O Estadão Online publicou hoje uma matéria inacreditável do Jornal da Tarde abordando a uma curiosa inovação de algumas faculdades particulares paulistas para os seus alunos: a revisão de conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática do ensino fundamental e médio. Segundo a matéria (cliquem AQUI) “os alunos chegam ao ensino superior sem saber nem mesmo a tabuada, por exemplo, ou resolver divisões simples e equações com fração. Em Português, precisam reaprender ortografia, concordância e pontuação. De maneira geral, não conseguem ler um texto complexo, próprio do curso, e responder a questões.“
Segundo Magali de Paula, professora do projeto Aprimorar do Centro Universitário Sant’Anna (UniSant’anna), e ouvida pela reportagem, “o ensino público está muito ruim” e “os alunos chegam à instituição semianalfabetos”.
Fiquei aqui me perguntando para que serve o vestibular.
Sim, o bom e velho vestibular, aquela prova que em breve fará parte dos livros de história como prática obsoleta do século XX.
De acordo Rodrigo Capelato, diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo. “Esse é o nosso público. E ele também tem direito de cursar a faculdade”.
Não, esse público NÃO tem o direito de cursar uma faculdade!!! Essa é uma visão de mercado, valorada em função dos interesses econômicos das faculdades privadas.
Como um indivíduo entra em uma faculdade sem saber (bem) o português e a matemática, fundamentos ELEMENTARES do conhecimento???
Para entrar em uma faculdade há de se ter um mínimo de base educacional. Um mínimo! Essa é uma premissa básica, inequívoca!!! As deficiências apontadas na matéria mostram um ensino de base em frangalhos que deveria inviabilizar o ingresso do estudante na faculdade.
Mas isso não acontece.
E minha posição NÃO É ELITISTA. Obviamente existem causas econômicas e sociais por detrás dessas deficiências, mas é sanando-as que a questão do ingresso no ensino superior é resolvida, e não meramente abrindo as comportas de forma indistinta para pessoas sem o mínimo de condições e depois dar aula de português e tabuada (aula de reforço de tabuada na faculdade é algo simplesmente inacreditável).
Venho escrevendo sobre a expansão do ensino superior no Brasil e o impacto dela no futuro do Exame de Ordem:
Péssima qualidade dos cursos reduz procura por cursos de direito
OAB denuncia explosão irresponsável do MEC na criação de cursos de direito
Perigos da expansão desenfreada de cursos de Direito
É óbvio que esse problema atinge também as faculdades de Direito, assim como atinge qualquer outra graduação.
Já escrevi aqui e repito mais uma vez: hoje as faculdades de Direito dão diplomas para analfabetos funcionais. Isso eu constatei pessoalmente ao analisar centenas de provas de candidatos reprovados.
É fato!
Com a expansão do ensino superior no nosso horizonte, esse quadro tornar-se-á caótico.
Nesse contexto é quase certo que todos os conselhos profissionais queiram criar seus respectivos exames, tal como a OAB o faz.
O quadro do ensino superior no Brasil é de calamidade pública. O MEC, na prática, não existe, e essa matéria do Estadão deveria desencadear uma investigação séria pelo Ministério Público Federal.
Mas, como isso é Brasil…
O Exame de Ordem aparece como um instrumento de regulação enviesado do sistema: excesso de acadêmicos, excesso de faculdades, autorizações para o funcionamento de novas instituições dadas sob critérios duvidosos, saturação de mercado, ausência de políticas públicas eficazes e um Exame de Ordem para conter a irresponsabilidade do Estado e a ganância do empresariado da educação.
Ele é, sem sombra de dúvida, uma instância de controle de uma entidade de classe em resposta à falta de controle e responsabilidade do Estado.
O futuro da educação superior no Brasil é sinistro. E escrevo isso sem querer forçar a retórica. É sinistro MESMO!







A realidade atual não me deixa pensar diferente de que o interesse mercantil está acima do interesse constitucional a uma educação de qualidade.Se fizermos uma análise crtica da educação no Brasil, iremos notar que as deficiências começam no ensino fundamental seguindo pelo nivel médio e superior.Acredito que deve haver uma fiscalização maior por parte do Estado para melhorar este cenário atual.O interesse público a educação deve prevalecer sobre o interesse privado.
Concordo em gênero, número e grau com você Maurício.
É como vc disse em um post anterior, o exame da OAB é simplesmente a primeira prova de verdade que os bacharéis enfrentam, e por isso é tão difícil.
Uma pena que a educação no Brasil esteja assim, porque não é bom para o país e nem para a população. Vai ser um exército de diplomados analfabetos funcionais.
Sabe o que é mais sinistro, ver advogados escrevendo errado, exercendo a função, não sei como… Tenho uma colega de turma que constantemente escreve errado no facebook, não consigo entender como conseguiu passar no exame da ordem, entretanto conheço pessoas totalmente capacitadas, com vocabulário rico, e conhecimento jurídico incontestável e estão “pastando”com a prova… A educação no Brasil é algo muito complicado mesmo, difícil de entender…
Pois é, professor. Na audiência ocorrida na CCJ sobre o exame de ordem, um dos convidados teve a ousadia de dizer que o exame de ordem impediria os bacharéis em Direito de trabalharem, tornando-os frustrados perante suas famílias e sociedades, lembrando, inclusive, que pessoas chegaram a MORRER (é isso mesmo, morrer) de desgosto por não terem sido aprovadas.
A que ponto chega os fundamentos daqueles que se opõem ao único instrumento de controle de qualidade do exercício da advocacia no país. É por essas e outras que este país velho de guerra não vai pra frente nunca!
concordo totalmente como vc.
Dr. Mauricio isso não justifica a usurpação de competência que a oab faz em relação as atribuições do mec. o problema da educação e do estado aos órgãos de classe cabe apenas e tão somente a fiscalização não a reserva de mercado, escrevo isso muito decepsionado com sua atitude ate parece que vc quer que todas a profissões tenhão exames de suficiência, e fácil tacar pedra na vidraça alheia eu quero ver alguem regassar as mangas e protestar contra essa realidade ou ate mesma muda-la pois se hoje um aluno sai semi analfabeto não e por culpa somente dele e sim do estado que paga mal e conseqüentemente tem profissionais de gabarito duvidosos.
vim de escola publica tive otimos professores na area de exatas, porem não tive professores de portugues bem qualificados que pudesse me ajudar e que por conta disso escrevo errado desse jeito, mesmo assim fui aprovado com 65% de aproveitamento nas duas vezes em que fiz a primeira fase desse exame de ordem fui reprovado as duas vezes na segunda fase por decimos mas mesmo assim não culpo meus professores por minhas derrotas, pois sou adulto e sei bem que eles não tiveram culpa.
o que estou tentando dizer, e que sempre eu digo, e que a culpa pelo ensino deficitario nesse pais sempre vai estar atrelado a capacidade individual de cada um, pois o estado não erra o estado investe certo o estado da bolsa familia o estado da prouni o estado esta correto em tudo e quem se ferra de verde a amarelo e o povo que acredita nessa estoria e principalmente o bacharel que todo exame e manipulado como se fosse lixo por essa corja de fdp.
um dia alguem vai fazer algo tão grave que a sociedade vai olhar com outros olhos para esse bachareis que estão impedidos de trabalhar, por que isso sim e um caos.
A OAB não usurpa competÊncias. Quem atribuiu a competência para a Ordem aplicar o Exame foi o Estado, por meio de Lei.
Colega, a utilização de vernáculo chulo, a linguagem expressivamente agressiva e a incrível dificuldade de sistematizar o seu raciocínio, escorrida pela quase incompreensível redação recheada de barbarismos gramaticais, transparecem que são pessoas como você que, se não se submeterem ao menos ao Exame de Ordem, estarão, dentro em breve, cuidando da vida e dos interesses dos cidadãos que buscam o Judiciário para encontrarem a solução de que necessitam.
E tem mais. Complemento minha resposta anterior. Pelo que eu sei, a dificuldade trazida do ensino médio não justifica o fato de você carregá-la para o resto de sua vida não. Estudei em uma universidade pública e tive vários colegas que estudaram a vida toda em escolas públicas. Chegaram com suas deficiências, é claro, mas, com a exigência do curso e com seu próprio esforço, conseguiram superá-las e hoje são ótimos profissionais.
A carga de leitura exigida na graduação em Direito obriga ao aluno a que ele leia, interprete e escreva bem, oferecendo-lhe um mundo vocabular incrível. Cabe a você conquistar a sua vitória ou passar o resto da vida se fazendo de coitadinho e colocando a culpa sempre no governo, nos professores e em qualquer coisa/pessoa que não seja você mesmo!
O POVO NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO, PELAS IRRESPONSABILIDADES DO GOVERNO, E DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.
Professor Maurício,
Peço licença pra expor minha opinião sobre seu discurso.
Acredito que existem faculdades de Direito que realizam um verdadeiro “estelionato educacional”, isso é um fato.
Mas usar este argumento para defender o exame de ordem, pra mim, é inaceitável.
Me parece que o senhor está defendendo os argumentos do senhor Marcus Vinícius Furtado Coêlho.
Eu acredito que um exame para verificação de aptidão mínima para o exercício da advocacia em que se inscrevem 106 mil pessoas, a um valor de R$200,00 e que somente são aprovados 12 mil pessoas não está somente verificando aptidão mínima.
Eu conheço muita gente, bons alunos, até mesmo formados em universidades conceitadas, que não conseguiram passar no exame da ordem.
Eu mesmo, fiz uma prova pra Defensor Público em que o salário inicial era de 14 mil reais e consegui mais pontos do que na 1ª fase do exame de ordem em que logrei aprovação.
Desta forma, acredito, que, fazendo-se as contas, por exame de ordem, a OAB fatura uns 20 milhões e muita gente reclama que não tem sequer suas provas subjetivas corrigidas.
Portanto, acredito que o EXAME DE ORDEM É UM VERDADEIRO GANSO DOS OVOS DE OURO PRA OAB(e ainda com a vantagem de fazer reserva de mercado).
Não defendo ninguém. Mas as evidências falam por si mesmas.
Ademais, o que o Marcus Vinícius disse na entrevista eu disse ANTES no link logo abaixo da matéria.
Se ele compartilha a mesma visão, aí é outra história.
Colega Grove,
Quando assisti à sessão realizada na CCJC sobre o assunto, também foi levantado esse aspecto, ocasião na qual, inclusive, o representante da OAB comprometeu-se a levar o problema diretamente ao CFOAB, a fim de viabilizar, ao máximo, a participação de todos os bacharéis no exame.
Porém, mais do que a arrecadação que a OAB tem com as inscrições, ela teria muito, mas muiito mais se abolisse totalmente a realização das provas.
Ora, pelos cálculos do próprio representante da OAB na audiência, a entidade arrecadaria uma estimavida de milhões em anualidades.
Se o argumento fosse exclusivamente financeiro, a maior interessada em acabar com o exame seria a própria OAB!
No entanto, vejo o esforço da entidade em colocar em pauta os problemas que adviriam se houvesse a liberalização do exercício da advocacia por todo bacharel em direito, sem as restrições da Lei.
Problemas de ordem prática e técnica viriam à tona logo no primeiro mês do boom se inscrições por todas as seccionais do país. Isso sim seria o caos e eu não gostaria de estar por aqui se isso acontecesse!
Em anualidades a OAB também ganharia.
Mas ficaria sem a reserva de mercado.
Na realidade, só quem já sofreu na pele as bizarras correções da banca que corrige as provas do exame de ordem pode mensurar mais claramente intenções nefastas por trás da prova.
Isto não é só opinião minha.
Advogados de algumas seccionais também veem desta forma.
Prezada colega,
Peço vênia para complementar sua resposta. A grande realidade da maior parte das faculdades/universidades (principalmente as particulares) é de que a maioria dos professores dessas instituições fingem que dão aulas, bem como os alunos fingem que aprendem. Eu cansei de ver no decorrer do meu curso professores que inicialmente cobravam bastante dos alunos. Contudo, ao final do semestre, “não se sabe os motivos”, passava todos os alunos com um trabalho em grupo na recuperação. Moral da história: vários alunos que nem apareciam na sala de aula, apenas pagavam as mensalidades conseguiram concluir o curso, ou seja, um absurdo. Isso tudo porque as instituições privadas encaram os alunos como consumidores e não como alunos. Uma eventual reprovação poderia frustrar o aluno e esse poderia trancar a matrícula e interromperia o lucro da empresa.
Ademais, essa conversa de que “eu conheço vários bons alunos que não passaram no exame de ordem e conheço péssimos alunos que passaram”, desculpem-me a franqueza, mas é conversa para boi dormir. Isso realmente pode até ocorrer, mas com certeza não é a regra. Quem é realmente bom, passa sim e quem realmente é ruim não passa e ponto final.
Não concordo com a parte do texto do Dr. Maurício.
Não existe isso de dar diploma de graduação para analfabeto. Isso é papo elitistas, gente que ganha grana com o Exame de Ordem, assim como os cursinhos. A verdade é que a prova está cada dia mais complicada e muito profissionais que já estão no mercado não seriam aprovados.
Prezada Aline, com todo respeito, sua opinião não encontra fundamento em nada a não ser no próprio achismo.
Afora ele ser um sofisma, pois cursinho nem tem correlação nenhuma com a graduação e com a qualidade dos universitários.
com base em que vc a cha que os profissionais que estão na ativa seriam reprovados? prove?
Infelizmente exame de classe nao supre tal deficiência não ,tenho colegas de faculdade que escrevem “groria” nao sabem o que siginifica elevado ao quadrado e nunca ouviram falar em numeros complexos, ou se quer tem noção de que o Acre faz parte da região norte do nosso país, mas são todos ADVOGADOS, regularmente inscritos, ou seja passaram no exame de ordem. Sabe como? existe uma fabrica chamada cursinhos de Exame de Ordem, o aluno pode nao saber o básico, mas como os proprios cursinhos dizem vamos te ensinar o que tem quer fazer na prova. Simples formula, como um teorema no qual se substitui as letras por numeros e pronto tem-se o resultado. “teoria do pitolamento necessário”.
Se por acaso considera o exame de ordem um grande divisor de águas, lamento informar pura ilusão, e as inúmeras petições que tramitam por ai comprovam o que estou dizendo.
Educação, habilitação para exercico de profissão, bons cargos… tudo objeto de mercancia, quem tem dinheiro nao precisa ter conhecimento, ainda que básico.
Porém o Exame de Ordem não e a solução porém um instrumento de PUNIÇÃO.
ao cidão, e uma aberração juridica.
que trata desigualmente um classe de bacahereis.
muito bom o texto, o exame de ordem NÃO É RESERVA DE MERCADO, é uma garantia do cidadão,além do mais constatemente surgem escolas privadas que vendem historico escolar, concerteza se a OAB não fizer nada daqui há alguns anos vam vender diplomas juricos. e triste ver um movimento como o do MNBD que querem que pessoas não todas é claro mas a maioria ser ter nenhum conhecimento seja advogado.E por fim sou a favor que todos os conselhos elaborem seus exames contra estapouca vergonha que o MEC vem fazendo.
lembrando que para passar no vestibular das ditas faculdades da matéria , é só passar na frente que o aluno já é matriculado… moro perto desta UNG em Guarulhos… isso ai é um lixo… com respeito aos que estudam lá…
Meu Deus….estou estarrecida com essa notícia.Realmente a qualidade do ensino está cada vez pior.Trabalhei por dez anos como professora primária e vi que a cada ano a qualidade dos meus alunos diminuiam.Alunos que não lêem…então já sabe que pouco lê,mal fala..mal escreve…E ai estamos criando uma legião de analfabetos funcionais com diploma….terrível
OLÁ MEU POVO E MINHA PÓVA!
JÁ FALEI AQUI NESTE DEMOCRÁTICO BLOG QUE O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO.
É O SISTEMA EDUCACIONAL!
NÃO ADIANTA TENTAR JOGAR CULPA NA POPULAÇÃO!
TODOS NÓS BRASILEIROS SOMOS VÍTIMA DESSE SISTEMA ARCAICO E
ULTRAPASSADO!
SE QUISER POSSO APRESENTAR UM PROJETO QUE REVERTA ESSE QUADRO, E
COM CUSTO BAIXÍSSIMO PARA O ESTADO. PORÉM, JÁ ADIANTO É PROJETO A LONGO
PRAZO, E PARA OS NOSSOS NOBRES DEPUTADOS NÃO É NADA INTERESSANTE, JÁ
QUE NÃO DÁ VOTO!
ESTÁ CIENTIFICAMENTE COMPROVADO QUE, 70% DO CONHECIMENTO É PERDIDO
COM ESSE SISTEMA.
COM O NOVO SISTEMA PROPOSTO POR UM GRANDE PSIQUIATRA DESTE PAÍS
AUGUSTO CURY, O APROVEITAMENTO SERIA DE 70%.
FANTÁSTICO ADOREI ESSE MÉTODO.
AGORA QUERER USAR ESSA DESGRAÇA DE ENSINO PÚBLICO E PRIVADO DO
BRASIL PRA JUSTIFICAR A ATUAÇÃO DA OAB É FORÇOSO.
SE EU FOSSE PRESIDENTE DA OAB EU IRIA PROPOR UMA AÇÃO DE
CONSTITUCIONALIDADE NO SUPREMO PRA SANAR DE UMA VEZ POR TODO ESSE
QUESTIONAMENTO JÁ QUE OAB É SALVAÇÃO DA HUMANIDADE CONFIA TANTO NO
SEU TACO, QUEM NÃO DEVE NÃO TEME.
Olha, a Educação precisa melhorar e muito, com certeza. só não concordo com a idéia de algusn de que as faculdades privadas vendem diplomas (que existe tenho por certo), mas cuidado para que não haja uma visão generalizada. Muitas Universidades Públicas Federais perdem feio para as faculdades privadas.
Estudava em uma Universidade Pública e estive horrorizada com o descaso que via por parte dos mestres. Alunos que não sabiam português básico, passaram no concorridíssimo vestibular es estavam lá, e mais passavam nas disciplinas. Eu pouco assistia aula e passava. Em pouco tempo me revoltei com a situação e fui para uma faculdade privada, muitos disseram que era louca, pagar , sendo que poderia estudar de graça. N a próxima semana ocorrerá minha colação, e tenho certeza de que valeu a pena. Os professores excelentes, a turma super interessada, uma avançada busca pelo conhecimento. Estou certa de que na próxima semana futuros profssionais de qualidade se torñam bachareis de Direito e refêns de uma arma excelente e imprescindível , porém mal utilizada, que é o EXAME DE ORDEM.
Concordo, caso os outros conselhos criassem seus respectivos EXAMES para uma devida avaliação, ai sim, o EXAME DA OAB defendido pelo Conselho Federal não estaria violando o Princípio da Isonomia, mas da forma como está, viola sim, só quem não sabe o mínimo de Direito Constitucional afirma que é Constitucional, tenho verificado em doutrinas e desde o começo do Direito Constitucional para Ratificar a minha tese, a OAB olha tão somente o Inciso XIII do Art. 5º e esquece que o Principio é um meio de interpretar a norma Constitucional e o da ISONOMIA deve ser respeitado obrigatoriamente, infelizmente somos uma classe desunida, essa é a realidade.
Me desculpe professor mas sua opinião é elitista sim!
A prova da OAB não comprova a má qualidade do ensino nem o despreparo dos alunos, visto que alguns passam em concursos super concorridos e na maldita prova não.
Nossa Alessandro, com todo respeito, sua opinião é completamente vazia de conteúdo e lógica.
Sr. Maurício me responde uma pergunta, por que até hoje o Conselho Federal da OAB, nunca entrou com uma Ação Declaratória de Constitucionalidade, com base no artigo 103, VII da CF, através de seu Conselho Federal, com relação ao Exame da OAB, artigo 8, IV da CF?
Não, nunca. E nem os parlamentares contrários também nunca entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade.
Na verdade não é só os reprovados que são analfabetos, pois existem vários advogados antigos e novos que também são analfabetos, já presenciei petições com vários erros de português, bem como já ouvi outros falarem erroneamente. Assim, o exame de ordem verifica o que? verifica nada, não avalia nada, eu mesmo conheço vários que passaram no exame e confirmam que o exame não passa de um método de estudo, mas não um método de conhecimento, ou seja, o exame não avalia como ser um profissional, está tudo errado. Na minha opinião deveria ter outro meio de avaliar, como um período onde os próprios clientes do devido profissional, bem como os magistrados, MP e OAB, fariam sua avaliações perante o mesmo e por conseguinte dariam sua respectiva nota da pratica naquele período de avaliação. É isso aí gente, sou bacharel, estou no meu 21° exame, tenho um escritório e pago três advogados só para assinarem e irem em audiências. Fazer o que, é a vida…
Colegas,
O Exame de Ordem é necessário! O que discordo são os desvios do objetivo principal qual seja, avaliar se o bacharel em direito tem condição básica de exercer dignamente a profissão. A expansão educacional atual indica preocupação financeira em detrimento do conhecimento. Alguém tem que fazer o trabalho do MEC e a OAB o faz muito bem perante sua categoria.
O argumento que alguns colegas postaram na página sobre excelentes colegas que não passam na OAB, enquanto muito outros considerados irresponsáveis tem haver com diversos fatores ( merecimento, serenidade, inteligência emocional dentre outros).
É incontestável que existe muitos cursos de direito para uma população que não a merece, visto que cursar direito indica para alguns status social e o senhor da palavra, em que a maioria respeita. Pelo menos nos círculos sociais menos favorecidos.
O Exame de Ordem atual serve para testar a capacidade do bacharel na persistência, fé em si mesmo, a questionar se a opção escolhida como carreira de vida foi a certa.
Você tem que ser a consciência que mediar a vida alheia demanda grande responsabilidade, seja em qualquer carreira jurídica. E a Advocacia é o primeiro grau para alguns e único para outros.
CORAGEM!!! ESTUDO, PLANEJAMENTO, FÉ EM DEUS, EM SI, BOM ÂNIMO. A aprovação virá é uma questão de tempo e lembre-se REFLITA SEMPRE AS SITUAÇÕES, PODEM SER DOLOROSAS EXPERIÊNCIAS, PORÉM BASTANTES INSTRUTIVAS.
[...] Na realidade, o quadro já é sinistro, como no caso das faculdades que dão aulas de tabuada para seus alunos para “preencher lacunas” de formação- Exame de Ordem para que mesmo? [...]
Concordo com o que foi dito, existe muitos vestibulares “PP” (pagou, passou), os professores do ensino fundamental e médio são desmotivados e têm que enfrentar, muitas vezes, direção, pais e alunos que são contrários a que se ensine ou aumente/melhore o nivel do que é ensinado. Deve-se ter um ensino de qualidade e não uma “democratização da educação” que forma pessoas semianalfabetas ou alfabetas funcionais, pois isso só serve a 2 propósitos: melhorar os indices do Brasil ao dizer que tanto porcento da população é alfabetizado ou está na escola e é positivo ao ensino privado.
Sou a favor do exame da ordem, mas um exame justo. É estarrecedor que menos de 10% dos inscritos tenham passado no último exame (http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI136709,71043-Estadao+divulga+materia+sobre+mau+desempenho+dos+candidatos+no+exame) , mas mais assustador é o nível de respostas que muitos inscritos deram, o que demonstra despreparo e talvez falta de coesão do pensamento. Vi alguns espelhos de resposta, tanto de egressos da rede pública quanto da particular, e me assustei, acho que o problema é generalizado, não somente existente nas faculdades particulares.
[...] Exame de Ordem para que mesmo? [...]