*Por Bruno Meyerhof Salama
A advocacia sempre foi a profissão liberal por excelência. O advogado presta um serviço profissional especializado em um regime de confiança. O cliente do advogado não entende bem o que o advogado faz: não sabe que o correto é mandado – não mandato – de segurança. Não sabe que não é possível entrar com uma liminar: é preciso primeiro pedi-la. (E o juiz pode, inclusive, negar o pedido). E o cliente, incauto, não tem a menor idéia das suas chances de êxito numa ação antes de propô-la; aliás, às vezes nem sabe o que a palavra êxito quer dizer.
No imaginário coletivo, o advogado figura muitas vezes como o malandro ou o enrolador. E não há aqui nenhuma novidade. O açougueiro Dick, personagem de Shakespeare em Henrique VI, teve uma idéia que já cruzou a mente de muitos: “a primeira coisa a se fazer é matar todos os advogados!”. Mas não é só o ódio ou desprezo que povoam o imaginário coletivo sobre o advogado. O advogado é também visto como alguém com uma capacidade de reflexão diferenciada sobre o mundo. Não só porque ele (ou ela, para sermos justos) possui educação superior, terceiro grau completo, algo ainda incomum no nosso país. É também porque o advogado estuda as leis. E as leis cristalizam a história humana em sintaxe.
A seguinte situação já me ocorreu pelo menos uma centena de vezes. Encontrar alguém que me diga: “um dia ainda vou fazer faculdade de Direito”. Essas pessoas se explicam assim: vou fazer faculdade de Direito para ter uma nova profissão mais interessante, vou fazer faculdade de Direito para não ser enganado de novo, vou fazer faculdade de Direito por puro diletantismo já que o Direito é tão interessante. Verdade que só uma pequena minoria dessas pessoas de fato algum dia decide ir aos bancos do bacharelado em Direito. Às vezes porque não têm tempo; às vezes porque o curso é caro; às vezes porque o curso é árido.
Mas seja lá qual for a imagem que as pessoas constroem dos advogados, o fato é que esta imagem está, de alguma forma, freqüentemente ligada a um sujeito de classe média-alta, que usa paletó e gravata e que trabalha em um ambiente de relativa calma. De plano, há aqui um equívoco: calma, a atividade do advogado nunca foi. Mas de qualquer forma, hoje ela é ainda mais agitada do que fora no passado. A competição entre os advogados hoje é muito intensa. E além disso, na grande maioria dos casos o advogado já não está mais nas classes privilegiadas, como ocorria antigamente. É claro que ainda existem muitos advogados de destaque, mas como um todo a profissão se proletarizou.
Em parte, isso se deu por razões políticas. O fim da ditadura marcou uma aposta no direito e nas profissões jurídicas como um mecanismo decisivo para uma transformação social pela via evolutiva, ao invés da via revolucionária. Por um lado, os tribunais (e o STF em particular) foram alçados à condição de poder moderador, como bem observou Oscar Vilhena Vieira. E por outro, a Constituição de 1988 está inspirada pela crença de que o direito permitirá à sociedade a um só tempo preservar as liberdades e ampliar os meios de acesso; garantir a eficiência e encetar a distribuição de renda; garantir os direitos humanos, os direitos sociais, e os direitos difusos; mudar o mundo, senão mesmo refundar o homem. Este é o sonho.
Uma das repercussões práticas desse sonho foi investir-se pesadamente no Poder Judiciário. Um relatório intitulado Judiciário e Economia, disponibilizado pela Secretaria de Reforma do Judiciário Ministério da Justiça em meados da década passada, mostrava que o Brasil gastava nos anos 1990 o equivalente a 3,66% de seu orçamento com a manutenção do sistema judicial. Esta despesa era a mais alta em comparação com outros 35 países analisados pelo Banco Mundial. Além disso, naquele período o Brasil teria gasto também, em termos proporcionais, o triplo da média das despesas com o Judiciário de outros países. O relatório não está mais disponível no site da Secretaria, e não se duvida de que o Banco Mundial possa ter se equivocado em parte na coleta e análise de dados. Mesmo assim, ficou a certeza de que, no arranjo político brasileiro, mas não necessariamente no arranjo político de outros países, o Poder Judiciário tem um papel muito importante; e a importância deste papel se mede também em cifrões.
Outra repercussão importante do pacto político de 1988 foi a abertura de muitos cursos de Direito pelo Brasil afora. A idéia de ampliar o número de estudantes de Direito – hoje são mais de 500 mil, uma marca verdadeiramente impressionante – uniu diversos interesses convergentes. O interesse do estado de educar a população; o interesse da população de estudar de direito (especialmente por conta do sonho de conseguir-se um emprego público); e o interesse das escolas e faculdades de abrir novos e lucrativos cursos jurídicos.
O maior número de advogados tem um efeito benéfico e outro maléfico. Por um lado, gera uma pressão política constante para manutenção de pelo menos algum nível de estado de direito. Se voltássemos a ser uma ditadura, milhares de pessoas provavelmente perderiam o seu ganha-pão. A sustentação de um regime é também uma matéria de interesse político. O grande número de advogados preserva uma estabilidade mínima (ainda que imperfeita) das regras do jogo, e nesse sentido a aposta constitucional de 1988 parece ter dado certo. Quando se diz que a OAB é fiadora da democracia, está-se dizendo a verdade. Por outro lado, o grande número de advogados faz cair o nível do profissional médio porque deselitiza a profissão. E por isso, o serviço advocatício ofertado ao cliente médio pode piorar também. Se bem que a competição pode fazer com que os advogados precisem estudar mais, atualizem-se com mais freqüência, lutem nos processos com ainda mais garra: as coisas não são tão óbvias assim.
No passado, o pequeno número de advogados e de faculdades de direito freava a competição entre os advogados. O baixo nível de competição também era garantido por restrições legais como a vedação à propaganda, à propriedade das firmas, regras para o custo mínimo da hora trabalhada, exames de ordem, etc. Sob o sacrossanto manto da não mercantilização da profissão, tudo isso garantia o antigo status do advogado como um membro da elite. Mas à mudança política no Brasil somaram-se outras duas mudanças radicais que fizeram com que a profissão de advogado também mudasse de maneira radical.
A primeira foi a evolução tecnológica. Emails, computadores, processos eletrônicos, depoimentos online, tudo isso deu novo ritmo ao dia-a-dia do advogado. A mudança tecnológica impactou a todos. Até mesmo as firmas maiores que antes dispunham da vantagem competitiva de possuírem, por exemplo, grandes bibliotecas privadas, viram-se diante de pressões competitivas de toda ordem. Todas as leis estão online: não é mais preciso assinar as caríssimas coleções legislativas de antigamente. Os livros de direito ainda são caros, mas a revolução digital também mudará este quadro nos próximos anos. E, de todo modo, os artigos, teses e minutas de peças processuais espalhados pela internet já são bem mais efetivos do que a maioria das boas bibliotecas privadas de antigamente.
A segunda mudança foi a globalização econômica, e na esteira, a massificação da advocacia. Advogar para multinacionais deixou de ser privilégio das mais renomadas bancas de advocacia. Bancos, empresas de telefonia, prestadores de serviço e fornecedores dos mais variados produtos passaram a demandar os serviços do profissional jurídico médio. Com isso, o cliente deste profissional médio muitas vezes deixou de ser o pacato cidadão com problemas pessoais, para se transformar em um gerente jurídico. E o gerente jurídico, ao contrário do incauto cliente de antigamente, conhece o direito, é cobrado internamente por resultados, e simplesmente não pode ser enganado facilmente. E mais do que isso: o gerente jurídico mede seu desempenho, em grande parte, pela capacidade de reduzir as despesas com advogados externos.
Ao mesmo tempo criou-se mundo afora, e no Brasil também, uma certa elite jurídica para quem o conceito de profissional liberal passou a fazer cada vez menos sentido. Para as grandes firmas, a competição é cada vez mais global. A sobrevivência depende cada vez mais da substituição de uma estrutura interna de poder – o sócio manda, o resto da turma obedece – por um verdadeiro plano de negócios com carreiras, incentivos e toda a quinquilharia das consultorias de RH. Estas grandes firmas são verdadeiros players em um mercado de negócios. São administradas profissionalmente, competem pelos melhores talentos e sofrem com as oscilações de ciclos econômicos pelas quais passam seus clientes.
E para aonde vai a advocacia? Primeiro, a cobrança por hora trabalhada deve se tornar cada vez mais incomum. A cobrança por hora pressupõe um nível de confiança no advogado que no ambiente de hoje é cada vez mais impensável. Além disso, a cobrança por hora traduz precificação como reflexo do custo – aquilo que os americanos chamam de cost-plus. É portanto contrária a idéia de negócio, de business, em que os preços devem depender de quanto o cliente está disposto a pagar e do preço estabelecido em mercado.
Segundo, não há por que imaginar-se que a profissão de advocacia possa voltar a ser o cartel de cavalheiros que fora no passado. O direito é hoje cada vez mais uma indústria – a indústria jurídica. Isso quer dizer que a vida do advogado será tão dura quanto a dos outros profissionais. Por exemplo, cada vez mais a rapidez com que o advogado responde ao cliente será um fator decisivo no seu sucesso. Estar online, responder emails, tudo no ritmo alucinante dos nossos dias. Nos escritórios, especialmente nas grandes firmas, acredito que a aproximação com um modelo de negócios deve tornar cada vez mais claro o compromisso com o mérito – sob pena de transformar-se em desvantagem competitiva para a firma. E trazer clientes e receitas é, evidentemente, uma dimensão do mérito, coisa que o jovem estagiário aprende rapidamente.
Terceiro, o espaço para o generalista será cada vez menor, mas também a especialização não será o único caminho. Com a comoditização, a advocacia de massa oferece um refúgio (a baixos salários) para muito profissionais. E oferece, também, uma enorme oportunidade para advogados com espírito empreendedor que desejem montar grandes plataformas de prestadores de serviços que lucram na quantidade. Isso, para não falar do engenheiro jurídico, o formulador de plataformas de software para serem operadas por clientes corporativos cujos advogados não fazem senão preencher lacunas. O futuro é incerto, mas as oportunidades aparentemente estão em toda parte.
Fonte: Conjur
Vejam também: Após a aprovação no Exame da OAB: abrir um escritório ou advogar para os outros?







Belo Texto!!!!
É POR ISSO QUE A OAB/FGV DEVE PARAR DE APLICAR PROVAS ‘FÁCEIS’ COM 38 E ATÉ 50% DE APROVAÇÃO DA 1 FASE!
ESTAMOS FALANDO DE 100 MIL PESSOAS POR EXAME.
O MERCADO NÃO VAI SUPORTAR!
TEM QUE PASSAR NO MÁXIMO 10 MIL POR EXAME. INFELIZMENTE ESSA É A REALIDADE!
ESTÁ PASSANDO GENTE NA 1 FASE QUE NEM ESTUDA DIREITO…
TAPASSANDO “ALUNO” DE 8 PERÍODO NA 1 FASE E ENTRANDO COM MS.
SE A OAB NÃO FREAR TUDO ISSO, SERÁ O FIM DA ADVOCACIA PQ O MEC E O GOVERNO SÃO UM BANDO DE IRRESPONSÁVEIS!!!
E cresce o medo da concorrência, quanta insegurança hein amigo?
É uma pena que vc ainda não tenha uma “cartela de clientes”, pois se tivesse, não teria medo de quem passou no exame porque ESTUDOU e principalmente porque foi considerado APTO pela OAB.
Concordo contigo Carlos. A OAB tem mesmo que filtrar muito bem os bacharéis que se tornarão advogados. Eu mesma nem estudei para o último exame, o qual fiz pela primeira vez, e passei com tranquilidade na 1ª fase. Contudo sei que para ser uma boa profissional eu precisarei estudar e saber muito mais do que preciso para passar no exame da ordem. Conheço alguns advogados e vi muitos outros em audiências que sabiam menos que eu. Vi coisas absurdas. Sei de muita gente que não sabe fazer o “o” com o copo e passou. Não se trata de reservar mercado, se trata de ter um nível de qualidade dos profissionais da advocacia. Por ser um curso “fácil” de ser aberto por qualquer faculdade de fundo de quintal, temos muitos bacharéis desqualificados para a advocacia, infelizmente é a realidade.
EXATAMENTE MINHA MINHA AMIGA!
VC FALOU DE FORMA BRILHANTE AGORA!!!
COMO A FACULDADE É FÁCIL COMO QUALQUER OUTRA, SALVO MEDICINA E ENGENHARIA, TEM-SE QUE FILTRAR MELHOR O PROFISSIONAL.
TUDO BEM QUE UMA SIMPLES PROVA NÃO IRÁ DIZER ISSO, MAS QUERENDO OU NÃO, ELA SELECIONA OS QUE DENOTARAM MAIOR CONHECIMENTO, PELO MENOS A PRINCÍPIO…
NÃO É QUESTÃO DE RESERVA DE MERCADO E MUITO MENOS ‘CONCORRÊNCIA” RS.
MESMO PQ, ATUALMENTE, PARA TUDO VC VAI TER QUE PASSAR POR UM PROCESSO DE SELEÇÃO…
ATÉ MESMO PARA DAR AULA NUMA FACULDADE PARTICULAR, VC TERÁ QUE SER SUBMETIDO A UMA BANCA QUE IRÁ EXAMINAR SEU CURRÍCULO E VER SE VC TEM CONHECIMENTO E SE É CAPAZ DE MINISTRAR AULAS…
TBM NÃO É QUESTÃO DE RESERVA DE MERCADO, POIS MUITO MELHOR SERIA PARA A OAB SE TIVESSE TODOS INSCRITOS PAGANDO ANUIDADE….
É QUESTÃO DE “ORDEM PÚBLICA” MESMO…
ATÉ OS MINISTROS E TODO O JUDICIÁRIO “BLINDA” A OAB, SERÁ PQ HEIM? SE A OAB FICA PISANDO NO CALO DE TODOS, E MESMO ASSIM TEM A PROTEÇÃO NO QEU TANGE EXAME DE ORDEM, HUM???
É SIMPLES, O PRÓPRIO JUDICIÁRIO SABE O PERIGO QEU EXISTE SE ‘tODOS OS BACHARÉIS’ VIRASSEM ADVOGADOS…
ATÉ MESMO AQUELE “PUDIM DE PINGA” QUE SÓ FICAVA JOGANDO SINUCA DURANTE A AULA…
JÁ PENSOU UM ZÉ-ROELA DESSE BATENDO NO PEITO E CANTANDO DE ADVOGADO???
OAB/FGV, FALA SÉRIO HEIM? NÃO PRECISAM FACILITAR DESSE JEITO…
PODEM TRATAR DE APLICAR PROVAS MAIS DIFÍCEIS, POR EX. COMO A QUE EU PASSEI EM 2009.
ABS.
ZÉ-RUELA
Verdade Carlos.
Já é triste colar grau junto com aquele pudim de pinga que nunca assistiu aula, pior ainda seria ver ele advogando e pior: ganhando dinheiro porque é filho de alguém enquanto você que se matou de estudar não consegue espaço no mercado.
Não entendo a revolta de alguns colegas. Se vocês levaram o curso a sério, certamente passarão pelo filtro do exame da ordem sem depender de anulação de questão. Agora aquele que nunca estudou fica querendo moleza mesmo, querendo que a prova da ordem seja fácil ou que nem exista. Querem a mesma moleza que tiveram na faculdade.
Colegas, estou na mesma caminhada que vocês e o mercado quer os melhores, não os medianos ou ruins. Vamos estudar até chegar lá! Só depende de vocês.
É minha opinião. O exame da ordem é até uma questão de responsabilidade social da OAB no que tange aos profissionais que estarão atuando no mercado.
Tapassando??? aprovação da 1 fase?? cara! se você for Advogado está na hora de voltar aos bancos da universidade porque você esta muito mal. e se ainda não passou no exame da OAB, trate do seu português, se não nunca vai passar na OAB.
bjus seu ad vocado kkkkk.
Não se preocupe tanto assim,
Para quem é bom profissional não precisa se preocupar com números da OAB, o mercado sempre estará aberto a pessoas competentes, com bom raciocínio jurídico, com qualificação constante.
Sempre há uma seleção natural em qualquer carreira e o bom profissional não deve se preocupar com bacharéis que estão procurando seu lugar ao sol e sim deve se preocupar em se especializar cada vez mais mostrando ao mercado seu valor, porque cada um tem seu valor.
Se o colega acompanha o blog deve saber o quanto de injustiças são feitas nas correções, entendo ser perfeitamente legítimo a pessoa que estudou cinco anos a defender seu próprio direito senão a busca pela justiça perde a finalidade para ela mesmo não acha?
Parabéns pelo post. Retrata muito bem a realidade do bacharel em Direito e do jovem advogado. Me questiono, porém, se há chance de nossa profissão ter o valor que merece.
Grande abraço.
Muito bom o texto, porém, pelo sobrenome do Meyerhof Salama que escreveu, há uma probabilidade dele ser de origem judaica, ou algum outro grupo forte do dinheiro, onde é facil encontrar um ombro amigo do tio do amigo do pai, entre outros.
Num país de analfabetos, teoricamente um graduado em direito teria muitas oportunidades, tem, inúmeras.
Auxiliar pessoas em causas no juizado especial civel, as quais a qualquer momento descobrirão que não precisam de advogados, e vc pode perder akeles 15%, 10%, que tinham combinado.
Vc pode prestar acessoria em escritórios e receber o mesmo salário que o office boy, ou ainda, se tornar o “associado bacharel”, que recebe sobre os serviços, porém, como os serviços serão os mesmos do office boy, seu salário será menor que o dele.
Me formei em julho 2011 e só no final do ano passei no exame de ordem, trabalhei pouco nesses ultimos meses para me dedicar exclusivamente a prova. Sinceramente, ainda que o mercado esteja saturado e a OAB sempre deixe claro que existem muitos, então tem que peneirar, eu sempre quis ser advogado, e não desisti até estar com a carteira no bolso, com as prerrogativas pairando sobre minha pessoa.
Existem várias coisas que o bacharel pode fazer, menos ganhar o dinheiro que os advogados ganham.
Sei que a partir de agora será outro longo caminho a percorrer, mas agora eu posso peticionar em qualquer órgão público, posso entrar em gabinetes de juiz, realizar audiências, e mais, receber os tão sofridos e sonhados honorários, tenho OAB a 7 dias e já apareceram 2 ações de amigos. Porque agora eles confiam, pasei na OAB, a OAB confia em mim, eles também confiarão.
Nada nada é uma esperança a quem está batalhando contra a FGV/OAB, não é facil igual o paspalhão está falando acima, exige dedicação e um pouco de sorte. E parabéns aos alunos os 8 periodo que passarem. Parabéns, é a prova que levaram a faculdade e o provavel cursinho a sério, existem alunos que conheco do 7º periodo que começaram cursinho para a prova da OAB, tudo vai do esforço, da dedicação, e da capacidade de cada um, não se pode desmerecer ninguém que passou por isso, nem quem não passou.
Quem nasceu pra ser advogado não admite ser apenas bacharel.
Boa sorte para quem está na segunda fase !
O mercado de profissionais da advocacia não está saturado, não. As demandas judiciais aumentaram sensivelmente. Raros os direitos que são atendidos de pronto. Se faz necessário sempre o auxílio do poder judiciário e quase ninguém (pobres) tem acesso ao poder judiciário para ter direito à justiça. haja vista a questão do INSS (aposentados), direito dos consumidosres, atendimento médico…Abraço.
Caro Hugo
Concordo totalmente com você. Hoje em dia, o bacharel só tem 3 opções. Se empenhar por um concurso público, montar seu escritório ou trabalhar em escritórios.
A primeira opção, vai de cada pessoa. Não necessariamente essa pessoa precisa ter um poder aquisitivo alto, porém fica muito mais facilitado para aqueles que vêm de família com poder aquisitivo passar em um bom concurso público. Ressalto novamente, não é uma regra, porém é muito mais difícil para quem não tem condições de se dedicar apenas para um concurso passar sem auxilio de terceiros.
A segunda opção também fica facilitada pelo poder aquisitivo familiar. Nessa opção é que está o problemas que causa fama de “enrolão” em nossa carreira.
Muitos bacharéis que não tem condições de manter um escritório, resolvem de certa maneira pagar pra ver. Estão errados? a meu ver não. O problema e quando esse mesmo recém advogado resolve “pegar qualquer coisa” por qualquer valor, apenas para poder pagar a conta de luz do escritório, e ao perceber que terá muito trabalho e cobrou pouco, acaba deixando o processo de lado por achar que o cliente não pagou o suficiente. Mas novamente lembrando não é uma regra.
Agora são poucos os que realmente tem chance real em um escritório. Na maioria das vezes o salário pago não condiz com o trabalho exercido. É muito comum ver advogados recebendo salários irrisório e trazendo lucros para a empresa. Para ter algum retorno é preciso ter sorte em primeiro lugar, A sorte alinhada a competência dará ao recém advogado o retorno profissional que ele espera.
A verdade é. A pratica vai filtrar os bons dos péssimos advogados. A concorrência é grande mas a competência é a melhor propaganda do advogado.
Boa sorte a todos
O texto e muito bonito, porém não reflete a realidade, o jovem recém formado que sai da faculdade muitas vezes devendo até o curso que ainda não foi pago encontra dificuldade para arrumar emprego.
Tendo em vista que a maioria das empresas exigem a carteira da oab para contratar, fora isto se exige experiência que não condiz com currículo de um jovem recem formado.O que resta são os concursos com livre disputa.
Na minha opinião, a culpa desse excesso de advogados (ociosos), é da própria OAB, que limita muito o espírito empreendedor do profissional.
Não estou dizendo que mercantilização da profissão seja o caminho certo, más, acredito que a modernização da carreira, ainda que sutil, seja bem vinda.
A publicidade exagerada e a divulgação em conjunto com outras atividades mercantis, fere o estatuto da OAB, ao menos na teoria, porquanto, na prática, é o caminho necessário (e as vezes o único) para a sobrevivência de um escritório jurídico.
Caso idêntico aos dos profissionais da carreira policial, que encontram no “bico” a solução para os baixos salários.
De certo, alguns hipócritas de plantão dirão o seguinte: “que a profissão e assim mesmo” ou que “as regras eram claras desde o início, não adiantando chorar agora”, e por ai vai…
Vale dizer, que os mesmos comentários foram feitos acerca da evolução do carro à vapor para o movido à explosão (ciclo otto). A história nos mostra que toda mudança de paradigma é complicada, e não seria diferente agora.
Embora lentas, a mudanças estão acontecendo. Quem diria, que rigidez do STF fosse quebrada pela necessidade de se atender o interesse público – no caso do julgamento dos limites de atuação do CNJ.
E assim caminha a humanidade.
É bem complicada a contratação de bacharéis em direito…
Os escritórios contratam para fazer a correria de rua, sem trabalho intelectual, o bacharel é um “burro de carga” de terno e gravata ou bico fino. Ainda assim, a contratação não pode ser feita na forma de estágio, então alguns escritórios que não assinam a carteira do bacharel inventaram o estagiário trainee, que é aquele cara que vai morrer tirando xerox dentro do e fora do escritório, trabalhando 8 horas por dia para ganhar uma remuneração bruta que não contempla nem vale-transporte e nem vale-alimentação (e é escritório grande e reconhecido que faz isso).
Realmente, existem muitas oportunidades para um Bacharel, com indicação ou sobrenome…
Brasil sil sil…
digo “bachrel trainee”, que não deixa de ser uma figura pior do que o estagiário, pois não recebe VT nem VR hehe…
Com essa distância que seu texto esta da realidade, em breve, poderá se tornar um Ministro.
O texto não é meu…
Mauricio você realmente é uma pessoa resiliente!
Eu não aguentaria as pessoas me perguntando 100 vezes quantas vão anular aí você fala duas pronto todo mundo fala que você desmotiva….rsrs
Parabéns pelo blog com ele eu aprendo, me sinto motivada e encontro novas formas de pensar o direito, a postagem que não gosto ou não me identifico simplesmente não tomo aquilo para mim, espero a próxima e pronto.
que insegurança é essa que determinadas pessoas tem? tem que filtrar..!? MAAAAAIS??
Com um exame difícil desse.
Por que todo mundo acha que todo estudante de direito querr passar na oab para ser advogado?
Me poupem seus inseguros.
Texto inteligente!
O texto é de um professor da FGV.
Acreditem ou não.
Fora ou não da realidade, o texto é muito bom ! Retrata um pouco dos dois lados, daqueles que já tem uma mão para o empurrãozinho, tal qual aquele bacharel que vai lutar para alcançar seu lugar ao sol… Ressalto que me encaixo na segunda opinião. Mas o que me intriga mesmo, é que só possui apenas 14 comentários em um texto tão digno de leitura até o final, Será mesmo que os Bacharéis estão com tanta disposição assim para a leitura ??? É bom refletir !!!
Professor Maurício, o texto pode não ser seu, mas foi postado com a sua anuência!!! O autor do tal texto esqueceu que há no Brasil atualmente 200 milhões de pessoas com pretensões resistidas precisando de advogados para patrocinar suas causas.
Publicar o texto não revela minha concordância. O texto serve para reflexão e não para posicionamentos ideológicos…
“Santa paciência” o Dr. tem!
Afinal o texto estava no conjur, renomado site, o blog aqui já ajudou e ajuda muita gente durante muito tempo, só estava mostrando uma opnião.
Agora dar Reblog é crime…..
Parabens Mauricio pelo blog.
abraço!
Não tenho medo da concorrência. Passando ou não na prova, bons são poucos e estes não precisam se preocupar com o resto.
Entretanto, aqueles que fizeram o curso na ilusão de que ficariam ricos e tornaram este como o único objetivo sem ter perfil para área, estão morrendo de medo.
Poucos conseguem enxergar o grande campo que está se abrindo.
O exame é um absurdo e gera ainda mais essa mercantilização já que os grandes escritórios contratam o dobro de bacharéis por um preço muito menor. A OAB não percebe isso.(ou percebe né, e se faz de salame)
O exame só colabora para essa aberração.
Eu estou desatento ou o texto não tem NADA A VER com seu título!?! Heheh..
Existe um único motivo pelo qual tantos querem (e fazem) a faculdade de direito: concurso público.
As pessoas não querem advogar pois sabem que é ralação demais e salário de menos, e mesmo os que não sabem, sabem que querem fazer concurso público. Simples assim.