As “dicas quentes” para a prova subjetiva da OAB…

Está rolando uma historinha pelas redes sociais de que a banca, em uma disciplina em específico, adotaria uma classe de ação.

E aí a fonte dessa notícia desfia SETE tipos de petições passíveis de serem adotadas pela banca.

SETE!

Muitos candidatos estão vindo me perguntar se a informação é quente! Uma leitora disse que estava “louca” com ela.

Muito bem…

Vou aqui também, aproveitando o ensejo, e dar uma dica “QUENTE” para vocês: na prova de trabalho, “segundo soube”, vai cair ou reclamatória trabalhista, ou contestação, ou recurso ordinário ou recurso de revista.

E no domingo, caso na prova trabalhista caia uma dessas peças, eu direi aqui para vocês: “acertei a peça que cairia na prova!”

É muito improvável mesmo que eu erre…

Gente! Dica quente de verdade é quando o cara diz, na LATA, excluindo qualquer outro tipo de petição, qual peça vai cair.

A dica quente de que vão cair até 7 peças pode ser tudo, menos dica quente. Na verdade é um estímulo para vocês estudarem muitas petições e ficarem prontos para eventualidades.

Os candidatos nessa reta final ficam muito sensíveis a esse tipo de informação, criando um pânico irracional e desnecessário.

Esqueçam as dicas de qualquer professor. Se porventura ele acertar, foi pura sorte. Só isso.

Foco nos estudos. Tentem apreender todas as petições previstas no edital e vão para a prova aptos a resolver qualquer problema sem projetar o que vai cair: ninguém tem como saber!

Por Maurício Gieseler em 28 novembro 2011 às 09:34

Categoria: Análise de prova subjetiva

A prova da OAB e a última rodada do campeonato brasileiro

Já se deram conta que só faltam 6 dias para a prova?

Entramos na reta final!

E desta vez teremos um componente para lá de curioso no dia da prova: a última rodada do campeonato brasileiro!

E daí?

E daí que os torcedores/examinandos NÃO poderão ver as partidas da rodada final!

Cruel, muito cruel…

Mais cruel ainda porque as maiores torcidas do Brasil estarão envolvidas nessa rodada: Corinthians, Vasco, Flamengo, Palmeiras, Coritiba, Internacional, Figueirense, Cruzeiro, Atlético Paranaense e Ceará têm muito a ganhar e a perder. E as torcidas rivais muito o que secar.

Imaginem o dia da prova, cada candidato sentadinho resolvendo as questões, e os fogos de artifício explodindo o tempo inteiro: gol de quem?

Torcedores do Corinthians, Vasco, Flamengo e Palmeiras, mais do que os demais, estarão com o coração na mão.

E como futebol é mais do que paixão, é religião, o sofrimento será grande para todos esses examinandos/torcedores.

E isso é um BAITA problema!!

A prova da 2ª fase demanda FOCO e concentração total.

Ficar pensando nos fogos de artifícios, nos gritos vindos da rua e na vibração de seja lá quem for será uma imensa armadilha para todos os candidatos.

A prova da 2ª fase vai exigir muito dos candidatos e dispersar o raciocínio pensando no futebol.

Imaginem os examinandos de Minas Gerais. O Galo joga contra o Cruzeiro e a raposa corre o risco de ser rebaixada para a 2ª divisão. E os torcedores de Vasco e Corinthians?

Então segue agora uma dica para todos os examinandos torcedores: o campeonato brasileiro, para vocês, acabou HOJE!

Faltam 6 dias para a prova e vocês não podem perder, exatamente agora, o foco na prova.

Lembrem-se: vencendo, sendo campeão ou indo para a 2ª divisão, NENHUM resultado vai mudar de verdade a vida de vocês. Do contrário, passar no Exame de Ordem com certeza irá.

No domingo, assim que a prova acabar, vocês estão livres para sorrir ou chorar. Mas só depois da prova…

Por Maurício Gieseler em 28 novembro 2011 às 08:51

Categoria: Motivacional

Abertas as inscrições do Curso Preparatório de Alto Rendimento para a 1ª fase do VI Exame de Ordem

O Portal Exame de Ordem já abriu suas inscrições para o curso preparatório da 1ª fase do Exame de Ordem 2011.3 (VI Exame de Ordem Unificado).

É tempo daqueles que estão visando o próximo Exame de Ordem começarem a se preparar. Como vocês estão sabendo, o percentual de reprovação na prova está próximo aos 90%, e preparar-se com antecedência e QUALIDADE é uma necessidade.

A próxima prova objetiva está marcada para o dia 5 de fevereiro, ou seja, daqui 70 dias!

E o Portal está com as inscrições abertas para o curso preparatório da 1ª fase do Exame de Ordem 2011.3 (VI Exame de Ordem Unificado)

O valor promocional é de R$ 680,48 (seiscentos e oitenta reais e quarenta e oito centavos) e vai até o dia 15/12.

O curso é ministrado por uma equipe de professores consagrados, verdadeiros especialistas no Exame de Ordem, sendo que vários destes professores são também doutrinadores e autores de livros em suas respectivas especialidades, tais como Renato SaraivaGeovane MoraesCristiano SobralAryana ManfrediniMatheus CarvalhoVólia Bonfim, Flávia BahiaThiago GodoyAna CristinaAndré MotaFrancisco Penante, Sabrina DouradoPaulo MachadoFrederico AmadoMarcelo Pupe e Cristiane Dupret.

Tem uma enorme carga horária, totalizando 93 encontros (02 horas e 30 minutos cada encontro), com aproximadamente, 279 horas-aulas, sendo que a gravação das aulas começou no dia 03/11/2011.

Devemos ressaltar as seguintes vantagens:

1 – Todas as aulas são inéditas;

2 – As aulas podem ser vistas desde o começo. O aluno não perde nada do conteúdo ministrado;

3 – Cada aula pode ser assistida até três vezes;

4 – A aula pode ser pausada, ou o aluno pode voltar para determinado trecho dela para rever uma explicação;

5 – O aluno faz seu horário de estudo.

Afora isso, o Portal Exame de Ordem oferece junto com seu curso online, gratuitamente, o sistema TUCTOR de planejamento dos estudos, que é uma ferramenta também online para a gestão do processo de aprendizagem.

Conceitualmente, a preparação de alto rendimento tem em seu núcleo a possibilidade do planejamento dos estudos, com os processos de aprendizagem e a gestão das condições emocionais. O Sistema TUCTOR propicia esse monitoramento e controle.

E não se trata meramente de apenas planejar o estudo. Alto rendimento tem estreita vinculação com monitoramento e controle, ou seja, a compreensão completa do processo de aprendizagem para que a utilização do tempo seja maximizada em função do conteúdo a ser apreendido. O termo “alto rendimento” foi inspirado nas construções do esporte de alto rendimento, que tem como elemento central o planejamento, monitoramento e controle.

O Sistema Tuctor possibilita a implementação na prática dos conceitos metodológicos desenvolvidos pelo professor Rogério Neiva em seu livro Como se Preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento. Tal livro é resultado dos estudos do professor Rogério, que já foi procurador de Estado, advogado da União e atualmente é juiz do trabalho, com conceitos científicos de psicopedagogia, gestão corporativa entre outros, onde suas proposições são cientificamente justificadas, sem achismos ou teses mirabolantes. Para ele, e isso faz parte do sistema Tuctor, na medida em que o candidato pode estruturar um planejamento, contando com mecanismos de monitoramento e controle, por meio de uma série de funcionalidades inerentes ao programa. Com indicadores de metas e de desempenho, o processo de aprendizagem torna-se mais eficaz, produzindo melhors resultados para o aluno.

Então estamos falando aqui da fusão de ensino de alta qualidade e a utilização de técnicas inovadoras, sérias e cientificamente estruturadas de monitoramento de estudos para candidatos. O alto rendimento é resultado da qualidade do ensino com a gestão racional dos processos de aprendizagem.

A vantagem para os nossos alunos é evidente, e o sucessos destes é a nossa meta e nossa razão de ser.

Clique no link e inscrevam-se no Curso de Alto Rendimento do Portal Exame de Ordem.

Preparação de alto rendimento é aqui, no Portal Exame de Ordem!

Por Maurício Gieseler em 26 novembro 2011 às 09:24

Categoria: Cursos do Portal

A semana do Blog Exame de Ordem

Confiram as postagens mais interessante do Blog publicadas na semana passada:

Exame de Ordem: Materiais e procedimentos para consulta bibliográfica da prova prático-profissional

Apresentado Projeto de Lei que prevê a participação de magistrados e do MP no Exame da OAB

Uma crítica ao Selo OAB

OAB anuncia os 90 melhores cursos de Direito do País

Brasil forma 10 bacharéis em Direito por hora, 243 por dia, 88.695 por ano

A cruel realidade com quem reprova na OAB

Estatísticas do V Exame de Ordem Unificado – Percentual de aprovação foi de 46,72%

Primeira fase do V Exame de Ordem Unificado tem RECORDE de aprovados – 50.624 candidatos!

Publicada a relação de aprovados na 1ª fase do V Exame de Ordem Unificado

Sobre cair e levantar…

Como fazer um Mandado de Segurança contra o resultado do Exame de Ordem?

Sobre a única questão anulada da prova da OAB e outras “coisitas más”…

Por Maurício Gieseler em 26 novembro 2011 às 09:13

Categoria: A semana do Blog

Exame de Ordem: Materiais e procedimentos para consulta bibliográfica da prova prático-profissional

OAB publicou um texto destinado aos ficais de prova, bem explicativo, do que pode ou não pode ser feito nos códigos para na 2ª fase.

Claro! Nada que vocês já não soubessem – Como fazer remissões no seu vade mecum para a prova da OAB? – mas agora de forma oficial e bem didática.

Verifiquem se suas marcações foram feitas de acordo com as regras da OAB, sob pena de terem as suas provas anuladas.

Por Maurício Gieseler em 25 novembro 2011 às 11:45

Categoria: Como se preparar para a prova

Apresentado Projeto de Lei que prevê a participação de magistrados e do MP no Exame da OAB

O Deputado Lourival Mendes (PTdoB) apresentou Projeto de Lei de nº. 2625/2011 que prevê a participação obrigatória de membros da magistratura e do Ministério Público em todas as fases do Exame de Ordem. O Projeto altera a Lei nº. 8.906/1994 que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Pelo texto da proposta os representantes dos juízes e dos promotores serão indicados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“Em que pese nossa Carta Magna determinar a participação obrigatória da Ordem dos Advogados do Brasil nos concursos de juiz e membros do Ministério público, o mesmo não ocorre no Exame de Ordem, que é feito exclusivamente pelos advogados’’, explicou o parlamentar.

Lourival Mendes ressaltou que “pela importância da OAB no cenário da administração da justiça, é necessária a participação efetiva e em todas as fases de membros da magistratura e do Ministério Público no Exame da Ordem, por um princípio de paralelismo das formas, porquanto os advogados participam, obrigatoriamente, e em todas as fases, das bancas examinadoras dos concursos de ingresso nas carreiras da magistratura e do Ministério Público. “

O projeto tramita em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

Fonte: Blog do Décio

Vejamos a tramitação do PL 2625/2011:

Vamos dar uma olhada agora na proposição inicial:

Será que esse projeto converge com os interesses da OAB? A Ordem é muito refratária quando o assunto é controle de seus atos. Não podemos deixar de considerar o “trânsito para a inconstitucionalidade” sustentado no julgamento da constitucionalidade do Exame.

A OAB não deve querer que no futuro alguém levante essa bola. E o que não falta é gente para fazer isso. Vamos acompanhar a tramitação desse PL.

Por Maurício Gieseler em 25 novembro 2011 às 11:10

Categoria: Legislação

Fiscalização de universidades do MEC obedece a interesses políticos, diz Ophir

Brasília, 25/11/2011 –  Em julho deste ano, o índice de reprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) atingiu uma alarmante marca: nove em cada dez bachareis não atingiram a nota mínima para aprovação na prova. Nesta quarta-feira, outro índice da própria OAB voltou a chamar atenção para a má qualidade da formação em direito no país: apenas 11,3% dos cursos avaliados mantêm padrões mínimos de qualidade, recebendo da instituição um selo de distinção. Com os dados em mãos, Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB, critica a fiscalização das instituições de ensino superior, a cargo do Ministério da Educação (MEC). “É uma política insuficiente, carente de estrutura e rigor. O MEC continua a ceder a apelos políticos e não fiscaliza como deveria”, diz Cavalcante. “Se o trabalho fosse feito de maneira correta, metade dos cursos de direito do Brasil teria de ser fechada.” Confira os principais trechos da entrevista.

A lista divulgada pela OAB contempla apenas 90 universidades com o selo de qualidade, ou seja, pouco mais de 11% dos 791 cursos avaliados (são 1.210 em todo o Brasil). Esse número já era esperado?

Lamentavelmente, ele é um espelho do ensino jurídico no Brasil. Não é possível ir de encontro à realidade: ela nos diz que o ensino superior na área não tem sido fiscalizado como deveria. O que vemos atualmente é uma explosão de cursos, é a indústria do diploma ganhando terreno, sem nenhum tipo de compromisso com o ensino de qualidade. Os padrões que estipulamos para o selo de qualidade são mínimos, um patamar que qualquer curso deveria atingir. Quando constatamos que apenas uma pequena parcela deles pode ser incluída na lista, a luz vermelha se acende.

Qual seria o percentual ideal de cursos aprovados na visão da OAB?

O ideal é que todos pudessem receber o reconhecimento da Ordem. Uma vez que estabelecemos padrões mínimos de qualidade, esperamos que todo e qualquer curso aprovado pelo MEC atenda às expectativas. Mas, infelizmente, isso está longe de acontecer. Acho importante dizer que não queremos estabelecer rankings. A lista deve funcionar como um incentivo. Nós analisamos o produto final dos cursos, avaliamos o advogado que eles são capazes de formar. O aluno deve ser a principal preocupação dessas instituições.

Ao olhar a lista, vemos que a grande maioria dos cursos contemplados com o selo da OAB está em universidades públicas. Por quê?

Sim, isso é uma realidade. A universidade particular ainda tropeça, e a grande maioria não é capaz de formar bons alunos.

Na semana passada, o MEC divulgou o resultado do Enade 2010 e anunciou a intenção de fechar cerca de 50.000 de vagas em cursos de baixa qualidade. Como o senhor avalia a política de fiscalização do ensino superior praticada pelo MEC?

É uma política insuficiente, carente de estrutura e rigor. O MEC continua a ceder a apelos políticos e não fiscaliza como deveria. Se o trabalho fosse feito de maneira correta, metade dos cursos de direito do Brasil teria de ser fechada. Mas isso fere interesses políticos e não será feito. O trabalho que o MEC faz é timido e insuficiente.

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de outubro julgou constitucional o Exame da OAB, mas mostrou que uma parcela dos profissionais é contrária a ele. Como o senhor rebata críticas à prova?

O Supremo respondeu à questão, reverberando o que a OAB sempre defendeu. Existem profissões que exigem uma regulamentação mais rígida por conta do peso que têm na sociedade. Um advogado lida com questões essenciais, como a liberdade. Um médico, por outro lado, lida com vidas. O engenheiro é responsável por obras, que, se mal feitas, causariam uma estrago enorme. Profissões assim precisam ser regulamentadas, não só no Brasil como em qualquer parte do mundo.

O próximo selo de qualidade deverá ser lançado em 2014. O que o senhor espera ver?

Espero que o número de cursos contemplados cresca. O Brasil merece uma educação superior de qualidade e o direito carece de bons profissionais.

Fonte: Veja Online

O Dr. Ophir, nessa entrevista, foi no ponto certo: a fiscalização do ensino jurídico no Brasil nunca será satisfatória. Não há como conciliar qualidade com expansão desenfreada. E se não há, que não se fiscalize:

MEC autoriza o funcionamento de mais faculdades de Direito

A ilusão do controle da qualidade dos cursos de Direito pelo MEC

MEC prepara o desmonte do ensino jurídico brasileiro

Faculdades pagam ONGs e igrejas para captar novos alunos

Um grande “business” chamado educação superior e o desempenho no Exame da OAB

Brasil forma 10 bacharéis em Direito por hora, 243 por dia, 88.695 por ano

E a tendência é piorar ao longo do tempo, com a implementação do Plano de Expansão do Ensino Superior.

Tudo isso, de forma direta, refletir-se-á na própria concepção do Exame de Ordem. Mas quanto a isso, teremos de esperar o tempo passar.

Por Maurício Gieseler em 25 novembro 2011 às 09:15

Categoria: Ensino jurídico

Selo OAB: Por que não a Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT?

Esse é só um Exemplo dos problemas criados pelos critérios utilizados na concepção do Selo OAB.

A Universidade Federal do Mato Grosso – UFMT – não recebeu o Selo OAB. Aliás, nenhuma instituição do Mato Grosso logrou receber o Selo.

Vejamos agora seu desempenho nas duas últimas edições do Exame. Não declino o rendimento no Exame 2010.2 porque os dados de aprovação deste nunca foram divulgados:

UFMT

Exame de Ordem 2010.3 – 73 inscritos e 20 aprovados – 28,99%

IV Exame de Ordem Unificado – 57 inscritos  e 30 aprovados – 52.63%

Agora vejamos o Uniceub, única faculdade particular do Distrito Federal agraciada com o Selo:

Uniceub

Exame de Ordem 2010.3 – 938 inscritos e 184 aprovados – 20,40%

IV Exame de Ordem Unificado – 1121 inscritos  e 278 aprovados – 24,79%

Quem faz jus de verdade ao direito de receber o Selo após se comparar o desempenho de uma e de outra?

Claro! A UFMT não se adequou aos critérios eleitos pela OAB e ficou de fora. O problema são os tais dos critérios…

Enquanto o Uniceub é uma faculdade de massa, repleta de alunos e incapaz de aprovar mais de 25% deles (ao menos nas duas últimas edições), a UFMT é uma universidade com turmas menores e desempenhos bem melhores na prova. No último Exame conseguiu aprovar mais de 50% dos seus alunos, fato digno de nota diante do atual quadro de reprovações, considerando o Brasil todo.

Moral da história: Existem sim centenas de faculdades de péssima qualidade Brasil afora, mas botar todo mundo no balaio das “caça-níqueis” - Selo OAB mostra qual universidade não comete estelionato - não me parece algo sensato. Assim como o reconhecimento deferido pelo Selo não está me parecendo ser lá grande coisa.

Enfim: é um Selo da OAB para exprimir a visão da própria OAB sobre o ensino. Nada além disso.

Os critérios utilizados no Selo deveriam ter sido discutidos antes, de forma aberta. Só assim o Selo poderia ganhar a dimensão e a relevância que hoje querem lhe atribuir.

Por Maurício Gieseler em 24 novembro 2011 às 14:27

Categoria: Ensino jurídico

Thomaz Bastos: Selo OAB mostra qual universidade não comete estelionato

Curitiba (PR), 24/11/2011 – O membro honorário vitalício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, enalteceu hoje (24) a divulgação, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Selo OAB, com a lista dos 90 cursos de Direito avaliados pela entidade como os de melhor qualidade do País no universo de 1.210 cursos nacionais. Para Thomaz Bastos, é imprescindível que a OAB faça esse tipo de recomendação, uma vez que há, no Brasil, faculdades de Direito sem a mínima condição de funcionamento. “Ao divulgar essa lista de instituições de ensino recomendadas, a OAB diz qual faculdade não comete um estelionato com seus alunos“.

As declarações foram feitas pelo renomado advogado após participar de painel sobre a adoção da política de cotas nas unidades de ensino superior, realizado na programação da XXI Conferência Nacional dos Advogados, no Centro de Convenções ExpoUnimed, em Curitiba. Thomaz Bastos presidiu o Conselho Federal da OAB de abril de 1987 a abril de 1989.

Fonte: OAB

Se o objetivo da OAB é pressionar as faculdades de Direito a melhorarem em função do Exame de Ordem, esse tipo de declaração é perfeita. Atribuir a pecha de “instituição estelionatária” àquelas não contempladas com o Selo OAB é jogar pesado.

Todas que não ganharam o Selo foram jogadas no mesmo balaio.

Justo? Injusto?

De uma forma ou de outra, tem muito coordenador de curso arrancando os cabelos por aí.

Vejam também:

OAB anuncia os 90 melhores cursos de Direito do País

Uma crítica ao Selo OAB

Por Maurício Gieseler em 24 novembro 2011 às 10:50

Categoria: Ensino jurídico

Uma crítica ao Selo OAB

Depois de ler as justificativas para a outorga do Selo OAB, não tenho como deixar de criticar seus critérios.

Não, evidentemente, sua ideia em si e até mesmo a sua utilidade. Sob esse ótica a OAB está correta e o Selo é muito bem-vindo.

Entretanto, o Selo OAB comete uma grave injustiça ao incluir instituições que não merecem tal reconhecimento.

Uma injustiça com as instituições realmente merecedoras de reconhecimento pela excelência, como também um desserviço para os futuros estudantes, agora sob o risco de optarem por faculdades que não merecem o galardão.

A falha na concessão do Selo OAB decorre da fusão dos dados do ENADE com as estatísticas do Exame da OAB, e a consequente utilização de parâmetros que suavizam o real impacto causado pela reprovação produzida entre os estudantes e egressos de várias das instituições contempladas.

O ENADE é obrigatório, mas sua nota não influencia em nada na vida dos estudantes. Ele é constituído de uma prova, um questionário de impressões dos estudantes sobre a prova, um questionário socioeconômico e um questionário do coordenador do curso/habilitação. Muitos alunos não fazem a prova do ENADE com seriedade e interesse, porquanto o desempenho na prova é indiferente para sua vida acadêmica ou profissional.

Por que não foi então utilizado o IGC (Índice Geral de Cursos), indicador que considera a nota dos estudantes no ENADE e indicadores de infraestrutura, recursos didáticos e qualidade do corpo docente?

O IGC depende em larga medida da média do CPC (Conceito Preliminar de Curso), e em menor medida da média dos conceitos dos programas de pós-graduação das instituições avaliadas. O CPC é composto da seguinte forma:

ENADE – 40%

IDD – 30%

Instalações e infraestrutura – 3%

Recursos didáticos – 8%

Percentual de doutores – 12%

Percentual de professores em tempo integral – 7%

Vejam mais: Sobre o Índice Geral de Cursos

Não restam dúvidas de que o IGC como elemento de mensuração da qualidade das instituições é muito mais abrangente e complexo do que o ENADE. Se a ideia era conjugar os parâmetros da prova da OAB com os parâmetros de qualidade de cada instituição de ensino superior, o IGC era o indicador a ser usado.

Há poucos dias o MEC publicou no Diário Oficial da União o último IGC e apenas 158 instituições foram bem avaliadas (conseguiram notas 4 ou 5) - IGC de todas as instituições (Há de se considerar que na atual versão os cursos de Direito não foram avaliados. Deveriam ter sido colhidos, portanto, dados de edições anteriores)

Já o Exame de Ordem reprova os candidatos de forma indistinta, sendo uma prova despida de subjetivismo: seus dados mostram a realidade tal como ela é sem a utilização de quaisquer cálculos.

O Exame é uma prova dogmática, linear em sua construção e em muitos aspectos não avalia na integralidade os conteúdos estudados e as competências adquiridas pelos candidatos durante os 5 anos do curso.

O Exame de Ordem, da forma como é concebido hoje, NÃO é uma métrica de avaliação da qualidade das faculdades.

Ele é um sistema de SELEÇÃO de candidatos a partir de sua própria metodologia, privilegiando muito mais o candidato que consegue memorizar a legislação e a jurisprudência sumulada em detrimento do raciocínio jurídico e de uma visão mais abrangente, humanística, filosófica ou mesmo doutrinária do Direito.

O Exame de Ordem é, e somente é, uma prova para selecionar aqueles que irão compor uma classe profissional em função dos critérios estabelecidos por essa própria classe.

Ponto! Nada além disso.

E por ter exatamente essas características e, principalmente, por ser o elemento de habilitação para o exercício profissional, o Exame NÃO pode ser utilizado, unicamente, como parâmetro de avaliação da qualidade da educação superior jurídica.

O Exame é um instrumento de avaliação, tomado em si mesmo, da capacidade dos estudantes e bacharéis em adentrar em um mercado em específico: o da advocacia.

Eis a questão: as estatísticas do Exame formam um padrão para o exercício profissional.

A partir desse ponto de vista, o Selo OAB deveria não só ficar adstrito aos dados do próprio Exame, ou, no máximo, conjugados com o IGC, como também só deveria agraciar instituições que aprovam, no mínimo, mais de 50% de seus alunos.

Afinal, se a nota de aprovação na 1ª fase é de 50% para os candidatos, esse é o referencial natural para a implementação de uma nota de corte também para as facudades.

Se um futuro universitário vai escolher uma faculdade por sua EFICIÊNCIA em aprovar seus egressos na prova da OAB, não lhe seria muito mais útil ver os dados puros, em uma média estatística SIMPLES (a soma das estatística de aprovação nas 3 últimas edições do Exame e dividida por 3), sem maiores complexidades, do que se guiar por um Selo que contempla uma série de faculdades que aprovam muito menos de 50% dos seus egressos?

Se assim fosse, o Selo OAB não teria mais do que 28 instituições agraciadas…

É isso mesmo!!! Apenas 28 instituições no brasil conseguem aprovar mais de 50% dos seus estudantes.

Não acredito que exista hoje um filtro claro e objetivo para apontar causas, deficiências e méritos do sistema como um todo. Obviamente existe o ensino medíocre como também existe ensino de qualidade. O Exame de Ordem mostra parte dessa realidade, e não ela como um todo, e o faz em uma proporção difícil de mensurar.

O Selo OAB é uma excelente iniciativa e deve ser aprimorado. Entretanto, da da forma como foi apresentado, comete uma série de injustiças.

No rol de contemplados existem dezenas de instituições que não fazem jus ao reconhecimento.

Dezenas!

Muitas não conseguem sequer aprovar mais de 25% dos seus alunos…

E elas não estão perdendo tempo para se vangloriar desse imerecido reconhecimento.

Para saber mais:

Ranking do Exame de Ordem: as 50 melhores e piores faculdades de Direito do Brasil (IV Exame Unificado)

Ranking do Portal IG (IV Unificado)

OAB divulga os dados estatísticos completos do IV Exame de Ordem Unificado (antes dos recursos) (IV Exame Unificado)

O fracasso do ensino jurídico brasileiro: Desempenho das faculdades no Exame de Ordem é catastrófico (Exame 2010.3)

As dez melhores Instituições de Ensino no Exame de Ordem 2010.1 e 2009.3

Por Maurício Gieseler em 24 novembro 2011 às 09:36

Categoria: Ensino jurídico

Selo OAB: apresentação de Ophir durante entrevista

Curitiba, 23/11/2011 – Eis a apresentação feita hoje (23), em entrevista concedida pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, na XXI Conferência Nacional dos Advogados, ao anunciar os 90 cursos avaliados pela entidade como os de melhor qualidade do País, aos quais foi outorgado o Selo OAB Recomenda:


Ensino de qualidade e responsabilidade social

 

“vende-se o sonho e entrega-se o pesadelo”

(STF, RE 603583)

Criado em 2001, o programa OAB Recomenda, que confere selo de qualidade às Instituições de Ensino Jurídico, chega à sua 4ª edição como uma experiência inovadora e absolutamente necessária, dentre as ações da nossa entidade, com vistas ao aprimoramento do ensino jurídico do país. Njduyea (SIC) sua formulação, foram avaliados e cruzados os resultados disponíveis do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e dos últimos Exames de Ordem Unificados, até se chegar a uma lista que não se presta a servir de ranking, mas sim buscar uma melhor compreensão da realidade e responder às demandas de uma sociedade que aspira direito de acesso ao Brasil futuro.

Seja por sua longeva tradição, como também pelo vasto leque de oportunidades no mercado de trabalho, as carreiras do Direito continuam a atrair um número cada vez maior de estudantes; como conseqüência, mais do que quintuplicou a oferta de cursos nos últimos dez anos, embora essa lógica, infelizmente, não corresponda à qualidade dos mesmos.

É nesse contexto que entra a responsabilidade da Ordem dos Advogados do Brasil, respaldada no preceito legal de “defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de Direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.

O ensino jurídico, por esse prisma, deve ser conduzido como o caminho essencial ao progresso da sociedade, da cidadania e do acesso à Justiça. Sem qualidade, compromete a formação dos futuros operadores do Direito e contribui para o desmerecimento das profissões jurídicas como um todo. Nunca esteve tão viva como hoje a máxima segundo a qual o advogado bem preparado é sinônimo de uma justiça melhor.

Desde a década de 1990, quando a OAB deu os primeiros passos com vistas a adequar o ensino jurídico às novas necessidades da sociedade que emergia à sombra da Constituição de 1988, a eficácia das diretrizes curriculares do  Conselho Federal de Educação vem sendo constantemente reavaliada. Sobretudo diante da facilidade que o modelo vigente oferece para aumentar, em escala espantosa, o número de escolas país afora, sem uma contrapartida fiscalizadora.

Inúmeras vezes a OAB foi voz isolada, denunciando a inobservância, por algumas dessas instituições, das exigências básicas relativas às condições materiais, falta de bibliotecas, de qualificação do corpo docente etc. Em outras ocasiões, refreou-se o furor de autorizações, mas como essa prática nunca cessou completamente, o número atual de cursos jurídicos, ultrapassando a casa do milhar, causa perplexidade e repulsa. Seria motivo de comemoração se, ao lado desse crescimento, verificássemos também investimentos ponderáveis na qualidade. Não é o caso. O fato é que muitas dessas instituições insistem na prática de estelionato educacional e não se esforçam por mudar a situação. Mesmo os bacharéis que conseguem ultrapassar a barreira do Exame de Ordem sofrem dificuldades, decorrentes de uma formação universitária sofrível. Há exceções, claro, mas esse quadro preocupa, em razão de seu alcance.

Para acompanhar as novas demandas sociais, o ensino jurídico precisa inovar, e essa inovação começa reconhecendo as suas deficiências estruturais. Ao mesmo tempo, deve-se proporcionar ao acadêmico, futuro integrante da comunidade jurídica, não apenas conhecimento técnico das leis, mas uma compreensão mais profunda de uma sociedade de valores múltiplos, contrastante, multirracial, de incontáveis credos, mas unida pelo sentimento de solidariedade e de Justiça.

A advocacia, para seu exercício pleno, exige conhecimentos, estudo permanente, leitura diária de doutrina, bem como a obrigatoriedade do acompanhamento dos fatos sociais. Pois a advocacia, além de ser o exercício de aprendizado constante, possui uma missão da qual jamais podemos nos afastar, atrelada à paz social. Não é apenas uma profissão, é também um serviço público relevante.

Portanto, cabe a todos fundamental participação para que o futuro profissional do Direito tenha o seu lugar destacado na administração democrática da Justiça.

Ophir Cavalcante Junior

Presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Fonte: OAB

Por Maurício Gieseler em 23 novembro 2011 às 17:56

Categoria: Análise crítica do Exame, Ensino jurídico

Curso online de revisão através de questões da FGV – VI Exame de Ordem Unificado

O Portal Exame de Ordem está lançando o seu Curso Online de Resolução de Questões.

E por que estudar a resolução de questões da banca FGV?

Porque cada vez mais a 1ª fase do Exame de Ordem se apresenta como a grande barreira para os candidatos.

É inequívoco que a preparação para o Exame não só deve começar mais cedo, com o candidato se preparando com uma antecedência maior, como também deve apresentar variações de abordagem para ajudar o candidato não só a sedimentar o conteúdo até agora estudado como saber aplicá-lo na prática, resolvendo as questões, que por sua vez possuem suas particularidades.

O objetivo do presente curso é revisar o conteúdo para o exame de ordem 2011.3 (VI Unificado) abordando questões anteriores da banca FGV proporcionando ao aluno a revisão de pontos relevantes do conteúdo programático e a familiarização com as provas da Fundação Getúlio Vargas.

Serão gravados 36 encontros, de aproximadamente 02 horas e 30 minutos cada um, com o início das aulas marcado para o dia 03 de novembro de 2011.

PREÇO PROMOCIONAL ATÉ 15/12/2011: R$ 195,36 (cento e noventa e cinco reais e trinta e seis centavos).

Cliquem no link a seguir para mais detalhes sobre o curso – CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES

Confiram as aulas:

Por Maurício Gieseler em 23 novembro 2011 às 14:54

Categoria: Cursos do Portal

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OAB e ministra estudarão incluir tema da igualdade racial no Exame de Ordem

Curitiba (PR), 23/11/2011 – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, firmou hoje (23) com a ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, acordo de cooperação técnica para a implementação de ações conjuntas para assegurar a adesão do Conselho Federal da OAB à campanha da Secretaria denominada “Igualdade Racial é pra Valer”. A assinatura se deu no estande do Conselho Federal da OAB na XXI Conferência Nacional dos Advogados, realizada nesta capital.

Entre as ações previstas no acordo estão a recomendação, pela OAB, da criação de Comissões de Promoção da Igualdade Racial em todas as 27 Seccionais da entidade; o estudo da inclusão do tema igualdade racial no Exame de Ordem; e o desenvolvimento de ações focadas no combate ao racismo para a inserção na grade curricular nos cursos de Direito.

Ophir Cavalcante afirmou que é preciso reconhecer o débito que o Brasil tem para com os afrodescentes. “O Estatuto da Igualdade é uma forma de promover esse resgate e seu cumprimento tem de ser efeitvo no dia-a-dia de todos. A política de cotas raciais, às quais a OAB recentemente manifestou o seu apoio, são uma forma de promover  esse equilíbrio que se perdeu historicamente”, afirmou.

A ministra Luiza Bairros enalteceu o convênio lembrando que é preciso que tenhamos no Brasil operadores do Direito com conhecimento profundo dessa matéria, a fim de manter intactas as conquistas até então obtidas pelos afrodescentes no Brasil. Acompanharam a assinatura do termo o membro honorário vitalício da OAB, Cezar Britto, a presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade do Conselho Federal da OAB, Silvia Nascimento Cerqueira, e o presidente da Seccional da OAB do Paraná, José Lucio Glomb.

Fonte: OAB

Ainda chegará o dia que a prova objetiva do Exame precisará de umas 200 questões a serem respondias em dois dias para acomodar o interesse de todo mundo em incluir mais alguma coisa dentro do seu conteúdo programático.

Não sou contra políticas e ações afirmativas (eu mesmo sou afrodescendente), mas o Exame é uma prova para avaliar aptidão profissional, de natureza eminentemente prática, e não um balaio para se jogar todos os componentes do universo jurídico.

Em 2012 a prova vai mudar, serão acrescidas mais disciplinas, mas é preciso fazê-lo sob ponderações racionais em conformidade com o objetivo da prova tomado em si mesmo.

Se a OAB for atender o pleito de todos os interessados em contemplar seus ramos de interesse na prova, o Exame vai virar uma enciclopédia.

Não basta ele ser o que já é?

Por Maurício Gieseler em 23 novembro 2011 às 14:22

Categoria: Análise crítica do Exame