânia Loricchio.
E como vencer o medo, a ansiedade e o stress?
Bom, a solução óbvia é retirar do caminho as causas geradoras do medo, da ansiedade e do stress.
O problema reside no fato de que a principal causa, o Exame de Ordem em si, só é “retirável” como causa uma vez superado.
Não serve como solução.
Retirar a pressão da sociedade e a pressão interna então?
Não temos como controlar fatores externos. No máximo, talvez isolá-los, o que operacionalmente é algo para lá de complexo.
Amainar a pressão interna? Seria fácil se fosse uma simples questão de vontade. Mas não é.
Certos fatores independem da vontade. Simplesmente são sentidos e não conseguimos controlá-los.
Trabalhar a motivação então?
Sim, muito se faz sob o aspecto motivacional.
Vejam alguns posts que escrevi com essa abordagem:
A intenção é a melhor possível. Motivá-los ao máximo para fazerem o melhor possível na hora da prova.
Existe uma infinidade de textos e escritores com esse propósito, seja para o Exame de Ordem, para concursos ou mesmo para a vida.
É o ramo da auto-ajuda.
E funciona?
Em certa medida sim. Mas tem eficácia limitada.
E o tem porque a fonte de motivação é externa. Claro, os preceitos podem ser internalizados, mas lidar com as circunstâncias geradores do stress e da ansiedade trabalhando não só os estímulos negativos como também as fontes de motivação envolvem uma série de reflexões de muito trabalho interno, e tudo isso, sem uma considerável ajuda da experiência, são elementos que demandam tempo.
Afora o fato de que a auto-ajuda as vezes não convence nem um pouco.
Tem quem goste, tem quem abomine, por achar que é picaretagem.
Como eu disse, creio que tem um valor, mas também creio em uma eficácia limitada.
Enfim…
Como fazer para evitar que o aspecto emocional prejudique o desempenho durante a prova? Que a mente não seja prejudicada pela tensão?
Reflito sobre isso faz algum tempo, e talvez a solução não esteja em combater as causas, tal como a auto-ajuda pretende, e sim combater os efeitos, INDEPENDENTEdo estado emocional do candidato.
Pois, se não é possível combatar os efeitos negativos da ansiedade, exatamente por não conseguir superá-la, a solução resida em evitar que os efeitos da ansiedade prejudiquem o desempenho durante a prova.
Tenso, nervoso e estressado o candidato ficará, mas, ainda assim, acredito que a condição psicológica negativa possa ser debelada e não prejudique o candidato na hora da verdade.
Como?
Conhecendo e trabalhando as consequências do nervosismo.
E quais são, durante a prova, as consequências do estresse, do nervosismo e da ansiedade?
1 – Interpretação equivocada do enunciado;
2 – Pressa na resolução do problema;
3 – “Branco” ou esquecimento do conteúdo;
4 – Dúvida relevante e aparentemente insuperável entre assertivas;
5 – Desespero com a percepção de que se está fazendo uma péssima prova.
E como trabalhar para superar esses efeitos negativos?
Vamos ponto por ponto:
1 – Interpretação equivocada do enunciado
Vamos partir da premissa de que o candidato está naturalmente nervoso. Esse premissa vale para todas as situações.
Um dos problemas do nervosismo é interpretar de forma equivocada o que a banca quer.
Isso é fatal.
Não falo aqui da pressa em ler o enunciado, que será tratado logo abaixo. Falo de compreensão de sentido, do que efetivamente a banca quer com a pergunta e, consequentemente, com a resposta.
A leitura do problema deve ser feita lentamente, as etapas do enunciado, como um todo, deve ser feita de forma pausada, para depois a leitura do problema ser feita de uma só vez.
ENTENDAM exatamente o que é a pergunta.
Depois, procure a resposta correta.
Veja que a leitura com completa compreensão de sentido independe do estado emocional do candidato. Ela depende da atenção emprestada ao texto e do estabelecimento do conhecimento prévio para identificar qual a resposta é a mais adequada.
Leia de forma lenta para entender o que é pedido. Tenha certeza de que entendeu o enunciado.
2 – Pressa na resolução do problema
A pressa na resolução do problema quase se confunde com se interpretar incorretamente o enunciado.
Mas são coisas distintas.
É certo que a prova dura pouco (5 horas passam voando) mas a pressa em resolvê-la, motivada por um estado de ansiedade, pode acarretar em uma série de problemas.
A leitura deve ser feita em um ritmo que assegure a exata compreensão do sentido. Não muito lenta, por certo, pois o tempo total é limitado.
Se você não faz a menor ideia da resposta, pois não detém o conhecimento exigido na pergunta, ignore-a imediatamente. Ganhará tempo com isso.
De toda forma, não se precipite em responder. Exerça o controle sobre o tem de leitura e o tempo dedicado a escolha da resposta.
E lembrem-se que agora o fator tempo talvez seja mitigado com a redução do número de questões de 100 para 80. Esse e um elemento novo e, em princípio, benéfico aos candidatos.
3 – “Branco” ou esquecimento do conteúdo
O famoso “branco”, ou o lapso de um conhecimento que se julgava possuir, não é algo incomum.
E certamente pode levar ao desespero.
O esquecimento pode ser elidido se ao candidato parar tudo o que está fazendo e dar um pouco de tempo para si mesmo, visando a composição da calma.
O “branco” é um sintoma do nervosismo. Para evitá-lo, o ideal seria conquistar alguma confiança. Para conquistá-la, comecem a prova escolhendo a disciplina que vocês julgam ser a mais fácil, a que vocês melhor dominam.
Depois continuem resolvendo a prova indo das disciplinas mais fáceis para as mais difíceis. Esse processo tende a minimizar tensões, pois o candidato percebe que está conseguindo avançar na resolução dos enunciados e tem a impressão de que está indo bem no início. Isso gera o sentimento de segurança capaz de elidir um esquecimento oriundo de lapsos causados pelo nervosismo.
Caso o “branco” mesmo assim ocorra, TENTE manter a calma. Pare de resolver a prova e procure respirar fundo. Após um tempinho, volte a resolver as questões, lendo tudo muito devagar, bem devagar mesmo, buscando estabelecer as diferenças entre cada assertiva oferecida. Por que elas são diferentes? Qual delas oferece uma solução mais lógica à pergunta?
Busquem com calma a informação até conseguir superar o lapso.
4 – Dúvida relevante e aparentemente insuperável entre assertivas
Não tenham a menor dúvida: nervosos ou não, essas dúvidas irão aparecer várias vezes durante a resolução da prova. O candidato que não tiver nenhuma dúvida na hora de responder ou tira zero ou está próximo de resolver corretamente as 100 questões.
O problema de se defrontar com uma dúvida aparentemente insuperável entre duas assertivas está em dedicar um tempo desnecessário para achar a solução, enervando-se com isso.
NÃO percam tempo!
Não sabe a resposta de plano, após ter completa compreensão de sentido do enunciado e das respostas, passe para a próxima pergunta, tendo o cuidado de anotar quais as assertivas provavelmente são as verdadeiras, para, DEPOIS de resolver tudo o que sabe, voltar para aquela questão e enfim tentar resolvê-la.
NÃO CHUTEM!!!
Chutar, ou escolher aleatoriamente uma resposta, é assumir que não se sabe o conteúdo.
Cada questão guarda, mesmo que minimamente, uma lógica jurídica. Procurem essa lógica na resposta.
A probabilidade de sucesso com um chute é de 25% por questão. Não só estatisticamente é um percentual baixo como também deve ser considerado dentro do universo de questões a serem chutadas. E o desempenho pode ser péssimo.
Se vocês não possuem dons mediúnicos ou clarividência, não chutem!
5 – Desespero com a percepção de que se está fazendo uma péssima prova.
Caso o candidato chegue ao ponto do desespero, pouco pode ser feito. Muito provavelmente sucumbirá.
E sim, casos de desesperam acontecem.
Aqui temos dois pontos importantes a serem considerados.
O primeiro é que o candidato precisa ser honesto consigo mesmo. Estudou? Não? Não tem o direito de se desesperar. O resultado ruim tem como causa sua própria inércia e falta de vontade. Não é na hora da prova que o desejo de passar de repente aparece. Ele precisa aparecer antes, e o estudo é a manifestação desse desejo.
Estudou e está nervoso? Então siga os passos acima e NÃO se desespere.
O segundo ponto tem a ver com a preparação na véspera da prova. Muitos me perguntam se compensa estudar na sexta ou no sábado.
Não existe uma resposta certa para essa pergunta. Estudar no sábado pode ser bom, não estudar também.
Segue a minha dica: não estudem!
Não estudem exatamente para ocupar vossas mentes com algo muito importante: a concentração.
Na véspera da prova concentrem-se. Pensem na prova, como vão abordá-la, afinem a estratégia de resolução (escreverei sobre isso na época da prova), mentalizem as dicas acima caso o nervosismo apareça e trabalhem muito o emocional.
Em suma, entrem no clima da prova. Estamos quase lá!
Lembrem-se de que as dicas acima não são exaustivas. Outras podem ser criadas.
Tenham em mente TAMBÉM de que as dicas acima pode não surtir efeito nenhum, afinal, elas servem para combater o efeito e não a causa.
O ideal é não ficar nervoso!
Por isso é importante se concentrar. Para se achar o foco, um ponto de equilíbrio onde a razão pode encontrar seu sustentáculo e a prova passe a ser novamente o que ela efetivamente é e nunca vai deixar de ser: uma prova, e não um monstro.
As dicas deste post são alternativas. Tratem-as como tal.
E lembrem-se: O fracasso não define ninguém, pois ele não é permamente.
OSuper UTI é aquela revisão de véspera, aquela revisão final para quem está na iminência de ir para a prova. Sua transmissão AO VIVO, será no dia 9 deste mês, mas quem quiser assistir online, o poderá fazer até 3 vezes, QUANDO quiser, até o dia da prova.
Essa é uma das virtudes dos cursos online: você faz o horário!
E assistir oProjeto Super UTI na véspera da prova é uma tremenda, mas uma TREMENDA mão na roda.
São nove horas de dicas com TODOS os professores do maior curso online do Brasil para a OAB.
E quando falo maior, não é mera figura de linguagem ou retórica propagandística: é o maior mesmo!!!
E compensa?
Uma super revisão com um dos melhores corpos docentes para a OAB do Brasil?
Compensa…e compensa MUITO!!!
Fica aqui o convite: faça o Super UTI! Será aquela dose de informação e motivação na hora que você mais precisará!
O professor Rogério Neiva escreveu um post sobre a criação de um plano de estudos.
O professor aborda a necessidade de identificação do objeto de conhecimento a ser estudado, dos meios que veiculam este objeto de conhecimento e das modalidades de estudo em termos intelectuais, ou seja, o programa, as fontes de estudos e os processos cognitivos.
“”De: Mônica
Assunto: Exame de Ordem + pedido de socorro!
Mensagem:
Oi Maurício! Acompanho seu blog há, pelo menos um ano e meio e nunca mandei e-mail, embora tivesse vontade. Esse será meu sexto exame e já está batendo um desânimo absurdo de estudar! Sempre amei o direito! Comecei a fazer estágio no 3º período e sempre fui elogiada pelos meus chefes. Cheguei a ser estagiária da Defensoria Pública, na época que tinha prova de seleção. O exame de 2010.2 pra mim foi a decepção total. Fiz 2 anos de estágio na VEP, amo direito penal, minha monografia foi nessa área e nunca deixei de estudar, por prazer! Passei para a 2ª fase e tirei 1,25 na peça. Menos do que amigos a quem ensinei a matéria. A frustração foi tão grande que me desestimulei totalmente para estudar! Já pensei até em mudar de profissão. Mas amo tanto o Direito que quero essa carteira. Falta menos de um mês, assisti algumas aulas do curso do Renato Saraiva online, mas não me sinto preparada. Peço, por favor, que me ajude! O que estudar nessa reta final? Como estudar? Alguns dizem para eu ler a lei, outros para fazer exercício. Estou perdida! Me ajuda, por favor!
Obrigada!
Att, Mônica”"
—
Não são poucos os candidatos que fazem algumas vezes o Exame de Ordem e sempre batem na trave, fazendo sistematicamente 47, 48 ou 49 pontos.
Esse é o candidato limítrofe, que fica sempre na fronteira da aprovação, quase lá, batendo na trave…
Pois é Mônica, bater sempre na trave tem um potencial destrutivo sobre a vontade de qualquer candidato. Reprovar 1, 2, 3, 4, 5, 6 vezes… que barra!!!
Eu sinceramente admiro que consegue continuar na luta após colher tantos insucessos. É preciso uma força de vontade descomunal para continuar na luta.
Mas também a NECESSIDADE é um motor importante. Desistir, Mônica, NÃO É UMA OPÇÃO.
Por que não?
Considere o tempo gasto para concluir o curso, o dinheiro investido na faculdade, o direcionamento da vida em função do curso e do sonho de se ter uma profissão, o ego e a própria dignidade envolvidos em todo esse processo.
Desistir não é uma opção.
E se não é opção, como então para de bater na trave?
Como conseguir, finalmente, acertar 50% da prova?
Faltam 20 dias para a prova, já entramos na reta final, e a perspectiva de bater de novo na trave assusta.
Segue aqui uma proposta de estratégia para finalmente os 50%, agora 40 pontos, serem finalmente atingidos.
1 – DIAGNÓSTICO
Por que o candidato sempre fica no zona limítrofe, acertando 47, 48 ou 49 pontos?
O primeiro passo deve ser direcionado para se descobrir as razões, as causas do insucesso.
Então eu pergunto, Mônica, você já fez uma avaliação estatística do seu desempenho no Exame?
Certamente você em um desempenho melhor em algumas disciplinas, sendo que em outras seu desempenho deixa a desejar.
Mas quais? Em que proporção?
Essa pergunta é FUNDAMENTAL para se desenhar uma solução. Sem uma clara noção de suas virtudes e deficiências a dificuldade em se buscar soluções é imensa.
Pior, seus esforços serão direcionados na base do empirismo e do achismo: acho isso, devo fazer aquilo, sem um fundamento claro do que se fazer. Assim você perde tempo e foco, a receita correta para colher mais uma reprovação.
Se você fez 6 provas, certamente terá um mar de dados para traçar seu desempenho estatístico por disciplina, e assim obter um diagnóstico de desempenho.
Como montar o diagnóstico?
Primeiro separe as provas, uma por uma, e em cada veja quais e quantas questões foram destinadas pra cadas disciplina.
Você vai encontrar as seguintes disciplinas, por ordem de IMPORTÂNCIA (a ordem de importância é determinada pelo número de questões cobradas em cada disciplina):
1 – Disciplinas muito importantes
Direito Civil,
Direito Processual Civil
Direito do Trabalho
Direito Processual do Trabalho
Direito Penal
Direito Processual Penal
2 – Disciplinas importantes
Direito Constitucional
Direito Administrativo
Direito Tributário
3 – Disciplinas medianas
Direito Empresarial
Direito Internacional
ECA
Direito Ambiental
Direito do Consumidor
4 – Disciplina especial
Ética Profissional
Direitos Humanos (não há histórico de questões nessa disciplina)
—–
Em cada prova você terá de determinar quantos porcento de cada disciplina você acertou. Pode parecer um trabalhinho muito chato (e é um trabalhinho chato mesmo!) mas ele é fundamental para você SE CONHECER.
Não o despreze!
Vamos a um exemplo! De um modo geral, caem 10 questões de Direito Constitucional. Então vamos fazer uma análise hipotética de seu desempenho nas últimas 3 provas:
Isso deve ser feito com todas as disciplinas em todas as provas passadas.
(NOTA: é fácil fazer um percentual de 10 questões, mas nem todas as disciplinas têm 10 questões por prova. Então, para fazer o percentual de qualuqer número, considere, por exemplo, que 8 (ou 6, ou 3 ou qualquer outro número) representa 100%. A partir daí faça uma regra de 3 simples: se 8 é igual a 100% (das questões de determinada disciplina em uma prova, X (que representa o número de acertos) é igual a Y (o percentual de acertos daquela disciplina percentualmente)
8 – 100%
X – Y%
Pode parecer preciosismo meu “ensinar” a fazer uma regra de três aqui, mas é só para ajudar na agilização do processo.)
Ao concluir o trabalho, prova por prova, você terá um quadro do seu desempenho, e também informações muito úteis para iniciar uma reflexão.
Aqui você pode constatar duas coisas:
1 – As disciplinas cujo desempenho é sempre ruim;
2 – As disciplinas em que você se julga boa mas não é.
Essa descoberta, essencial como fator de autoconhecimento, permite a escolha do caminho para a adoção da solução mais adequada.
E qual seria ela?
2 – ESTRATÉGIA
E agora, Mônica, que você tem o diagnóstico, poderá traçar a melhor estratégia para conseguir a aprovação na 1ª fase.
E como definir a estratégia?
Vamos considerar que você, como candidata, já possua um LASTRO. O lastro seria aquele volume de conhecimento já apreendido e absorvido, o resultado dos seus estudos até agora. E é esse lastro, ao longo de várias provas, que sempre te conduziu ao resultado de sempre: 47, 48, 49 pontos.
Como estamos em uma reta final, estudar TUDO não é uma solução adequada visando a obtenção daqueles pontinhos finais. O ideal é estudar certo.
Do diagnóstico, você irá definir com precisão exatamente quais disciplinas deverão ser estudadas.
Primeiro você vai atacar as disciplinas em que você sempre se julgou boa mas que o diagnóstico mostrou que o desempenho não foi tão bom assim.
Aqui temos dois detalhes:
1 – Ser bom em uma disciplina no Exame de Ordem significa gostar dela e, ao menos, ter acertado 80% das questões nas provas anteriores. Menos de 80% não representa ser bom em determinada matéria.
2 – Dessas disciplinas escolha aquelas que fazem parte dos grupos MUITO IMPORTANTES, IMPORTANTES e das DISCIPLINAS ESPECIAIS, Ética e Direitos Humanos. Descarte as disciplinas medianas.
DESCARTE também dos seus estudos o Direito Civil e o Direito Processual Civil, exceto se estas forem disciplinas de predileção e você goste delas. São muito extensas para receberem, agora, sua atenção.
Quanto a Ética e Direito Humanos, todo candidato tem de acertar pelo menos 80% delas na prova, independente de gostar ou não delas. Elas representam 30% do necessário para a aprovação (se atingir 40 pontos). E, pelo pouco volume de conteúdo que representam, devem ser integralmente absorvidas.
PRESTE ATENÇÃO!!! Você NÃO vai estudar TUDO dos grupos mencionados logo acima! Você vai reforçar SOMENTE as disciplinas em que você se julga boa e que fazem parte dos grupos.
Sua meta aqui é estudar o que já gosta, reforçando seu conhecimento em áreas estratégicas, pois certamente seu estudo será mais rápido e eficiente; afinal, há predileção pelo(s) tema(s).
Claro! Se o diagnóstico apontar para isso. Se o desempenho nestas sempre foi bom, não há porque agora priorizá-las.
O segundo passo, mais importante ainda, é dar atenção para as disciplinas, também dos grupos MUITO IMPORTANTES e IMPORTANTES em que seu desempenho sempre foi péssimo.
Aqui, exatamente aqui, você conseguirá extrair a maior parte dos pontos restantes para os 50%.
“E devo estudar todas as disciplinas em que sou ruim?”
NÃO!
A sugestão de estudo aqui é tópica, estratégica, visando um resultado específico em função do TEMPO!
Escolha apenas 2 disciplinas desses dois grupos para estudar. Se você arrancar na prova ao menos umas 6 questões de ambas atingirá seu objetivo.
É óbvio que não dá para estudar tudo em tão pouco tempo. Mas atacando disciplinas importantes que historicamente você sempre foi mal, com certeza um extra na pontuação será obtido.
E esse extra no dia da prova fará a diferença, junto com o reforço nas disciplinas em que você é naturalmente boa mas não vinha apresentando um desempenho também bom.
Tudo não passa de uma solução com base na análise de LACUNAS em seu conhecimento. É uma estratégia de estudo pontual.
3 – ESTUDANDO
E como estudar as disciplinas eleitas para essa reta final?
Vou repetir aqui a fórmula de estudo que costumo recomendar. Lembrem-se que o estudo é um processo global, exigindo uma série de etapas para o candidato efetivamente ficar preparado.
O Estudo para o Exame de Ordem pode ser estruturado da seguinte forma, sem no entanto pretender excluir nenhum outro ou considerar este como o melhor:
1 - Leitura da doutrina (específica para o Exame) ou acompanhamento de uma aula acompanhado da leitura SIMULTÂNEA ou logo POSTERIOR da legislação correlata na medida da evolução da leitura ou aula (na aula online o aluno pode parar a aula, ler o que quiser, e depois continuar do ponto onde parou. Isso representa uma imensa vantagem em termos de estudo que a aula presencial ou satelitária não podem acompanhar). Aqui o candidato estabelece os vínculos entre os conceitos, as teorias e a norma;
2 - Elaboração pequenos resumos ao término de cada tópico do livro que está sendo estudado. A elaboração de resumos, feitos DE CABEÇA, não só ajuda a delimitar o que não foi apreendido com a leitura inicial como é uma importantíssima etapa de fixação do conteúdo. Se você lembra, o conteúdo, ao menos naquele momento está fixado;
3 - Revisão do conteúdo estudado dentro de um período em específico, de preferência, como estamos em uma reta final, logo após esgotar a doutrina da disciplina escolhida. Essa medida atende à preocupação em se avançar no estudo do conteúdo sem perder a informações previamente estudadas. Ou seja, avançar nos estudos sem esquecer o que ficou para trás. É uma ação basilar.
Todo estudante almeja a chamada “memória profunda”, ou a fixação definitiva de uma informação em sua memória. Tal processo não acontece por milagre, uso de técnicas mirabolantes ou sistemas mágicos. É preciso ler, compreender, reforçar o conteúdo e disponibilizá-lo com constância, seja dando aulas (para si mesmo até), elaborando resumos sem efetuar nenhuma consulta ou resolvendo exercícios.
A revisão tem o fito de evocar um conteúdo anteriormente estudado e reforçar a fixação deste no cérebro.
4 - A resolução de exercícios é a última etapa desse processo, e ela é FUNDAMENTAL. Primeiro porque ela se enquadra como um processo ao mesmo tempo de revisão do conteúdo, de desafio ao raciocínio, em razão da adaptação do conhecimento a um problema hipotético, ajudando no desembaraço mental, como também representa uma etapa de adaptação ao sistema de enunciado da banca, e tal adaptação é VITAL!
Notem que o processo de estudo não pode ser trabalhado de forma estanque – Você deve se inteirar da doutrina, confrontá-la com a lei, elaborar resumos e resolver exercícios. Essas etapas, distintas entre si, mas consideradas como um processo global, certamente produzirão ótimos resultados como método de aprendizagem.
Não incorra no erro de optar por apenas uma dessas abordagens em detrimento das demais. Pode ser que um candidato tenha sido aprovado apenas escolhendo uma sistemática, mas é muito provável que isso represente uma exceção, e não a regra.
4 – A CEREJA DO BOLO
A preparação nessa reta final também pode ser complementada com cursos específicos e simulados.
Como falta pouco tempo, alguns cursos preparatórios oferecem cursos específicos de revisão para os candidatos fazerem uma revisão final.
Cada um pode fazer (e se quiser e julgar pertinente, é óbvio) aquele de sua predileção.
Vai da percepção de necessidade de cada um.
Eu não posso, entretanto, deixar de sugerir 2 cursos específicos para essa reta final. Um com um foco distinto do outro, mas todos seriam verdadeiras CEREJAS em cima do bolo. Cursos pra dar um grande diferencial no “sprint” final.
Aqui a vantagem, sem descartar o estudo sugerido acima, é de te permitir abranger quase todo o conteúdo da prova, isso através de dicas. Assim a parte não priorizada na estratégia não seria negligenciada.
E o perfil dos cursos abaixo permite isso!
O 1º é o Projeto Super UTI O PROJETO SUPER UTI e tem como objetivo oferecer aos alunos que irão se submeter ao Exame de Ordem 2011.1, uma SUPER REVISÃO de 09 horas com DICAS, DICAS e mais DICAS fornecidas pelos maiores professores especialistas em exame de Ordem no Brasil, abrangendo todas as disciplinas cobradas no Exame.
Uma super revisão intensiva para quem for fazer o Exame!
O curso será on-line e as aulas serão transmitidas AO VIVO pela internet no dia no dia 09/07/2011 e, posteriormente, gravadas e disponibilizadas aos alunos.
O valor promocional é de R$ 48,40 e irá até o dia 30/06/2011.
E o 2º é o PROJETO UTI 60 HORAS, que foi concebido para oferecer aos alunos aproximadamente 60 horas de revisão através de DICAS fornecidas pelos nossos professores, abrangendo todas as disciplinas cobradas e possibilitando que o aluno revise e aprimore seus conhecimentos.
Esse é um curso com perfil diferenciado e tem ajudado MUITOS candidatos nessa reta final!
As aulas já estão todas gravadas e sua carga horária é simplesmente PERFEITA para esses últimos 20 dias antes da prova.
Eu disse 20 dias!!
Esse curso cai como uma luva para os candidatos dentro desse período.
——
Muito bem Mônica. Falta pouquíssimo tempo para a prova, mas creio ser possível, plenamente possível, superar as adversidades e conseguir a aprovação na 1ª fase.
Acabei de receber a informação de que a OAB não vai recorrer da decisão da Justiça Federal que determinou a reabertura do prazo para a solicitação da isenção da taxa de inscrição do IV Exame de Ordem.
Então, do meio-dia de HOJE até o meio-dia de QUARTA-FEIRA (48 horas), o prazo para quem deseja pedir a isenção da taxa de R$ 200,00, dentro dos parâmetros do edital, encontrar-se-á reaberto. (NOTA DO BLOG: Agora são 14:15h e acabei de receber a informação de que o prazo, por questões operacionais, foi alterado para às 16:00h de hoje e indo até às 16:00h da quarta-feira)
E por que a OAB decidiu acatar a decisão liminar da Justiça Federal sem recorrer?
Primeiro porque ficou entendido que tal decisão não gera qualquer alteração substancial na condução do Exame, em que pese que a redução do prazo para o pedido de isenção tenha ocorrido de forma PROPORCIONAL ao tempo de redução do prazo de inscrição e não por mero capricho da OAB.
Em um mundo globalizado e com os procedimentos todos sendo feitos pela internet, 36 horas seriam o suficiente para os interessados se inscreverem sem problemas. E isso aconteceu.
Segundo a fonte, o número de pedidos de isenção deferidos aumentou 58% em relação ao Exame passado, apesar do lapso temporal ter sido menor.
Ademais, a OAB não quer que maiores problemas aconteçam na condução do Exame. Isso implica também em dizer que a data da prova, dia 17/07, está MANTIDA.
É interessante notar que a postura da Coordenação do Exame mudou, não só pela velocidade em que está oferecendo uma resposta como também por estar conduzindo o Exame com mais flexibilidade: surgiu o problema, apresentada a solução.
E dentre as soluções possíveis, foi a mais simples, a menos onerosa e a de menor impacto.
Problemas o Exame sempre vai ter, mas aparentemente as soluções daqui em diante serão melhores.
P.S. Só foi reaberto o prazo para o pedido de isenção. O período de inscrição acabou ontem e este não será reaberto.