Guia estratégico para a prova objetiva do VI Exame de Ordem Unificado

Segue o guia para a prova objetiva da OAB. Leiam-no com CALMA e reflitam sobre seus aspectos.

Esse guia é resultado da minha experiência pessoal e de uma boa reflexão, e as estratégias aqui delineadas certamente serão úteis na hora da prova.

Muito bem!!

No próximo domingo será aplicada pela OAB, em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas, a prova objetiva do VI Exame de Ordem Unificado. E ela não deve ser enfrentada sem uma prévia reflexão sobre a estratégia a ser empregada na sua resolução, e adotar uma não um é luxo ou um exagero: é condição de aprovação.

Segundo dados publicados pela própria OAB, aproximadamente apenas 25% dos candidatos que fazem a prova na primeira vez são aprovados, e somente 7% dos candidatos que reprovaram pelo menos uma vez conseguem a aprovação, considerando que a média de inscritos por prova que já reprovaram ao menos uma vez é de 80% (aqui estou desconsiderando os dados do V Exame, que considero, por enquanto, atípicos).

O Exame está muito, mas muito difícil mesmo.

De acordo com a própria OAB, a zona limítrofe de aprovação, em que pouquíssimos pontos representam o sucesso ou o fracasso representa nada mais, nada menos do que 22,28% dos inscritos.

Os candidatos que fazem de 35 a 39 pontos representam 24 ou 25% de todos os candidatos que fazem a prova! O que se pretende dizer com isso? Que um vacilo, uma desconcentração ou um pequeno esquecimento pode comprometer o sucesso de qualquer candidato: todo ponto conta para a aprovação!

No limiar da aprovação: Detalhes entre quem tira 39 ou 40 pontos na prova da OAB

Adotar uma estratégia representa maximizar o desempenho rumo aos 50% necessários para a provação na primeira etapa, ou seja, 40 pontos.

Vejamos aqui um guia estratégico para ser usado na hora da prova.

1 — A ordem de resolução da prova por disciplinas

Primeiramente o candidato deve determinar qual a sequência de matérias cujo domínio é mais abrangente. Essa sequência deverá ser obedecida na hora da prova. Cada disciplina deve ser localizada e sua ordem de apresentação determinada. Após isso o candidato deve estabelecer estabeleça uma sequência de resolução das questões, da disciplina mais fácil até a mais difícil.

Pode ser contraproducente fazer a prova seguindo as questões na ordem em que elas são apresentadas. Trata-se de observar a lógica do Princípio de Pareto (também chamado de princípio do 80/20), no sentido de otimizar recursos e buscar eficiência. Obedecer a ordem da mais fácil para a mais difícil gera algumas consequências:

a) Ao resolver primeiro as questões mais fáceis, o candidato sofrerá um desgaste muito menor. É cediço que o desempenho intelectual sofre um decréscimo após algumas horas de concentração. A atenção e capacidade de raciocínio estarão diferentes após três horas de resolução de prova comparando com a primeira meia hora dela. O candidato deve aproveitar o início da prova para ter um excepcional desempenho nas áreas de predileção, em que o esforço de compreender o problema e resolvê-lo é menor em função a familiaridade com a disciplina.

b) Atacando primeiro as disciplinas de preferência, com o cérebro descansado, o desempenho será otimizado e as questões serão resolvidas com maior velocidade e menor desgaste. Na medida em que as disciplinas mais difíceis forem surgindo, o ânimo do candidato para enfrentá-las será maior comparativamente com uma resolução aleatória, ou, principalmente, no caso de se optar primeiro pelas disciplinas mais difíceis.

c) Ao enfrentar as disciplinas mais difíceis, o candidato terá sofrido um desgaste menor, já tendo resolvido parte da prova; exatamente aquela em que ele melhor domina. Logo, a preocupação em atingir os 40 pontos será menor, gerando menos ansiedade com o desempenho no transcorrer das horas.

d) Ao resolver as mais fáceis primeiro, o candidato tem a percepção de que está indo bem na prova. Isso não só serve para acalmar, também tendendo a impactar positivamente na gestão emocional da realização da prova.

e) Considerando a lógica associativa da memória, ao longo da prova, passando por informações e elementos relacionados aos esquecidos, você pode estar conseguindo evocar aquilo que foi objeto de esquecimento. Mas tente ir fazendo a prova com naturalidade, pois o nervosismo, por uma série de motivos no plano bioquímico do cérebro, atrapalha a neutralização do esquecimento ou branco, isto é, a evocação de informações não disponíveis intelectualmente.

2 – Marcando o caderno de prova

É interessante para o candidato imprimir uma linguagem própria na hora de resolver a prova, visando estabelecer parâmetros indicativos do que já foi feito e do que resta resolver, buscando a otimização do tempo e evitar erros.

Vejam a imagem abaixo, referente a questão 10 do V Unificado:

Após ler o enunciado, o candidato imediatamente se debruça sobre as alternativas. Nesse processo de cognição, ele estabelece se a alternativa sob análise é a mais adequada, ou não, ao problema proposto no enunciado.

O 1º passo é estabelecer o grau de completude que a alternativa oferece em relação ao enunciado. Dessa forma, ao lado das alternativas B e D, foi marcado um pequeno “X” indicando que aquelas duas alternativas, na visão do candidato, estão erradas.

Na sequência do processo decisório, o candidato aponta, com setas (letras A e C), as alternativas que, sob sua ótica, são as mais adequadas como respostas ao enunciado.

Tomada a decisão, no caso a letra “C”, o candidato marca o famoso “X” na letra escolhida e, ao lado da questão escreve “OK!”, sinalizando para si mesmo que aquela questão está resolvida de forma definitiva.

Caso a certeza quanto ao enunciado correto não for obtida, o candidato não marca o “X” e, ao lado da questão, marca uma interrogação, devendo ir para a próxima questão e só retornar quando terminar o resto da prova.

Agora, qual é a finalidade desse procedimento?

Ao abordar uma questão vocês podem se deparar com 3 possibilidades:

A) Certeza quanto a resposta correta;

B) Dúvida entre duas alternativas;

C) Ignorância completa quanto a resposta.

Se você tem certeza quanto a resposta correta, responda a questão, marque o OK para sinalizar que ela foi resolvida e ignore-a completamente até o momento de passar as resposta para a folha de resposta. O OK é um sinal para você se despreocupar com a questão.

Se há dúvida quanto as alternativas, a “?” indica que você, após resolver as demais questões, deverá voltar para aquela na tentativa de achar qual é a alternativa correta e finalizá-la. O símbolo da interrogação, grande (assim como o OK) funciona como um farol na prova: rapidamente você encontrará as questões que deverão ser novamente analisadas.

E aqui vemos a relevância dos pequenos “X” e das setas:

Quando você retornar para a questão a ser reanalisada, não vai perder tempo com os itens anteriormente descartados. Vai se concentrar somente nas alternativas cuja a dúvida quanto a correção existe.

Vejam que o processo cognitivo e de avaliação prévio já foi feito. Vocês já declinaram um certeza PARCIAL sobre o enunciado. A reanalise é para finalizar o processo de escolha

Eis então a finalidade do procedimento: ajuda a raciocinar, indica o que já foi feito, o que tem de ser resolvido, poupa um bem precioso, o tempo, e evita confusões e potenciais erros.

Desenvolver um padrão de marcação funciona, na prática, como um mapa para o candidato: ele sabe o que já viu, o que já fez e o que falta fazer, de forma simples, fácil e objetiva.

E fazer isso, questão após questão é algo simples, rápido e não consome o preciso tempo.

Em suma: compensa, e muito, fazer!

3 — Natureza das questões

Existem duas modalidades de elaboração de questões. A primeira é a conceitual ou conteudista, e a segunda é aoperatória ou problematizadora.

A modalidade conceitual (conteudista) envolve a compreensão de um conceito e sua identificação dentro da questão, atendendo-se ao enunciado. O candidato precisa conhecer o conteúdo e identificar a assertiva correta em função do enunciado.

A utilização da memória e a percepção do certo e do errado são as chaves para a solução.

Na modalidade problematizadora (operatória) o candidato precisa não só conhecer o conceito como também estabelecer um raciocínio para identificar qual a solução mais adequada para o problema. Neste caso, será necessário o uso do raciocínio para estabelecer a adequação entre o conceito, o problema hipotético e a solução adequada. Ou seja, é preciso raciocinar.

E como é no Exame de Ordem sob a égide da FGV e quais as implicações na hora de se resolver a prova?

Vamos primeiro identificar questões de natureza conceitual cobradas nas duas últimas provas objetivas da FGV. Todas elas não exigem raciocínio do candidato, somente a compreensão do tema e o estabelecimento de uma correlação entre a lei e a resposta adequada.

(OAB/FGV 2010.2) A respeito do Conselho Nacional de Justiça é correto afirmar que:

(A) é órgão integrante do Poder Judiciário com competência administrativa e jurisdicional.
(B) pode rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros de Tribunais julgados há menos de um ano.
(C) seus atos sujeitam-se ao controle do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça.
(D) a presidência é exercida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal que o integra e que exerce o direito de voto em todas as deliberações submetidas àquele órgão.

O enunciado “A respeito do Conselho Nacional de Justiça é correto afirmar que:” é extremamente sucinto, remetendo a atenção do candidato para as alternativas e exigindo deste o conhecimento estrito da letra da lei. O enunciado simples é quase vazio de informações, apenas remetendo ao tema de interesse da banca, informando tão somente o tema jurídico alvo e o tipo de resposta a ser escolhida, no caso, a correta.

A alternativa correta, B, decorre da letra da lei: Art. 103-B, § 4º, V, da Constituição Federal.

É fácil perceber que tal questão exige apenas o uso da memória, sem nenhum raciocínio extra, e é o melhor tipo de questão para começar a se resolver a prova.

Entretanto, esse tipo de questão é propicio para a inclusão das chamadas “pegadinhas”, fartas no tempo do antigo organizador do Exame, o CESPE. A pegadinha consiste em uma tentativa da banca em confundir o candidato com soluções muito parecidas, sendo que uma das alternativas apresenta a modificação de um ou dois termos que a invalida como resposta correta.

A pegadinha gera dúvida e reduz a probabilidade de acerto, e o candidato tem de estar atento.

Entretanto, é bom ressaltar que tal tipo de questão não se presta somente a medir conhecimentos relativos à letra da lei, sendo que conceitos jurídicos-doutrinários também podem ser exigidos:

(OAB/FGV 2010.2) Assinale a alternativa que apresente requisitos intrínsecos genéricos de admissibilidade recursal.

(A) Capacidade, legitimidade e interesse.
(B) Preparo, interesse e representação processual.
(C) Representação processual, preparo e tempestividade.
(D) Legitimidade, tempestividade e preparo.

Claro que capacidade, legitimidade e interesse são requisitos legais de admissibilidade recursal, mas a abordagem feita na questão é nitidamente doutrinária-conceitual, sendo muito mais adequado estudar pela doutrina neste caso.

Vejam agora outro tipo de questão de natureza operatória em que a resposta correta complementa o enunciado:

No Direito Público brasileiro, o grau de autonomia das Agências Reguladoras é definido por uma independência:

(A) administrativa total e absoluta, uma vez que a Constituição da República de 1988 não lhes exige qualquer liame, submissão ou controle administrativo dos órgãos de cúpula do Poder Executivo.
(B) administrativa mitigada, uma vez que a própria lei que cria cada uma das Agências Reguladoras define e regulamenta as relações de submissão e controle, fundado no poder de supervisão dos Ministérios a que cada uma se encontra vinculada, em razão da matéria, e na superintendência atribuída ao chefe do Poder Executivo, como chefe superior da Administração Pública.
(C) legislativa total e absoluta, visto que gozam de poder normativo regulamentar, não se sujeitando assim às leis emanadas pelos respectivos Poderes legislativos de cada ente da federação brasileira.
(D) política decisória, pois não estão obrigadas a seguir as decisões de políticas públicas adotadas pelos Poderes do Estado (executivo e legislativo).

A questão acima é nitidamente conceitual-doutrinária, e o estudo deve ser pautado na leitura de um livro.

Há também o estilo de questão tal como mostrada abaixo, em que palavras que complementem o sentido do texto devem ser escolhidas. Esse tipo de questão apresenta uma alta probabilidade de confundir o candidato, se aproximando muito do propósito de uma “pegadinha”.

(OAB/FGV 2010.2) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas do texto:

“para a ocorrência de __________, não basta a imputação falsa de crime, mas é indispensável que em decorrência de tal imputação seja instaurada, por exemplo, invesigação policial ou processo judicial. A simples imputação falsa de fato definido como crime pode constituir __________, que, constitui infração penal contra a honra, enquanto a __________ é crime contra a Administração da Justiça”.
(A) denunciação caluniosa, calúnia, denunciação caluniosa.
(B) denunciação caluniosa, difamação, denunciação caluniosa.
(C) comunicação falsa de crime ou de contravenção, calúnia, comunicação falsa de crime ou de contravenção.
(D) comunicação falsa de crime ou de contravenção, difamação, comunicação falsa de crime ou de contravenção.

Vamos analisar agora questões de natureza problematizadoras.

As questões que exigem o raciocínio do candidato são mais trabalhosas, pois demandam não só o conhecimento da norma e da doutrina como exige sua adaptação ao problema. Ou seja, não basta conhecer, é preciso compreender e adaptar.

Esse tipo de enunciado é mais complexo e demanda mais foco e concentração na hora de ser resolvido.

Vejam uma típica de situação-problema na qual o candidato precisa refletir para encontrar a alternativa adequada. O enunciado é bem mais extenso e conta um caso, uma história (a que chamamos de situação-problema) exigindo uma leitura bem mais atenta para a correta compreensão do enunciado. Aqui temos a forte distinção das questões operativas:

(OAB/FGV 2010.2) Em determinado procedimento administrativo disciplinar, a Administração federal impôs, ao servidor, a pena de advertência, tendo em vista a comprovação de ato de improbidade. Inconformado, o servidor recorre, vindo a Administração, após lhe conferir o direito de manifestação, a lhe impor a pena de demissão, nos termos da Lei nº 8112/90 e da Lei 9784/98.
Com base no fragmento acima, é correto afirmar que a Administração Federal:

(A) agiu em desrespeito aos princípios da eficiência e da instrumentalidade, autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente, desde que não imponha pena grave.
(B) agiu em respeito aos princípios da legalidade e autotutela, autorizativos da reforma em prejuízo do recorrente.
(C) não observou o princípio da dignidade da pessoa humana, trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente.
(D) não observou o princípio do devido processo legal, trazendo equivocada reforma em prejuízo do recorrente.

No plano da estrutura do conteúdo, as questões podem contar com as seguintes possibilidades:

— apenas afirmativas, exigindo a disponibilidade de conceitos: neste caso, a afirmativa pode ser correta ou não;

— afirmativas e justificativas: neste caso, ambas podem estar certas ou erradas, bem como uma estar certa e a outra errada. Muito cuidado, pois não é incomum a apresentação de uma afirmativa correta, com uma justificativa erra. Esta consiste numa pegadinha bastante perigosa.

— afirmativa principal e afirmativa complementar: muitas vezes a afirmativa complementar aparece como uma exceção a uma regra que aparece na afirmativa principal. Muitas vezes usa-se para tanto, como conector, a expressão “ainda que”.

Ao se comparar as provas anteriores do Exame de Ordem, é nítida, muito nítida a distinção entre os tipos de questões cobradas. E as questões problematizadoras certamente predominam, porquanto são as questões que produzem um maior cansaço mental.

Enunciados mais extensos demandam mais tempo, cansam mais e aumentam a probabilidade de distrações e perda de foco, afora o fato das questões serem mais intrincadas dificultam mais a escolha da assertiva correta.

Que lição tirar disso? Não existe, após se analisar os tipos de questões, um “esquema” ou “macete” para resolver as questões: ou o candidato sabe ou não sabe!

Trata-se de apenas uma questão de foco a atenção na resolução da prova. No máximo o candidato pode optar entre resolver primeiro as questões conceituais para depois abordar as operativas, mas isso implicaria em um processo seletivo muito extenso e para a prova seria contraproducente.

De toda forma, serve para identificar enunciados passíveis de conterem “peguinhas”, e as conceituais são as melhores para esse tipo de construção: o candidato deve ficar atento!

Mas vale o alerta de que as questões operatórias tendem a ser mais desgastantes que as questões conteudistas.

4 — Resolvendo as questões

Ao resolver as questões, deve-se atentar para os seguintes pontos:

a) O candidato não deve sair riscando a prova indiscriminadamente. Se for marcar uma assertiva que julga correta, deve fazer apenas um ponto ou uma seta. Deixe aquele “X” apenas para quando a convicção sobre a resposta for absoluta, tal como mostrado mais acima. Isso evitará qualquer confusão.

b) Não se deve perder tempo com questões muito difíceis, ou que a dúvida entre uma ou outra resposta seja quase insuperável. As questões dessa natureza devem ser deixadas para o final. O tempo desperdiçado durante a prova em uma questão dessa natureza pode faltar ao final.

c) Um círculo deve ser feito em torno das seguintes palavras: correta, incorreta, certa, certos, errada, sim e não. Tais termos determinam muitas vezes o sentido da resposta e não raro o candidato se confunde com o sentido da própria resposta exigida, o que inexoravelmente o conduzirá ao erro.

d) Os termos “sempre”, “jamais” e “nunca” quase sempre estão associados com assertivas cujos enunciados estão errados. Generalizações no Direito são perigosas e no Exame de Ordem quase sempre pontuam assertivas errôneas.

5 — Concentração e foco

É natural que os candidatos sintam um maior ou menor grau de ansiedade ou nervosismo na prova. Aliás, essa é uma das marcas registradas do Exame de Ordem, e as recentes estatísticas contribuem decisivamente para agravar o quadro emocional dos examinandos.

A Drª Tânia Loricchio, do Departamento de Psicobiologia da Unidade de Medicina Comportamental da UNIFESP, conduziu um estudo sobre os índices de ansiedade e stress pré-Exame de Ordem.

E os dados preliminares desse estudo, ainda não publicado, revelam o forte impacto emocional que o Exame de Ordem desencadeia nos candidatos.

Foram analisados 237 bacharéis em Direito inscritos em cursos preparatórios em diversasregiões do estado de São Paulo, com idade entre 21 e 74 anos (32,9 anos, em média), sendo 46% homens e 54% mulheres.

Destes, 80% já haviam prestado o Exame anteriormente, sendo que alguns em mais de uma oportunidade.

Desse universo de candidatos analisados, 70% apresentaram sintomas de stress, sendo que 41% com níveis de stress mais severos.

No quesito ansiedade, segundo o parâmetro de análise Ansiedade-Estado (Ansiedade-Estado descreve os sintomas da ansiedade momentânea, relacionada a uma situação presente), a pontuação média foi de 50,5, em um índice com variáveis entre 20 a 80 pontos.

A Ansiedade-Traço (Ansiedade-Traço descreve sintomas de ansiedade que persiste, de como a pessoa costuma se sentir) em conformidade com o parâmetro de avaliação semelhante o da ansiedade -estado, a média do universo de candidatos pesquisados chegou a 45,6 pontos, com variáveis do índice também entre 20 a 80 pontos.

Quanto ao parâmetro autoconfiança, a pontuação média foi de 43,5 de um índice que variava de 20 a 70 pontos.

O estudo revela, sob um aspecto científico, o que já era sabido (e sentido) de forma inata pelos candidatos: o Exame de Ordem mexe com os nervos.

E como vencer o medo, a ansiedade e o stress?

A solução óbvia seria retirar do caminho as causas geradoras do medo, da ansiedade e do stress.

O problema reside no fato de que a principal causa, o Exame de Ordem em si, só é “retirável” como causa uma vez superado, não sendo essa uma solução adequada.

Na verdade, não existem fórmulas mágicas para amainar a pressão interna. Seria fácil se fosse uma simples questão de vontade. Mas não é. Esses fatores independem da vontade, são sentidos e os candidatos têm dificuldade em controlá-los.

Quanto à concentração, cabe esclarecer que esta consiste numa função cognitiva, envolvendo a capacidade de selecionar alguns estímulos em detrimento de outros. No caso da prova, o desafio é eleger como estímulo exclusivo aquilo que estará na sua frente, isto é, o conteúdo da prova, o que significa descartar os demais estímulos, sejam endógenos ou exógenos, como os ambientais.

Trabalhar a motivação também seria uma alternativa e muito se faz sob este aspecto, mas de uma forma geral tal trabalho tem eficácia limitada.

E o tem porque a fonte de motivação é externa. Preceitos podem ser internalizados, mas lidar com as circunstâncias geradoras do stress e da ansiedade trabalhando não só os estímulos negativos como também as fontes de motivação envolvem uma série de reflexões e muito trabalho interno, e tudo isso, sem uma considerável ajuda da experiência, são elementos que demandam tempo.

Como fazer para evitar que o aspecto emocional prejudique o desempenho durante a prova? Que a mente não seja prejudicada pela tensão?

Talvez a solução não esteja em combater as causas, tal como a autoajuda pretende, e sim combater os efeitos, independentemente do estado emocional do candidato.

Pois, se não é possível combater os efeitos negativos da ansiedade, exatamente por não conseguir superá-la, a solução resida em evitar que os efeitos da ansiedade prejudiquem o desempenho durante a prova.

Tenso, nervoso e estressado o candidato ficará, mas, ainda assim, é possível debelar a condição psicológica negativa evitando-se prejuízos cognitivos na hora da prova.

Isso é possível ao se conhecer e trabalhar as consequências do nervosismo. E quais são, durante a prova, as consequências do estresse, do nervosismo e da ansiedade?

a) Interpretação equivocada do enunciado;

b) Pressa na resolução do problema;

c) “Branco” ou esquecimento do conteúdo;

d) Dúvida relevante e aparentemente insuperável entre assertivas;

e) Desespero com a percepção de que se está fazendo uma péssima prova.

E como trabalhar para superar esses efeitos negativos?

Vamos ponto por ponto:

a) Interpretação equivocada do enunciado

Vamos partir da premissa de que o candidato está naturalmente nervoso. Esse premissa vale para todas as situações.

Um dos problemas do nervosismo é interpretar de forma equivocada o que a banca quer.

E isso é fatal.

Não se aborda aqui a pressa em se ler o enunciado, que será tratado na sequência do texto. Trata-se da compreensão de sentido, do que efetivamente a banca quer com a pergunta e, consequentemente, com a resposta.

A leitura do problema deve ser feita lentamente, as etapas do enunciado, como um todo, devem ser superadas de forma pausada, para depois a leitura do problema ser feita de uma só vez.

O candidato deve entender exatamente o que é a pergunta.

Depois, procurar a resposta correta.

A leitura com completa compreensão de sentido independe do estado emocional do candidato. Ela depende da atenção emprestada ao texto e do estabelecimento do conhecimento prévio para identificar qual a resposta é a mais adequada.

O candidato deve ler lentamente para entender o sentido e o alcance do que lhe é proposto pelo enunciado.

b) Pressa na resolução do problema

A pressa na resolução do problema quase se confunde com se interpretar incorretamente o enunciado.

Mas são coisas distintas.

É certo que a prova dura pouco, principalmente porque a concentração em resolvê-la mitiga o natural sentido do fluxo temporal, mas a pressa em responder rapidamente as questões, motivada por um estado de ansiedade, pode acarretar em uma série de problemas.

A leitura deve ser feita em um ritmo que assegure a exata compreensão do sentido. Não muito lenta, por certo, pois o tempo total é limitado.

Se o candidato não faz a menor ideia da resposta, pois não detém o conhecimento exigido na pergunta, deve ignorá-la imediatamente. Ganhará tempo com isso.

De toda forma, não deve existir nenhuma precipitação na hora da resposta. Exerça o controle sobre o item de leitura e o tempo dedicado na escolha da resposta.

E devemos ter em mente que o fator tempo talvez seja mitigado com a redução do número de questões de 100 para 80. Esse e um elemento novo e, em princípio, benéfico aos candidatos.

c) “Branco” ou esquecimento do conteúdo

O famoso “branco”, ou o lapso de um conhecimento que se julgava possuir não é algo incomum, e certamente pode levar ao desespero.

O esquecimento pode ser elidido se ao candidato parar tudo o que está fazendo e dar um pouco de tempo para si mesmo, visando recomposição da calma e do foco mental.

O “branco” é um sintoma do nervosismo. Para evitá-lo, o ideal seria conquistar alguma confiança. Uma das alternativas para conquistá-la é, exatamente, iniciar a prova pelas disciplinas mais fáceis.

Depois o candidato naturalmente prossegue para as disciplinas mais difíceis. Esse processo tende a minimizar tensões, pois o candidato percebe que está conseguindo avançar na resolução dos enunciados e tem a impressão de que está indo bem no início, gerando um sentimento de segurança capaz de elidir um esquecimento oriundo de lapsos de memória decorrentes do nervosismo.

Caso o “branco” mesmo assim ocorra, deve-se tentar manter a calma. O examinando deve parar de resolver a prova e procurar respirar fundo. Após um tempinho, deve voltar a resolver as questões, lendo tudo muito devagar, bem devagar mesmo, buscando estabelecer as diferenças entre cada assertiva oferecida. Por que elas são diferentes? Qual delas oferece uma solução mais lógica à pergunta?

Calma na busca da informação deve ser perseguida até o lapso ser superado.

Como já afirmado antes, ao repassar a prova, com tranquilidade, você pode estar provocando a mobilização da lógica associativa da memória. E com isto, neutralizar o branco, evocando por vias transversais a informação não disponível.

d) Dúvida relevante e aparentemente insuperável entre assertivas

Não tenham a menor dúvida: nervosos ou não, essas dúvidas irão aparecer várias vezes durante a resolução da prova. O candidato que não tiver nenhuma dúvida na hora de responder ou tira zero ou está próximo de resolver corretamente as 100 questões.

O problema de se defrontar com uma dúvida aparentemente insuperável entre duas assertivas está em dedicar um tempo desnecessário para achar a solução, enervando-se com isso.

Não se deve perder tempo!

Se a resposta certa não for cognoscível de plano, após ter completa compreensão de sentido do enunciado e das respostas, o candidato deve passar para a próxima pergunta, tendo o cuidado de anotar quais as assertivas provavelmente são as verdadeiras, para depois de resolver tudo o que sabe, voltar para aquela questão e enfim tentar resolvê-la.

É muito importante também pontuar uma prática muito comum em qualquer certame: não se deve chutar a resposta!

Chutar, ou escolher aleatoriamente uma resposta, é assumir que não se sabe o conteúdo. Cada questão guarda, mesmo que minimamente, uma lógica jurídica. E essa lógica deve ser procurada na resposta.

A probabilidade de sucesso com um chute é de 25% por questão. Não só estatisticamente é um percentual baixo como também deve ser considerado dentro do universo de questões a serem chutadas. E o desempenho pode ser péssimo.

Se o candidato não possui dons mediúnicos ou de clarividência, não deve chutar!

Entretanto, se a opção for pelo chute, recomendo a postagem No limiar da aprovação: Detalhes entre quem tira 39 ou 40 pontos na prova da OAB. Afinal, recomendação é uma coisa, na hora do vamos ver, as condições são outras…

e) Desespero com a percepção de que se está fazendo uma péssima prova

Caso o candidato chegue ao ponto do desespero, pouco pode ser feito.

Muito provavelmente sucumbirá.

E sim, casos de desespero acontecem.

Aqui temos dois pontos importantes a serem considerados.

O primeiro é que o candidato precisa ser honesto consigo mesmo. Estudou? Não? Não tem o direito de se desesperar. O resultado ruim tem como causa sua própria inércia e falta de vontade. Não é na hora da prova que o desejo de passar de repente aparece. Ele precisa aparecer antes, e o estudo é a manifestação desse desejo.

Estudou e está nervoso? Então siga os passos acima e não se desespere.

O segundo ponto tem a ver com a preparação na véspera da prova. Muitos perguntam se compensa estudar na sexta ou no sábado.

Não existe uma resposta certa para essa pergunta. Estudar no sábado pode ser bom, não estudar também.

Muitos candidatos que já passaram consideram que não se deve estudar, exatamente para ocupar vossas mentes com algo muito importante: a concentração.

Mas se forem estudar, vão duas dicas importantes: (1) procurem não se desgastar, de modo a comprometer suas condições cognitivas no momento da prova; (2) procurem trabalhar com informações de caráter mais arbitrário e menos lógico, tais como os prazos processuais ou as competências privativas da União (art. 22 da CF), no sentido de mobilizar para estas a memória de curto prazo.

Na véspera da prova o examinando deve se concentrar. Pensar na prova, como vai abordá-la, afinar a estratégia de resolução, mentalizar as dicas acima caso o nervosismo apareça e trabalhar muito o emocional.

Em suma: entrar no clima da prova!

Lembrem-se de que as dicas acima não são exaustivas. Outras podem ser criadas.

De toda forma, o ideal é não ficar nervoso, exatamente daí decorre a importância de se concentrar: a busca de um foco, de um ponto de equilíbrio onde a razão pode encontrar seu sustentáculo e a prova passe a ser novamente o que ela efetivamente é e nunca vai deixar de ser: só uma prova!

Boa prova!

*Texto escrito em co-autoria com o Dr. Rogério Neiva, juiz do trabalho e criador do sistema de gerenciamento de estudos Tuctor.

Por Maurício Gieseler em 03 fevereiro 2012 às 12:50

Categoria: Como se preparar para a prova

Raio-x da FGV na OAB de Processo Civil

Cautelar

(OAB 2010.2, 2010.3 e 2011.2 V Exame - 3 questões)

Medidas Cautelares

Processo Cautelar

Execução

(OAB 2010.2, 2010.3 e 2011.2 V Exame - 3 questões)

Das Espécies de Execução

Embargos do Devedor

Formação, Suspensão e Extinção do Processo. Nulidades

(OAB 2010.2 e 2011.1 – 3 questões)

Direito Processual Civil

Formação, Suspensão e Extinção do Processo

Nulidades no Processo Civil

Juizado Especial Cível e da Fazenda Pública

 (OAB 2010.2 e 2010.3 - 2 questões)

A Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública (Lei nº 12.153/2009)

Os Juizados Especiais da Fazenda Pública

Juizados Especiais Cíveis – Uma Justiça Mais Rápida

Jurisdição e Competência

 (OAB 2010.2 – 1 questão)

Jurisdição e Competência

Jurisdição e Competência – Introdução

Litisconsórcio. Assistência. Intervenção de Terceiros.

(OAB 2011.2 V Exame - 1 questão)

Litisconsórcio, Assistência e Intervenção de Terceiros

Resumo de Litisconsórcio e Intervenção de Terceiros

Mandado de Segurança

 (OAB 2010.2 e 2010.3 – 2 questões)

Considerações sobre o mandado de segurança coletivo

Partes, Procuradores, Ministério Público e Juiz

 (OAB 2010.3 – 1 questão)

Partes e Procuradores

Ministério Público

O papel do Juiz no processo civil moderno

Dos Atos do Juiz

Pressupostos Processuais e Condições da Ação

(OAB 2010.2 – 1 questão)

Pressupostos processuais e condições da ação

Procedimentos Especiais

(OAB 2010.2 e 2011.1 – 2 questões)

Ações Possessórias

Macete Jurídico – Ações Possessórias

Da Curatela dos Interditos

Curatela de interditos

Processo do Conhecimento. Ritos Sumário e Ordinário

(OAB 2010.2, 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 7 questões)

Apostila de Direito Processua Civil

Recursos

(OAB 2010.3 – 1 questão)

Apostila de recursos em espécie

Do agravo

Sentença e Coisa Julgada

(OAB 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 4 questões)

Da coisa julgada

Sentença e Cosia Julgada

Por Maurício Gieseler em 03 fevereiro 2012 às 09:10

Categoria: Como se preparar para a prova

Hoje é quinta-feira! É hora de estudar Ética Profissional

Hoje é quinta-feira e entramos, definitivamente, na reta final para a prova da Ordem.

Hoje e amanhã são os dias propícios para se estudar Ética. Na última prova foram 12 questões de Ética profissional. Meditem sobre o peso de 12 questões dentre as 40 necessárias para a aprovação.

Tirem hoje e amanhã para estudar só essa disciplina e resolver apenas questões de ética, não só do CESPE e FGV como também do Exame no tempo das seccionais.

Como estudar?

1 – Leiam a legislação e os regulamentos, cada um, ao menos três vezes seguidas. A LEITURA atenta e com calma da legislação correlata é a melhor forma de apreender o conteúdo;

2 – Resolvam todos os exercícios possíveis e imaginários sobre ética;

3 – Façam a análise crítica dos seus erros. Revisite a legislação e descubra o porquê deles. Errar nesse momento tem uma importante função pedagógica;

4 – Releiam a legislação mais uma ou duas vezes;

5 – Refaça TODOS os exercícios mais uma vez.

DU-VI-DO que vocês não consigam acertar pelo menos, no mínimo e por baixo, umas 10 questões.

Duvido!

Pode parecer uma metodologia cansativa, e na verdade é, mas ela visa um propósito, e para esse propósito ela é altamente eficiente.

Podem confiar!

Eis as normas:

Lei 8.906/94 – Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

Código de ética e disciplina da OAB

Regulamento geral do estatuto da advocacia e da OAB

As questões passadas vocês encontram aqui: Provas anteriores da OAB

São 12 questões!! Não deixem para a última hora!

Por Maurício Gieseler em 02 fevereiro 2012 às 15:35

Categoria: Como se preparar para a prova

Raio-x da FGV na OAB de Constitucional

Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público

(OAB 2010.2 e 2010.3 - 2 questões)

O papel do Conselho Nacional de Justiça, sua competência, atribuições, importância e finalidade

Saiba mais o que é e como funciona o CNJ

Controle de Constitucionalidade

(OAB 2010.2, 2010.3 e 2011.1 - 4 questões)

Síntese Concursos

Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

(OAB 2010.3 - 1 questão)

 Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

Remédios Constitucionais

(OAB 2011.2 V Exame - 1 questão)

 Remédios Constitucionais

Direitos Políticos

(OAB 2010.3 e 2011.1 - 3 questões)

 Dos direiros políticos – resumo

Direitos Sociais

(OAB 2011.1 - 1 questão)

Direitos sociais para todas as pessoas

Funções Essenciais à Justiça

(OAB 2010.2 - 1 questão)

Das funções essenciais à Justiça

Funções Essenciais da Justiça Brasileira

Nacionalidade e Direito Internacional

(OAB 2011.1 e 2011.2 V Exame - 4 questões)

 Advocacia Internacional

Organizção do Estado

(OAB 2010.2, 2010.3 e 2011.2 V Exame - 4 questões)

Organização do Estado

Organização do Estado Brasileiro

Administração Pública

Poder Executivo

(OAB 2010.2, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 3 questões)

 Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário

 Poder Judicário

(OAB 2010.2, 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 4 questões)

 Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário

A Organização do Poder Judiciário Nacional

Poder Legislativo

(OAB 2010.2, 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 9 questões)

Poder Legislativo, Organização, Atribuições do Congresso Nacional e Competências do Senado e da Câmara

Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário

Processo Legislativo

Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária. Tribunais de Contas.

Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária

Temas Combinados e Dreitos Humanos

(OAB 2011.1 e 2011.2 V Exame - 6 questões)

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Direitos Humanos

Por Maurício Gieseler em 02 fevereiro 2012 às 12:23

Categoria: Como se preparar para a prova

Raio-x da FGV na OAB de Processo Penal

Ação Penal, Suspensão Condicional do Processo e Ação Civil

(OAB 2010.2 - 1 questão)

Ação Penal

O Instituto da Suspensão Condicional do Processo Sob a Nova Ótica Penal Processual Penal e Sua Aplicação nos Procedimentos Sumário e Ordinário

Ação Civil ” Ex Delicto”

Fontes, Princípios Gerais e Interpretação

(OAB 2010.2 – 1 questão)

Fontes, Princípios Gerais e Interpretação

Inquérito Policial

(OAB 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 3 questões)

Inquérito Policial

Inquérito Policial

Jurisdição e Competência

(OAB 2010.3 e 2011.2 V Exame – 3 questões)

Análise da Jurisdição e Competência na esfera Processual Penal

Jurisdição e Competência no Processo Penal

Legislação Extravagante e Temas Combinados

(OAB 2011.1 - 2 questões)

Juizado Especial Criminal

Juizados Especiais Criminais: aspectos teóricos e práticos de uma nova política criminal

Procedimento Sumário Penal – Lei 11.719/08

 Nulidades

(OAB 2010.3 e 2011.2 V Exame - 2 questões)

As Nulidades no Processo Penal

Nulidades no Processo Penal Brasileiro

Prisão e Liberdade Provisória

 (OAB 2010.3 – 2 questões)

Reforma do CPP: cautelares, prisão e liberdade provisória

Processo dos Crimes da Competência do Júri

(OAB 2010.2 e 2010.3 – 2 questões)

Do processo dos crimes de competência do júri

Procedimento nos crimes da competência do júri

Processos e Procedimentos; Sentença, Preclusão e Coisa Julgada

(OAB 2010.2, 2010.3 e 2011.1 – 5 questões)

Procedimentos do Processo Penal

Esquemas Gráficos Sobre os Procedimentos Penais

Sentença e coisa julgada

Direito em Quadrinhos – Diferença entre: prescrição, decadência, perempção e preclusão

Introdução ao Processo Penal

Prova

(OAB 2010.2 e 2011.2 V Exame – 2 questões)

A Reforma do CPP – Provas

Aspectos Gerais Sobre a Prova no Processo Penal e as Orientações Promovidas pela Lei 11.690/08

Questões e Processos Incidentes

(OAB 2011.1 – 2 questões)

Das Exceções no Processo Penal

Incidente de falsidade

Recursos

(OAB 2010.2 e 2011.2 V Exame – 2 questões)

Recurss no Processo Penal

Resumo – Recursos no Processo Penal

Por Maurício Gieseler em 02 fevereiro 2012 às 12:16

Categoria: Como se preparar para a prova

No limiar da aprovação: Detalhes entre quem tira 39 ou 40 pontos na prova da OAB

Qual é a diferença, em termos de conhecimentos, entre quem faz 39 pontos, e é reprovado, e aquele candidato que faz 40 e é aprovado?

Ínfima? Nenhuma?

Algo assim…

Mas em termos práticos, dentro da lógica do Exame da OAB, a diferença pode ser representada pela foto abaixo:

Um abismo…

Lembro-me que no Exame de Ordem 2010.3 foi possível, pela 1ª vez, por conta de algumas liminares, projetar o percentual de candidatos que ficavam entre os 45 a 49 pontos na 1ª fase: 23%

Claro! Agora o número de questões caiu de 100 para 80, mas o percentual, ao menos em princípio, deve permanecer o mesmo.

Se neste Exame temos 102 mil inscritos - VI Exame de Ordem tem 102 mil candidatos inscritos - aproximadamente 23.460 candidatos, em tese, ficarão nessa faixa de reprovação.

Ali, na boca do caixa, na beira da praia, no limiar da aprovação.

Acompanho esse drama faz um tempão e creiam-me, o candidato que tira 39 pontos na prova fica TENSO!

Muito tenso.

Como minimizar as possibilidades de se tirar menos de 40 pontos?

Sim, minimizar, pois não existe macete para se tirar 40 pontos. Para isso existe uma coisa chamada estudo.

Todos vocês estão estudando bastante. Uns vão fazer bem mais de 40 pontos, outros vão passar raspando, aproximadamente 23% ficará na faixa dos 35/39 pontos e o resto ficará aquém disso.

Entretanto, muitos candidatos, por distrações, erros simples, cometem pequenas falhas, e essas pequenas falhas cobram um preço muito alto, jogando um candidato que poderia perfeitamente fazer 40 pontos para a faixa dos 35/39.

E nós não queremos isso!!!

Então, quais medidas podem ser tomadas para evitar essa pequena grande tragédia? Vamos lá!

1 – Atenção no preenchimento da folha de respostas

A prova de vocês, tecnicamente, tem 5 horas de duração.

Tecnicamente…

Na pratica, vocês terão 4 horas e 20 minutos de prova. Os 40 minutos restantes deverão ser dedicados a transposição das assertivas respondidas para a folha de respostas.

E por que 40 minutos? Exatamente para a transposição ser feita com calma e atenção. Se vocês deixarem para fazer isso nos últimos 20 minutos, vão sentir uma pressão imensa e podem incorrer em uma falha grave: passar uma resposta de forma errada da prova para a folha, e esse erro pode custar sua aprovação.

Isso acontece DI-RE-TO!

Quando faltar 40 minutos parem onde estiverem e façam a transposição com calma e atenção. Se vocês terminarem antes dos 40 minutos se esgotarem, ótimo, voltem para a prova caso falte responder algumas questões. Pelo menos vocês garantem aquelas já respondidas.

2 – Em caso de chute, fique com a 1ª escolha

Não tem jeito. Ao fim de toda prova muitos candidatos entram em desespero, pois, entre duas questões, optaram por uma e, na hora de transpor para a folha de resposta, resolveram trocar pela outra.

E geralmente acabam trocando a certa pela errada.

É impressionante como essa troca de uma alternativa por outro gera lamento entre os candidatos.

Vamos ser sinceros: o chute existe e a grande maioria dos candidatos utiliza essa “técnica”:

Durante a resolução de questões de provas passadas, vocês já devem ter percebido que das 4 alternativas, 2 fazem sentido e 2 são meio esquisitas. Essas duas são sempre, de plano, descartadas. Restam as duas que fazem sentido.

Qual delas optar, quando a dúvida entre a certa e a errada for insuperável?

Inexiste uma razão científica, creio eu, para explicar o porquê dessa troca da 1ª escolha por outra questão acabar por levar o candidato ao erro. Não faço a menor ideia das razões para tal fenômeno.

Mas pelo volume de queixas que já ouvi desde que acompanho essa prova, sei, por motivos empíricos, da existência desse fenômeno.

MUITOS candidatos reclamam da troca de questões. Muitos…

Essa é uma dica desprovida, confesso, de uma razão lógica para ser observada, mas, sinceramente, compensa observá-la:

“Quando o candidato estiver em dúvida numa questão, deve optar sempre por sua 1ª escolha.”

O risco do erro sempre existe, mas a ideia aqui é minimizá-lo.

3 – Atenção aos comandos das questões

Eis o calcanhar de Aquiles dos candidatos: a perda do foco e a desatenção.

E, por consequência, a perda da capacidade da inteira compreensão do enunciado. E nesse momento a probabilidade de erro cresce exponencialmente…

Eis o problema: o candidato sabe a resposta, mas por uma falha na cognição do enunciado, ele erra.

Saber e errar dói…dói imensamente quando a nota fica próxima aos 40 pontos.

Vejam o trecho de um enunciado da última prova objetiva (V Unificado) para ilustrar bem o que estou falando:

Questão 2

(…) Em um dos dias em que atuava profissionalmente, viu-se interpelado por um dos chefes de seção, que questionou sua permanência no local, proibida por atos regulamentares. Diante disso, é correto afirmar que (…)”

Lendo a última prova, da forma como foi concebida, praticamente 80% das questões têm em seu final um “é correto afirmar“. Até aí nada de fantástico: o sentido final da pergunta fica claro. O problema reside na probabilidade de vir, perdido no meio da prova, um “é incorreto afirmar“, ou escolha a alternativa incorreta.

O risco existe, e o candidato, vindo em uma toada de “é correto afirmar“, pode, por desatenção, ser surpreendido.

E a desatenção pode decorrer, principalmente nas provas da FGV, dos enunciados extensos. Vejam um exemplo:

“”O sindicato dos empregados de empresa de transporte e o sindicato das empresas de transporte firmaram convenção coletiva, na qual foi estipulado aviso prévio de 60 dias por tempo de serviço, no caso de dispensa sem justa causa. Dois meses depois de esse instrumento normativo estar em vigor, o motorista Sílvio de Albuquerque foi despedido imotivadamente pela Transportadora Carga Pesada Ltda. Em virtude de não ter a CTPS assinada e de não terem sido pagas suas verbas rescisórias, Sílvio ajuizou ação trabalhista, pleiteando o reconhecimento do vínculo de emprego, assim como o pagamento das verbas rescisórias, observando-se o aviso prévio de 60 dias, bem como a projeção de 2/12 nas suas férias proporcionais, 13º proporcional e FGTS, além da contagem desse período no registro do termo final do contrato em sua CTPS. Em contestação, a transportadora impugnou a pretensão de Sílvio, sob o argumento de que ele era autônomo e, ainda que não o fosse, o instituto do aviso prévio, tal como previsto no art. 7º, XXI, da CRFB, é de trinta dias, inexistindo lei que o regulamente. Argumentou, ainda, que convenção coletiva não é lei em sentido formal e que, portanto, seria inválida a regulamentação da Constituição por meio da autonomia coletiva sindical.
Com base na situação acima descrita, é correto afirmar que Sílvio

(A) não faz jus ao aviso prévio de 60 dias, uma vez que o art. 7º, XXI, da CRFB é norma de eficácia limitada, inexistindo lei que a regulamente.

(B) faz jus ao aviso prévio de 60 dias, uma vez que o art. 7º, XXI, da CRFB não é empecilho para a ampliação do período de 30 dias por meio de norma coletiva.

(C) não faz jus ao aviso prévio de 60 dias, uma vez que não teve a CTPS assinada.

(D) faz jus ao aviso prévio de 60 dias, uma vez que era trabalhador autônomo.”"

É importantíssimo ter plena consciência do sentido do enunciado para evitar ser surpreendido por um jogo de palavras inúteis.

Vejam que a questão está repleta de palavras absolutamente inúteis para o raciocínio e para o oferecimento da resposta correta. Trata-se de uma questão problematizadora, na qual não basta só o candidato conhecer o conceito como também deve utilizar o raciocínio paa adequar a solução correta ao enunciado proposto. Neste caso, é preciso ir um pouco além de meramente ter em mente, decorado, o conteúdo legal: é preciso raciocinar em face do problema, e o problema, praticamente, não oferece quase nada para ajudar na escolha da resposta correta.

O interessante é ter de raciocinar para perceber que quase nada é útil na hora de se escolher a resposta.

Não é um jeito adequado e nem honesto de se avaliar a capacidade de uma futuro advogado. Mas essa é a prova.

Durante a leitura vocês precisam separar o joio do trigo: delimitar quais informações são relevantes para a escolha da assertiva correta.

E detalhe: uma prova com tantos enunciados extensos foi pensada, EXATAMENTE, para cansá-los e vencê-los pela exaustão mental.

O pessoal da FGV certamente conhece os efeitos do cansaço (e do stress) sobre a capacidade cognitiva dos candidatos.

Não há como fugir disso.

Eis então a importância do foco: ler os enunciados com calma para apreender o exato sentido da pergunta, fugindo das armadilhas do texto e encontrando de fato a solução adequada ao problema.

4 – O chute genérico

Observem o gabarito da última prova objetiva:

Vejam agora esta contagem:

Letra A – 19 vezes

Letra B – 20 vezes

Letra C – 21 vezes

Letra D – 20 vezes

Total = 80 assertivas

Interessante, não é?

E tal equilíbrio nas respostas da prova objetiva é verificável em todas as provas objetivas.

Ou seja: há um equilíbrio nas questões.

Eu sou, pessoalmente, contra o chute. Sempre acredito que o candidato consegue ir de forma mais clara na questão observando a lógica do enunciado, a lógica jurídica e eventuais tentativas de evocação do conteúdo anteriormente estudado.

Mas, por outro lado, não posso negar a realidade, e de fato existe um equilíbrio no número de alternativas corretas na prova objetiva.

De posse dessa informação, o que fazer?

Caso vocês cheguem a um determinado ponto da prova e resolvam chutar por não visualizarem mais questões passíveis de serem resolvidas com o conhecimento puro e simples, é possível chutar escolhendo a letra que tenha sido menos escolhida durante a resolução da prova.

Como último recurso, na ausência de capacidade de responder o resto da prova, a observar essa lógica faz sentido.

Mas ressalto: é a última alternativa dentro da prova! Medida, digamos assim, de desespero. Busquem as respostas dentro da lógica jurídica e de seus conhecimentos, descartando antes respostas que não parecem ser adequadas.

—–

É isso pessoal.

De tudo que escrevi acima, a atenção, com certeza, é o elemento mais importante na hora da resolução da prova.

Dá para fazer a prova inteira sem o atropelo do tempo em que eram 100 questões. Sob este aspecto, fiquem mais tranquilos (mas não muito!!).

Leiam, sublinhem trechos do enunciado relevantes para a compreensão do problema e compreendam o que é pedido.

Esse é o caminho!

Por Maurício Gieseler em 01 fevereiro 2012 às 15:10

Categoria: Como se preparar para a prova

Raio-x da FGV na OAB de Direito do Trabalho

Alteração, Suspensão e Interrupção do Contrato de Trabalho, Férias

(OAB 2010.2 e 2010.3 - 3 questões)

Suspensão e Interrupção do Contrato de Trabalho

Férias

Férias – Central Jurídica 

Contrato de Trabalho

(OAB 2010.2 e 2011.2 - 2 questões)

Contrato de trabalho – aspectos legais

Direito Coletivo do Trabalho

(OAB 2010.2 - 1 questão)

Direito Coletivo do Trabalho

Direito do Trabalho

Estabilidade

(OAB 2010.3 - 1 questão)

G1 – Qaundo o trabalhador tem estabilidade no emprego

Estabilidade e garantia no emprego

Jornada de Trabalho – Duração do Trabalho

(OAB 2010.2, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 3 questões)

Jornada de Trabalho

Normas de Proteção do Trabalho – Trabalho do Menor

(OAB 2011.1 - 2 questões)

Da proteção ao trabalho do menor

Contrato de trabalho do menor aprendiz

Remuneração e Salário

(OAB 2010.2, 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 3 questões)

Salário e Remuneração

Sujeitos da Relação de Trabalho – Modalidades Especiais de Trabalhadores

(OAB 2010.2 - 1 questão)

Tipos especiais de empregados e trabalhadores

FGTS e Terceirização

(OAB  2011.1 - 2 questões)

 Natureza jurídica e situação do FGTS após a CF/88

FGTS

Terceirização Trabalhista

Terceirizaçao trabalhista

Término do Contrato de Trabalho

(OAB 2010.2, 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 9 questões)

Rescisão contratual de trabalho

Extinção dos Contratos de Trabalho

Contrato de trabalho por prazo determinado – perguntas e respostas

Por Maurício Gieseler em 01 fevereiro 2012 às 10:19

Categoria: Como se preparar para a prova

Raio-x da FGV na OAB de Tributário

Ações Tributárias

(OAB 2011.1 - 1 questão)

Ação anulatória de débito fiscal e execução fiscal

Crédito tributário: constituição, suspensão, extinção e exclusão

(OAB 2010.3 e  2011.1 - 4 questões)

Suspensão, exclusão e extinção do crédito tributário

Suspensão do cédito tributário

Garantias e privilégios tributários

(OAB 2010.2 – 1 questão)

Garantias e Privilégios

Impostos e contribuições Federais, Estaduais e Municipais

(OAB 2010.2 e 2010.3 - 3 questões)

Impostos Federais, Estaduais e Municipais: Taxas e Contribuições

As Espécies Tributárias: Impostos, Taxas e Contribuições

Isenção e imunidade

(OAB 2010.2 e 2010.3 - 2 questões)

Imunidades e Isenções

Obrigação, responsabilidade e substituição tributária

(OAB 2010.2, 2010.3 e 2011.2 V Exame – 4 questões)

As Modalidades de Responsabilidade Tributária

Responsabilidade tributária

Substituição Tributária – Regras Gerais

Obrigação Tributária

Princípios e limitações constitucionais ao poder de tributar

(OAB 2010.2 e 2010.3 - 3 questões)

Limitações constitucionais ao poder de tributar – princípios

Limitações ao Poder de Tributar

Tributos em espécie

(OAB 2011.1 e 2011.2 V Exame - 2 questões)

Características dos tributos em espécie previstos na CF e no CTN

Modlidades tributárias e tributos em espécie

Vigência, aplicação, interpretação e integração da legislação tributária

(OAB 2010.2, 2010.3 e 2011.2 V Exame - 6 questões)

Vigência, Aplicação, Interpretação e Integração da Legislação Tributária

Vigência, aplicação, interpretação e integração

Por Maurício Gieseler em 31 janeiro 2012 às 12:45

Categoria: Como se preparar para a prova

Raio-x da FGV na OAB – Processo do Trabalho

Ação Trabalhista

(OAB 2010.2, 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 5 questões)

Ação Trabalhista

Justiça do Trabalho – Processo do Trabalho

Ações Especiais

(OAB 2010.2, 2010.3 e 2011.1 – 3 questões)

Procedimentos Especiais Trabalhistas

Mandado de Segurança no Direito do Trabalho

Mandado de Segurança e a Justiça do Trabalho

Atos, Termos e Prazos Processuais

(OAB 2010.2 - 1 questão)

Dos Atos e dos Prazos Processuais

Exame de Ordem

Competência da Justiça do Trabalho

(OAB 2011.2 V Exame - 1 questão)

Jurisdição e Competência da Justiça do Trabalho

A competência material da Justiça do Trabalho conforme a atual interpretação do STF

Execução

(OAB 2010.2 e 2011.1 - 2 questões)

Execução Trabalhista

A Execução Trabalhista

Nulidades

(OAB 2011.2 V Exame - 1 questão)

Nulidades no Processo do Trabalho – algumas dicas

Prova

(OAB 2011.2 V Exame – 1 questão)

Aspectos pelêmicos e atuais da prova testemunhal no processo do trabalho

A prova testemunhal no processo do trabalho: Súmula 357 do TST

Recursos

(OAB 2010.2, 2010.3, 2011.1 e 2011.2 V Exame - 6 questões)

Recursos no processo do trabalho

Recursos no Processo do Trabalho

Temas Combinados

(OAB 2010.3 - 2 questões)

Execução Fiscal Trabalhista

Execção Fiscal na Justiça do Trabalho

A Importância da Ação Civl Pública no Âmbito Trabalhista

Por Maurício Gieseler em 30 janeiro 2012 às 15:10

Categoria: Como se preparar para a prova

Faltam 6 dias para a prova da OAB: o que fazer nesta última semana?

Faltam apenas 6 dias para a prova da OAB. Já estão sentindo o frio na barriga?

Se estão, saibam que é algo absolutamente normal.

E agora, uma vez na reta final, como se preparar? Afinal, o tempo é curto e entramos na reta final.

O que fazer nesses parcos 6 dias?

1 – Avaliação de conhecimento

Você está sabendo muito, pouco ou mais ou menos? Não dá para passar essa semana sem saber como está o nível de preparo pessoal.

E por que não?

Primeiro porque você, se souber, pode se tranquilizar, o que é bom em si mesmo. Ficar mais tranquilo nessa semana já é MUITA COISA. Mas isso só ocorre se você tem a percepção de que está bem preparado. E se estiver mal preparado? Ao menos será possível focar as deficiências e conseguir, na hora da verdade, os pontinhos que faltam para a aprovação.

PRESTEM ATENÇÃO EM UMA COISA: Neste ponto é absolutamente irrelevante o aspecto emocional. Ou seja, se em um processo de auto-avaliação vocês se derem conta de que não estão bem, NECESSARIAMENTE uma mudança de rumo deverá ser efetuada.

Mas isso só ocorre após uma auto-avaliação honesta. O resultado dela pode ser desaminador, mas vocês não farão uma prova melhor só porque estão imersos em uma ignorância condescendente sobre o real estado de estudo e preparação.

Essa é a tática do avestruz…

Vocês precisam necessariamente saber como estão para, a partir daí, tomar decisões racionais, e, por óbvio, necessárias e efetivas.

NÃO deixem de averiguar o atual estado de conhecimento.

E essa avaliação pode ser feita de 2 formas:

A – O simulado do Portal Exame de Ordem, já com gabarito e com correção, em vídeo, dos professores – Simulado para a prova objetivaSimulados de outros cursos preparatórios também serão úteis;

B – Resolução de uma das últimas provas – Provas anteriores

Não deixem de conhecer a si mesmos! Para o bem, ou para o mal, isso é absolutamente necessário!

2 – Resolução de exercícios

Após o candidato ter uma visão ao menos que mínima de sua capacidade, este deverá aquecer os motores e resolver muitas questões de provas anteriores.

Revolvam tantos exercícios quantos possíveis. Agora é a hora para isso!!

Qual é a importância de se resolver provas anteriores?

É possível apontar algumas vantagens:

1 – Pegar ritmo de resolução;

2 – Acostumar-se com a lógica dos enunciados;

3 – Identificar falhas de compreensão caso erre nas respostas. E aqui não é apontar falhas no conhecimento, e sim na intelecção do enunciado;

4 – Aprender mais, afinal, resolver questões faz parte do processo de compreensão do conteúdo;

5 – Identificar pontos em que se julgava conhecer e identificar pontos que realmente não conhece.

A partir dessa percepção, eleger se é mais adequado estudar o que não sabe ou fortalecer o que já se sabe.

Tudo vai jogar vocês dentro do ritmo da prova, fator importantíssimo inclusive para amenizar as naturais tensões e receios. E não se limitem apenas ao universo da FGV. resolvam também questões do CESPE.

Em suma, exercitem-se!

3 – Ética profissional

Na última prova foram 12 questões de Ética profissional. Medite sobre o peso de 12 questões dentre as 40 necessárias para a aprovação.

É uma enormidade!

Tire um dia inteiro para estudar só essa disciplina e resolver apenas questões de ética, não só do CESPE e FGV como também do Exame no tempo das seccionais.

Como estudar?

1 – Leiam a legislação e os regulamentos, cada um, ao menos três vezes seguidas. A LEITURA atenta e com calma da legislação correlata é a melhor forma de apreender o conteúdo;

2 – Resolvam todos os exercícios possíveis e imaginários sobre ética;

3 – Façam a análise crítica dos seus erros. Revisite a legislação e descubra o porquê deles. Errar nesse momento tem uma importante função pedagógica;

4 – Releiam a legislação mais uma ou duas vezes;

5 – Refaça TODOS os exercícios mais uma vez.

DU-VI-DO que vocês não consigam acertar pelo menos, no mínimo e por baixo, umas 10 questões.

Duvido!

Pode parecer uma metodologia cansativa, e na verdade é, mas ela visa um propósito, e para esse propósito ela é altamente eficiente.

Podem confiar!

Eis as normas:

Lei 8.906/94 – Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

Código de ética e disciplina da OAB

Regulamento geral do estatuto da advocacia e da OAB

Eu sugiro que esse estudo seja feito a partir da quinta-feira. Pois se vocês não derem conta de tudo, ainda terão a sexta e o sábado para terminarem os estudos.

4 – Cursos rápidos

Além disso, vocês podem querer alguma preparação para essa reta final, um curso rápido com dicas e enfoque bem objetivo.

Vários cursos estão oferecendo preparatórios de um dia, repleto de dicas, para o candidato ir mais afiado para a prova. Você pode procurar um do seu agrado, em conformidade com sua confiança em um ou outro curso.

E se confia no Portal Exame de Ordem, temos um curso de um dia, já gravado no site e que pode ser assistido em até 3 vezes no momento que você julgar mais apropriado.

É o projeto Super UTI.

Ele foi transmitido ao vivo no último sábado e a gravação já está disponível – Projeto Super UTI online

Para quem quer dicas e visa uma preparação intensiva de última hora, não há nada melhor!!

Geralmente caem na prova 50% do que foi visto no Super UTI.

Isso mesmo!! Sem exageros e sem firulas, praticamente 50% dos temas vistos no Super UTI são abordados na prova!

O Super UTI é a MELHOR revisão para a prova que você pode fazer.

Em suma, faltam apenas 6 dias para a prova! E o tempo, agora, vale OURO!

Por Maurício Gieseler em 30 janeiro 2012 às 10:50

Categoria: Como se preparar para a prova

Raio-X da FGV na prova da OAB – Direito Civil

Segue mais um Raio-X da OAB, agora de Direito Civil.

DIREITO CIVIL

Coisas

Direito das coisas

Posse

Propriedade

Direito de Propriedade

Direito de Vizinhança

Considerações sobre o direito de vizinhança

Direito de Vizinhança

Direitos Reais de Fruição

Direitos reais de gozo ou fruição sobre coisas alheias

Direitos Reais em Garantia

Direitos Reais de Garantia

Contratos

Teoria Geral dos Contratos

Direito Civil – Teoria geral dos contratos

Compra e Venda

Direito Civil – Compra e venda

Doação

Da Doação

Fiança

Contrato de fiança

Fiança no Código Civil Brsileiro

Família

Casamento

Casamento no Novo Código Civil

Casamento no direito civil brasileiro

União Estável

União estável: conceito, alimentos e dissolução

Alimentos

Os alimentos à luz do Código Civil Brasileiro de 2002

Fatos Jurídicos

Fato Jurídico

Defeitos do Negócio Jurídico

Defeito do Negócio Jurídico

Prescrição e Decadência

A prescrição e a decadência no DireitoCivil

Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro – LINDB

Lei de Introdução ao Código Civil – LICC

Obrigações

Direito Civil – Obrigações

Transmissão e Adimplemento das Obrigações

A transmissão das obrigações: cessão de crédito, assunção de dívida e cessão de posição contratual

Adimplemento das obrigações

Responsabilidade Civil

A responsabilidade civil e os danos indenizáveis

Sucessões

Direito das Sucesões

Sucessão Geral e Sucesão Legítima

Da Sucessão em Geral

Da Sucessão Legítima

Sucessão Testamentária

Da Sucessão Testamentária

Por Maurício Gieseler em 27 janeiro 2012 às 10:55

Categoria: Como se preparar para a prova

O que fazer quando estamos cansados de estudar?

Alguma vez vocês já se sentiram como na imagem abaixo?

Sim, sim, sim…o cansaço pode ter efeitos deletérios sobre os candidatos. A estafa, o ritmo contínuo de estudos, a pressão e a ansiedade podem cobrar um preço caro, ou obliterando a capacidade cognitiva ou, na hora da prova, aparecendo como o glorioso e mais do que nefasto branco.

E como faltam apenas 10 dias para a prova, a pressão por estudar é imensa, virtualmente insuperável.

Tal conjuntura pode criar uma quadro de stress e atrapalhar os estudos. O candidato pode ter chegado no ponto de perceber que estuda, mas não assimila o conteúdo.

Então, o que fazer quando estamos cansados de estudar?

Simplesmente parar de estudar…

“”Parar de estudar??? Como assim? Tá maluco??“”

A ideia é exatamente essa!!

O esforço contínuo e a atenção ao foco demandam do emocional e da capacidade de cognição.

Se o candidato chegou ao ponto de estafa, sua capacidade de apreender o conteúdo fica prejudicada. Logo, a solução é relativamente óbvia.

Que tal tirar, conscientemente e sem culpas, dois dias para descansar e depois voltar a estudar com qualidade para apreender de forma mais efetiva o conteúdo?

O oposto será continuar estudando, estafado, e ter a sensação (real) de não estar aprendendo o conteúdo tal como deveria.

Ou seja: um “break” agora teria uma função estratégica nos estudos, qual seja: relaxar tensões e o stress para recarregar as baterias e dar o gás final para a prova.

Se se está cansado, estafado, e esse cansaço está prejudicando nos estudos, não tenha nenhum medo de parar dois dias (parar sem culpa e sem medo) visando recarregar as baterias.

O tempo até a prova é precioso, vale ouro, nós sabemos, mas se ele for improdutivo, será apenas um ouro de tolo.

Nós não somos máquinas…

Por Maurício Gieseler em 27 janeiro 2012 às 09:00

Categoria: Como se preparar para a prova

O Raio-X da FGV na prova da OAB – Direito Empresarial, ECA e Ética Profissional

Hoje retomaremos o nosso Raio-X da FGV na OAB, abordando o Direito Empresarial, o Estatuto da Criança e do Adolescente e Ética Profissional.

Até terça-feira da semana que vem eu terminarei todas as disciplinas.

Já tratamos de Direito Administrativo, Ambiental, Internacional, Consumidor e Penal.

Começaremos hoje com o Direito Empresarial.

DIREITO EMPRESARIAL

Contratos Empresariais

Contratos empresariais

Falência, Recuperação de Empresas e Liquidação Extrajudicial

Nova lei de falências

Recuperação de empresas e falências

Sociedades

Sociedades Empresárias

Títulos de crédito

Títulos de Crédito

Títulos de Crédito

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Conceitos básicos, Direitos Fundamentais, Direito à convivência familiar e comunitária

Estudos sobre o ECA

O sistema de garantias da criança e do adolescente

Ato infracional e medida socioeducativa

Ato infracional e medida sócioeducativa de internamento

Processo de aplicação da medida socioeducativa

DEONTOLOGIA JURÍDICA

Lei 8.906/94 – Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

Código de ética e disciplina da OAB

Regulamento geral do estatuto da advocacia e da OAB

Por Maurício Gieseler em 26 janeiro 2012 às 11:00

Categoria: Como se preparar para a prova

Ser aprovado no Exame de Ordem é mérito ou obrigação?

Ser aprovado no Exame de Ordem é mérito ou obrigação?

Para a grande maioria é a mais pura obrigação. Aliás, muito da pressão sobre os candidatos decorre da percepção de que a aprovação no Exame de Ordem não é mais do que uma obrigação, pois o examinando, afinal, passou 5 anos dentro de uma faculdade e TEM de saber o Direito.

Esta é provavelmente a maior fonte de pressão sobre os candidatos, e razão para toda uma série de traumas que acompanham o Exame de Ordem.

O pior é que essa “obrigação” não é exclusivamente externa: a cobrança pessoal, interna, provavelmente é mais intensa, gerando ansiedade nos candidatos e grande frustração nos reprovados.

Eu poderia discorrer aqui que, na verdade, hoje, passar no Exame, é mais mérito do que obrigação, mas seria repetir o tema – A cruel realidade com quem reprova na OAB.

E aqui surge uma armadilha!

Sempre recebo e-mails de candidatos que já tentaram passar no Exame em 3 ou 4 oportunidades. Tentam, estudam, se entregam e não compreendem as razões do fracasso.

E a percepção de que a aprovação no Exame é uma obrigação e não mérito gera uma armadilha: o candidato estuda para passar e não para aprender.

Aliás, é raríssimo ver alguém estudando para aprender quando o assunto é Exame de Ordem. A prova acontece em intervalos relativamente curtos de tempo, a pressão pela aprovação é grande e o resultado está acima de qualquer outra prioridade ou parâmetro. A aprovação é o que conta!

Mas…e se o candidato mudar de ponto de vista ? Se a aprovação deixar de ser uma obrigação?

E se a aprovação deixar de ser uma obrigação e se tornar apenas um resultado? O processo natural de se estudar?

No fundo as infindáveis perguntas sobre a data da prova demonstram uma preocupação que vai além apenas do tempo restante de estudo, mas sim a precupação com o resutlado em si.

Que tal mudar o foco? Que tal despreocupar-se com a prova? Considerá-la apenas um momento dentro de um processo mais amplo e não o objetivo?

O foco do candidato não ser a prova em si, e sim um patamar de conhecimento suficiente e necessário para lhe dar a convicção de que seu desempenho em uma futura prova será positivo.

Saliento o detalhe: A meta não é a aprovação, a meta é a preparação. São coisas distintas, e isso faz muita diferença.

Transcrevo aqui um texto do professor Rogério Neiva exatamente sobre essa abordagem:

candidato que se mobiliza com o foco no resultado está a todo momento preocupado com a aprovação. Está sempre pensando, em algumas ocasiões até com certo desespero e angústia, na próxima prova. Está se questionando o motivo de ainda não ter passado. Está fazendo planos de curto prazo, contando com a aprovação também numa perspectiva de curto prazo. O seu foco geralmente não é centrado na execução do seu plano de estudosnão envolve as matérias e conteúdos que está estudando. Também não consiste nas metas de estudos que possa ter estabelecido, se é que estabeleceu alguma meta de estudo de forma mais precisa.

Por outro lado, já o candidato que tem o foco centrado no processo não está tão preocupado com o resultado. Está mais preocupado com a execução do seu plano de estudosSe tem alguma angustia, é com as matérias e conteúdos que se propôs a estudar numa determinada semana e eventualmente não conseguiu. Está mais atento à conclusão do seu planejamento de estudos do que com a prova. Este candidato pensa na aprovação e faz planos para o futuro. Mas não encara estes planos numa perspectiva de curto prazo. Está mais mobilizado pela conclusão dos estudos planejados do que com as provas e resultados.

Ou seja, um candidato foca no resultado, ao passo que outro foca no processo.

Neste sentido, a tese que venho sustentando é de foco no processo.

O foco no processo alivia tensões. O foco no processo faz o candidato viver e até curtir o momento. Estudar consiste numa atividade humana que tende a ser prazerosa. Naturalmente a depender da maneira como é trabalhada.

Fonte: Tuctor

A dica a ser passada está na conjunção entre a soma dos conceitos de aprovação por mérito e foco no processo. Se o foco é o resultado, passar no Exame de Ordem é uma obrigação, com seus naturais desdobramentos, se o foco é no processo, passar no Exame é mérito, e sua preparação será muito mais leve, centrada e eficiente.

Claro que mudar ideologias de uma hora para outra não é algo fácil de se fazer, muito menos jogar para escanteio certezas e hábitos há muito arraigados. Mas ao menos tenham conciência de suas próprias ambições e reações ao desafio. A partir daí será possível mudar o foco, e colher os frutos disso.

Transforme sua aprovação em mérito e não em uma obrigação.

Só depende de você!

Por Maurício Gieseler em 25 janeiro 2012 às 11:00

Categoria: Como se preparar para a prova

O Raio-X da FGV na prova da OAB – Direito Penal

Hoje vamos abordar no nosso Raio-X o Direito Penal sob a coordenação da FGV no Exame de Ordem.

Já tratamos de Direito Administrativo, Ambiental, Internacional e do Consumidor.

Vamos nessa!

DIREITO PENAL

Autoria e Concurso de Pessoas

Concurso de Pessoas – Perguntas e respostas

Direito Penal – Concurso de Pessoas

Concurso de Delitos

Concurso de Crimes

Crimes Contra a Administração Pública

Crimes Contra a Administração Pública

Crimes Contra a Fé Pública

Crimes contra a fé pública

Crimes contra a honra

Crimes contra a honra

Crimes Contra o Patrimônio

Crimes Contra o Patrimônio

Tortura

Considerações sobre o Crime de Tortura

Crime de Lavagem de Dinheiro

Lavagem de dinheiro – Origem histórica, conceito e fases

Crimes de Trânsito

Lei nº 9.503/97

Crimes Dolosos, Culposos e Preterdolosos; Erro de Tipo, de Proibição e demais erros

Classificação Legal e Doutrinaria dos Crimes

Extinção da Punibilidade – Prescrição

Causas de Extinção da Punibilidade

Fato Típico e Tipo Penal

Direito Penal

Penas e Medida de Segurança

Medidas de segurança

Tentativa, Consumação, Crime Impossível, Desistência e Arrependimento

Tentativa e consumação

Por Maurício Gieseler em 25 janeiro 2012 às 09:00

Categoria: Como se preparar para a prova