MEC desconsidera pedido de supervisão de faculdades feito pela OAB

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou hoje que o ofício recebido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que inclui 90 faculdades que não aprovaram nenhum estudante no último Exame de Ordem, servirá apenas como subsídio. Segundo o ministro, a OAB não trabalha com critérios estatísticos, o que invalida a avaliação de instituições de ensino superior. “O nosso sistema tem uma robustez no trato estatístico que a OAB não tem nem a pretensão de ter. Porque ela avalia o candidato, não a instituição. Não devemos misturar os dois procedimentos”, afirmou. A OAB pediu que o MEC colocasse as 90 faculdades “sob supervisão”, o que poderia resultar no fechamento das instituições.

De acordo com o ministro, uma das falhas cometidas pela Ordem é o fato de ela considerar que uma faculdade com um único estudante inscrito e reprovado teve 100% de reprovação no exame. Haddad afirmou que os cursos continuarão sendo avaliadas pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), e lembrou que cerca de 34 mil vagas de Direito foram suspensas , desde 2007, a partir de resultados do Enade. A declaração foi feita hoje de manhã, durante visita às obras do Câmpus Brasília do Instituto Federal Brasília.

Fonte: Eu, estudante

Tal postura do MEC não surpreende nem um pouco.

Antes fica evidenciado o erro da OAB: não deveria ter pedido a supervisão somente das faculdades que não aprovaram nenhum candidato, e sim, pelo menos, no mínimo, daquelas que não aprovam nem 10% dos seus alunos.

Aliás, se os candidatos têm de acertar 50% da prova, assim também deveria ser com as IES.

De toda forma, fechar uma faculdade significa mexer com os interesses econômicos de muita gente, muita gente GRANDE, que possuem ramificações em todas as esferas de poder.

A oferta de instituições de nível superior no Brasil é completamente descolada com as necessidades do país e sim vinculada com a realização de projetos econômicos de grupos empresariais da área de educação.

O plano de expansão do nível superior é isso.

A OAB está sozinha nessa empreitada, e, como já escrevi antes, tal expansão é inevitável.

Por Maurício Gieseler em 07 de julho de 2011 às 15:43

Categoria: Ensino jurídico

20 Comentários para “MEC desconsidera pedido de supervisão de faculdades feito pela OAB”

  1. FELIPE MAIA disse:

    O número de faculdades cresce + maior número de inscritos no exame de ordem = menor número de aprovações na OAB. Tirando a prova real, só quem se ferra é o bacharél em Direito.

  2. Pois bem, esta OAB pensa que sabe tudo!!! gostei e concordo com o ministro, a oab deveria fazer primeiro uma seleção de quem corrige estas provas, para depois se manifestar em outros assuntos, as provas são corrigidas com descaso, pouco importa o que o aluno passou para arrumar dinheiro para fazer esta inscrição carissima, e depois acha que pode fechar instituições desta maneira, está errado!!!
    Bem, meu exemplo é claro, fiz o exame 140, passei e a pessoa que corrigiu minha prova não teve critério algum, me prejudicou muito, e quem tiver dúvidas sobre isso que falei é só enviar um e-mail que passo minha prova e de minhas amigas para terem certeza, que houve uma pessima correção, irresponsável, acabou comigo, não posso nem trabalhar, e a culpa é de quem? será minha!!!

  3. Jeferson Fuhr disse:

    Estive presente na semana passada no 1º Fórum de Edução Jurídica da Região Norte, e pude me aprofundar um pouco mais, na problemática do ensino jurídico em nosso pais. Infelizmente o caminho que está sendo tomado é muito obscuro.
    O que me deixa mais triste é que a OAB está numa luta sozinha, e fazendo de forma equivocada, dificultando o Exame de Ordem. No “Frigir dos Ovos” quem está se dando mal é somente os bacharéis e acadêmicos em direito. As instituições de ensino superior, em grande parte, querem mesmo é saber do montante arrecadado no final do mês.

  4. Débora Roque disse:

    Na minha opinião, foi mais uma jogada de marketing da OAB, foi muito comodo eles disponibilizarem essa lista justo na semana do exame, quem ja passou por ele sabe que a auto estima conta muito…, pois bem o que muitos estão falando mais se esquecendo de comentar é que o exame de ordem não esta ligado somente as universidades, isso é passado, porque ninguem falou dos cursinhos caros que muita gente paga, muitas vezes nem condições tem, e as editoras quantos livros não são lançados anualmente a respeito dos exames, será que são as universaidades?…, será que a oab realmente esta preocupada com a qualidade de ensino do nosso pais? será mesmo que nesta lista existe uma boa ação?, duvido muito, mais fazer o que quem tem boca fala o que quer.

  5. Bem feito para a oab, não tem capacidade nem pra realizar um exame justo e descente
    vai querer se meter com o MEC.
    Dançou igual os bacharéis dançam todo exame mal elaborado!
    E já aviso que vamos continuar dançando eu e a oab,
    Enquanto eu estiver metido com a oab e enquanto a oab se meter com o MEC!
    auhsuaha.

  6. O MEC poderia dar uma boa retaliação na OAB, impedindo que ela se meta na questão da MEC, e tomando pra si a aplicação do exame.
    OAB por MEC tudo incompetente mesmo pelo mesmo a prova seria justa!

  7. O senhor segue na sua onda xiita? A expansão do ensino nada tem a ver com um exame feito para reprovar.

    O senhor deve ter consciência de que o problema maior das faculdades privadas (e algumas públicas) é a pressão para a não reprovação de alunos inaptos. Muitas vezes, o conteúdo é dado, mas apenas alguns poucos alunos se interessam em absorvê-lo – e os que “estudam” se resumem a sinopses e resumos.

    A discussão levantada pelo senhor em diversos posts têm que observar este ponto: a aprovação de alunos que não adquiriram o conteúdo suficiente para tal.

  8. Eu particularmente concordo plenamente com o MEC, os representantes da OAB deveriam prestar atenção na estatística. Mas a faculdade que teve apenas 1 aluno inscrito e reprovado, sofrer a supervisão do MEC. Isso é um verdadeiro absurdo!

  9. Geraldo Calado disse:

    Quero saber quando vai aparecer alguém com ombridade, coragem, determinação e competência para “PEITAR” essa tal de “ordi”. Gostei da resposta do Ministro, parabéns grande Haddad! Agora diga para a OAB que a competência para autorizar, fiscalizar, desautorizar, etc CURSO SUPERIOR é competência do MEC, só isso.

  10. Esse blog é bom !

    Ocorre que muita gente faz o curso por fazer ! até mesmo nas boas faculdades se vê isso ! alguns pra fugirem da ralação de curso como Engenharia e etc , outros só pra darem satisfação aos pais….

    Exame de Ordem possui estatísticas doidas : tem faculdade com um aluno fazendo prova , se for aprovado é 100% de aprovação , se não for, é 0%….tem faculdade com 40 alunos apenas ( tipo Unb/e outras ) e aí , claro , fica mais fácil de obter índice melhor , que outras que enviam 200 ou cento e tantos , como Usp e Uerj….

    Mas ,alguém pode dizer que a A Usp não é a melhor ? que a Uerj não está entre as 5 melhores do país ? basta ver os outros índices avaliados – e nem sempre divulgados no blog e noutros site – tais como Capes ( Usp e Uerj Capes 6 ,somente seis possuem tal índice máximo para Direito ) , Enade , Avaliação do curso pelo Mec , sucesso nos concursos,etc…

    Exame OAB só pode ser avaliado juntando-se VÁRIOS ANOS de cada instituição , e não somente o último .

    Continuem com este importante canal de comunicação !

  11. Vejo esta pressão em cima do curso de Direito. Algumas coisas devem ser levadas em consideração p. ex. muitos alunos de qualquer curso superior, obviamente tem a mesma situação do Direito, ou seja, a qualificação não fica perfeita como devia.

    Agora aplicar uma prova para o Direito já feita (uma merda), mas para todos os cursos!!!!…. muitos de vcs, vêem que vários profissionais, precisaram de bolsas para pagar a universidade. Quando aprovado, ceifar o seu diploma com uma prova com fins unicamente financeiros, definitivamente, NÃO, para os outros cursos. Direito que carrega este fardo e tem que parar nele.

    A OAB na presença do seu presidente, neste momento não gaza mais de nenhuma credibilidade acerca do certame. A OAB reclama, mas não age, por quê ???……mais fácil justificar, mas ficar com aquisição de suporte financeiro a cada prova. Pois do contrário poderia colocar um representante no núcleo jurídico de cada instituição e validar a capacidade de cada formando, SIMPLES, mas o ophir quer solucionar o problema, não. A OAB quer justificativa e arrecadação.

    Pois bem, várias situações de inclusão social para o ingresso no ensino superior foram realizadas. A globalização bate em nossas portas.

    Aqui o paradigma; melhor aluno cursando o nível superior, mesmo de media qualidade, OU MELHOR, NÃO TER, não sei??…..a vida vai ensinar, como ensinou os advogados antes da obrigatoriedade do exame..

    Uma coisa é certa, não precisa de manifestação, nem buscar um profissional da NASA para ver que o exame é uma reserva de mercado. Mas os advogados tradicionais não prestaram tal exame, e fazem a reserva.

    Portanto quando a globalização tocar na Federação brasileira, os velhinhos estarão preparados???

  12. ops; não goza de mais nenhuma credibilidade rs

  13. Paulo Cesar Mathes disse:

    Claro e evidente que o exame aplicado, repleto de questões que mais se aproximam do surreal, na firme intenção de reprovar, não pode ser balizador da qualidade das IES.
    Conforme bem colocou o Min. Haddad, é cômico que a OAB nos tente convencer de que uma instituição que disponibiliza 6, 7 ou, no máximo 10 alunos para o certame, sendo eles reprovados, consista indicador de deficiência dessas instituições.
    A questão reside na ineficiência, sim, da OAB em não conseguir aplicar exames coerentes, não efetivar nenhum acompanhamento dos graduandos durante o processo e, sob a tutela desses exames muito mal elaborados, formar juízo de valor sobre qualidade de ensino.
    A coisa está desenvolvendo agora muito rapidamente direção ao que poderemos definir como desmascaramento da OAB Nacional.
    O que mais aborrece é ver que a linha tomada por quem ainda defende as ações da OAB, no tocante a esse exame de ordem, esteja sob o manto de algum interesse pessoal.
    Algumas IES, mais desavisadas, já adotaram postura equivocada no sentido de se orientarem pelo sucesso no exame, transformando-se em verdadeiros cursinhos preparatórios.
    Essa conduta, porém, já despertou enorme preocupação de muitos nesse mercado turco que, a olhos nus, arrematam milhões de reais a cada exame e, claro, são partidários da tática de afunilamento indecente empregada.
    Mas, não há mal que dure eternamente.
    Um dia a coisa desaba e os responsáveis acabam sendo responsabilizados de alguma forma.
    Eu, na situação hoje de advogado aposentado, somente me entristeço ao ver no que se transformaram os homens que se atrevem liderar essa sujeirada toda, por detrás do escudo da ciência jurídica.

  14. COM O AUMENTO DE BACHARÉIS, E O AFUNILAMENTO FEITO PELA OAB, INEVITAVELMENTE HAVERÁ UMA REVOLTA SEJA ELA ESTUDANTIL, SEJA ELA FEITA PELOS BACHARÉIS EM DIREITO OU O EXAME DE ORDEM IRÁ CAIR, ALGO IRÁ ACONTECER, PORQUE COMO AS COISAS ESTÃO INDO NÃO PODEM FICAR.

    MAIS BACHARÉIS.

    MAIS PESSOAS SENDO IMPEDIDAS DE TRABALHAR.

    IGUAL REVOLTA.

  15. Albino junior disse:

    Parabéns Ministro Haddad!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Não precisa falar mais nada.

  16. Ezildo Bispo disse:

    Boa noite, é uma pena que a jogada de marketing da OAB tenha ido além dos que eu e eles próprios esperavam. Na verdade sou a favor do exame, mas rebato com veemência sua forma de fazer exames, pois seus erros grosseiros na forma de os conduzir e corrigir demonstram claramente a vontade de reprovar. Qualquer docente sabe que se assim o querer poderá elaborar uma prova com altíssimo índice de reprovação, ainda mais em uma quantidade tão grande de matérias, perguntas como o “crime do padre”, etc. A OAB permanecerá quase sozinha em sua luta disfarçada caso não opte por clareza e objetividade no Exâme de Ordem.
    Grande abraço.

  17. Francisco Batista de Manaus AM disse:

    A oab/fgv não consegue elaborar as questões com seus respectivos gabaritos corretos, devido o gra de exigência, logo não sabe o que faz com as provas de 2ª chamada, tornando a correção uma bagunça, como por exemplo, o exame 2010.2.

    Acho que a oab/fgv não tem idoneidade moral para criticar bacharéis ou faculdades de Direito.

    Só imbecil que critica os bacharéis sem saber como são elaboradas as provas da oab/fgv.

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