Um dos traços que notabilizam o Exame de Ordem é a ansiedade e o stress que assolam os candidatos.
E a ansiedade e o stress são muito, mas muito reais.
Essa pressão decorre de uma premissa simples: Se o candidato passou 5 anos dentro da faculdade, ele necessariamente tem de saber o Direito e tem de passar na prova.
Ter de passar na prova é o fantasma a ser enfrentado.
E e tal fantasma desencadeia sérias reações emocionais na maioria dos candidatos, hiperdimensionando o grau de dificuldade da prova.
Faz parte desse quadro os repetidos baixos percentuais de aprovação prova após prova, e cada vez mais tais percentuais ganham espaço na mídia, repercutem dentro das faculdades (cuja qualidade preponderantemente é medida pelo sucesso de seus egressos no exame) e acertam em cheio cada bacharel e estudante em Direito.
Todos os elementos convergem para criar uma “aura de temor” em torno da prova da OAB.
Essa percepção é muito real!
A Drª Tânia Loricchio, do Departamento de Psicobiologia da Unidade de Medicina Comportamental da UNIFESP, conduziu um estudo sobre os índices de ansiedade e stress pré-Exame de Ordem:
Ansiedade e Stress dos bacharéis em Direito em período de prestação dos exames de classe.
E os dados preliminares desse estudo revelam o forte impacto emocional que o Exame de Ordem desencadeia nos candidatos
Foram analisados 237 bacharéis em Direito inscritos em cursos preparatórios em diversas regiões do estado de São Paulo, com idade entre 21 e 74 anos (32,9 anos, em média), sendo 46% homens e 54% mulheres.
Destes, 80% já haviam prestado o Exame anteriormente, sendo que alguns em mais de uma oportunidade
Desse universo de candidatos analisados, 70% apresentaram sintomas de STRESS, sendo que 41% com níveis de stress mais severos.
No quesito ANSIEDADE, segundo o parâmetro de análise ANSIEDADE-ESTADO (Ansiedade-Estado descreve os sintomas da ansiedade momentânea, relacionada a uma situação presente), a pontuação média foi de 50,5, em um índice com variáveis entre 20 a 80 pontos.
A ANSIEDADE-TRAÇO (Ansiedade-Traço descreve sintomas de ansiedade que persiste, de como a pessoa costuma se sentir) em conformidade com o parâmetro de avaliação semelhante o da ansiedade -estado, a média do universo de candidatos pesquisados chegou a 45,6 pontos, com variáveis do índice também entre 20 a 80 pontos.
Quanto ao parâmetro AUTOCONFIANÇA, a pontuação média foi de 43,5 de de um índice que variava de 20 a 70 pontos.
O estudo revela, sob um aspecto cienfíco, o que já era sabido (e sentido) de forma inata pelos candidatos: O Exame de Ordem mexe com os nervos.
Estamos a onze dias da prova da 1ª fase e sempre recebo uma série de e-mails de candidatos ansiosos com a prova, muitos dos quais não suportando mais a espera.
Saibam então que a ansiedade o o stress são aspectos comuns ao processo de submissão ao Exame.
E são muito difíceis de controlar. Muito difíceis mesmo.
E o pior! Tenho a convicção de que o stress e a ansiedade implicam em prejuízo de desempenho na hora da prova.
Quantos e quantos relatos dando conta o fraco desempenho de candidatos em função do nervosismo?
E essa é a razão deste post: esboçar uma solução para que o estado de espírito, o medo e a ansiedade não prejudiquem vocês durante a prova.
Achar uma fórmula para se conseguir ficar calmo, com os nervos sob controle e explorar o máximo do potencial intelectual durante a prova, sem os reveses que o stress e a ansiedade impõem, é uma tarefa muito difícil.
Quantos textos motivacionais já não escrevi antes de uma prova, tentando dar uma força para os candidatos? Vários!
Mas escrever textos, dizer que tudo é possível, que o medo deve ser deixado de lado, são soluções com limitada eficácia.
Ali, na hora da verdade, é só o candidato e a prova.
O candidato sozinho.
Como já disse, tenho a convicção do real prejuízo que o medo, o stress e ansiedade causam aos candidatos, e palavras de incentivo e conforto têm limitada eficácia.
Porque esse estado emocional em específicos não é alterado com o simples acionamento de um interruptor: O processo de stress é contínuo e persistente pois segue a própria dinâmica do Exame.
Claro! Se uma pessoa está triste e ansiosa e ganha na megasena, ficará em um estado de alegria irradiante de um instante para outro. Não poderia ser diferente.
Mas no Exame de Ordem os eventos não permitem essa súbita transformação do estado de espírito. Somente com o resultado final que o espírito do candidato enfim se liberta. Se for aprovado, claro! Pois do contrário a depressão e o desânimo se instalam.
Essa é a realidade.
E quem são esses que conseguem fazer a prova sem ter o espírito abalado? Como eles conseguem essa tranqüilidade?
Acredito que uma aqueles capazes de não sofrer durante o Exame possuam alguns predicados capazes de lhes assegurar a desejada tranquilidade para enfrentar o desafio.
Sem excluir outros fatores, julgo que os elencados abaixo são responsáveis pela realização de uma prova com tranqüilidade e bom controle emocional:
1 – Indiferença com o resultado
A prova não representa nada de relevante para o candidato em termos do presente ou do futuro. Não existem cobranças internas ou externas que o abalem.
2 – Extrema confiança com os próprios conhecimentos
O candidato está muito preparado, guardando grande confiança no que sabe, retirando desse fator sua tranquilidade. É a tranquilidade real.
3 – Forte estrutura emocional
O candidato já é uma pessoa madura (independente da idade) e consegue situar o resultado e as perspectivas do Exame sem se abalar com eventuais consequências negativas.
4 – Ignorância do que é a prova
Essa situação deve ser raríssima, mas a escrevo por que é uma probabilidade. O candidato não faz a menor ideia do que é o Exame de Ordem e sua complexidade e acha que tudo dará certo.
E quais fatores influenciam negativamente o psique dos examinados?
1 – Cobrança externa (família, amigos, emprego e sociedade)
Talvez este seja o principal fator a abalar o emocional de qualquer um que faça a prova. A cobrança do meio social.
Recebi um e-mail de uma candidata reprovada, já casada e mãe de família, cujo o marido se disse decepcionado com ela em razão da reprovação.
Foi um mail muito denso, onde esta candidata descreveu suas angústias diante desse quadro.
Noutro, uma candidata, também casada e mãe de família, relatou como o Exame de Ordem destruiu sua paixão pelo Direito. Ela já fez o Exame 8 vezes e hoje sente-se frustrada, envergonhada diante dos filhos, do marido, tendo inclusive se afastar de alguns por medo de ser questionada.
Dois exemplos de e-mails que recebo. Situações comuns a inúmeros candidatos e exemplos do potencial destruidor que a cobrança familiar pode produzir.
E quantos estagiários, prontos para serem contratados pelo escritório onde trabalham, sucumbem ante o temor de não passar na prova e perder a oportunidade de emprego?
Lembro-me uma vez em que estava em um restaurante, não muito cheio no horário, e ouvi a conversa entre 3 advogados, onde uma comentava exatamente a reprovação do estagiário pela 2ª vez:
“Reprovar na 1ª vez não tem problema, na 2ª já não é legal e na 3ª ele não ficará mais conosco“.
Quantos donos de escritório não pensam assim?
E como somos criaturas que desenvolvem em torno de nós mesmos relações complexas com a sociedade, é muitíssimo difícil criar uma barreira emocional para nos tornar imunes às cobranças.
É muito difícil.
2 – Cobrança interna do próprio candidato
A cobrança pessoal é tão ou mais forte do que a cobrança externa. O “eu” do candidato, seus sonhos e projetos em ação para sabotar a paz de espírito.
Lembro-me quando foi a minha vez de fazer a prova. Ser aprovado era uma verdadeira paranóia.
Curiosamente, não sofri nenhuma pressão externa, mas a interna foi terrível.
Estudar, estudar e estudar, sem pensar em rigorosamente mais nada. Essa foi a pressão que criei para mim mesmo, só quebrada no dia em que passei na 1ª fase da prova, quando sai com os colegas e “bebemoramos” juntos. Afora isso, uma pressão constante pelo resultado positivo.
Não sei se é um defeito em algum parafuso da minha cabeça, mas a sucessão de pensamentos relacionados com o Exame na época poderiam tranquilamente ser classificados como obsessivos.
E isso não é nada bom.
Infelizmente esse tipo de pensamento e preocupação recorrentes são de difícil controle, e por certo é experimentado por muito e muitos candidatos. Só um monge budista, com um bom tempo de prática, consegue controlar pensamentos recorrentes dessa natureza.
Não é o meu caso, e provavelmente também não é o de vocês.
3 – Medo
O medo é um processo interno, pessoal. E o medo tem correlação com o sentimento de segurança.
Uma pessoa insegura pode criar um estado mental altamente prejudicial, nocivo a si mesmo.
E sim, a perspectiva da prova também gera medo: o medo do fracasso.
E o medo gera a tão falada ansiedade e o indesejado stress, objetos do estudo da Drª Tânia Loricchio.
E como vencer o medo, a ansiedade e o stress?
Bom, a solução óbvia é retirar do caminho as causas geradoras do medo, da ansiedade e do stress.
O problema reside no fato de que a principal causa, o Exame de Ordem em si, só é “retirável” como causa uma vez superado.
Não serve como solução.
Retirar a pressão da sociedade e a pressão interna então?
Não temos como controlar fatores externos. No máximo, talvez isolá-los, o que operacionalmente é algo muito complexo.
Amainar a pressão interna? Seria fácil se fosse uma simples questão de vontade. Mas não é.
Certos fatores independem da vontade. Simplesmente são sentidos e não conseguimos controlá-los.
Trabalhar a motivação então?
Sim, muito se faz sob o aspecto motivacional.
Vejam alguns posts que escrevi com essa abordagem:
No domingo, DETONEM com a prova da OAB!!
A intenção é a melhor possível. Motivá-los ao máximo para fazerem o melhor possível na hora da prova.
Existe uma infinidade de textos e escritores com esse propósito, seja para o Exame de Ordem, para concursos ou mesmo para a vida.
É o ramo da auto-ajuda.
E funciona?
Em certa medida sim. Mas tem eficácia limitada.
E o tem porque a fonte de motivação é externa. Claro, os preceitos podem ser internalizados, mas lidar com as circunstâncias geradores do stress e da ansiedade trabalhando não só os estímulos negativos como também as fontes de motivação envolvem uma série de reflexões de muito trabalho interno, e tudo isso, sem uma considerável ajuda da experiência, são elementos que demandam tempo.
Afora o fato de que a auto-ajuda as vezes não convence nem um pouco.
Tem quem goste, tem quem abomine.
Como eu disse, tem um certo valor, mas também uma eficácia limitada.
Enfim, como fazer para evitar que o aspecto emocional prejudique o desempenho durante a prova? Que a mente não seja prejudicada pela tensão?
Reflito sobre isso faz algum tempo, e talvez a solução não esteja em combater as causas, tal como a auto-ajuda pretende, e sim combater os efeitos, INDEPENDENTE do estado emocional do candidato.
Pois, se não é possível combatar os efeitos negativos da ansiedade, exatamente por não conseguir superá-la, a solução resida em evitar que os efeitos da ansiedade prejudiquem o desempenho durante a prova.
Tenso, nervoso e estressado o candidato ficará, mas, ainda assim, acredito que a condição psicológica negativa possa ser debelada e não prejudique o candidato na hora da verdade.
Como?
Conhecendo e trabalhando as consequências do nervosismo.
E quais são, durante a prova, as consequências do estresse, do nervosismo e da ansiedade?
1 – Interpretação equivocada do enunciado;
2 – Pressa na resolução do problema;
3 – “Branco” ou esquecimento do conteúdo;
4 – Dúvida relevante e aparentemente insuperável entre assertivas;
5 – Desespero com a percepção de que se está fazendo uma péssima prova.
E como trabalhar para superar esses efeitos negativos?
Vamos ponto por ponto:
1 – Interpretação equivocada do enunciado
Vamos partir da premissa de que o candidato está naturalmente nervoso. Esse premissa vale para todas as situações.
Um dos problemas do nervosismo é interpretar de forma equivocada o que a banca quer.
Isso é fatal.
Não falo aqui da pressa em ler o enunciado, que será tratado logo abaixo. Falo de compreensão de sentido, do que efetivamente a banca quer com a pergunta e, consequentemente, com a resposta.
A leitura do problema deve ser feita lentamente, as etapas do enunciado, como um todo, deve ser feita de forma pausada, para depois a leitura do problema ser feita de uma só vez.
ENTENDAM exatamente o que é a pergunta.
Depois, procurem a resposta correta.
Vejam que a leitura com completa compreensão de sentido independe do estado emocional do candidato. Ela depende da atenção emprestada ao texto e do estabelecimento do conhecimento prévio para identificar qual a resposta é a mais adequada.
Leia de forma lenta para entender o que é pedido. Tenham certeza de que entendeu o enunciado.
2 – Pressa na resolução do problema
A pressa na resolução do problema quase se confunde com se interpretar incorretamente o enunciado.
Mas são coisas distintas.
É certo que a prova dura pouco (5 horas passam voando), mas a pressa em resolvê-la, motivada por um estado de ansiedade, pode acarretar em uma série de problemas.
A leitura deve ser feita em um ritmo que assegure a exata compreensão do sentido. Não muito lenta, por certo, pois o tempo total é limitado.
Se você não faz a menor ideia da resposta, pois não detém o conhecimento exigido na pergunta, ignore-a imediatamente. Ganhará tempo com isso.
De toda forma, não se precipite em responder. Exerça o controle sobre o tem de leitura e o tempo dedicado a escolha da resposta.
3 – “Branco” ou esquecimento do conteúdo
O famoso “branco”, ou o lapso de um conhecimento que se julgava possuir, não é algo incomum.
E certamente pode levar ao desespero.
O esquecimento pode ser elidido se ao candidato parar tudo o que está fazendo e dar um pouco de tempo para si mesmo, visando a composição da calma.
O branco é um sintoma do nervosismo. Para evitá-lo, o ideal seria conquistar alguma confiança. Para conquistá-la, comecem a prova escolhendo a disciplina que vocês julgam ser a mais fácil, a que vocês melhor dominam.
Depois continuem resolvendo a prova indo das disciplinas mais fáceis para as mais difíceis. Esse processo tende a minimizar tensões, pois o candidato percebe que está conseguindo avançar na resolução dos enunciados e tem a impressão de que está indo bem no início. Isso gera o sentimento de segurança capaz de elidir um esquecimento oriundo de lapsos causados pelo nervosismo.
Caso o “branco” mesmo assim ocorra, tentem manter a calma. Parem de resolver a prova e procurem respirar fundo. Após um tempinho, voltem a resolver as questões, lendo tudo muito devagar, bem devagar mesmo, buscando estabelecer as diferenças entre cada assertiva oferecida. Por que elas são diferentes? Qual delas oferece uma solução mais lógica à pergunta?
Busquem com calma a informação até conseguir superar o lapso.
4 – Dúvida relevante e aparentemente insuperável entre assertivas
Não tenham a menor dúvida: nervosos ou não, essas dúvidas irão aparecer várias vezes durante a resolução da prova. O candidato que não tiver nenhuma dúvida na hora de responder ou tira zero ou está próximo de resolver corretamente as 80 questões.
O problema de se defrontar com uma dúvida aparentemente insuperável entre duas assertivas está em dedicar um tempo desnecessário para achar a solução, enervando-se com isso.
NÃO percam tempo!
Não sabem a resposta de plano, após ter completa compreensão de sentido do enunciado e das respostas, passem para a próxima pergunta, tendo o cuidado de anotar quais as assertivas provavelmente são as verdadeiras, para, DEPOIS de resolver tudo o que sabem, voltar para aquela questão e enfim tentar resolvê-la.
NÃO CHUTEM!!!
Chutar, ou escolher aleatoriamente uma resposta, é assumir que não se sabe o conteúdo.
Cada questão guarda, mesmo que minimamente, uma lógica jurídica. Procurem essa lógica na resposta.
A probabilidade de sucesso com um chute é de 25% por questão. Não só estatisticamente é um percentual baixo como também deve ser considerado dentro do universo de questões a serem chutadas (80). O desempenho NUNCA é satisfatório.
Alguns “experts” vêm com tentam enrolar os candidatos com um tal “chute técnico”. Isso simplesmente não existe! Desconfiem profundamente de quem “ensina” a chutar.
Deixem os chutes para o pessoal do MMA.
Se vocês não possuem dons mediúnicos ou clarividência, não chutem!
5 – Desespero com a percepção de que se está fazendo uma péssima prova.
Caso o candidato chegue ao ponto do desespero, pouco pode ser feito. Muito provavelmente sucumbirá.
E sim, casos de desesperam acontecem.
Aqui temos dois pontos importantes a serem considerados.
O primeiro é que o candidato precisa ser honesto consigo mesmo. Estudou? Não? Não tem o direito de se desesperar. O resultado ruim tem como causa sua própria inércia e falta de vontade. Não é na hora da prova que o desejo de passar de repente aparece. Ele precisa aparecer antes, e o estudo é a manifestação desse desejo.
Estudou e está nervoso? Então siga os passos acima e NÃO se desespere.
O segundo ponto tem a ver com a preparação na véspera da prova. Muitos me perguntam se compensa estudar no sábado.
Não existe uma resposta certa para essa pergunta. Estudar no sábado pode ser bom, não estudar também.
Segue a minha dica: não estudem!
Não estudem exatamente para ocupar vossas mentes com algo muito importante: a concentração.
Na véspera da prova concentrem-se. Pensem na prova, como vão abordá-la, afinem a estratégia de resolução (nessa semana um texto específico sobre estratégia aqui no Blog), mentalizem as dicas acima caso o nervosismo apareça e trabalhem muito o emocional.
Em suma, entrem no clima da prova.
O Exame de Ordem é o começo da carreira, e a prova merece uma atenção especial.
Deem toda atenção a prova em si já no sábado. Concentrem-se de verdade, pois isso pode ser decisivo na hora H.
A mente focada no desempenho, com uma estratégia definida e os nervos, na medida do possível, sob controle, representam uma importante etapa no processo de aprovação.
A mente deve estar tão concentrada como extrato de tomate!
A mente focada faz maravilhas!
Lembrem-se de que as dicas acima não são exaustivas. Outras podem ser criadas.
As dicas acima, infelizmente, podem não surtir efeito nenhum, afinal, elas servem para combater o efeito e não a causa.
O ideal é não ficar nervoso!
Por isso é importante se concentrar. Para se achar o foco, um ponto de equilíbrio onde a razão pode encontrar seu sustentáculo e a prova passe a ser novamente o que ela efetivamente é e nunca vai deixar de ser: uma prova, e não um monstro.
As dicas deste post são alternativas. Tratem-as como tal.
E lembrem-se: O fracasso não define ninguém, pois ele não é permamente.
A persistência e a vontade de lutar, sim.
Faltam 11 dias para a prova.











O povo quer ver sangue…brasileiro gosta de bater boca….e ouvir aquilo que lhe agrada, mesmo q não seja verdade absoluta.
boa um post ai dizendo q tem possibilidade de o exame cair e veja qtos comentaios terá.kkkk
Bem, “O fracasso não define ninguém, pois ele não é permanente” não é uma máxima totalmente verdadeira, posto que a sra casada que prestou por OITO VEZES e NÃO passou, ainda é uma fracassada.
Essa é a realidade de quem não passa na OAB: UM FRACASSADO.
Acho que depois de cinco, a pessoa tem que repensar o que quer da vida, afinal, direito realmente não é pra qualquer um.
Discordo, colega.
Conheço uma pessoa que passou na 11ª vez. Seja porque não tinha tempo o suficiente pra estudar de forma eficiente ou porque ficava muito nervosa mesmo; mas passou!
Portanto, ao meu ver, a persistencia define sim a maioria das coisas em nossas vidas, pra não dizer todas.
Se voce não tem aptidão pra ser Juiz por exemplo, mais estuda exaustivamente pro concurso da magistratura por anos, voce será um Juiz, mesmo que depois de empossado descubra que não nasceu pra aquilo.
Por isso, estudem, estudem, e não desanimem!
não sei se concordo. apesar de já ter passado no exame 2010.1 quando estava no último ano de facul e ser a favor do exame da OAB, tenho plena convicção que ele, assim como concursos, não é o instrumento perfeito pra medir inteligência, conhecimento do Direito.
Leia os relatos de êxito do blog Tuctor ou as entrevistas do Ponto dos Concursos e as pessoas aprovadas em concursos dificílimos concordam que passa quem tem a melhor estratégia. alguns candidatos (no caso do ponto, da menina que passou no concurso da câmara dos deputados em quarto lugar) falam que existem pessoas que tem mais conhecimento de direito do que eles mas não passaram, porque não souberam se organizar, não tiveram muito método no estudo, etc.
Então, tem estagiário de escritório que peticiona bem, faz excelentes iniciais, recursos, vai aos cartórios e secretarias engravatado e todo mundo acredita que é dr., mas que não passa no exame. e tem gente, como eu, que NUNCA pisou num escritório de advocacia e foi aprovado.
então é muito duro chamar quem não passa de fracassado. todo mundo tem condições de passar se controlar o emocional, o que é o objeto desse texto.
pra quem presta cinco, seis, sete vezes, uma dica que o maurício dá e que é valiosa é PULAR UM EXAME, NÃO FAZER TODOS SEGUIDOS, pra ter mais tempo pra ter uma preparação sólida.
porque exame da OAB não é concurso que sai a cada quatro anos. todo ano tem (ou deveria ter) pelo menos três, de modo que não há razão pro desespero.
e a dica da núbia (primeira entrevista do ponto dos concursos, aprovada em primeiro lugar no concurso do MPU e tirou 10 na prova dissertativa) é que às vezes é preciso recuar pra avançar.
Discordo plenamente , AFINAL ACRETIDO QUE NINGÚEM PODE DIZER SE ALGUÉM É CAPAZ SENÃO ELE MESMO!!!!!!! se não temos nada a acrescentar na vida de uma pessoa é melhor que nos calemos a oprimir sonhos dos outros . Valer de opinião não útil é meramente irrelevante nestas horas. Digo isto sem ter sido reprovada. A formação acadêmica, principalmente no que tange ao profissional do Direito, requer uma maturidade social, requer que saÍmos do senso comum, onde a massa social, diz onde cada um deve ficar, rotula e reprova. Diga-se de passagem esta prova é mera formalidade legal, que não prova prática profissional de ninguém. Quantos foram os aprovados que presenciei com perguntas de cunho simplório, que qualquer iniciante acadêmico saberia dizer. NÃO NOS CABE DIZER AOS OUTROS, O QUE QUE É MELHOR PARA CADA UM, OU TEM ALGUMA LEGISLAÇÃO QUE EU DECONHEÇA QUE JULGUE QUE QUEM NÃO PASSOU NA QUINTA VEZ NA OAB, NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA ADVOGAR? A PROPÓSITO ASSIM QUE ELA TIRAR A CARTEIRA DA OAB, ESTARÁ INSCRITO EM SEU DOCUMENTO QUANTAS VEZES ELA TENTOU? NO FINAL NADA IMPORTA!!!!MUITAS PESSOAS TALVÉZ NUNCA TENHAM OUVIDO HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO, SUCESSO. É PRECISO QUE TENHAMOS MAIS FÉ NAS PESSOAS, PARA QUE AS PESSOAS TAMBÉM TENHA FÉ NAGENTE. Desejo a ela uma boa prova!
Fica um desejo a todos! Que tenhamos sabedoria no falar, o que difere de inteligência, sabedoria que dizer usar da inteligência de maneira eficaz, boa e próspera.
Srs. Bacharéis, boa tarde!!!!
Com a vênia dos Srs, irei fazer breve e pertinente explanação.
Procuro entender as pessoas ainda defendem q ser advogado é coisa de outro mundo?
Sejamos realistas…tem advogado que nem formiga…As pessoas (sociedade) já não respeitam a profissão, advogado é visto como ladrão, desonesto…Essa reputação não se oriundou do nada, algum motivo leva a tal posicionamento. Qdo um cliente perde uma causa, a primeira coisa q atribui é culpa do advogado que vendeu-se, e por ai vai…
Trata-se de um povo cego, que julga-se superior a outras profissões, quando na verdade a maioria anda de buzão (ônibus), e seguem ordens em escriórios cumprindo horário e produtividade e para isso recebem uma bagatela mensal que não supre o minimo necessario para ter uma vida com o minimo de conforto.
Os juizes, desembargadores e ministros estão cansados de ver cagadas praticadas por advogados, e aqui cabe salientar também que MUITAS vezes o próprio judiciario tambem faz cagada, então é assim o sistema no brasil.
A OAB protege a sociedade? O exame de ordem protege o cidadão sem condições mínimas a laborar na profissão? Ela Prima pela CF…Qta palhaçada!!!!!! Se estivesse preocupada com a sociedade colocaria a cheque o conhecimento de TODOS e não de alguns.
Por sua vez o ensino brasileiro é uma bosta, e o estudante como bom brasileiro busca o mais fácil, ou seja, tenta acabar com a prova.
Na verdade é um jogo de interesses….OAB interessada no $$$$$$ dos estudantes….Estudantes intessados em obter habilitação de forma diversa a estabelecida em lei.
Pesando as 2 questões, é evidente que deve predominar o argumento do estudante, pois de uma lado o governo federal está difundindo com orgulho a expansão do ensino e por outro lado a OAB tenta frear o ensino, alegandp não ter qualidade, quando na verdade nem ela mesma consegue sequer elaborar uma prova de 1 dia corretamente, então que diriamos se fosse de 05 anos.
Eu respeito o pessoal da advocacia e entendo seu papel fundamental em uma sociedade organizada, mas pelo amor de deus, o fato de eu ter um entendimento diverso de meu colega não me constitui um direito de ofendê-lo.
O supremo é quem vai dar a cartada final e caso não libere o trabalbo para esse pessoal q fez juz em 5 anos, cabe ainda ao legislativo ( q obejetivará votos nas eleicoes, piis nada he de graça), extirpar o exame, pois o julgado do STF nao vincula o legislativo..
Vamos ver o q o STF vai falar…eu sou do RS e irei a brasilia no dia do julgamento, irei com meu melhor traje, minha melhor camisa com abotoaduras e espero ver votos fundamentados..
se for declarado inconstitucional, vou vibrar, se for constitucional, vou baixar dedicar-me a concurso para policia q é o que dà……, é o q se deve fazer…e o respeito por todos deve prevalecer sempre…
abraco a todos e qdo o STF decidir, nào humilhem-se reciprocamente, isso é feio e não vejo isso em outras profissões como vejo no direito…Um chamando o outro de burro de analfabeto, medindo conhecimentos…isso é feio..
Tenho um amigo com 26 anos de idade q é promotor de justiça…um guri humilde, bacana, meu amigão…..Pensem nisso!
abracos
Abraços
Marcos, excelente texto!
Parabéns!!
Ninguém vai decidie nada a não ser os ministros no STF.
Já tá uma vergonha essa palhaçada de operadores do Direito humilharem reciprocamente e medindo conhecimentos, aqui no blog e em outras redes sociais,
Enfim, a sociedade continua com seu pensamento mesquinho e competitivo um com os outros.
Dr. Mauricio gosto muito de ler suas dicas e gostaria de lhe perguntar se vale a pena estudar no dia anterior da prova, pergunto isso pois ha cursos que darão intensivos, resolução de questões no dia 29/10 e fiquei com dúvida se vale tanto esforço. Fiz o último exame (o IV) e fiquei por duas questões, estudei resumos de todas as matérias no sábado, e no domingo estava com uma dor de cabeça terrível e sem concentração ao fazer a prova, resultado não passei. Assim lhe pergunto estou me preparando ha três meses com afinco (faço extensão) e pretendo na sexta feira dia 28/10 dar uma ultima lida nas dicas de todas as matérias e sábado não vou pegar nada, nada mesmo o que senhor acha? desde já agradeço, Ionara
Aos colegas que não passaram, saibam que não passar nessa prova, não define voce como fracassado, no meu caso, fui aprovado no exame 2009.2, essa era minha segunda prova, pois na primeira, fui reprovado por ter chegado na prova, com uma pressão acreditando que seria o fim da minha vida não ser aprovado, resultado, tomei fumo, já para segunda prova, me preparei, estudei, e lembro de 3 momentos que fizeram a diferença para minha aprovação, o primeiro, um dia antes da prova um professor disse, amanha voce tera somente um inimigo que podera derubar voce, voce mesmo, e o segundo momento foi quando um colega me disse, faça essa prova, que sera a ultima que voce sera obrigado, e terceiro momento, foi durante a prova, faltando metade do tempo, a mulher da sala tirou uma das etiquetas do relogio, e vi que faltava mais da metade da prova, momento que comecei a marcar as questões e não voltar atras, no momento da correção, observei que meu desempenho melhorou do meio pro fim, então colegas, não basta somente estudar, mas se preparar com uma estrategia para ter a certeza de sucesso ao final da prova. Sucesso e boa prova para todos.
Só sei q qdo passei p a 2ª fase (em duas tentativas) eu simplesmente “travei”, ñ conseguia achar os artigos nem folhear direito o código, mto louco…. a vontade de sair correndo da sala era enorme… odiei a experiência e tnho medo q se repita….Não sou cdf e inteligente, mas juro q sou esforçada e dedico horas de estudo, mas ñ sei o q acontece comigo… Obs.: já estou fazendo tratamento psiquiátrico e a drª já me disse q isso eh comum, q vários estudantes a procuram pelo mesmo motivo…. ainda estou tentando, e apesar de tudo, ñ irei desistir!
É me parece que ultimamente quem anda nervosa com os resultados de suas atuaçoes para driblar e enganar os incautos é OAB, pelas últimas notícias o MEC avocou sua competência cosntitucional calada nesses últimos 16 anos e baixou portarias, vejamos: Aboliu a exigência de mestrado e doutorado para ser docente,para dirigir instituição de ensino jurídico, e disse que a partir de agra o SINAE passará a atuar na questão de aplicação de auferimento de conhecimentos dos récem-formados das faculdades de direito.Um retroceso disse a desesperada OAB,isso que dá querer fic metendo o bedelho na competência constitucional de outras entidades. Então, a OAB ameçou entrar com recurso contra, contra o que e quem? Se cabe ao MEC disciplinar questão de ensino no país. paulo(autodidata em história). Perdoem pela falta de pontuação, o que importa é a mensagem,afinal, se o Sr.Durso errou ao escrever o Mandado de segurança.
Gostei do post, entendo que não se pode desistir pra atingir o objetivo, é estudar até ser aprovado e nada mais. Força Sempre!!
Dr. Maurício, gostaria de lhe perguntar se devo fazer às questões de PENAL e PROCESSO PENAL, por exemplo? como aqui não é concurso, então está aberto a todos, rs, é porque eu irei prestar a 2ª fase, se Deus quiser em PENAL, e estou batendo na trave demais no EXAME, o último exame foi o 1º que eu não fui para a 2ª fase, o meu problema está sendo com o tamanho dos enunciados da FGV, eu fiz 70 questões no outro EXAME, quando eu cheguei nas 10 últimas, estava faltando 30 min para terminar a prova, eis que eu tive que chutar todas as 10 questões e com 15 minutos marcar o GABARITO.
Agora, estou pensando adotar outro sistema, começar pelas questões que julgo mais hábil, pois e já venho estudando já faz uns 02 anos e a cada DISCIPLINA de prova eu vou passando para o gabarito para evitar que aconteça a mesma coisa na prova passada, o que acha? eu vejo que o meu problema está sendo com o tempo da prova, porque eu estou batendo na trave demais.
Na prova passada, um pouco mais de calma, eu passaria, esse sistema de fazer prova eu já tinha adotado na prova da OAB. 2010.2 e passei com 60% embora aparentemente a prova naquela época foi mais fácil, mas eu tive problemas na 2ª fase, quando não deu tempo para fazer a PEÇA do jeito que eles queriam, enfim, só queria lhe perguntar se eu devo mudar a minha estratégia de resolver prova.
Tiago, a linha de raciocinio é essa mesmo, rs, eu acabei de chegar na conclusão que para se passar na prova da OAB deve adotar estratégias, lembro que eu utilizei uma estratégia que um amigo me disse para fazer na prova 2010.2 e eu passei bem, só que fui AFOBADO demais na prova da 2ª etapa, ai eu fui reprovado, o post deste artigo nos faz refletir se o que vale é a INTELIGÊNCIA ou se vale mais a ESTRATÉGIA, já que os enunciados são mais problemáticos, então essa prova é mais diferenciada, mas acredito que os vencedores mesmo desse EXAME são os que nunca desistem ou aqueles que passam de primeira, o CLIENTE seus não vão valorizá-los se vocês passaram na 20ª tentativa, ou se passaram na 1ª tentativa, eles querem saber de SERVIÇO e GANHAR a causa, mais nada, rs,
Acho que a pior pressão é a da família e amigos…essa é a minha 3º prova e nessas 2 últimas semanas o que eu ouço é ” dessa vez passa!” ” o fulano ainda esta na faculdade e ja passou na oab” ” confio em você” ou ”dessa vez tem que passar”
Gracinha demais…
adorei a mensagem… seguirei os passos
Dr. Mauricio
Pergunto a você, se no exame 1º fase (30/10), a FGV perguntar (Constitucional) se a OAB, através de um novo PROVIMENTO, passa a exigir que para prestar exame de ordem é necessário o título de Mestre ou Doutor?
Tal exigência estaria amparada pela Lei nº 8.906/94, ou Tal exigência seria inconstitucional, por contrariar o art. 5º da CF XIII, ou 5º II, que estabelece ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa se não em virtude de (provimento é lei).
Nâo, não estaria amparada pela lei.
Este vai ser o 5ª exame que faço!
Vou prestar o exame em outra cidade!
Vou de moto e vou ficar na casa de uma senhora que conheço até segunda-feira.
Quando sair o resultado do gabarito preliminar, senão não tiver passado, quando
for retornar pra casa vou simular um acidente jogando a moto contra uma carreta e quero
ver se consigo morrer!
Morei fora até me formar, depois voltei pra casa de meus pais.
Como moro em cidade pequena tem pouco emprego, estou sem trabalho, o serviço que aparece é de entregador de mercadoria em loja de laticínios!
Fico trancado dentro do meu quarto sempre nunca saio na rua de vergonha das pessoas e da família, todos sabem que me formei e pra pedir serviço de balconista ou vendedor tenho muita vergonha pois não posso fazer nada com Grau de Bacharel.
Quando comecei estudar Direito eu sabia que existia o Exame de Ordem, porém, imagina que ele era justo, e que as pessoas não estuda por isso não passava.
Acordei tarde, hoje sei quem é a Oab e qual o seu verdadeiro propósito.
Minha namorada se formou junto comigo, fui com ela no Conselho retirar sua Carteirinha, simples e rápido e eu recebi meu Diploma e estou com os mãos e pés amarrados. Por isso esta será a última vez que presto este exame, não tenho condição mais de justificar para minha família, namorada, meu sogro, amigos e sociedades o motivo pelo qual não consegui transpor este exame!
Adeus!!
estarei rezando por você.
em primeiro lugar pra passar, mas se não der…
pra vc ir pro céu, pelo menor.
boa sorte, amigo.
dê um abraço nos meus avôs quando chegar lá.
Boa Tiago..aqui não é lugar de lamentações.
O colega acima diz que não tem mais como se justificar com a família, e se ele parar de tentar, vai arrumar alguma justificativa nova? Quando vc for advogado e não conseguir ganhar uma causa, vai se matar depois de sair do forum só porque não tem explicações para o cliente? Sinceramente colega….com todo o respeito….não acha que falta um pouco de maturidade não?
É como diz o professor SARAIVA: “Só há uma chance de vc não conseguir…é desistir”…Esqueça todo mundo, vai em frente, e se eles não te apoiarem, me desculpe, não valem a pena. Porque família é para todas as horas, especialmente as difíceis.
Boa Sorte…e não se esqueça: na sua carteira de advogado não vai constar quantas vezes você prestou o exame, quem passa na 1ª ou na 30ª o valor é o mesmo…todos são advogado.
[...] Controle emocional e gestão do desempenho durante a prova da OAB [...]