Entrevista exclusiva com o Secretário-Geral da OAB sobre os problemas ocorridos no Exame de Ordem

Cliquem no link abaixo e confiram a a entrevista exclusiva para o Portal Exame de Ordem do Secretário-Geral da OAB, Dr. Marcus Vinícius:

ENTREVISTA COM O DR. MARCUS VINÍCIUS

Aparentemente a OAB vai flexibilizar bastante a correção das provas, notadamente as provas de Penal e Constitucional, cujos candidatos sofreram efetivos prejuízos.

O Dr. Marcus Vinícius chegou a afirmar inclusive que lacunas no raciocínio na hora da correção da prova serão considerados de modo a não prejudicar nenhum examinando.

Fiquei sabendo, em off, do interesse da OAB em evitar o elastecimentos dessa polêmica toda e já agora, na correção das provas, a FGV será benevolente com os candidatos de Penal e Constitucional.

E, caso o candidato seja reprovado, em seu recurso a FGV considerará todos os eventos extra-prova na argumentação.

Vamos ver se no dia 26 essa promessa se cumpre.

Por Maurício Gieseler em 06 dezembro 2011 às 17:56

Categoria: Entrevista, Vídeos

Advogado fala sobre o Exame de Ordem no programa do Jô Soares

Confiram a entrevista no Programa do Jô Soares do advogado Aristóbulo de Oliveira Freitas, presidente da Associação de Advogados de São Paulo:

Entrevista no Jô Soares sobre o Exame de Ordem

A entrevista não abordou nada que já não tenha sido debatido. O interessante é ver como o mainstream se posiciona sobre a questão.

Por Maurício Gieseler em 07 setembro 2011 às 09:19

Categoria: Entrevista, Vídeos

Comentários desativados

OAB diz não temer o julgamento do STF quanto ao Exame de Ordem

O Sr. Paulo Chancey fez uma abrangente e muito interessante entrevista com o presidente da OAB/AL, Dr. Omar Coelho de Melo. E o Dr. Omar não se furtou ás excelentes perguntas feitas pelo Sr. Chancey.

Confiram:

“OAB diz não temer o julgamento do STF quanto ao Exame de Ordem”

Conforme anunciado, e depois de duas semanas onde abrimos o espaço aqui para a ampliação do debate em torno da polêmica sobre o Exame da Ordem, fizemos uma entrevista especial com o Dr. Omar Coelho de Melo, presidente da OAB seccional de Alagoas, que gentilmente no recebeu em seu gabinete. Segue abaixo o teor da entrevista.

Paulo Chancey - Acerca do Exame de Ordem, percebe-se que a discussão em torno dele está polarizada entre os que são contra, no caso os bacharéis, e os que são a favor, no caso a OAB, mas há uma terceira via, menos aparente que são aqueles que têm se manifestado pela inconstitucionalidade da Lei 8.906/94, entre os quais, desembargadores, juízes, promotores, advogados, deputados e senadores, no que diz respeito ao impedimento do exercício da advocacia por aqueles que não tenham sido aprovados no Exame, por entender que isso representa a quebra do princípio constitucional da isonomia. A OAB, certamente, não concorda com essa argumentação?

Omar Coelho – Não, de jeito nenhum. Mesmo porque o Exame de Ordem está previsto na própria Constituição, quando ela diz que as carreiras e as profissões serão previstas e estabelecidas por lei, e que essa lei tem o condão de regular o acréscimo ou a sua forma de ingresso, deixando bem claro a sua constitucionalidade. A última palavra será dada pelo Supremo Tribunal Federal em pouquíssimo tempo. Mas a grande característica das pessoas que são contra o Exame é o fato de ter algum parente que não tem se dado bem nele, porque não há razão plausível para ser contra. Essa grande grita, a meu ver, e eu disse isso ao Ministro Marco Aurélio, no último encontro que tivemos, é posterior à unificação, os grandes índices de reprovação aconteciam antes da unificação, e não se tinha esse movimento nacional. As faculdades que têm um bom nível de aproveitamento aprovam 70% de seus alunos no Exame, então não é problema do Exame, mas da formação. Em parte culpa das faculdades, outra parte, culpa dos próprios estudantes.

Paulo Chancey - A OAB nacional e suas seccionais têm sido uníssonas ao justificar a necessidade de manutenção do Exame, quando argumentam que há um exagerado número de cursos de direito e que estes estão formando muito mal seus bacharéis, o Sr. Confirma esse posicionamento?

Omar Coelho – Sem dúvida nenhuma. E algumas respostas que se acham nas provas são coisas mirabolantes. E mais um fato interessante: recentemente a OAB avaliou 33 novos cursos de direito, tendo dado parecer contrário em 32, e o MEC aprovou os 33 assim mesmo. Quer dizer, virou uma “zona”, essa é a palavra. A maior culpa de tudo isso ai é do MEC.

Paulo Chancey – Agora, contra-atacando esses argumentos, o outro lado da discussão acusa a OAB de estar usurpando competência que seria do MEC, a quem caberia aferir a qualidade do ensino superior, além de defender a reserva de mercado, e de estar agindo com interesse mercantil, à medida que não pretende abrir mão de uma arrecadação em torno de 20 milhões por ano com a realização das edições do Exame. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Omar Coelho – Que esse é o argumento mais ridículo que pode existir, primeiro porque imaginam, equivocadamente, que todo o recurso arrecadado com as inscrições dos bacharéis vão para os cofres da OAB, esquecendo-se dos altos custos da realização do Exame, a cargo, hoje, da Fundação Getúlio Vargas. Se o interesse da OAB fosse mercantil, seria mais cômodo acolher, sem o Exame, os milhares de bacharéis derramados no mercado pelas faculdades, a um custo de, no mínimo, R$ 600 reais, a ter que estar brigando por R$ 200 reais em um concurso. Essa afirmação não faz o menor sentido.

Paulo Cancey - Dr. Omar, voltando ao argumento uníssono da OAB, de que há demasiado número de cursos de direito, e de que muitos deles formam muito mal os bacharéis, nos chama especial atenção um dispositivo do Estatuto da Advocacia e da OAB, que reproduzo a seguir para perguntar:

Compete ao Conselho Federal

XV – colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos, e opinar, previamente, nos pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação, reconhecimento ou credenciamento desses cursos;

Pois bem, fazendo a leitura desse dispositivo, e considerando que a OAB tanto critica a proliferação de cursos de direito, nesse caso, esses cursos são aprovados sem essa intervenção? Estaria a OAB negligenciando em seu papel, sendo omissa? Ou o MEC simplesmente ignora as recomendações da OAB?

Omar Coelho – O Ministério da Educação é que está negligenciando, pois não tem o parecer da OAB como alguma coisa que mereça respeito, pois nós fazemos as avaliações, em todos os Estados tem as comissões preparadas, faz-se avaliação curricular, de estrutura, biblioteca, quadro de docentes, e muitas das faculdades, na verdade ludibriam esse processo de avaliação, alugando doutores, alugando bibliotecas e outras coisas. A OAB faz o seu papel. Em 2007, na gestão do presidente nacional César Brito, liderou uma forte campanha junto ao MEC, com o ministro Haddad, buscando maior valorização dos pareceres da OAB para a criação desses cursos, tendo funcionado por um determinado período, mas depois da segunda gestão do Lula pra cá houve um afrouxamento e a farra voltou.

Paulo Chancey – O Senhor, assim como a maioria dos dirigentes e conselheiros da OAB no Brasil inteiro, bem como juízes, desembargadores, promotores e até ministros do STJ e STF, formaram-se em direito bem antes de 1994, quando foi criado o Exame da Ordem, portanto, não se submeteram a ele. De que forma, então vocês tiveram a qualificação avaliada para serem considerados aptos a ingressarem na advocacia?

Omar Coelho – No meu caso, especificamente, eu lograria êxito tranquilamente, pois eu terminei o curso bem preparado para exercer a advocacia. Antes do formato atual, existia o Exame de Ordem, mas existia o estágio, onde se cursava mais seis meses de prática e, ao final, havia a avaliação. Quando me formei havia essa possibilidade. Alguns da minha turma, para não passarem mais seis meses, optaram por fazer o exame. Havia o grau de dificuldade, mas o formato era diferente. Todo aluno que termina o curso bem preparado não tem problema como Exame, isso é tranqüilo. O problema maior é de qualidade, tanto das faculdades, quanto dos alunos. Nas faculdades particulares, quando um professor “aperta” os alunos, são chamados pela direção para aliviar, ou então, leva cartão vermelho. Se você avaliar o desempenho do aluno de um curso diurno e de um curso noturno, logo vai comprovar que o rendimento é melhor no aluno do curso diurno, e a explicação está nos arredores das faculdades noturnas, cercadas de bares e os populares churrasquinhos, quase sempre lotados pelos alunos que deveriam estar em sala de aula, mas ficam por ali bebendo e degustando petiscos, depois dão um pulinho na sala, respondem a chamada e voltam, e no fim, acabam aprovados, porém, despreparados para a profissão.

Paulo Chancey – O STF atribuiu status de repercussão geral ao caso, tendo o Subprocurador-Geral da República Rodrigo Janot, emitido contundente parecer pela inconstitucionalidade da exigência da aprovação no Exame de Ordem, e do qual extraímos uns destaques para reproduzir aqui para depois lhe formular questão:

“O exame de ordem, visto sob esse ângulo, nada mais é do que um teste de qualificação profissional para o exercício da advocacia daqueles que já possuem um diploma atestando esta mesma qualificação. Negar tal efeito ao diploma de bacharel em Direito é afirmar que o Poder Público não se desincumbiu do dever de assegurar a todos a oferta dos meios necessários à formação profissional e, dessa forma, negar o próprio direito de acesso à profissão em seu elemento nuclear de mínima concretização.”

“Por outro lado, inexiste legitimidade constitucional para o exame de ordem com base na cláusula constitucional do concurso público (CF, art. 37, II). Não se pode admitir seja o exame de ordem instrumento de seleção dos melhores advogados (critério meritório) . Se assim considerado, mais flagrante se tornam a indevida restrição à escolha profissional e o caminho para intolerável reserva de mercado.”

 “A exigência de aprovação no exame de ordem contida no inciso IV do art. 8º da Lei nº 8.906/94 — que constitui pressuposto essencial para a inscrição como advogado nos quadros da OAB — não passa no teste da proporcionalidade. A restrição, tal como atualmente posta, atinge o núcleo essencial do direito à liberdade de trabalho, ofício ou profissão.”

Paulo Chancey - Pois bem, analisando os destaques que fizemos do texto do parecer do Subprocurador-Geral, agora eu pergunto objetivamente: além das questões que o senhor colocou acerca da necessidade de manutenção do Exame, nesse embate, qual seria o argumento mais forte da OAB contra o do Subprocurador?

Omar Coelho - Na verdade, entendemos que esse despacho do Subprocurador é ridículo. A OAB/DF fez um estudo que desmonta todos os argumentos desse despacho, que, diga-se de passagem, não é a palavra do MPF. Como isso está em grau de recurso, a procuradoria não se manifesta

Paulo Chancey – Sendo assim, o senhor não acredita que o STF vai extinguir o Exame?

Omar Coelho – De jeito nenhum.

Paulo Chancey - Como justificar o que seria a adoção de dois pesos e duas medidas, já que, baseado no mesmo fundamento constitucional (art. 5º. Inciso XIII), o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo e a exigência de regostro na Ordem dos Músicos do Brasil, já que os bacharéis em direito são a única categoria impedida de exercer sua profissão?

Omar Coelho – Não, porque, na verdade, a finalidade da inscrição na Ordem dos Músicos tinha finalidade de recolhimento de imposto para a instituição. O conteúdo dali é totalmente diverso. No que se refere ao diploma de jornalismo, achei uma decisão estúpida ao extremo. Confundiram liberdade de expressão, coisa que qualquer cidadão pode exercer, com liberdade de exercício da atividade intelectual, que são coisas distintas. Foi um equívoco sem tamanho, e a OAB está imbuída no sentido de lutar pelo restabelecimento da exigência do diploma de jornalismo, cuja PEC deverá ser cotada em breve. E nesse compasso, o STF continua se equivocando, como foi no caso da marcha da maconha, por exemplo.

Paulo Chancey – Então o senhor não tem medo que na mesma esteira do que chama de equívoco, o STF possa decidir pela extinção do Exame?

Omar Coelho – Não. Eu não acredito.

Paulo Chancey - Em caso de extinção do Exame, qual será a providência a ser adotada pela OAB?

Omar Coelho – Ainda não pensamos nisso.

Paulo Chancey – Não pensaram porque sequer admitem tal hipótese?

Omar Coelho – Não. Não admitimos. Se isso vier a acontecer será o maior crime contra a sociedade brasileira.

Em nome do Portal CADAMINUTO, o Blog do Paulo Chancey agradece ao Dr. Omar Coelho de Melo, presidente daOAB/AL, pela gentileza da entrevista.

Fonte: CadaMinuto

Por Maurício Gieseler em 01 setembro 2011 às 09:10

Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem, Entrevista

Professor critica parecer do Procurador da República contrário ao Exame de Ordem

Em entrevista exclusiva à Rede Brasil Diário, o advogado Alexandre Mazza comentou o parecer do procurador da República Rodrigo Janot, que questiona a constitucionalidade do exame da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, aplicado para os alunos de Direito que desejam exercer a profissão. De acordo com Janot, a avaliação viola o princípio constitucional do direito ao trabalho.

Mazza afirma que a prova não viola a lei e vai além: diz que o parecer de Janot é absurdo, sem sentido e não será aprovado pelo STF – Supremo Tribunal Federal. O advogado ainda sugere que esse parecer pode ter sido criado com uma circunstância política.

Confiram a entrevista clicando no link abaixo:

Esse parecer é um absurdo e sem sentido, diz advogado

Por Maurício Gieseler em 04 agosto 2011 às 15:17

Categoria: Debate sobre a legitimidade do Exame de Ordem, Entrevista

Coordenador do Exame de Ordem diz que a prova não terá “pegadinhas”

O portal Terra publicou hoje uma matéria com o coordenador do Exame de Ordem, Dr. Marcus Vinícius Furtado Coelho, na qual ele afirm aque a prova de hoje não terá “pegadinhas”:

O exame não terá pegadinhas ou qualquer armadilha para o examinado

Apenas os conhecimentos mínimos necessários serão avaliados, segundo Marcus Viníciu, aduzindo ainda que “o exame é apenas um teste de conhecimento mínimo para entrar na carreira, não podemos exigir o conhecimento de um advogado experiente ou de um doutor em Direito“, ressaltando que a prova do domingo foi integralmente supervisionado por uma nova banca de especialistas da OAB, que respeitarim essa “filosofia“.

Marcus Vinícius ainda defendeu a FGV: “O que muita gente não sabe é que a FGV não elabora sozinha o exame. Ela desenvolve um banco de questões e a OAB, por meio de sua banca elaboradora, põe os olhos nesse banco e faz a análise crítica das questões“.

Nós também não temos estrutura para aplicar a prova em todo o País, por isso a colaboração da FGV na logística do exame é importante“.

Ao falar sobre o elevado índice de reprovação na última prova, de 88,27% entre os inscritos, Marcus Vinícius ponderou sobre uma expectativa de melhora no desempenho entre os que fazem a prova pela primeira vez:

Os alunos que fizeram pela primeira vez o último exame tiveram uma aprovação bem maior em relação à média geral. Cerca de 25% foram aprovados. Isso demonstra que os atuais estudantes de Direito estão recebendo uma formação mais adequada“. A culpa pela baixa média de aprovação seriam dos candidatos repetentes: “No último exame fizemos essa comparação. Apenas 5% daqueles que fizeram a prova duas vezes ou mais conseguiram aprovação“.

Ao fim, o Dr. Marcus deixa um recado: “Como o aluno vai ser advogado se não souber fazer uma petição? Cobramos o mínimo e esperamos um bom preparo. A OAB não têm que facilitar, o aluno que deve estudar mais

Eu acredito que a prova, sob o ponto de vista técnico, receberá (já recebeu) da banca um zêlo maior em sua elaboração. As mudanças ocorridas no provimento foram nesse sentido e há uma vontade genuína da OAB em aplicar uma prova isenta de problemas semelhantes aos ocorridos em provas passadas.

Sob este aspecto, o Exame vai melhorar.

Agora…esse mínimo necessário para ser aprovado mencionada na reportagem não deve iludir ninguém: a prova vai ser difícil mesmo. A distÂncia entre o “mínimo necessário” e o grau de dificuldade da prova em si é apenas semântica: na prática a prova vai ser difícil mesmo.

E essa frase final da reportagem deve ser interpretada com atenção. O Dr. Marcus passou para vocês um recado claro: “A OAB não têm que facilitar, o aluno que deve estudar mais”.

Pegaram?

Por Maurício Gieseler em 15 julho 2011 às 08:59

Categoria: Entrevista, Estatísticas

Veja Online – Multiplicação de cursos compromete formação de bacharéis

A revista Veja Online publicou hoje uma matéria, da autoria da repórter Nathalia Goulart, falando sobre a multiplicação de cursos de Direito no Brasil, e passei algumas informações para esta reportagem.

Confiram a matéria no site da revista: Multiplicação de cursos compromete formação de bacharéis

Vejam também: Reprovação no exame da OAB bate recorde – e há quem queira acabar com a prova

Por Maurício Gieseler em 07 julho 2011 às 11:12

Categoria: Ensino jurídico, Entrevista

Rádio Câmara promove debate ao vivo sobre o Exame da OAB com Domingos Dutra (PT/MA) e Ophir Cavalcante

O último resultado do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), divulgado na última segunda-feira, dia 4, teve apenas 11,73% de bacharéis em Direito aprovados. O resultado é o pior de toda história da entidade. O Deputado Federal Domingos Dutra (PT/MA) descreve o recorde de reprovação como um escândalo e propoe mudaça urgente. “Ou se modifica esse Exame ou fecha todos os cursos de Direito do Brasil. Os bacharéis são os únicos punidos”, destaca o parlamentar.

Para debater o problema, Domingos Dutra estará ao vivo no Programa Manhã no Parlamento, da Rádio Câmara, nesta terça-feira, dia 5, às 9h 20, com o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

Fonte: E-mail da Assessoria de Imprensa do Deputado Domingos Dutra

A partir da 09:20h o debate vai ao ar. Cliquem no link a seguir para ouvirem ao vivo a Rádio Câmara – RÁDIO CÂMARA

Por Maurício Gieseler em 05 julho 2011 às 09:04

Categoria: Entrevista

Sepúlveda Pertence fala sobre a Advocacia Pública

O novo site Advogados Públicos lançou uma interessante e especial entrevista, nas primeiras horas dessa quarta-feira. O entrevistado é o Min. Sepúlveda Pertence, que conversou com exclusividade com a equipe do site, para tratar do tema Advocacia Pública. Na entrevista Sepúlveda explica como se deu o surgimento da Advocacia-Geral da União e trata de assuntos relacionados, tais como valor dos subsídios e independência técnica do advogado público.

Assista agora a entrevista no link: Advogados Públicos

Por Maurício Gieseler em 22 junho 2011 às 12:03

Categoria: Entrevista

O Blog Exame de Ordem na Revista Ecaderno

O Blog Exame de Ordem foi tema de uma reportagem publicada na revista digital do Ecaderno.com, site especializado em educação e mercado profissional. A revista pode ser visualizada na íntegra ao se clicar no link a seguir: Revista Ecaderno

A matéria, da autoria da jornalista Letícia Castro, ficou bem legal, e sua íntegra vocês conferem abaixo:

Por Maurício Gieseler em 21 junho 2011 às 10:09

Categoria: Entrevista, Notícias sobre o Exame

Secretário-Geral da OAB fala sobre o novo Exame de Ordem, índices de reprovação e ensino jurídico

O site Última Instância publicou hoje uma entrevista com o Secretário Geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, tratando sobre o novo provimento que regerá o Exame de Ordem e o elevado íncide de reprovação na prova.

Cliquem aqui para conferir a íntegra da matéria: Reprovação no Exame da OAB é concentrada em faculdades de péssima qualidade, diz secretário

Abordarei aqui os pontos da entrevista que julguei mais interessantes:

Última Instância – O que levou a OAB a criar a Comissão?

Marcus Coêlho – Trata-se de uma Comissão Provisória para gestão do Exame de Ordem e estudos sobre o seu Provimento respectivo. A comissão foi criada com o intuito de estabelecer um permanente diálogo entre a OAB e a Fundação Getúlio Vargas, entidade contratada para realizar o certame; bem como para estudar medidas que possam trazer evolução positiva à aplicação do exame, estabelecendo um canal de comunicação interativo com os setores acadêmicos e os graduandos em direito.

Na era da internet nada mais elementar do que estabelecer um canal de comunicação com os bacharéis. Esse canal SEMPRE fez falta, e a OAB só se manifesta quando a pressão é muito grande.

Mais do que um canal, a Ordem também precisa estabelecer uma instância revisora da qualidade do Exame para evitar prejuízo aos candidatos. Não só basta ouvir, tem também de avaliar a pertinência das queixas e adotar medidas efetivas para assegurar a aplicação de uma prova justa.

A Ordem NÃO revê seus atos e não dá ouvidos aos candidatos quando erra. Esse é o grande problema.

Errar é algo natural. Manter uma defesa fundamentalista da prova, sob o argumento de que é preciso preservar o Exame, acabou por colocar a prova na mídia de forma negativa, além de suscitar um sem-número de questionamentos.

(…)

Última Instância – O que a OAB pretende mudar com essa comissão?

Marcus Coêlho - Os estudos ainda estão em fase inicial e pretendemos sugerir algumas adequações, que deverão ser apreciadas pelo Conselho Federal da OAB. Importante registrar a compreensão de que o Exame de Ordem não serve para selecionar os melhores, mas apenas para apontar os carentes de formação mínima para o exercício básico da profissão.

Pode ser chamado de carente de formação quem reprovou na 2ª fase do Exame de Ordem 2010.2?

Tenho certeza que não.

Sim, as faculdades são em grande parte responsáveis pelos altos níveis de reprovação na prova, mas não representa o único fator. Erros na concepção da prova, das perguntas e dos critérios de correção ceifam também o direitos de muitos candidatos, manifestamente injustiçados.

Ademais, seria interessante a OAB definir com extrema clareza o que significa exatamente o “mínimo de formação” para o exercício da advocacia.

O número de inscritos aumenta Exame após Exame e o número de aprovados permanece estável.

A prova pode ser difícil, isso é uma prerrogativa da Ordem, mas ela tem de ser justa e cobrar o conteúdo sem questões ambivalentes, erradas ou concebidas para derrubar deliberadamente.

Uma prova justa não gera controvérsia.

(…)

Última Instância – No ano passado, quase 90% dos candidatos foram reprovados. As reclamações a respeito da estrutura e do conteúdo da prova aumentaram. Em sua opinião, as mudanças deverão surtir algum efeito determinante neste número de reprovações nas próximas provas?

Marcus Coêlho - As reprovações, que são em percentual inferior ao mencionado acima, são concentradas nos estudantes oriundos de faculdades de péssima qualidade. As universidades públicas e as particulares de boa qualidade aprovam cerca de 60% dos seus alunos. O Exame de Ordem apresenta um padrão permanente quanto ao nível de dificuldade, independente do número de aprovações.

De fato são em um percentual inferior. O percentual de reprovação é de mais ou menos 85%.

E sim. As faculdades públicas e pouquíssimas privadas conseguem os melhores índices de aprovação, e na maioria dos casos a diferença entre as públicas e privadas chega a ser abissal.

Mas afora o discurso, as ações para combater as instituições deficitárias são no mínimo tímidas.

Última Instância – A criação da Comissão tem algo a ver com a polêmica gerada pela suposta falta de perguntas sobre direitos humanos no último Exame?

Marcus Coêlho – Todas as questões do último Exame de Ordem estão contidas no conteúdo constante no Edital. Ninguém apresentou qualquer tema constante no exame que não tivesse no conteúdo anunciado. Logo, inexistente qualquer prejuízo. Já foi exaustivamente demonstrado que a prova apresenta questões suficientes de direitos humanos, dentro de uma concepção atual e interdisciplinar. Direitos humanos não são apenas casos de polícia e de perseguidos políticos, pois engloba questões sobre opressão e relações de poder.

Sobre isso ver a nótícia do link a sequir: MPF quer que OAB dê cinco pontos para os candidatos da 1ª fase do Exame de Ordem 2010.3 – ACP pode ser ajuizada

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A criação dessa comissão aparentemente foi um “despertar” da OAB em relação ao mar de queixas em torno do Exame. Vamos esperar adoção de medidas que reduzam ao máximo todas essas controvérsias.

Por Maurício Gieseler em 08 março 2011 às 14:19

Categoria: Entrevista

Exclusivo: Presidente da OAB, Ophir Cavalcante, fala sobre as mudanças no Exame de Ordem

O presidente do Conselho Federal da OAB, Dr. Ophir Cavalcante, concedeu com exclusividade para o Portal Exame de Ordem uma entrevista onde explicou quais mudanças o Exame irá passar.

Cliquem no link e confiram o aúdio: Presidente da OAB nega mudanças no Exame de Ordem

Os dois pontos mais relevantes da entrevista foram:

1 – A parte da prova em si NÃO será alterada (daí o título do podcast). Não serão acrescidas novas disciplinas e nem ocorrerão mudanças na aplicação da prova.

2 – A gestão do Exame de Ordem será profissionalizada, com uma gestão executiva.

Por Maurício Gieseler em 24 fevereiro 2011 às 18:10

Categoria: Entrevista, Podcast

Entrevista com o Juiz Federal que deferiu as liminares contra o Exame da OAB

A TV Centro América, filiada da Rede Globo, entrevistou o juiz da 1ª Vara Federal, Dr. Julier Sebastião da Silva, responsável pela permissão do ingresso nos quadros da OAB de 30 candidatos (ainda não sei se foram liminares ou sentenças de mérito).

Cliquem no link abaixo e confiram o vídeo:

Juiz livra bacharéis da OAB

Por Maurício Gieseler em 23 fevereiro 2011 às 12:24

Categoria: Entrevista, Vídeos