O comunicado abaixo acabou de ser publicado no site da FGV:
Fonte: FGV
Muitos candidatos já estão passando o feedback sobre o grau de dificuldade da prova objetiva.
A maioria achou que a prova foi mais difícil do que a prova do Exame anterior, sendo que as questões foram muito extensas e feitas para confundir com seus enunciados.
Fiz um alerta sobre essa possibilidade e como lidar com ela no post: Guia estratégico para a prova objetiva do VI Exame de Ordem Unificado
A FGV resolveu complicar a vida dos candidatos após o recorde de aprovações na edição anterior.
Péssimo para se estabelecer uma estratégia e, certamente, bem cansativo.
Em suma, vida de candidato não é fácil…
Hoje, 20h, será publicado o gabarito OFICIAL! Fiquem ligados!
Se quiserem, debatam a prova na nossa comunidade no Facebook: Grupo de estudos para a OAB
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Pois bem!
O Exame de Ordem passado transcorreu sem problemas, mas eles (os problemas) ficaram magoados e resolveram voltar.
Afinal, Exame da OAB sem problemas não é o Exame da OAB.
Só o ENEM consegue dar mais trabalho…
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Amanhã vamos repercutir mais todos os aspectos da prova de hoje. Essa história só começou.
Boa noite!
Com a única anulação de ontem - OAB anulou a questão 27, caderno tipo 1 – Improbidade Administrativa - podemos fechar o nosso histórico de questões anuladas na 1ª fase do Exame de Ordem:
2006.1 = 3
2006.2 = 8
2006.3 = 3
2007.1 = 2
2007.2 = 4
2007.3 = 4
2008.1 = 3
2008.2 = 3
2008.3 = 6
2009.1 = 3
2009.2 = 2
2009.3 = 0
2010.1 = 5
2010.2 = 1
2010.3 = 1
IV Unificado = 3
V Unificado = 1
Esse resultado é definitivo e nada mais será anulado. Quem errou a questão conseguiu seus 40 pontos e está dentro. Quem a acertou e dependia de um só ponto, infelizmente, não logrou a aprovação.
Lembro-me que escrevi em duas oportunidades sobre as probabilidades de aprovação:
Quantas questões poderão ser anuladas da prova objetiva do Exame de Ordem?
Em ambas “antevi” que a OAB não anularia muitas questões, no máximo duas, e a previsão revelou-se verdadeira. Vejam um trecho da postagem Sobre a anulação das questões:
“”As principais dúvidas dos candidatos são as seguintes:
1 – Quais e quantas questões serão anuladas;
2 – Devo ou não fazer cursinho para a 2ª fase.
Quantas e quais é um absoluto mistério, além de ser impossível antevê-las. Não existe lógica nenhuma nas anulações, incluindo aí a pertinência do recurso ou o absurdo na formulação da questão. A única lógica nas anulações é aquela que se traduz na matemática abaixo:
+ aprovados = – anuladas
- aprovados = + anuladas
Se tivemos muitos candidatos aprovados a lógica remete para poucas anulações. No máximo, ao meu ver, duas questões.
Mas isso é uma estimativa otimista. Não vejo a OAB anulando 3 ou mais questões, e, por outro lado, não é difícil imaginar que apenas uma ou nenhuma seja anulada.
Essa observação leva até a segunda pergunta: o candidato que acertou 37, 38 ou 39 deve ou não fazer cursinho para a 2ª fase?
Aconselhar é sempre complicado. Se o conselho é ruim, a culpa é do conselheiro e não do responsável pela escolha. Reflitam sobre a responsabilidade da escolha!
Quem fez 37 pontos, ao meu ver, não tem chances.
Quem fez 38 ou 39 tem chances medianas, tendendo para ruim.”"
Como o percentual de aprovados na 1ª fase foi altíssimo – Exame de Ordem: Percentual de aprovação na 1ª fase foi de 45% – Possivelmente 48.600 candidatos foram aprovados – poderíamos dizer que a anulação de uma questão foi um “brinde” aos candidatos.
É muito provável que a Comissão do Exame de Ordem tenha inclusive refletido sobre a não anulação de nenhuma questão. Anularam uma para “dar uma satisfação” aos candidatos.
Todos vocês sabem que várias questões eram perfeitamente passíveis de serem anuladas, inclusive a questão anulada em tela foi objeto de recurso pelo Portal – Recurso 1ª fase OAB – Direito Administrativo – Questão da improbidade administrativa – assim como 4 outras questões – O cantinho dos recursos.
Sei que outros cursos fizeram vários recursos, alguns até 9 recursos, mas pelo histórico de anulações e pelo padrão de comportamento da OAB sabíamos ser INÚTIL elaborar uma infinidade de recursos.
Os recursos têm de ser muito pertinentes. É o que basta.
“Mas é uma grande injustiça” alguns diriam.
A anulação de ontem não é estranha à lógica de anulação já verificada desde 2008, durante o processo de unificação do Exame de Ordem. E ela é escudada por dois fatores:
a) o número relativamente linear de aprovados por Exame;
b) a jurisprudência da Justiça Federal
Vocês conhecem as estatísticas do Exame. Por prova, em média, são aprovados uns 16 mil candidatos. Só nessa 1ª fase tivemos mais de 48 mil aprovados. Anular duas ou três questões jogaria o número de aprovados para muito além dos 50 mil candidatos aprovados somente na 1ª fase.
Muito difícil de reduzir essa patamar para os desejáveis 16 mil. Logo, anula-se apenas uma.
E, naturalmente, quem passou na 1ª fase pode se preparar para uma prova difícil - O que esperar do grau de dificuldade da prova da próxima 2ª fase da OAB? – com certeza ela será!
Muitos reprovados agora desejam entram com um Mandado de Segurança contra a OAB visando anular as questões viciadas na Justiça Federal.
É uma empreitada muito difícil. E o é porque a jurisprudência da Justiça Federal é majoritariamente contrária à intervenção do Judiciário nos critérios de correção da Administração, EXCETO quando se trata da ocorrência de erros materiais. Neste Exame não tivemos casos de erros materiais.
Essa questão inclusive ganhou o reconhecimento da repercussão geral no STF – Anulação de questões em concurso, pelo Judiciário, tem repercussão geral – porquanto esse tema e sua problemática não são exclusividade dos examinandos, e eventuais ações correm o risco de serem inclusive sobrestadas exatamente em função do reconhecimento repercussão geral.
“Mas isso é uma reserva de mercado!” podem bradar alguns.
Sobre reserva de mercado escreverei ainda na próxima semana, apensar de achar há muito de que se trata de uma.
De uma forma ou de outra, após o STF reconhecer a constitucionalidade do Exame, o único freio a controlar a OAB é sua própria consciência (coletiva, por certo).
Muito bem…
Quem conseguiu a aprovação estude, estude muito porque será necessário:
Montando o esqueleto da prova subjetiva da OAB
Como estudar para Provas Dissertativas?
Quais peças serão cobradas na prova da 2ª fase da OAB?
A estética na prova da 2ª fase da OAB
Como fazer remissões no seu vade mecum para a prova da OAB?
Os pilares da prova da 2ª fase do Exame de Ordem
Quem não passou eu desaconselho a buscar o Judiciário. Existe, é óbvio, a possibilidade de lograr sucesso, mas ela é tão pequena que não compensa o desgaste gerado, inclusive de conseguir a aprovação na prova mas depois, posteriormente, perder na sentença a carteira: é muito traumático!
A próxima prova subjetiva será no início de fevereiro – OAB divulga calendário sobre Exame de Ordem até 2013 para auxiliar candidatos – nada longe no tempo.
Dá para refletir sobre s falhas na preparação para este Exame e planejar um estudo adequado para o próximo. Faltam três meses e meio para a próxima prova objetiva e é perfeitamente possível estudar MUITO até lá.
Abertas as inscrições do Curso Preparatório de Alto Rendimento para a 1ª fase do VI Exame de Ordem
Curso online de revisão através de questões da FGV – VI Exame de Ordem Unificado
De toda forma, caso a via judicial seja a escolha, no começo da próxima semana postarei um tutorial sobre como elaborar um Mandado de Segurança. Não é nada difícil. Basta ficar atento aos detalhes.
Por fim, tenham em mente uma coisa: o propósito do Exame é reprovar.
REPROVAR!
Não esperem nunca facilidades durante esse processo. É importantíssimo se conscientizar sobre essa realidade e enxergar os fatos a partir desse prisma.
Recebi muitas críticas de candidatos por dizer que muitas questões não seriam anuladas ou que a prova da 2ª fase será difícil.
Parte do meu papel aqui é mostrar as coisas como elas são e não como nós gostaríamos que elas fossem.
Um processo seletivo que tem a média de 85% de reprovação não pode ser visto como fácil e nem como simples.
Entendam isso e adotem uma postura adequada para enfrentar tamanho desafio.
Do contrário o preço a pagar é um só: a reprovação!
Ê ressaca…
Todo mundo foi dormir tarde rindo de orelha a orelha ontem.
Que beleza!
E essa sensação é maravilhosa principalmente porque o candidato transformará a alegria em MOTIVAÇÃO para os estudos.
Vocês venceram a primeira etapa de uma prova reconhecidamente difícil. Agora, acima de qualquer outra prioridade na vida, os estudos serão o “arroz com feijão nosso de cada dia” de vocês até o dia da prova.
Transformem a alegria em motivação!
E o façam em função do quadro desenhado para a prova subjetiva.
Não foi divulgada nenhuma estatística da prova e nem disponibilizado nenhum arquio que nos desse uma pista sobre o desempenho dos candidatos. Todavia, a impressão geral é de que muitos passaram, aqui considerando também os vários relatos de notas altas somado com a percepção de uma prova aparentemente justa.
Estou estimando uma aprovação superior a 40% nessa primeira fase. Se é verdade que tivemos 108 mil inscritos, talvez tenham passado, por baixo, uns 43 mil candidatos.
Claro! Estou apenas especulando!! Mas me parece que os elementos convergem para corroborar essa impressão.
Infelizmente isso me lembra o quadro do Exame de Ordem 2010.2.
Naquela oportunidade se inscreveram 106.041 candidatos e foram aprovados 47.516 deles na 1ª fase, ou, 44,80% do total de inscritos.
Há então um precedente de um percentual tão alto de aprovados, e isso não é um bom sinal para vocês.
No Exame 2010.2 eu escrevi com todas as letras que a prova da 2ª fase seria difícil, muito difícil. Na verdade, foi mais do que isso: foi uma mega lambança da FGV!! O resultado foi o ajuizamento de mais de 5 ações civis públicas do MPF determinando a recorreção das provas por conta dos inúmeros erros cometidos pela FGV. Foi o maior caos já ocorrido em um Exame de Ordem.
Eu também poderia falar do Exame de Ordem 2009.2, também com muitos aprovados na 1ª fase e também uma imensa zona na 2ª (foi o 2º maior caos na história do Exame). Não podemos esquecer o recente Exame de Ordem 2010.3, cuja perspectiva de 5 questões serem anuladas na 1ª fase por conta da ausência das questões de Direito Humanos gerou outra ação civil pública contra a prova.
Neste último caso, como surgiu para a OAB a real possibilidade de perder, resolveram pesar a mão na 2ª fase, pois caso as 5 questões fossem anuladas, mais uns 22 mil candidatos seriam aprovados. Aliás, naquela época, eles usaram o Blog Exame de Ordem para prejudicar vários candidatos que haviam conseguido liminar para fazer a prova - Atenção!! TRF-1 acaba de derrubar DEZENAS de liminares contra o Exame de Ordem 2010.3.
Lembro desses dados porque eles são um indicativo do futuro grau de dificuldade da prova. A lógica, como vocês já devem ter percebido, é simples: Poucos aprovados, prova fácil; muitos aprovados, prova difícil.
Lembram da prova subjetiva do Exame de Ordem passado? Todas elas foram ótimas, inclusive com reflexos nos percentuais de aprovação, acima de 80% na 2ª fase. Isso decorreu de uma 1ª fase mais severa. Na última prova foram 121.380 candidatos inscritos e apenas 21.970 candidatos aprovados, ou, 18,48% dos inscritos, na primeira fase. Destes apenas 18.011 candidatos foram aprovados na 2ª fase, representando 14,83% do total.
Assumindo como verdade um alto percentual de aprovados na atual 1ª fase, o histórico da prova nos diz que a 2ª fase vai ser muito, mas muito difícil.
Perspectiva nada agradável essa.
Entretanto, não posso cravar uma certeza absoluta nesse prognóstico. Escrevi na última sexta-feira projetando um grau de dificuldade alto para a prova de ontem e errei feio. Pensei, de forma errada, que a FGV nunca mais fosse aprovar muitos candidatos na 1ª fase exatamente em razão dos problemas que percentuais altos produziram no passado.
Infelizmente grandes aprovações geraram grandes complicações.
Se posso dar um conselho aos aprovados, este seria em apenas um sentido: estudem muito!
É um verdadeiro axioma: quem se prepara para o pior está pronto para tudo.
Passar na 1ª fase é um grande feito e deve servir de estimulante para o candidato se entregar de corpo e alma aos estudos.
A prova da 2ª fase será no dia 04/12. Vocês tem pouco mais de um mês para se prepararem. Com o tempo é razoável, larguem todo e qualquer projeto paralelo e fiquem por conta somente dos estudos.
Não deixem o futuro nas mãos do acaso: determinem qual será a sorte de vocês!
Como curiosidade, cliquem no dois links abaixo e vejam o quão diferentes foram as provas da 2ª fase do IV Exame Unificado, consideradas provas boas, e do Exame 2010.3, consideradas as mais difíceis até hoje.
A diferença é rasgadamente manifesta:
Não esperem o fim do feriado para pensarem nas ações a serem tomadas. A 2ª fase do V Exame de Ordem Unificado já começou e o relógio está correndo.
Para os candidatos que participaram da quinta edição unificada do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), obrigatório para obtenção do registro que permite o exercício da advocacia, a prova aplicada neste domingo estava mais abrangente do que a última. Os conteúdos mais diversificados nas questões, porém, não dificultaram a vida dos candidatos. A maioria dos estudantes e bacharéis ouvidos pelo iG não achou o exame difícil.
Confiram a íntegra da matéria no Portal IG:
Exame de Ordem foi abrangente e menos complicado, dizem candidatos