Ophir Cavalcante: a redução de vagas feita pelo MEC é um “faz de conta”

Brasília, 08/07/2011 – A lista com as 90 faculdades que não aprovaram nenhum estudante no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) será aproveitada pelo Ministério da Educação (MEC) apenas como “subsídio”, segundo o ministro Fernando Haddad. O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, enviou o documento ao ministério na última quarta-feira pedindo um “regime de supervisão” nas instituições. Segundo o ofício, o levantamento indica “a péssima qualidade do ensino jurídico no país”. Haddad, no entanto, afirmou ontem que os dados apresentados pela OAB não adotam critérios científicos e, portanto, não podem ser utilizados para avaliar instituições.

“A OAB não trata os dados estatisticamente, como faz o MEC. ( ) O nosso sistema de avaliação tem uma robustez do ponto de vista científico e a OAB não tem a pretensão de tê-la porque não avalia a instituição, ela avalia o candidato”, afirmou Haddad, durante visita a obras do câmpus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. O ministro criticou o fato de a OAB considerar, no seu levantamento, faculdades com 100% de reprovação e que tiveram apenas um inscrito na exame – das 90 faculdades listadas, apenas 24 tiveram mais de 20 candidatos. Atualmente, o MEC avalia os cursos de ensino superior por indicadores como o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

O presidente da OAB rebateu. Disse ontem que está estudando “outros mecanismos” para fazer com que o governo assuma uma fiscalização mais rigorosa: “É necessário pressionar o governo para que o ensino tenha uma fiscalização mais presente. A qualidade não está ruim apenas no direito. Se outros cursos fizessem um teste como o nosso, o resultado seria igual ou pior“.

Para o secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Gustavo Balduino, os critérios adotados pelo ministério têm sido suficientes para atestar a qualidade dos cursos das universidades federais. Mas ele questiona: “Se o MEC cumprisse o papel dele, seria preciso uma prova como a OAB?“. Segundo o secretário, o mais importante é discutir a boa formação dos estudantes ao longo do curso, e não a eficiência do exame da Ordem para aferição de qualidade no ensino.

Em sua defesa, o MEC tem repetido que, desde 2007, suspendeu aproximadamente 34 mil vagas de ingresso em cursos de direito com resultados insatisfatórios no Enade. Para Ophir, no entanto, as reduções são inexpressivas diante do número total de vagas oferecidas no país: 224.322, sendo o MEC. “A redução de vagas é um faz de conta, já que elas (as vagas) podem retornar para as faculdades. O MEC tira com uma mão e dá com a outra“, critica. A OAB divulgou a lista com as 90 faculdades com aproveitamento no exame na última terça-feira. Na segunda, Ophir chegou a falar em 81 instituições, mas a quantidade foi ajustada no documento enviado ao MEC.

300 cursos em cinco anos

Em sete anos, o número de cursos de direito no Brasil aumentou mais de 30% – de 886 em 2005 para 1.174 neste ano -, de acordo com a OAB. No Distrito Federal, o aumento foi de 75%. “O país soma 650 mil matrículas e não temos mestres e doutores o suficiente para preparar essa quantidade de estudantes“, critica o presidente da Ordem, Ophir Cavalcante. O Ministério da Educação indica a existência de 1.096 cursos no país.

Segundo Ophir, os cursos são criados à revelia dos pareceres negativos da Ordem, que avalia a necessidade social de uma nova graduação. Além disso, há cursos que são criados a partir de parecer da Comissão de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) alterando decisão contrária da Secretaria de Educação Superior (Sesu), do MEC, que avalia critérios como corpo docente e infraestrutura. Neste ano, foram criados 44 cursos de direito, sendo 10 aceitos apenas no CNE.

Segundo a assessoria do MEC, os novos cursos autorizados pela Sesu restringem o número de vagas a 100 por ano. Mas entre os cursos autorizados pelo CNE e homologados pelo MEC existem alguns com até 300 vagas. O presidente da Câmara de Educação Superior, Paulo Speller, não explicou a diferença, mas ressaltou que o governo prima “pelo rigor e pela análise técnica”. “Utilizamos os critérios do ministério, mas também avaliamos informações adicionais enviadas pelas instituições.” (A matéria é de autoria de Larissa Leite e foi publicada na edição de hoje do Correio Braziliense).

Fonte: OAB

Para saber mais:

OAB requer que cursos com aprovação zero no Exame fiquem sob supervisão do MEC

MEC desconsidera pedido de supervisão de faculdades feito pela OAB

Tudo isso que o Dr. Ophir aduziu na matéria eu já venho dizendo há algum tempo aqui no Blog:

O risco da “concurseirização” das faculdades de Direito

Expansão desenfreada do ensino jurídico dá mais alguns passos

Perigos da expansão desenfreada de cursos de Direito

Existe um explícito descompasso entre a qualidade do ensino e o número de instituições. Na realidade, é uma relação inversamente proporcional: Quanto mais IES, menor a qualidade.

O impacto disso é explicitado pelo Exame de Ordem.

Talvez o Exame não seja um elemento de mensuração científica, mas inegavelmente é um elemento de mensuração realista e pragmática. Com a prova é igual para todos, homogênea, seus resultados expõe com muito mais clareza a realidade do que os critérios do MEC.

E aqui temos de considerar que o MEC, cientificamente, avalia critérios de natureza subjetiva, e age, com certeza absoluta, motivado por interesses nada científicos: interesses econômicos e políticos.

A expansão não tem como causa a inclusão de mais pessoas nas academias e uma futuro e suposta melhoria na qualidade de vida destas. Sem uma educação de base adequada, o diploma na mão naõ tem grande serventia, e o mercado vai detonar esses futuros profissionais.

É aquele problema apontado pelo jornal Estadão, do universitário que precisa de reforço de português, principalmente em ortografia, acentuação e concordância, além de tabuada, ou simples operações de divisão entre números, para conseguir acompanhar o curso – Exame de Ordem para que mesmo?

Pior ainda é ver o diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior de São Paulo afirmar que esse é o público das faculdades e ele também tem direito de cursar o ensino superior.

A fiscalização e os padrões científicos do MEC atuam com uma “eficiência” monstruosa…

Que espécie de profissional emergirá (na verdade já emerge) de uma realidade dessa?

A questão toda tem fundo exclusivamente econômica, tendendo a favorecer o lobby e os interesses do empresariado da educação.

E eu falo de muito, mas muito dinheiro. Um absurdo de dinheiro.

Querem ver? Vamos fazer um exercício aproximado do faturamento das faculdades de Direito no Brasil. Que tal ver quanto rende os atuais 650 mil universitários em Direito no país?

Vamos excluir 30% destes, face àqueles matriculados no ensino público e os bolsista no geral (percentual arbitrário e apenas aproximado). Teremos então 450 mil estudantes da rede privada. Multipliquemos isso por R$ 600,00, valor possivelmente médio de uma mensabilidade: a conta é de R$ 270 milhões por mês para as IES. Isso em um ano rende 3 bilhões e 270 milhões de reais para o ensino privado.

O cálculo, evidentemente, é muito impreciso, servindo apenas para dar uma ideia aproximada desse mercado, e só no universo do Direito.

Agora imaginem avaliar o quanto não foi arrecadado nos últimos 20 anos pelas faculdades.

Agora imaginem os próximos 10 anos, quando o número de matriculados possivelmente triplicar em decorrência do plano de expansão do ensino superior.

Se eu fosse empresário da área de educação, dono de faculdade, estaria pensando em como conseguir mais alunos, porque estes certamente virão. E nessa lógica não importa nem um pouco a formação pregressa do futuro aluno e sim se ele vai dar conta de pagar.

E aí entra o FIES, agora sem fiador e com prazo de carência maior.

Como disse esse mesmo Ministro Haddad, empolgado, no Congresso da ABMES promovido há dois meses atrás, “eu não sei muito de marketing, mas vocês podem anunciar “venham estudar de graça” na faculdade de vocês”.

Ele disse, e eu ouvi, pois o congresso foi transmitido ao vivo pela web. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil têm dinheiro de sobra para financiar essa empreitada e isso já está providenciado.

Essa é a pequena frase a pontuar as transformações no ensino superior, o verdadeiro espírito por detrás de tantas boas intenções.

Eu não sei quais “outros mecanismos” o presidente da OAB se referiu pra conter essa expansão mercantilista, mas pela força das receitas auferidas por esse empresariado, e sua natural influência nos bastidores do Poder, (leia-se “cientificidade” dos critérios de avaliação do MEC), além do lobby nos corredores do Planalto, eu acho que no fim a OAB vai ser engolida, digerida e expelida pelo sistema, sem cerimônias e contemplações.

Só vai lhe restar o Exame de Ordem para evitar o colapso da profissão.

Isso se nesse meio tempo o Exame não acabar também.

Por Maurício Gieseler em 08 de julho de 2011 às 11:12

Categoria: Ensino jurídico

29 Comentários para “Ophir Cavalcante: a redução de vagas feita pelo MEC é um “faz de conta””

  1. Thiago Campos disse:

    Os advogados de todo país tem que se unir e lutar pela dignidade da profissão. Não sou contra a reserva de mercado, que se dificulte o ingresse de novos profissionais. Existem barreiras em todos os lugares, mérito tem quem consegue transpô-las.
    Mas ninguém tem peito pra assumir isso.

    • Jorge Fernando disse:

      Até que enfim um comentário sensato. Parabéns.

    • OBSERVADOR disse:

      Até aqueles que advogam, dão aulas, elaboram e corrigem as provas do exame de ordem e nunca foram submetidos ao exame de ordem? Doutor Thiago Campos.

      Pois até 1996, em que pese a lei ser de 1994, os estagiários tinham até dois anos para se inscrever sem ser submetidos à famigerada prova, não era preciso passar pelo crivo da reserva de mercado, tivemos grandes juristas que sequer soube o que é EXAME DE ORDEM, um exemplo foi Rui Barbosa, Dalmo de Abreu Dallari certa vez me disse que também não passaria no exame de ordem, o nobre doutor Renato Saraiva, em que pese ser procurador e doutrinador, declarou para todo o país que também não passaria nessa prova…

      O fato é que a OAB está conseguindo mudar o foco da discussão, eles até combatem a inconstitucionalidade, alegam a má qualidade do curso, porém, o PROBLEMA é o conteúdo da prova e o cumprimento das regras ditadas nos provimentos e editais.

      Acontece é que as questões cobradas nas provas são de níveis de doutorado, aliás, o professor Leone Pereira, respeitadíssimo em direito e processo do trabalho, inclusive prepara candidatos para magistratura, também é doutorando, declarou em sala de aula que a última prova da OAB foi a mais difícil de todos os tempos na área trabalhista.

      O problema é o conteúdo da prova, o nível, pois estamos falando de pessoas que recentemente saiu da faculdade, a maioria não tiveram nenhuma experiência ainda.

      Os candidatos que passam, não são competentes, apenas tiveram sorte!

      Sorte de ter sua prova corrigida por um examinador que resolveu passá-lo, pois nos moldes atuais, a prova diz que “pedra não é pedra” e nada que você disser vai mudar a opinião, pois os critérios de argumentação jurídica não são observados pela banca, creio que seja porque não têm competência para tanto.

      Não existe ninguém que tenha poder para mudar, pois ninguém pode entrar no mérito das questões, nem o Judiciário, nem o Legislativo, ninguém pode fiscalizar o conteúdo da prova, em que pese, a OAB meter o bedelho em todos os concursos jurídicos, ninguém, nem mesmo o MP pode entrar no mérito das questões e fiscalizar a prova…

      Portanto fica aqui minha irresignação quanto à prova da OAB, nem de longe quero aqui travar um duelo ideológico, está provado por A + B que a obrigatoriedade do exame afronta a CF por não contar com amparo legal. Essa obrigatoriedade foi criada pelo Conselho Federal da OAB.

      SOU A FAVOR DA PROVA, DESDE QUE SEJA JUSTA RAZOÁVEL E CONSTITUCIONAL.

  2. tem com passar o gabarito sem assistit os vídeos?

    • Maurício Gieseler disse:

      Sim, na área do simulado, logo abaixo do arquivo do simulado vc tem o arquivo do gabarito.

  3. O que a OAB não observa é que não são as faculdades “privadas ou particulartes” as responsáveis pela aprovação ou reprovação dos alunos nos exames e sim a diferença economica entre esses alunos. Os que estudam em UFederais, tem uma vantagem, a econômica, filhos da classe média eles tem recursos para livros e cursinhos preparatórios sem falar no horario flexivel para estudar visto que não tem que trabalhar o dia todo. as estatisticas da OAB são um insulto a inteligencia do povo e só apoia isso quem tem interesse nesse exame INJUSTO.

    • neidemore disse:

      tenho uma idéia!! contratem os professres das escolas particulares que não obtiveram nenhuma aprovação da OAB para formularem as provas da OAB

      talvez o numero dos aprovados aumentem;;;;(desculpa mas não aguentei)

    • Fabio Sterza disse:

      Me desculpe meu caro, mas seus argumentos estão equivocados, não que fatores econômicos não possam influenciar, mas estão longe de ser o principal fator.
      Sem falsa modéstia, mas eu cursei uma Universidade particular graças a uma bolsa de 100% do pro-uni, trabalhei durante todo o período da faculdade e mesmo assim fui aprovado estando ainda no 9º período.
      Portanto, acredito que independente de condição econômica, o verdadeiro diferencial é a capacidade e o empenho de cada um, me parece muito fácil colocar a culpa em outros fatores que não em nós mesmos!!!!

      • Anny caroline disse:

        Senhor Fábio,
        Parabéns pela luta.Sucessos na caminhada!
        Entretanto,acho que estás a fechar os olhos para as arbitrariedades e ilegalidades que tem sido cometidas.Como bom profissional,seria bom atentar para a COVARDIA que nos foi imputada nesse exame inspirado para reprovar. Por tais razões, responsabilizo sim, OAB/FVG, por privar-me dos meus direitos mais básicos bem como ferir minha DIGNIDADE.
        Além disso,não és onipotente e nem vidente para afirmar “científicamente” que não passei devido as ausências: esforço e capacidade.
        Ademais,vc não foi meu professor para aferir-las. Não me conhece…Nem se debruçou sobre minha história .
        Logo meu caro,vc tbém está equivocado!!! E não tens o direito de julgar-me, sendo um “juiz” tão imparcial. Reflita sobre isso…

        • Fabio Sterza disse:

          Minha Cara certamente outros fatores além do emprenho são responsáveis pela reprovação, contudo não necessito ser vidente para afirmar que aqueles que reprovam inúmeras vezes no exame, que está longe de ser invencível, tem algum problema em seu empenho ou em sua formação.
          A prova está ai a anos, todos quando entramos na faculdade sabíamos que teríamos que passar por ele, me parece muito cômodo taxar de ilegal algo que esta além de nossa capacidade.
          Portanto não me leve a mal, mas creio que se os candidatos dispensassem o mesmo empenho esmero aos estudos que dispensam as reclamações, certamente teríamos índices muito menores de reprovação.

        • Anny Caroline disse:

          errata: aferi-las
          juiz parcial,
          por favor, Dr Maurício, permita a minha terceira correção….
          obrigada!!!!!

  4. Francisco Batista de Manaus AM disse:

    A oab/fgv não não consegue elaborar as questões com seus respectivos gaberitos corretos para a 1ª fase, devido o grau de dificuldades. A correção das provas de 2ª fase é uma bagunça, veja o exame 2010.2.

    Logo, acho que a oab/fgv não tem idoneidade moral para criticar faculdade de direito bem como os bachareis que são prejudicados pelo o bando de irresponsaveis.

    Ultimamente tem imbecil falando bobagem porque não sabe o que se passa na elaboração da questões de tal exeme de “ordem”.

  5. Gostei Mauricio, Isso se nesse meio tempo o Exame não acabar também. Vejo isso como uma forma de armar uma arapuca contra a OAB, ninguém quer enfrentá-la, o governo fará com que a sociedade enfrente a, dizendo pra OAB que não quer mais esse exame de ordem e o país voltará a exercer sua democracia que fora consolidada em 1988, e não com esse golpe de Estado disfarçado de exame de desordem. Parabéns ao Ministro e aguardaremos cenas dos próximos capítulos.

  6. Sebastião Vieira sousa disse:

    Mauricio: O seu trabalho n o ” BLOG “, é de jornalista, e não causista, sendo assim deveria pautar pela transparência, dos FATOS , dos ACONTECIMENTOS VERDADEIROS. Sem opinar tendenciosamente, pra lado,nenhum, mesmo porque o seu sucesso está no acesso ao seu blog. E por sinal, de grande repércurção no mundo academico, brasileiro. Não tenho a intenção, de crítica-lo e sim, de alerta-lo. O sucesso as vezes nos tira, o que temos, de mas valor em nossas vidas, que é a HUMILDADE. Desculpa, você é grandioso.

    • Maurício Gieseler disse:

      Sebastião.

      O Blog expressa a minha opinião. E eu tenho meus pontos de vista. E assim continuará sendo.

      No mais, eu não invento acontecimentos, pois sempre cito as fontes.

  7. Parabéns Maurício pelo seu post.

    a um tempo atrás eu postei um comentário a esse respeito.

    e com certeza agora eu acabei de crer.

    o mec tá nem ai para a qualidade de ensino, e muito menos a oab.

    o que o mec quer e cumprir a sua meta, que é mais estudantes na faculdade.

    e a oab fazer reserva de mercado.

    e o empresariado lucrando milhões.

    eu lembro quando o senhor postou, que o mérito da aprovação o exame de ordem era dos cursos preparatórios, e hj eu concordo plenamente com o senhor.

    enfim é a guerra do capitalismo.

  8. OBSERVADOR disse:

    É lamentável que pessoas como o Nobre Doutor Thiago Campos trate de um assunto, que pelo seu comentário demonstra tamanha soberania e autoridade sobre o tema, lança apologias para alimentar uma “DITADURA” num país onde se demorou séculos para conquistar a democracia, o livre exercício das profissões, a Dignidade da Pessoa Humana.

    O que a OIT falaria dessa ofensa à dignidade do Trabalho, promovida pelo Conselho Federal da OAB… Os moldes como é aplicada a prova, o que é cobrado nessas provas não pode ser LEGAL, a ofensa já estrapolou todos os limites. Portanto, o foco é: O CONTEÚDO DA PROVA, QUEM CRIOU ESSA OBRIGATORIEDADE TINHA LEGITIMIDADE PARA TANTO?

    • Anny Caroline disse:

      Caro observador,
      “A impunidade e a corrupção geram a audácia dos maus”.
      E nesse contexto “é mais fácil tornar certas coisa legais do que legitimas”(Nicolas-Sébastien Chamfort).
      A nós oprimidos e frágeis só nos resta REBELAR…
      Rebelar-se contra tiranos é obedecer a Deus( John Bradshaw) O pecado está em conscientemente cometer injustiças e maldades.
      Meu nobre observador,Obrigado por defender-nos …há um ditado que diz: que “Há sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas”.Pessoas vc fazem ToTAL diferença!!!
      à vc o meu eterno carinho e gratidão…

  9. Professor Maurício,

    Como disto em seu último parágrafo do post pergunto: O senhor achar mesmo que existe, mesmo que inteiramente remota do exame da OAB ser extinto?

    Sendo positiva a resposta, o senhor acha que em virtude do “lobby” exercido pelos “empresários da educação” poderia ser um REAL motivo para a extinção do mesmo?

    Abraço.

  10. neidemore disse:

    @examedeordem @ricardinhoporto
    A..prova da OAB deveria ser por
    3 areas: 1º trabalhista 2º Penal ou 3° civil
    Assim nós profissionais seramos especialistas nas áreas especificas..e não iria ter mais esses clinicos gerais do Direito…que fazem tudo e não sabem nada!! eu por ex: não gosto de penal e nem trabalho….
    e outra coisa!! cota pra quem já tem 40 anos na OAB srrsrs já estou na metade da vida e menos tempo pra ganhar dinheiro!! srrs
    abração

  11. Ophir, você é o verdadeiro faz de conta! Faz de conta que a culpa é exclusiva dos bacharéis e faculdades, faz de conta que as provas são feitas para o bacharel provar o mínimo de conhecimento jurídico, faz de conta que as correções são justas, faz de conta que é um homem preocupado com a sociedade…. o senhor está manchando a linda imagem que a OAB tem perante a sociedade. Se a prova fosse realmente justa e fosse feita para aferir conhecimentos mínimos dos bacharéis nada disso estaria acontecendo! Se o exame cair podem ter a certeza que vai ter uma caricatura do responsável maior ( Ophir ) por tudo isso (revolta de bacharéis com as asneiras que esse senhor fala, sempre o mesmo blá, blá, blá) na porta de cada seccional do Brasil.

  12. Silvano Caeres disse:

    E ainda tem gente que se ilude copm possibilidade de o exame acabar, é mole? Essa gente, deswualificada, diga-se de passagem, cursa uma faculdade ruim sabendo que é ruim e depois vem aqui para o Blog (e outros llocais) colocar culpa no exame. Deveriam era ter vergonha na cara, isso sim.

  13. Paulo Cesar Mathes disse:

    Acompanho o blog há 3 meses, assim como outras publicações atinentes ao Direito.
    Em breve retrospectiva, concluo que a situação desse exame de ordem tomou uma proa interessante de uns meses para cá, culminando nas mudanças que serão conhecidas em seus efeitos no próximo dia 17.
    Sempre fiquei intrigado com essa peculiar posição da OAB no quadro legal do país, o que torna impossível classificá-la na hierarquia administrativa, mormente quando nos aparece a curiosidade sobre o que ela, de fato, empreende com os valores altíssimos que aufere com inscrições, anuidades, etc.
    Este é um ponto.
    Os demais dizem respeito a essa ingerência do seu presidente nacional por sobre assuntos que, em tese, não seriam da competência da entidade, como por exemplo o número de vagas nas IES que ministram cursos diversos ao de Direito.
    Ora! Quem é o MEC e quem é a OAB????
    Estaria o presidente da Ordem com dificuldades de compreensão acerca do que venha ser “usurpação de competência”?
    Bom…..Prefiro acreditar que ele não esteja com essa dúvida, ainda!
    Meio complicado, entretanto, assistir desembargadores, juízes e professores renomados discursarem sobre as dificuldades do exame, aludindo sobre suas confissões de que, também, não passariam nos últimos exames, sem que medidas imediatas e eficazes de um controle externo, pautado em um dos poucos norteadores da administração pública: MORALIDADE, sejam aplicadas.
    A meninada, pelo que assisto aqui, reclama por provas mais justas, adequadas à formação acadêmica, longe das dificuldades que somente surgirão no último terço da carreira, etc.
    Do alto da minha modesta experiência profissional, amealhada nos poucos 38 anos de atividade forense, exercida até 1997, aqui e na Europa, vejo que essa nave “exame de ordem” entrou em rota de colisão há algum tempo com o morro da coerência democrática.
    Espero que no acidente os seus responsáveis ainda estejam amarrados em suas poltronas no interior da mesma!

    • tudo que sei é que nada sei disse:

      Até que enfim, uma voz equilibrada e desapaixonada fala de maneira serena, com conhecimento de causa. tenho como minhas as palavras do Ilustre Paulo Cesar Mathes.

  14. Giuliano Garcia Souza disse:

    Ô OPhir Cavalcante, deixa de blá, blá, blá, blá!!!!!!!!!!
    O número recorde de reprovação no exame de ordem é devido grande parte, culpa das provas de 1° e 2° fases mal elaboradas e mal corrigidas .
    Realmente queria que “vossa excelência” sem ter o bizú em mãos, respondesse o próximo exame ( 17/07/2011)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Pimenta no olho dos outros é refresco.

  15. E tem gente que é contra o Exame, o futuro é sombrio, e o tempo que levará para escurecer de vez, será o tempo em que o exame se mantiver.

    Para alguem ser contra o exame, só não tendo conhecimento suficiente da profissão que escolheu, afinal de contas, se você tem um mínimo de discernimento, vc sabe o quanto seria prejudicial para voce mesmo, se TODOS OS 400 MIL BACHAREIS (muitos semianalfabetos) entrassem no mundo d advocacia !

  16. Esse Ophir é mesmo um falastrão. Em vez de ficar com seu blá, blá, blás (verdadeiro discurso comprado e decorado) deveria se submeter ao exame de ordem, que tanto defende, e, dessa forma, mostrar que realmente é bom e faz jus ao titulo de advogado.

  17. [...] Ophir Cavalcante: a redução de vagas feita pelo MEC é um “faz de conta” [...]

  18. Pedro Francisco Bianchini Jr. disse:

    Prezados, tenho lido muitos comentários, alguns favoráveis outros contra o exame da OAB. .A verdade contida nestes comentários pertence àqueles cujo interesse está em jogo, isto é, só defende a realização do exame quem tem alguma vantagem, como os Advogados inscritos,os dirigentes da OAB,os donos de cursinhos,os aplicadores das provas e tantos .mais. São contra,todos os bacharéis, por motivos diferentes,mas mesmo assim realizam .a prova e,se por ventura,a aprovação acontece,logo passam a defender a aplicação deste certame. A questão é : Quem está interessado na correta e rápida solução dos incontáveis .processos que prejudicam seus autores pela morosidade e pela enorme possibilidade de .recursos cabíveis? Quem está interessado em solucionar a evidente necessidade de que .sejam atualizadas as normas jurídicas? E o que se falar do número reduzido de Juízes nas diferentes e muitas varas e comarcas do território nacional? Alguém já pensou em exigir a aplicação da Constituição Federal? Estes e muitos outros pontos de conhecimento da maioria são relegados. Fala sério. Os brasileiros desejam trabalhar. . .