Marciano, ex-Icasa, passa no Exame da OAB e diz que quer seguir carreira

O atacante Marciano, ex-Icasa e atualmente no Remo, realizou um feito importante em sua carreira de estudante. O jogador de futebol, e também formado em Direito pela Universidade Regional do Cariri (URCA), conseguiu passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em sua primeira tentativa. O jogador se formou em junho do ano passado e se enche de orgulho por passar de primeira vez no exame.

- Foi muito bom conquistar mais essa vitória. Principalmente sabendo que o exame da Ordem é muito difícil. Eu tinha na cabeça que ia conseguir passar na primeira vez. Eu sabia que era difícil, principalmente por eu não ser estudante profissional. Foi muito importante para mim – conta Marciano.

A alegria de mais uma conquista também foi celebrada pela família do atleta.

- Eles ficaram muito felizes, mais do que eu até. Eles acompanharam meu esforço, minha luta diária. Sabiam que isso seria um prêmio enorme para a minha dedicação – afirma.

A dificuldade de conciliar estudos com a profissão sempre foi realidade na vida de Marciano, mas isso nunca foi empecilho para o mais recente ‘doutor’ continuar os estudos. Na primeira fase da prova, Marciano usou o que aprendeu na faculdade para passar. Já na segunda fase, teve que, mais uma vez, equilibrar a carreira de jogador e estudante e fez um curso preparatório online.

- Fiz a prova para conhecer o estilo, acabei passando na primeira fase, como a segunda era subjetiva fiz um curso online para me preparar melhor. Tive que escolher um curso online porque eu não tenho tempo para ir a um presencial. Foi tudo muito rápido, mas eu estava confiante – explicou Marciano.

Em junho do ano de 2011, quando se formou em Direito, Marciano sonhava em ser delegado e seguir os passos de seu pai, que foi delegado, quando se aposentasse. Após passar no exame, os planos não mudaram e, pelo visto, estão cada vez mais perto de se concretizarem.

Com 31 anos, o jogador já pensa na possibilidade de uma aposentadoria e começa a se preparar para fazer concurso público.

- Dizem que até o final do ano abrem concurso para delegado federal. Vai que eu passo e me aposento mais cedo? Quem sabe eu passo de primeira também… – sonha Marciano.

Não para por aí

Mesmo formado e aprovado na OAB, Marciano não parou com os estudos. O jogador já iniciou a sua pós-graduação em Direito Esportivo. Será mais um ano e meio de dedicação e conciliação com o futebol.

- Eu estou fazendo pós-graduação em Direito Esportivo. Os estudos sempre vieram na frente do futebol. Eu fui criado assim. Eu gosto, eu não consigo parar de estudar – afirma.

Futebol 1 x 1 Direito

Para Marciano, é difícil medir qual das duas profissões lhe dá mais alegria. Segundo ele, a paixão pelas duas é a mesma.

- As duas caminham juntas na minha vida. As emoções são diferentes. O futebol tem as emoções de vitórias, de fazer gols, o assédio, carinho das pessoas, é totalmente diferente. Já o Direito tem o prazer de ajudar e trabalhar para a sociedade. É mais individual o trabalho, mas os dois são bons – finaliza Marciano.

Fonte: Globo Esporte

Muito legal a história do Marciano! Bacana também o uso de um curso online por ele para conseguir conciliar carreira e estudos: é a melhor fórmula para quem não tem tempo para estudar!

Todos nós, em maior ou menor grau, encontramos obstáculos em nossas vidas, barreiras, tribulações e, eventualmente, nesse trajeto, colhemos fracassos.

Pequenos ou grandes fracassos, em maior ou menor intensidade, mas sempre colhemos alguns.

A chave é projetar o foco no que efetivamente interessa e conseguir importantes vitórias.

Vitórias relevantes!

Passar em um vestibular é uma. Passar no Exame de Ordem, independente do número de tentativas, é outra: vocês só vão precisar de uma aprovação! Passar em um concurso é outra: emprego estável pelo resto da carreira.

Os fracassos, as dificuldades, aparecerão sempre, mas tornam-se pálidos e logo vão para o esquecimento diante das vitórias certas.

Das vitórias certas!

E independente das dificuldades, é possível vencer.

Taí a história do Marciano como exemplo.

E pode ser creditada a dois pontos essenciais: um sonho e muita força de vontade.

Parabéns!

Por Maurício Gieseler em 29 fevereiro 2012 às 16:13

Categoria: Motivacional

Montando o esqueleto da prova subjetiva da OAB

Em um passado não muito distante, os candidatos aprovados na segunda fase do Exame de Ordem tinham tempo para fazer o rascunho da prova e depois passar a limpo direitinho na folha de resposta.

Aliás, nesse tempo era possível inclusive consultar a doutrina e a jurisprudência durante a prova.

Eram tempos dourados e os candidatos não sabiam.

Hoje a história é outra: o candidato tem de pensar e escrever freneticamente para dar conta de todo o conteúdo.

É bem verdade que na última prova subjetiva não foi assim, mas nas provas dos Exames 201o.3 e 2010.2 a história foi dramática.

Muitos examinandos não conseguiram terminar a prova dentro das 5 horas disponibilizadas, dado o grande volume de informações a serem trabalhadas.

Não foram provas difíceis sob o ponto de vista técnico, mas sim extensas, cansativas. No V Exame Unificado as provas foram mais difíceis do que extensas. Tenho a impressão que se não fosse o problema das erratas o percentual de reprovação teria sido maior, pois a OAB, efetivamente (apesar dos pesares) aliviou a mão nas correções.

Mas montar um esqueleto para a prova não é só em função de substituir o hoje inexequível rascunho: o esqueleto pode assumir o importante papel de mapa, um passo-a-passo na prova.

O real papel do esqueleto é o de sistematizar os esforços do candidato, otimizando o tempo e dando segurança.

Um esqueleto bem concatenado dá muita tranquilidade ao candidato. Pode-se dizer inclusive que o real esforço intelectual estaria concentrado na construção do esqueleto. Depois, redigir a prova seria apenas um trabalho braçal decorrente do núcleo delimitado nesse rascunho da petição.

Como então montá-lo?

O papel do esqueleto é o de sistematizar, logo, o candidato tem de saber no que consiste a sua prova.

1 – Definindo a peça

A peça é o crânio da prova, a parte mais importante de tudo. Se o candidato erra a peça inevitavelmente reprovará.

Leia sua prova com calma, e determine qual a solução processual adequada: É uma inicial? Um recurso?

Ao definir a peça adequada, escreva na FOLHA DE RASCUNHO o nome da peça:

Peça cabível: Recurso X

Mas não basta só elencar a peça, seria simples demais e praticamente inútil como esqueleto. Delimite também os demais elementos constitutivos da qualificação da peça de forma a tornar a compreensão do todo bem clara:

Peça cabível: Recurso X

Juízo A Quo: Juízo da Vara W

Juízo Ad Quem: Tribunal Regional da Y Região

Recorrente: Fulano

Recorrido: Ciclano

Fundamento legal da peça : Art. 123 da CF c/c Art. 321 do Lei Z

Folha interposição de recurso endereçada ao juiz da causa? sim!

Escolhi deliberadamente acima uma estrutura de esqueleto referente ao um recurso. Vocês podem observar que a essência da peça foi delimitada, determinando a existência da folha de interposição do recurso, a competência, juízo a quo e ad quem, parte, fundamentos legais (declinar os fundamentos legais da peça é parte ESSENCIAL da prova. Sempre, sempre, sempre fundamentem com os dispositivos legais pertinentes) e, ao fim, a existência ou não da folha de interposição.

Vejam que na construção do esqueleto quase todo trabalho de pesquisa no vade mecum e de compreensão da problemática é realizado. Escrever na prova transforma-se quase que em um trabalho braçal.

Ao visualizar a estrutura da peça o candidato pode perceber com mais nitidez se falta algum detalhe ou informação pertinente. Isso é de extrema relevância: não deixar passar nada!

Mas a petição não é só feita de um “crânio” e sim do Direito Material controverso, a própria essência da petição.

Evidentemente, a estruturação dos tópicos da petição dependem do problema e de suas nuances: existem preliminares? Quantos tópicos controversos estão sendo exigidos na peça?

2 – Delimitando os tópicos

Essas são as duas principais perguntas a serem respondidas. De toda forma, pode-se apresentar um “modelo” de esqueleto para essa etapa da prova. Vamos conferir:

Tópico 1: Preliminar Q

Tese a ser combatida: Um tapa na cara não gera direito a indenização por danos morais (ao descrever a tese a ser combatida seja ultra, hiper, mega sucinto. É só uma orientação para si mesmo, nada além disso)

Fundamentos contra a tese a ser combatida: Art. 123 da Lei C, art. 321 da Lei U e Art. 231 da Lei Y + Súmula 123 do STF.

Conclusão: pelo provimento do recurso

Tópico 2: mérito – danos materiais

Tese a ser combatida: Danos decorrentes da colisão de veículo decorrem de culpa concorrente

Fundamentos contra a tese a ser combatida: Art. 123 da Lei S, art. 321 da Lei E + Súmula 321 do STJ.

Conclusão: pelo provimento do recurso

Observem alguns detalhes interessantes:

Os tópicos são divididos em 3 partes (tese a ser combatida, fundamentos contra a tese a ser combatida e conclusão). De um modo geral, cada tópico a ser trabalhado na prova pode ser construído em 3 parágrafos.

O primeiro (tese a ser combatida) carrega um pequeno resumo do ponto do enunciado referente ao tema. É a descrição da decisão a ser combatida.

O segundo é a SUA visão, como advogado, do que efetivamente deve ser, contendo as razões para a reforma do ponto de vista a ser combatido (no caso em tela, do juiz) e, o mais importante, os fundamentos legais e jurisprudenciais que justificam e embasam a reforma do decidido pelo juiz da causa.

Se o juiz disse “A”, tal como você mostrou no 1º parágrafo,  no segundo você vai dizer “Não A” declinando as razões legais para o ”Não A”.

No terceiro parágrafo você reforça os argumentos do segundo parágrafo (apenas de leve) e requer a reforma da decisão do juízo a quo naquele tópico em específico.

Esse é um método de construção lógica do raciocínio que funciona perfeitamente dentro do Exame de Ordem. As ideias são dispostas de forma segmentada, sequencial e com clareza, sem firulas, enrolações e mistérios.

Vejam o problema e o espelho da prova de Direito Empresarial do V Unificado:

Percebem como o espelho da prova, em si mesmo, é um mapa? Estruturado, sequencial e lógico. Não é nem um pouco difícil projetá-lo mentalmente durante a realização da prova e, montando o esqueleto, apreender a sua possível futura estrutura.

Fica fácil para quem lê entender a linearidade e consistência do raciocínio do candidato ao se criar um esqueleto projetando o padrão do espelho. Ser compreendido pelo corretor da prova é tudo o que vocês podem querer na hora de serem corrigidos.

Construir o esqueleto dessa forma poupa tempo na hora de redigir de fato a petição. O candidato visualiza o todo e seus detalhes com mais clareza, consegue perceber eventuais falhas de raciocínio na hora da redação, e, acima de tudo, poupa tempo e reduz as margens para equívocos.

Cria-se um mapa a ser seguido, com segurança, sem atropelos e, principalmente, sem lapsos:

Por fim, o candidato, para completar o esqueleto, precisa fazer o seu pedido, e ele precisa ser completo, detalhando os pontos de Direito Material declinados no corpo da peça, pedindo o conhecimento e provimento dos tópicos, a intimação do recorrido e do MP (se for o caso).

Lembre-se: o esqueleto deve ser sempre sucinto, pois sua função é a de orientar o candidato. O esqueleto serve para organizar e detalhes os pontos importantes, só isso. Outros elementos da prova serão escritos na hora do candidato efetivamente escrever sua peça.

Colocar TODOS os detalhes nele representará uma imensa perda de tempo. Não é esse o objetivo…

3 – Considerações finais

Toda e qualquer metodologia a ser utilizada na hora da prova deve e precisa ser antes treinada. Deixar para fazer um esqueleto eficiente só na hora da prova pode dar um trabalho desnecessário ao candidato, tomando-lhe um tempo precioso.

O uso do esqueleto não é obrigatório e muito menos imprescindível. Fazendo um teste antes o candidato pode avaliar se compensa ou não adotar um para sua prova.

Aliás, não existe um modelo certo para elaborá-lo: cada candidato pode e deve fazer ao seu estilo, se assim achar adequado. O importante, de toda forma, é fazê-lo de forma sintética, com as informações relevantes e com uma boa celeridade, computando aí o tempo para a leitura do problema, a pesquisa das leis e da jurisprudência no vade mecum e o tempo para sua construção em si mesmo.

Para mim, um esqueleto construído com inteligência é muito útil: organiza a visão geral da petição e concentra grande parte da pesquisa e trabalho intelectual, tornando tudo bem claro na hora de redigir de fato a peça.

Por Maurício Gieseler em 29 fevereiro 2012 às 13:50

Categoria: Como se preparar para a prova

Promoção da nova versão do sistema Tuctor

Em função do lançamento da Nova Versão do Sistema Tuctor, quem se cadastrar no sistema até o dia 04 de março (próxima segunda-feira) será presenteado com uma nova licença premium bimestral.

Simples assim! É só se cadastrar de GRAÇA!

Para aqueles que já tiveram a licença expirada, inclusive na versão degustação, trata-se de oportunidade para conhecer a nova versão do sistema.

Vale lembrar que os alunos do Portal, inscritos no Curso Preparatório de Alto Rendimento, ganham uma conta inteiramente customizada, com seu programa voltado exatamente para o Exame da OAB.

Para quem não conhece, o Tuctor consiste em solução tecnológica voltada à implementação de metodologia própria e inédita, construída a partir de bases conceituais e fundamentos, para viabilizar a montagem e execução do plano de estudos.

Assim, proporciona a execução do planejamento estabelecido com monitoramento e controle, por meio de um conjunto de funcionalidades, bem como indicadores de metas e metas de desempenho.

Uma das principais preocupações desta nova versão consiste no aperfeiçoamento da usabilidade e navegação, inclusive a partir de sugestões, críticas construtivas e solicitações dos usuários do sistema.

Avise seus amigos para que não percam esta oportunidade!

Para se cadastrar e para obter maiores informações sobre esta promoção CLIQUE NESTE LINK.

Por Maurício Gieseler em 29 fevereiro 2012 às 11:27

Categoria: Tuctor

Comentários desativados

Íntegra da prova objetiva da OAB aplicada em Duque de Caxias

A leitora Paloma gentilmente enviou fotos da prova objetiva aplicada em Duque de Caxias no último final de semana. Como a curiosidade sobre ela é grande a a FGV ainda não a publicou no site do Exame, publico aqui o material que consegui.

Lembrando que o resultado preliminar já foi publicado e o prazo recursal está aberto:

Resultado Preliminar – Prova Objetiva (1ª fase) – Examinandos de Duque de Caxias/RJ

Interposição de Recursos – Resultado Preliminar (1ª fase) – Examinandos de Duque de Caxias/RJ

Gabarito Preliminar da Prova Objetiva (1ª fase) – Examinandos de Duque de Caxias/RJ

Segue a prova:

Por Maurício Gieseler em 29 fevereiro 2012 às 10:33

Categoria: Provas anteriores

Chancela oficial ao “#paçei”

O presidente do Conselho Federal da OAB, Dr. Ophir Cavalcante, reforçou sua chancela ao famoso “#paçei“:

Esperamos então que todos os bacharéis conquistem o direito a tuitar com muita alegria o #paçei!

O deputado federal Tiririca não poderia ficar mais orgulhoso!

Estamos torcendo por todos vocês!

Amém!

Por Maurício Gieseler em 29 fevereiro 2012 às 08:53

Categoria: Humor

Menos de um mês para a prova da 2ª fase da OAB: perspectivas sobre sua aplicação

Faltam exatamente 28 dias para a próxima prova subjetiva da OAB. Ainda é um lapso temporal razoável para se iniciar os estudos, isso em especial para os candidatos de Duque de Caxias e aqueles que estão no aguardo das anulações.

E, claro, este último mês já se apresenta como uma reta final para os candidatos aprovados desde o dia 05 de fevereiro.

Há tempo, mas seu fim já é visível no horizonte.

De toda forma, temos uma expectativa em relação ao grau de dificuldade da próxima prova subjetiva:

Percentual de aprovados na 1ª fase do VI Exame da OAB foi de aproximadamente 35%

Não imagino uma prova tão complicada como a última e nem nenhum mamão-com-açúcar. A prova exigirá bastante dos candidatos sem apelar para questões muito complexas.

O ponto é: o quão difícil a prova será e de que forma será implementado seu grau de dificuldade? E, claro, como enfrentar esse desafio?

Existem três formas possíveis para a FGV aumentar o grau de dificuldade da prova:

1 – Aumento na complexidade dos temas jurídicos;

2 – Provas demasiadamente extensas;

3 - Peças inusitadas.

Vamos analisar uma por uma e tentar projetar soluções para mitigar os problemas a serem apresentados:

1 – Aumento na complexidade dos temas

A primeira forma para tornar a prova mais complexa seria tornando os enunciados mais complexos, com questões que exijam um conhecimento mais profundo por parte dos candidatos. Seria a pior forma de tornar a prova mais complexa, mas é muito provável que não seja implementada pela FGV. Essa percepção decorre de três fatores:

a) a prova é prático-profissional, voltada pra a solução de um problema em concreto. Não há margens para digressões doutrinárias;

b) as soluções processuais ou de Direito Material sempre estão nos códigos;

c) o conteúdo programático está delimitado no edital. A própria natureza da prova subjetiva (análise de situações em concreto) afasta um aumento no grau de complexidade da prova. Essa percepção é reforçada pela forma como a OAB já tratou de situações idênticas em provas anteriores.

E aqui as referências iniciais são os Exames 2009.2, 2010.2 e 2010.3. Essas três edições do Exame de Ordem foram virtualmente idênticas: muitos aprovados na 1ª fase e provas da 2ª fase problemáticas, mas sem incorrer no aumento de complexidade das questões jurídicas apresentadas.

Entretanto, a última prova, a do V Exame, apresentou abordagens mais conceituais, ou doutrinárias ou jurisprudenciais em boa parte das disciplinas, exigindo maiores conhecimentos dos candidatos. Foi a primeira vez que isso aconteceu.

Uma abordagem nesse sentido pode ser visualizada no 2º exemplo da postagem Aprendendo a buscar as informações no Vade Mecum durante a prova da OAB . Em uma questão de Direito a banca, no padrão de resposta, exigiu uma digressão sobre a jurisprudência do caso sob a ótica do STF, algo que inclusive foge da mera abordagem situação problema / resposta prática.

Isso se estendeu nas demais provas e é um grande complicador para os candidatos. Entretanto, como a perspectiva não é de uma prova tão difícil quanto a anterior, talvez a FGV não se utilize dessa sistemática na 2ª fase.

No máximo, imaginando aqui a ocorrência dessa possibilidade, a FGV poderá apresentar problemas práticos não muito ortodoxos ou não muito utilizados em provas anteriores, visando demandar uma maior atenção dos candidatos.

2 – Provas demasiadamente extensas 

Nos Exames 2010.2 e 2010.3 essa foi a alternativa encontrada pela FGV para reprovar muitos candidatos, em especial nas provas de Direito do Trabalho e Penal. Os candidatos nestes exames reclamaram que não tiveram tempo de simplesmente terminar a prova. Ou a peça prática saiu prejudicada ou as questões foram sacrificadas.

Além desse prejuízo, também a qualidade da redação, em função da pressa em resolver a prova e o volume de conteúdo a ser trabalhado, acaba sendo prejudicada, contribuindo para elevar o número de candidatos reprovados.

Não creio também, agora, que isso ocorra, mas os candidatos devem estar prontos para esse possibilidade. Como lidar com ela?

A resposta a essa pergunta não é fácil, pois volume de informações a serem trabalhadas e a simples gestão do tempo não são resolvidos com macetes, dicas ou esquemas. Mas algumas sugestões podem ser feitas para mitigar o impacto do desafio:

a) eliminar o fator surpresa

Vocês devem ir para a prova já esperando encontrar enunciados extensos. Projetar essa perspectiva elimina o fator surpresa e eventual perplexidade com uma prova muito grande.

b) não perder tempo

Tente identificar, de plano, qual a solução processual adequada, qual a peça que serve de resposta para a peça prático-processual. Mais da metade da ansiedade será dispersada com isso.

Identificou a peça? Comece a fazer o esqueleto da prova. Nele você vai declinar todos os fundamentos jurídicos da peça e das questões. É o momento do investimento intelectual mais intenso. Feito o esqueleto, o candidato terá a perfeita noção do tamanho da prova e poderá avaliar por cima quanto tempo gastará para fazer tudo.

c) ser objetivo

Trabalhe como se fosse um robozinho. Siga um planejamento pré-determinado (escreverei sobre isso até quarta-feira) e não pare para pensar em mais nada. Mantenha a concentração durante toda a prova e o tempo vai, certamente, render mais.

3 - Peças inusitadas

No Exame de Ordem 2009.2 o CESPE, então organizador do Exame, cobrou na prova de Direito do Trabalho como solução processual uma ação de consignação em pagamento, inovando na peça e fugindo do binômio reclamatória/contestação.

Entretanto, dada a falha na concepção da redação, a maioria dos candidatos fez um inquérito judicial para apuração de falta grave.

Foi um guerra! A OAB chegou inclusive a reconsiderar e recorrigir as provas, para mitigar o imenso volume de reclamações.

Daí em diante o CESPE, e  depois a FGV, não mais inventaram em termos de peças, apenas dificultando em uma ou outra ocasião em algumas provas em específico.

Em princípio essa lógica será mantida: nada de inusitado será cobrado.

Torço para a FGV não fazer isso. Se fizer, a possibilidade de dar algum problema cresce, e muito.

Claro! É impossível fazer uma previsão do que efetivamente poderá ser exigido. Jogar nesse campo é brincar com a futurologia, mas ao menos os candidatos podem dar uma olhadinha no histórico de peças já cobradas em exames passados:

V Exame de Ordem Unificado – FGV

Direito Administrativo – Mandado de Segurança contra ato do Governador

Direito Civil – Cautelar preparatória com pedido de concessão de medida liminar ou ação de conhecimento com pedido de concessão dos efeitos da tutela

Direito Constitucional – Ação Ordinária com pedido de tutela antecipada ou mandado de segurança com pedido de liminar (são duas repostas por conta de uma falha grotesca no enunciado e muitas reclamações dos candidatos)

Direito Empresarial – Réplica (A réplica sequer estava prevista no edital. Após uma boa polêmica, agora está)

Direito Penal – Apelação, com fundamento no Art. 593, I, do CPP.

Direito do Trabalho – Contestação

Direito Tributário – Ação de consignação em pagamento com previsão no Art. 164, I, do CTN.

IV Exame de Ordem Unificado – FGV

Direito Administrativo – Ação de Responsabilidade Civil / Ação Indenizatória pelo rito ordinário em face da União Federal

Direito Civil – Petição Inicial de Alimentos com pedido de fixação initio litis de Alimentos Provisórios

Direito Constitucional – Recurso ordinário em mandado de segurança (CF, Art. 105, II, b) de competência do STJ

Direito Empresarial – Petição Inicial relativa à ação de execução

Direito Penal – Apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal

Direito do Trabalho – Contestação

Direito Tributário – Cabível o mandado de segurança com pedido de liminar, ante o abuso de poder da autoridade coatora. Cabível igualmente ação anulatória com pedido de antecipação de tutela.

2010.3 (FGV)

Direito Administrativo – Peça Contestatória (artigo 17, §9º, da Lei 8.429/92)

Direito Civil – Petição Inicial direcionada para o Juízo Cível.

Direito Constitucional – Habeas-data

Direito Empresarial – Habilitação de Crédito Retardatária, Artigo 9º e § 4º do artigo 10 – Lei 11.101/2005, procuração, CPC e estatuto da OAB.

Direito Penal – Recurso em Sentido Estrito, na forma do art. 581, IV, do Código de Processo Penal

Direito do Trabalho – Recurso Ordinário

Direito Tributário – Embargos à Execução Fiscal

2010.2 (FGV)

Direito Administrativo – Petição Inicial de Ação Ordinária de Indenização por danos morais e materiais contra o município

Direito Civil– Apelação

Direito Constitucional – Mandado de Segurança com pedido liminar

Direito Empresarial – Petição inicial de ação ordinária, com fundamento no artigo 1.013, § 2º do Código Civil

Direito Penal – Resposta à Acusação, artigos 396 e/ou 396-A ou “Defesa Previa”, “Defesa Preliminar” e “Resposta Preliminar” fundamentadas nos artigos 396 e/ou 396-A

Direito do Trabalho – Contestação

Direito Tributário – Embargos à Execução Fiscal

2010.1 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Mandado de Segurança com pedido liminar

Direito Civil – Réplica

Direito Constitucional – Mandado de Segurança Coletivo com pedido liminar

Direito Empresarial – Ação Renovatória de locação

Direito Penal – Memoriais ao juiz do tribunal do júri

Direito do Trabalho – Contestação

Direito Tributário – Ação Declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária cumulada com Ação de Repetição de Indébito e pedido de antecipação de tutela

2009.3 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Impetração de mandado de segurança junto ao Superior Tribunal de Justiça ou Ajuizamento de ação sob o rito ordinário com pedido de tutela antecipada perante a justiça federal

Direito Civil – Apelação

Direito Constitucional – Ação popular com pedido liminar

Direito Empresarial – Embargos de terceiros

Direito Penal – Queixa-Crime

Direito do Trabalho – Reclamação trabalhista sob o rito ordinário

Direito Tributário – Opção 1: Impetração de Mandado de Segurança endereçado à Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo

Opção 2: Ajuizamento de ação ordinária com pedido de tutela antecipada endereçado à Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo

2009.2 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Apelação

Direito Civil – Apelação

Direito Constitucional – Ação popular com pedido liminar

Direito Empresarial – Ação revocatória

Direito Penal – Memoriais

Direito do Trabalho – Opção 1: Ação de consignação em pagamento endereçada ao juiz do trabalho

Opção 2: Reclamação Trabalhista cumulada com pedido de consignação em pagamento

Direito Tributário – Ação anulatória de lançamento tributário

2009.1 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Mandado de Segurança com pedido de liminar impetrado no STF

Direito Civil – Apelação

Direito Constitucional – Mandado de Segurança com pedido liminar

Direito Empresarial – Ação monitória

Direito Penal – Recurso em sentido estrito

Direito do Trabalho – Recurso Ordinário

Direito Tributário – Ação de repetição de indébito cumulada com Ação Declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária

2008.3 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Recurso Ordinário em Mandado de Segurança

Direito Civil – Apelação

Direito Constitucional – Mandado de Injunção

Direito Empresarial – Réplica à Contestação

Direito Penal – Resposta à Acusação

Direito do Trabalho – Reclamação Trabalhista cumulada com pedido de Indenização por Danos Morais

Direito Tributário – Ação anulatória de lançamento tributário com pedido de tutela antecipada

2008.2 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo –Ação de anulação de ato administrativo cumulada com obrigação de fazer e com pedido de antecipação de tutela

Direito Civil – Ação de indenização por danos morais e materiais cumulada com ação de alimentos pelo rito ordinário

Direito Constitucional – Ação Direta de Inconstitucionalidade

Direito Empresarial – Agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo

Direito Penal – Apelação

Direito do Trabalho – Contestação

Direito Tributário – Ação Declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária com pedido de tutela antecipada

2008.1 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Habeas Data

Direito Civil – Ação de investigação de paternidade cumulada com pedido liminar de alimentos provisionais

Direito Constitucional – Mandado de Segurança

Direito Empresarial – Ação cautelar inominada de sustação de protesto com pedido de liminar

Direito Penal – Memoriais

Direito do Trabalho – Contestação

Direito Tributário – Ação Declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária cumulada com repetição de indébito e com pedido de tutela antecipada

2007.3 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Mandado de segurança com pedido de liminar

Direito Civil – Ação de Indenização por Dano Material

Direito Constitucional – Reclamação Constitucional  com pedido liminar

Direito Empresarial – Contestação

Direito Penal – Memoriais

Direito do Trabalho – Contestação

Direito Tributário – Contestação

2007.2 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Ação popular

Direito Civil – Ação de reconhecimento e dissolução de sociedade de fato e partilha de bens

Direito Constitucional – Mandado de Segurança preventivo coletivo

Direito Empresarial – Ação de dissolução de sociedade

Direito Penal – Recurso de Apelação

Direito do Trabalho – Reclamação trabalhista

Direito Tributário – Ação Declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária cumulada com repetição de indébito

2007.1 (Cespe/UnB)

Direito Administrativo – Ação de indenização por desapropriação indireta

Direito Civil – Ação de cobrança de encargos condominiais e acessórios

Direito Constitucional – Habeas Corpus

Direito Empresarial – Ação condenatória de obrigação de não fazer cumulada com perdas e danos

Direito Penal – Recurso Ordinário Constitucional

Direito do Trabalho – Contestação

Direito Tributário – Ação Declaratória de inexistência de relação jurídico-tributária cumulada com repetição de indébito

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Aqui eu deixo uma dica interessante.

A FGV fica no Rio de Janeiro. E se fica lá, pode ser que os examinadores “inspirem-se” em provas passadas daquela seccional. Na minha cabeça isso faz sentido. Não custa nada dar uma olhadinha nas provas antigas e ver o que já foi cobrado por aquelas bandas:

Provas antigas da OAB/RJ

Claro! Vocês não precisam resolvê-las! Apenas dar uma conferida nas provas para evitar maiores surpresas.

Não deixem de olhar no edital o conteúdo programático para a 2ª fase – EDITAL VI EXAME UNIFICADO

O edital é a fonte da prova e é de lá que sairá a peça a ser exigida.

Por Maurício Gieseler em 28 fevereiro 2012 às 11:34

Categoria: Como se preparar para a prova

Leitura Dinâmica e Velocidade do Estudo: Ficção ou Realidade?

Segue um texto do professor Rogério Neiva sobre a eficácia de leitura dinâmica. Ele, deliberadamente, não dá uma resposta a pergunta contida no título, mas eu dou: é ficção.

Há uma tecla que precisa ser batida e rebatida continuamente: Não existem técnicas milagrosas de estudo! Não existem fórmulas mágicas para “incrementar” a capacidade cognitiva.

O texto abaixo serve, exatamente, para quebrar parte de uma mistificação vendida por aí como se fosse verdade insofismável.

Confiram:

Leitura Dinâmica e Velocidade do Estudo: Ficção ou Realidade?

Vale a pena utilizar a leitura dinâmica nos estudos para concursos públicos e exames? Vale a pena investir na compreensão e domínio desta forma de leitura? Qual a eficácia e o custo-benefício? É eficiente?

O objetivo do presente texto consiste em na apresentação de algumas considerações e ponderações sobre a leitura dinâmica, bem como sobre a conveniência ou não de sua aplicação aos estudos para concursos públicos e exames.

Primeiramente, registro que faz um bom tempo que venho refletindo e pesquisando o tema, bem como avaliando a pertinência de escrever sobre o assunto, expondo as considerações que serão tratadas no texto, por considerar delicado e polêmico. E saliento desde já que, como em relação a todos os outros temas trabalhados, que a intenção não é apresentar verdades absolutas e universais, mas apenas e tão somente, de forma humilde, tecer ponderações e provocar reflexões, para que, a partir daí, cada um tire as suas próprias conclusões, considerando sua realidade e particularidades.

Por outro lado, também há uma intenção de alerta, principalmente considerando que neste universo da preparação para concursos públicos e exames existem “especialistas” (sem especialização) e soluções aparentemente milagrosas, com credibilidade duvidosa, principalmente diante da falta de fundamentos e cientificidade.

Todos passamos atualmente pela angústia, por vezes desesperadora, relacionada ao tempo.Estamos sempre em busca do aumento na velocidade de leitura. Principalmente considerando que vivemos a era da velocidade, na qual tudo deve ser rápido, fácil, ir direto ao ponto, ser pouco oneroso e, de preferência, grátis. Não apenas em termos financeiros, mas inclusive em termos cognitivos.

No caso da preparação para concursos públicos esta angústia é ainda maior. Inclusive, mesmo tendo superado tal etapa, nunca deixei de viver essa angústia. Sempre que estou cumprindo a minha rotina de estudos, até hoje, tenho a sensação de que gostaria de ser mais rápido, para poder consumir cognitivamente mais. A fome de conhecimento é insaciável!

Porém, quando me preparava para concursos públicos o problema era maior. Todos os diastinha vontade de ser uma máquina cognitiva para estudar tudo muito rapidamente, de modo a poder avançar ainda mais no edital e nas fontes de estudo. Se havia uma prova marcada o desespero aumentava!

Se você passa por isto e se identifica com o que estou dizendo, saiba que sei exatamente o que sente, pois vivi – e de certa forma ainda vivo, intensamente estas sensações.

Portanto, é ponto pacífico que queremos aumentar nossa velocidade de leitura e estudo em geral.

Daí, quando aparece uma solução que vem atender este legítimo e natural anseio, estamos de braços abertos e com total receptividade para abarcá-la.

É nesse contexto que precisamos avaliar e refletir sobre a leitura dinâmica, bem como sobrequalquer outro recurso ou solução que prometa o aumento da nossa capacidade de leitura e cognição.

Muito bem, inicialmente, precisamos partir do conceito de leitura, na sua concepção tradicional. Conceitualmente, segundo o neuropsicólogo português Vitor da Fonseca, a leitura“… implica em processar letras que têm categorizações fonológicas específicas para serem decodificadas e compreendidasDe um processo de captação visual, o cérebro tem em seguida de categorizar formas de letra com sons, por meio de processos auditivos complexos a fim de inferir significações cognitivas contidas em palavras que compõe um texto” (Cognição, Neuropsicologia e Aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 153).

Adotando uma abordagem mais ampla, conforme sustenta a professora espanhola e psicóloga educacional Isabel Solé, em obra específica sobre estratégias de leitura, há três modelos para a compreensão do processo de leitura, os quais correspondem ao ascendente (bottom up), descendente (top down) e interativo (Estratégias de Leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998, p. 22).

No modelo ascendente ocorre uma decodificação de cada parte do texto, ou seja, letras e palavras, partindo das partes passa-se à compreensão do todo. No modelo descendenteas partes e a decodificação perdem importância, diante da preocupação exclusiva com a compreensão do todo. Já no modelo interativo, ostentando caráter misto, existe a preocupação em compreender o todo, sem deixar de ter importância a decodificação.

É exatamente no modelo descendente puro que se situa as estratégias de leitura dinâmica.

Outro conceito importante para a compreensão do processo de leitura consiste na idéia dasrotas de leitura.

Teoricamente, existem duas possíveis rotas de leitura, quais sejam, a rota fonológica e a rota lexicalNa primeira (fonológica), após a captação visual das letras e palavras há uma conversão sonoro-mental de sílaba por sílaba ou letra por letra, para depois avançar a decodificação. Na rota léxica, do contato visual da palavra já se passa à decodificação, sem se importar com as letras. (ASSENCIO, Vicente J Ferreira. O que todo professor precisa saber sobre Neurologia. São José dos Campos: Pulso, 2005, p. 46).

Quando vemos a frase “o sbão etsá mituo pqno” e lemos como “o sabão está muito pequeno”, estamos utilizando a rota lexical.

Também no caso da leitura dinâmica há uma prevalência de uso da rota lexical.

Em termos lingüísticos, as letras são unidades que vão compor palavras, sendo que as palavras são unidades de significados que vão compor textos. Assim, as referidas unidades somente podem fazer sentido quando agrupadas.

Com a leitura dinâmica procura-se adotar uma lógica seletivo-excludente quanto aos códigos-letras que formam as palavras e as palavras que formam o texto.

Neste sentido, considero que tal sistemática, quanto ao presente aspecto, pode gerar um risco de comprometimento do contato consciente com letras e palavras importantes. Um exemplo no caso de matérias jurídicas seria trocar remissão por remição ou mandato por mandado.

Mas diante dos mencionados esclarecimentos e considerações, a grande pergunta que continua sem resposta é: vale a pena?

Bem, como já esclarecido, não darei esta resposta. É você deve encontrar a sua própria resposta a partir dos elementos trabalhados.

Uma primeira questão relevante a merecer consideração e reflexão crítica consiste na tese de que a velocidade do movimento lateral dos olhos determina o aumento da velocidade da leituraMinha aposta é de que esta hipótese não se confirma. Não acredito na existência de fundamentos que indiquem a verdade quanto a isto.

O primeiro fundamento é de que, na realidade, não lemos com os olhos. A retina apenas capta a imagem. Lemos, na verdade, com uma parte funcional do cérebro chamada córtex do processamento visual. E nesta atividade também há algum envolvimento do córtex auditivo. Tudo isto fica localizado, em termos de estrutura anatômica, no lobo ociptal.

Daí porque alguns neurocientistas costumam afirmar que lemos muito mais com o lobo ocipital do que com os olhos.

Outro fundamento, quanto à não confirmação da hipótese de que a velocidade de movimentação dos olhos determina a velocidade da leitura, seria considerar que, caso fosse verdade, os portadores de dislexia poderiam resolver o problema treinando a movimentação dos olhos. A dislexia consiste num distúrbio de aprendizagem, correspondendo à incapacidade de decodificação de letras. Para entender um pouco mais sobre este drama, sugiro o espetacular filme indiano denominado “Como Estrelas na Terra” (clique aqui para mais informações sobre o filme, que vale muito a pena assistir).

Mas resumindo, entendo que não há fundamento para sustentar que a velocidade dos olhos não se confunde com velocidade de decodificação de palavras.

Exatamente nesta direção, corroborando a referida tese, conforme sustentam os psicólogos cognitivos Michael W. Eysenck e Mark T. Keane, em tratado de psicologia cognitiva, “…temos a impressão de que os nossos olhos se movem suavemente através da página enquanto lemos, mas a impressão é um tanto equivocada…”. (Psicologia Cognitiva. : Artes Médicas, p. 272).

A tese dos referidos autores serve de fundamento para a minha principal suspeita ou hipótese quanto à velocidade da leitura: considerando o fenômeno da plasticidade, quanto mais estudamos e lemos, mais naturalmente aumentamos nossa velocidade. A plasticidade envolve a idéia de que quanto mais demandamos nossas atividades cognitivas e cerebrais, mais temos capacidade de dar respostas.

O que quero dizer com isto é que, mesmo sem a incorporação de técnicas classificadas como de leitura dinâmica, aquele que se mantém empenhado e disciplinado nos estudos, naturalmente, aumentará cada vez mais a velocidade de leitura. Isto em termos neurofisiológicos.

Por outro lado, quanto mais estudamos, mais aumentamos o universo de informações intelectualmente apropriadas e o nosso universo semântico, o que tende a facilitar a apropriação de novas informações relacionadas. Trata-se do que venho chamando defenômeno da “Aprendizagem em PG (progressão geométrica)”. E fundamentos para isto existem de sobra.

Basta pensar no modelo de aprendizagem segundo Jean Piaget, para quem este processo ocorre por meio da assimilação (checagem da relação entre o conhecimento novo e o já disponível) e da acomodação (apropriação do novo). Por outro lado, adotando as construções de Alexander Luria, clássico neuropsicólogo russo, quando estudamos um novo conhecimento relacionado ao que já sabemos ocorre o fenômeno do encurtamento da rota cognitiva, quanto à percepção e captura da informação.

Isto também resulta em aumento da velocidade de leitura.

Portanto, esta pretendida condição tende a aparecer de forma natural. Por outro lado, existem limites a serem respeitados.

Na realidade, o que estou a sustentar é que toda leitura é dinâmica. E este caráter dinâmico aumenta na medida em que avançamos em determinado objeto de conhecimento.

Por exemplo, a minha leitura de textos sobre Direito ou Processo do Trabalho é mais dinâmica que de textos sobre Direito e Processo Penal. Da mesma forma, a minha leitura sobre textos de psicologia cognitiva e neurociência é mais dinâmica que de textos de psicanálise (mesmo tendo simpatia pelo tema, não tive condições de investir muitos estudos nas construções de origem freudiana). Ainda no mesmo sentido, os textos que leio sobre gerenciamento de projetos e finanças tendem a contar com um dinamismo maior que os textos sobre outras áreas da gestão, dada a formação que tenho também na referida área.

E exatamente neste sentido, os psicólogos cognitivos antes mencionados (Michael W. Eysenck e Mark T. Keane), ao tratarem da velocidade da leitura, colocam que “…o tempo de fixação em uma palavra é afetado pela quantidade de processamento semântico que é exigida para entender a palavra no contexto de sua frase…” (ibdem, p. 274).

Contudo, partindo da hipótese de que estou equivocado, ou seja, de que existem ganhos reais com a leitura dinâmica, em termos de velocidade, independente da plasticidade e da ampliação da base de informações apropriadas, as questões que se colocam são: (1) qual é o tamanho deste ganho? Existem indicadores e pesquisas com parâmetros estatísticos precisos e amarrados que tenham mensurado? (2) quanto custa, em termos de esforços processuais e de tempo, o investimento para o domínio da técnica?

Se o resultado da equação for positivo, vá em frente! Se não, siga o caminho do avanço natural.

O certo é que não se pode buscar o presente recurso sem uma avaliação racional, ponderada, pessoal e subjetiva. Além disto, acredito que ninguém deixará de passar no concurso público ou exame por não ter buscado o presente recurso. Eu e muitos outros candidatos de êxito somos exemplos vivos disto. Aliás, poderia ser indagado aos defensores e propagadores do presente recurso em quantos e quais concursos foram aprovados, utilizando este processo de leitura na preparação.

Mas o fundamental é sempre procurar ter racionalidade na implementação de esforços, avaliando a eficiência de cada caminho adotado. não se iludir com os sedutores ganhos fáceis apresentados pelos vendedores de ilusão, especialistas sem especialização, pois “não há almoço grátis”!

A intenção do texto é apenas e tão somente contribuir neste sentido.

E mais do que isto: é importante tentar sempre minimizar, controlar e neutralizar o compreensível desespero com a busca do aumento da velocidade de leitura e cognição, mas sem deixar de ter disciplina.

Boa leitura, dinâmica, estática ou normal!

 Fonte: Blog do prof. Rogério Neiva

Por Maurício Gieseler em 28 fevereiro 2012 às 10:00

Categoria: Tuctor

Revolucionária! Conheçam a mesa de estudos contínuos e intensivos Tabajara!

Que tal um lugar de estudos em que todas as suas necessidades possam ser atendidas, ajudando-o a manter o foco 100% voltado aos estudos?

Se você sempre sonhou com uma, sua busca acabou! Conheça a mesa de estudos contínuos e intensivos Tabajara!

Não é uma maravilha?

Ideal para o Exame de Ordem e concursos públicos em geral.

Muito legal!

Autor desconhecido.

Por Maurício Gieseler em 28 fevereiro 2012 às 09:12

Categoria: Humor

Passo a passo do Sistema Tuctor para os alunos do Portal Exame de Ordem

Ensino de alta qualidade e técnicas inovadoras em monitoramento de estudos para candidatos de alto rendimento. Esse é o resultado da parceria entre o Portal Exame de Ordem o sistema Tuctor, criado pelo Dr. Rogério Neiva, Juiz do Trabalho e especialista na preparação estratégica, eficiente e racional para concursos públicos e Exame de Ordem.

O conceito por detrás dessa parceria reside em uma idéia simples: se o ensino é ofertado pela internet, como é o caso do Curso Preparatório de Alto Rendimento para a 1ª fase do VI Exame de Ordem Unificado, porque não oferecer uma ferramenta também baseada na web, específica para o PLANEJAMENTO dos estudos, visando GERENCIAR o processo de aprendizagem, propiciando ao aluno do Portal uma VANTAGEM ESTRATÉGICA na luta pela aprovação no cada vez mais difícil Exame de Ordem?

E isso o que acontece! O Tuctor é parceiro do Portal Exame de Ordem na preparação dos nossos alunos para a prova da 1ª fase do VII Exame de Ordem Unificado!

O que o sistema TUCTOR oferece?

Igual ao Facebook ou Gmail, você tem acesso à sua conta de qualquer lugar que estiver, tendo garantida a portabilidade. O Tuctor conta com estrutura tecnológica que garante a segurança dos dados do usuário.

Quer ter certeza de que seus estudos estão organizados e sob seu controle? O Indicador de Meta de Desempenho gerado pelo sistema faz uma estimativa do prazo de conclusão de seus estudos.

O Tuctor é a solução para gerenciar os detalhes envolvendo o tempo disponível para estudar. Cumpra com suas metas de estudo e elimine o sentimento de que é impossível atingir o seu objetivo.

O Tuctor aumenta a qualidade do seu planejamento montando seu plano de estudos. Ao definir com clareza seu objetivo você irá direcionar o seu foco e eliminar a dispersão.

Os alunos do Portal, matriculados no Curso de 1ª fase, ganham o exclusivo acesso ao sistema Tuctor.

Vejam como configurar o sistema:

Vejam também dois vídeos sobre a configuração do sistema:

Montagem do Planejamento 

Execução do Planejamento

O Sistema Tuctor possibilita a implementação na prática dos conceitos metodológicos desenvolvidos pelo professor Rogério Neiva em seu livro Como se Preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento. Tal livro é resultado dos estudos do professor Rogério, que já foi procurador de Estado, advogado da União e atualmente é juiz do trabalho, com conceitos científicos de psicopedagogia, gestão corporativa entre outros, onde suas proposições são cientificamente justificadas, sem achismos ou teses mirabolantes. Para ele, e isso faz parte do Sistema Tuctor, na medida em que o candidato pode estruturar um planejamento, contando com mecanismos de monitoramento e controle, por meio de uma série de funcionalidades inerentes ao programa. Com indicadores de metas e de desempenho, o processo de aprendizagem torna-se mais eficaz, produzindo melhores resultados para o aluno.

Então estamos falando aqui da fusão de ensino de alta qualidade e a utilização de técnicas inovadoras, sérias e cientificamente estruturadas de monitoramento de estudos para candidatos. O alto rendimento é resultado da qualidade do ensino com a gestão racional dos processos de aprendizagem.

É essa a vantagem que o Portal Exame de Ordem oferece aos seus alunos.

Preparação de alto rendimento acontece AQUI!

Por Maurício Gieseler em 27 fevereiro 2012 às 13:45

Categoria: Como se preparar para a prova, Tuctor

Provas, gabaritos e padrões de resposta do Exame de Ordem de 2006 até hoje

Estão em busca das provas objetivas e subjetivas do Exame de Ordem, com espelho, padrões de resposta e gabaritos?

Cliquem no link abaixo e façam o download de tudo:

Provas anteriores da OAB

Infelizmente não foi possível levantar todos os espelhos e padrões, mas certamente vocês não encontrarão por aí dados mais completos do que os arregimentados aqui.

Bons estudos!

Por Maurício Gieseler em 27 fevereiro 2012 às 11:56

Categoria: Provas anteriores

Bacharéis em Direito sem trabalho processam faculdades nos EUA

Nos Estados Unidos, estudantes de Direito que se formam mas não encontram trabalho, já têm o que fazer nos tribunais: processar as faculdades de direito. Apenas neste mês, um grupo de sete firmas de advocacia, que representa bacharéis desempregados, já moveu ações coletivas contra 12 faculdades de direito e está pronto para processar mais 20. O grupo promete transformar 2012 no “ano do contencioso contra faculdades de direito”. Essa é a nova onda de ações judiciais no país, diz o site Above the Law.

Os bacharéis estão processando as faculdades de direito por danos, resultantes da publicidade enganosa das faculdades e de indução a erro. Os anúncios da faculdades de direito em seus sites e em diversas publicações convencem futuros universitários de que vale a pena investir em curso de Direito, porque o mercado de trabalho está melhor do que nunca. Para se formar em advocacia, os estudantes contraem uma dívida média de US$ 150 mil, nos EUA. Mas, quando terminam o curso não encontram trabalho, nem mesmo vaga de estagiários.

No entanto, o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Chicago, Brian Leiter, que escreve um blog bastante popular sobre educação jurídica, afirma que as ações coletivas têm pouca chance de sucesso. Tudo que as faculdades de Direito têm de fazer é declarar que seguiram as regras estabelecidas pela American Bar Association (ABA — a ordem dos advogados dos EUA). Nove de 15 faculdades denunciadas nas ações (três foram processadas no ano passado, somando-se às 12 processadas este mês) já declararam à agência Reuters que não fizeram nada de errado.

O fato é que as orientações prestadas pela ABA, que credencia as faculdades de Direito, sempre foram muito vagas, no que se refere aos dados sobre mercado de trabalho que devem divulgar. Historicamente, a ABA orienta as faculdades de Direito a seguir os dados disponibilizados pela Associação Nacional para Colocações na Área Jurídica (NALP — National Association for Law Placement). No entanto, a NALP não distingue o que é trabalho que requer diploma de advocacia do que não requer. No ano passado, quando os bacharéis começaram a botar a boca no trombone, a ABA pediu às faculdades que prestem informações mais detalhadas sobre o mercado de trabalho, como onde, como e se os formandos têm conseguido trabalho.

Antes dessa mudança, as faculdades de Direito anunciavam que mais de 90% de seus bacharéis encontravam trabalho em menos de nove meses, depois da formatura. Em suas ações, os bacharéis alegam que, com seu marketing e outros esforços de divulgação, as faculdades os induziram a erro, levando-os a pensar que essa percentagem se referia ao volume de colocações no mercado de trabalho na área jurídica.

Por exemplo: uma ação judicial foi movida em 1º de fevereiro contra a Faculdade de Direito de Brooklin, que anunciou que as taxas de contratação de seus formandos era de 88% a 98%, em um período de nove meses, após a formatura. Um queixoso, Adam Bevelacqua, alegou que foi induzido a erro, o que o levou a tomar dezenas de milhares de dólares em empréstimos, para fazer o curso, e não consegue encontrar emprego na área jurídica, um ano depois de se formar. Naquele ano, a faculdade teria divulgado uma taxa de emprego de 90% para seus bacharéis, no prazo de nove meses. Uma porta-voz da faculdade declarou à Reuters que a ação não tem mérito e que a faculdade vai se defender vigorosamente contra ela no tribunal.

O reitor da Faculdade de Direito Williams Roger de Rhode Island, David Logan, disse que embora os dados fornecidos pelas faculdades possam ser “opacos”, a ação coletiva não tem mérito porque as faculdades seguem os padrões estabelecidos. “Trombetear grandezas não é a mesma coisa que fraude”, argumentou. As ações também vão depender de quão forte é a legislação de proteção ao consumidor em cada estado, disse o professor da Universidade de Saint Louis, Douglas Rush, especializado em educação jurídica. Ele afirma que a NALP e a ABA fornecem explicações sobre o termo “empregado”. Se os estudantes não se deram ao trabalho de lê-las, os tribunais vão dizer: “Que pena, o queixoso perde”.

Por outro lado, alguns estados, com legislação que protege um pouco melhor os consumidores, pode concluir que foi uma publicidade enganosa anunciar a um “bando de estudantes deslumbrados” que 95 dos bacharéis estão empregados, enquanto apenas 22% estão trabalhando na área jurídica. Outros podem estar empregados em lojas do McDonalds, Wal-Mart… Não há como não aceitar qualquer emprego que aparece, dizem os estudantes. Afinal, eles têm uma dívida de US$ 150 mil, mais ou menos, para pagar.

Fonte: Conjur

O interessante da notícia reside no fundamento para o ajuizamento das ações: publicidade enganosa. A promessa de que o mercado absorverá os futuros advogados.

Não tenho como entrar no mérito da questão sob esse prisma, pois desconheço a legislação e regras de propaganda de lá, mas ao menos parece-me evidente de que a análise do mercado e a escolha do curso resultam de uma escolha do candidatos. Essa avaliação é estritamente pessoal.

No Brasil se fala muito em “estelionato educacional” sob outras bases: o ensino jurídico é oferecido de forma precária sendo a causa em alguma medida do fracasso do candidatos no Exame da OAB.

Desconheço qualquer ação ajuizada sob estes fundamentos, mas sua possibilidade de sucesso também é questionável apesar das imensas deficiências de muitas instituições de ensino.

É fácil discutir o mercado e a qualidade das faculdades quando está no fim do curso ou no início da profissão, mas não quando o ainda estudante do ensino médio ainda está pensando em prestar o vestibular: faltam informações sobre a realidade do mercado para melhor orientar os futuros acadêmicos.

O resultado disso é que o curso de Direito, em 2010, foi a carreira mais procurada pelos estudantes do País, com 632 mil candidatos interessados nas 218 mil cadeiras ofertadas, sendo o 2ª curso, após Administração, com maior número de alunos no País ( 694 mil) - O Exame de Ordem não assusta os estudantes: Direito foi o curso mais procurado no Brasil em 2010

Vejam também:

Brasil forma 10 bacharéis em Direito por hora, 243 por dia, 88.695 por ano

Multiplicação de cursos compromete formação de bacharéis

Brasil tem mais faculdades de Direito do que o resto do mundo

Se a atual realidade do mercado da advocacia fosse de amplo conhecimento dos futuros estudantes, esses números seriam tão expressivos?

Vamos considerar que se um mercado é perfeito ele dispensa qualquer regulamentação (Estudo sobre mercados ‘imperfeitos’ e desemprego ganha Nobel de Economia) e a recente votação, no Distrito Federal, de um Projeto de Lei que fixa o valor mínimo a ser pago a um advogado empregado - GDF sanciona piso salarial para advogado empregado no setor privado - podemos projetar um problema no mercado como um todo, porquanto a necessidade da fixação de um piso por lei revela uma realidade: salários baixos e aviltamento profissional.

Se os  salários são baixos, a procura por emprego é maior do que a oferta. E se a procura é maior, o mercado está saturado.

A regulamentação revela a pressão feita pelos advogados, em especial os jovens advogados, por um mínimo de decência na remuneração, justificando a necessidade da regulamentação. Não por acaso, após a divulgação da aprovação da Lei, várias seccionais estão seguindo o mesmo caminho trilhado pela OAB/DF. É provável que em breve todas as unidades da federação apresentem um piso salarial mínimo para o advogado empregado.

Sinal da saturação em todo o país.

Como também o é a percepção de que falta vocação aos estudantes de Direito retatado no trabalho Ausência de vocação e as “necessárias” adaptações mercadológicas: A derrocada do ensino jurídico  publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza – CE em Junho de 2010, que abordou a crise vocacional nos cursos de Direito e a incapacidade deste em oferecer uma formação adequada para propiciar o desenvolvimento de advogados atuantes, críticos e preparados para atender às necessidades da sociedade.

O curso de Direito oferece um certo prestígio, um “pedigree social”, tal como mencionou o Ministro Marco Aurélio, do STF, no julgamento, em outubro passado, da constitucionalidade do Exame da OAB. O quanto a busca pelo “pediggree” suplanta a vocação pelo curso em si mesmo?

Isso tudo sem levar em consideração a baixa qualidade do ensino como um todo - Especialistas fazem alerta contra baixa qualidade em instituições de ensino – mostrando que o problema é sistêmico.

Excesso de faculdades, ensino precário, expansão da renda da população e consequente pressão no mercado em busca de melhoria na formação, saturação no número de profissionais e início de regulamentação do exercício da profissão são os elementos que compõem o atual quadro, visto sob uma ótica mais abrangente.

Mas informações de nicho, sem a devida divulgação diretamente ao público interessado (pré-universitário), não são de grande serventia.

Logo, a tendência do quadro é piorar. Não podemos deixar de esquecer do Plano de Expansão do Ensino Superior e de suas consequências:

Perigos da expansão desenfreada de cursos de Direito

A única forma de absorver tantos novos profissionais é com o crescimento do Produto Interno Bruto. O crescimento da economia gera a absorção dos novos profissionais no mercado.

Mas como falar em crescimento em tempos de recessão mundial?

É de se pensar.

Por Maurício Gieseler em 27 fevereiro 2012 às 11:31

Categoria: Advocacia, Ensino jurídico

Prorrogado o valor promocional dos cursos para a 2ª fase da OAB do Portal Exame de Ordem

Por conta dos problemas ocorridos com os candidatos de Duque de Caxias – OAB fará nova prova do Exame para candidatos de Duque de Caxias - foi prorrogado até o dia 07/03/2012 o valor promocional dos cursos de 2ª fase do Portal Exame de Ordem.

Como aqueles candidatos só farão a prova no próximo dia 26, julgamos melhor prorrogar o valor promocional. Bom também para quem ainda não decidiu fazer um curso para a 2ª fase.

Como vocês sabem, os professores do Portal são craques, tais como Renato Saraiva, o maior professor de Direito do Trabalho para Exame de Ordem do Brasil, junto com Aryanna Manfredini e Rafael Tonassi; o showman Geovanne Moraes e Ana Cristina, grandes professores de Direito Penal; O professor Francisco Penante, de Direito Empresarial; o supercurso de Direito Civil, coordenado pelo professor Cristiano Sobral; o curso de Direito Constitucional, com a Professora Flávia Bahia; o curso de Direito Tributário, com a professora que é fera na matéria, Josiane Minarde, e o curso de Direito Administrativo com o professor Matheus Carvalho.

Uma das melhores equipes (provavelmente a melhor) preparatórias para o Exame de Ordem em aulas integralmente ONLINE.

O aluno pode fazer seu próprio horário de estudo e ver cada aula até 3 vezes no momento que achar mais adequado.

Mais do que ver até 3 vezes, o aluno pode parar a aula, voltar o vídeo e rever uma explicação.

A possibilidade de programar os estudos de acordo com o tempo e a conveniência é um fator importante na preparação.

Esse controle permite um estudo com maior qualidade, e, somado com a Excelência (Excelência com o E maiúsculo) do corpo de professores, o preparo para a prova subjetiva ganha, e muito, em qualidade.

Não tenham nenhuma dúvida em se preparar conosco!

E antes de comprar um curso vejam a nossa aula teste - AULA TESTE - para ter certeza de que a transmissão não terá problemas.

Caso vocês tenham tido dificuldades com a aula teste, experimente utilizar o navegador Google Chrome – DOWNLOAD DO GOOGLE CHROME – e atualizar o Adobe Flash Player (programa que permite a visualização de vídeos) do computador – ADOBE FLASH PLAYER (o download de ambos é gratuito e a instalação é bem fácil).

Assim a visualização das aulas ficará redondinha!!

Confiram os nossos cursos:

VI Exame Unificado – Direito do Trabalho – Renato Saraiva, Aryanna Manfredini e Rafael Tonassi

O curso será composto por 22 aulas, com aproximadamente 2h30min de duração cada aula. Será fornecido material complementar específico para cada aula (que poderá ser baixado para o computador do aluno).

BÔNUS

1 – 06 aulas online de conteúdo teórico de DIREITO DO TRABALHO ministradas na Primeira Fase pelos Professores Renato Saraiva e Rafael Tonassi.

2 – 07 aulas online de conteúdo teórico de DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO ministradas na primeira fase pela Professora Aryanna Manfredini

3 – Correção de 03 simulados online a serem ministrados pelos Professores Renato Saraiva e Aryanna Manfredini

4 – Cursos de SÚMULAS E OJS DO TST 2012 com o Professor Rafael Tonassi

PREÇO PROMOCIONAL até 15/02/2012 - R$ 350,18 (trezentos e cinquenta reais e dezoito centavos)

Mais detalhes e inscrição: 2ª fase de Direito do Trabalho

VI Exame Unificado – Direito Administrativo – Matheus Carvalho

O curso será composto por 23 aulas, com aproximadamente 2h30min de duração cada uma.

O curso será composto também por:

- 09 Aulas gravadas OAB 1ª FASE VI Exame de Ordem Unificado OAB/FGV

- 04 Aulas gravadas para Isolada de Agentes Públicos e Lei 8.112

- 10 Aulas - GRAVAÇÃO INÉDITA para a OAB 2ª fase do VI Exame de Ordem Unificado

- 02 Simulados com correção.

PREÇO PROMOCIONAL até 15/02/2012 - R$ 350,20 (trezentos e cinquenta reais e vinte centavos)

Mais detalhes e inscrição: 2ª fase de Direito Administrativo

VI Exame Unificado – Direito Penal (transmissão ao vivo) – Geovane Moraes e Ana Cristina Mendonça

O curso será composto por 12 aulas com, aproximadamente, 2h30min de duração cada uma, transmitidas ao vivo e posteriormente disponibilizadas aos alunos. Contará também com três simulados com a correção disponibilizada em vídeo, com duração aproximada de 01 hora cada.

No final do curso será disponibilizado um Simulado Fast, também transmitido ao vivo, com revisão dos principais temas pertinentes a prova da segunda fase.

Além do mais, serão disponibilizadas aulas específicas sobre diversos pontos do programa, espelhadas de outros cursos do CERS, como Delegado de Polícia ou Defensoria Pública, conforme descrição constante abaixo. Será fornecido material complementar específico para cada aula (que poderá ser baixado para o computador do aluno).

As aulas bônus a serem disponibilizadas são:

- Aulas da 1ª Fase do VI Exame de Ordem Unificado OAB/FGV de Direito Penal e Processo Penal (18 aulas)

- Módulo Isolado de Princípios (7 aulas)

- Módulo Isolado de Recursos (4 aulas)

- Modulo da Reforma das Prisões (02 aulas)

- Aula de Juizados Especiais gravada para FESUDEPERJ (01 aula)

- Aulas de Crimes em Espécie, gravadas para o curso de Delegado de Polícia Civil (14 aulas)

- Aulas de Aplicação da Lei Penal e Teoria Geral do Crime gravadas para o curso de AFT (03 aulas)

- Aula de Crimes Contra a Organização do Trabalho gravadas para o curso de AFT (01 aula)

PREÇO PROMOCIONAL até 15/02/2012 - R$ 350,19 (trezentos e cinquenta reais e dezenove centavos).

Mais detalhes e inscrição: 2ª fase de Direito Penal

VI Exame Unificado – Direito Civil – Coordenação de Cristiano Sobral

Em virtude das exigências cobradas pela Fundação Getúlio Vargas, o professor Cristiano Sobral criou um curso de excelência com a finalidade de preparar o candidato para a segunda fase em Direito Civil. O curso conta com os principais nomes na preparação para o exame de ordem. Além do farto conhecimento jurídico oferecido, nosso curso terá, como diferencial, aulas de português jurídico, simulados e apostilas com um superconteúdo para aqueles que se encontram matriculados. O curso de Direito Civil possui mais de 72h de preparação, envolvendo a teoria e a prática processual.  Trata-se de um curso ímpar, profissionalmente preparado para aqueles que realmente querem passar no certame mais disputado do Brasil.

PREÇO PROMOCIONAL até 15/02/2012 - R$ 350,21 (trezentos e cinquenta reais e vinte e um centavos).

Mais detalhes e inscrição: 2ª fase de Direito Civil

VI Exame Unificado – Direito Tributário – Josiane Minardi

O curso será composto por 20 aulas inéditas, com aproximadamente 2h30min de duração cada aula. Serão oferecidos exercícios para treinamento de peças e questões, totalizando mais de 20 peças e 40 questões, com correção online.

Disponibilizaremos 9 aulas, com aproximadamente 2h30min de duração cada aula, da 1ª Fase VI Exame de Ordem Unificado OAB/FGV, como bônus.

PREÇO PROMOCIONAL até 15/02/2012 - R$ 350,25 (trezentos e cinquenta reais e vinte e cinco centavos)

Mais detalhes e inscrição: 2ª fase de Direito Tributário

VI Exame Unificado – Direito Constitucional – Flávia Bahia

O curso será composto por 21 aulas com, aproximadamente, 2h30min de duração cada aula.

Bônus:

Serão disponibilizadas 9 aulas, de aproximadamente 2h30min de duração cada aula, sendo já gravadas para o curso de 1ª Fase do VI Exame de Ordem Unificado OAB/FGV.

PREÇO PROMOCIONAL até 15/02/2012 - R$ 350,28 (trezentos e cinquenta reais e vinte e oito centavos)

Mais detalhes e inscrição: 2ª fase de Direito Constitucional

VI Exame Unificado – Direito Empresarial – Francisco Penante

O curso será composto por 20 encontros, totalizando a carga horária de aproximadamente 60horas/aula.

Terá também 8 aulas para correção de simulados.

01 aula de Português Jurídico

05 aulas de Direito Material da 1ª Fase VI Exame de Ordem Unificado OAB/FGV.

06 aulas de Direito Processual, incluindo uma aula sobre espécies de processo; estrutura dos procedimentos e passo a passo para elaboração de uma peça profissional, uma aula sobre técnica para identificação da peça prático-profissional e estratégia simplificada (passo a passo) para a resolução de qualquer questão e 04 aulas de resolução das principais peças profissionais e questões discursivas a partir de estratégia simplificada desenvolvida pelo Prof. Penante.

PREÇO PROMOCIONAL até 15/02/2012 - R$ 350,22 (trezentos e cinquenta reais e vinte e dois centavos)

Mais detalhes e inscrição: 2ª fase de Direito Empresarial

Não tenham dúvidas! A melhor preparação online para o Exame de Ordem acontece AQUI!

Vamos juntos!!

Por Maurício Gieseler em 27 fevereiro 2012 às 10:24

Categoria: Cursos do Portal

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Eis que começa 2012

Dizem que depois do carnaval o ano finalmente começa no Brasil.

Então, feliz ano novo!!

É hora de fazer as coisas acontecerem.

Já planejaram o futuro? Segue o calendário das próximas edições do Exame:

Já sabem por onde começar?

Como se preparar para a próxima prova objetiva?

Curso Preparatório de Alto Rendimento para a 1ª fase do VII Exame de Ordem Unificado

Com essas informações na mão os candidatos têm pela frente tempo suficiente para implementarem uma preparação adequada visando a aprovação no Exame.

2012 é o ano da aprovação! Claro, se ele não acabar…

Se acabar, espero que vocês ao menos passem desta para uma melhor como advogados: é mais chiche!

E se não, espero que vocês deem início a vida profissional na advocacia de uma vez por todas.

Boa segunda-feira para todos!

Por Maurício Gieseler em 27 fevereiro 2012 às 09:10

Categoria: Datas do Exame de Ordem, Motivacional

Duque de Caxias: OAB divulga gabarito preliminar mas link apresenta problemas

Brasília, 26/02/2012 – O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou o gabarito preliminar da prova objetiva que foi reaplicada aos 686 candidatos do município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, que não puderam fazer a primeira fase (prova objetiva) do VI Exame de Ordem Unificado no último dia 05 em razão de falta de energia no Colégio Futuro Vip. A prova foi reaplicada hoje (26) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para que os candidatos não saiam prejudicados em decorrência da pane no sistema da Light, concessionária responsável pelo abastecimento de energia.

Para ser aprovado na primeira etapa, o candidato deve acertar 50% do total de 80 questões. Conforme o calendário previamente divulgado neste site, a divulgação do resultado preliminar da 1ª fase para esses 686 candidatos será no dia 28 de fevereiro e o prazo para recursos será de 29 de fevereiro ao dia 02 de março deste ano.

Cliquem no link para acessarem o gabarito: Gabarito Duque de Caxias

Fonte: OAB

Cliquei várias vezes no link, usando mais de um navegador, e o único retorno é “Bad Request”

Vamos aguardar a OAB consertar o link problemático.

Por Maurício Gieseler em 26 fevereiro 2012 às 22:47

Categoria: Gabarito Oficial, Prova objetiva da OAB