Histórico de anulações e probabilidades de aprovação no Exame de Ordem

Vamos dar uma olhada no histórico de anulações no Exame desde 2006:

2006.1 = 3
2006.2 = 8
2006.3 = 3
2007.1 = 2
2007.2 = 4
2007.3 = 4
2008.1 = 3
2008.2 = 3
2008.3 = 6
2009.1 = 3
2009.2 = 2
2009.3 = 0
2010.1 = 5
2010.2 = 1
2010.3 = 1
IV Unificado = 3
V Unificado = 1
VI Unificado = ?

De um modo geral a lógica das anulações sempre foi no sentido de que, caso a prova tenha sido difícil, um maior número de questões são anuladas; caso a prova tenha sido mais fácil, menos questões são anuladas. O conceito de fácil ou difícil está relacionado com um maior ou menor número de aprovados e não com o grau de dificuldade em si da prova.

Aprovação no Exame de Ordem é uma questão de matemática.

E agora neste Exame?

Sei que ao menos uma foi anulada. Além dela não foi possível descobrir.

Vejamos agora o quadro de probabilidades de aprovação em razão do número de questões anuladas:

Candidato com 39 pontos – Se a OAB anular uma questão, a probabilidade de que essa questão seja uma das que você errou é de 50%. Se anular duas, 75% e se anular três, 95% de chances.

Candidato com 38 pontos – Se a OAB anular duas questões, a probabilidade de que essas questões sejam duas das que você errou é de 25%. Se anular três, 50%, e se anular quatro, 75% de chances.

Candidatos com 37 pontos – Se a OAB anular três questões, a probabilidade de que essas questões sejam três das que você errou é de 7,5%. Se anular quatro, 25%, e se anular cinco, 50% de chances.

Há de se lembrar também que na 1ª fase a anulação de qualquer questão beneficia todos os candidatos, independente da apresentação ou não de recursos.

Não foi marcado um horário para a divulgação do resultado. Assim que a OAB divulgar eu aviso aqui.

E logo após a divulgação farei o sorteio de 8 Cursos de Resolução de Questões no Twitter. Basta me seguir lá – @examedeordem

Por Maurício Gieseler em 06 março 2012 às 09:27

Categoria: Anulações de questões, Estatísticas

Percentual de aprovação na 1ª fase do VI Exame da OAB Unificado foi de 36,91%

No começo da semana escrevi sobre o percentual APROXIMADO de aprovados na 1ª fase deste Exame de Ordem - Percentual de aprovados na 1ª fase do VI Exame da OAB foi de aproximadamente 35%

Mas agora já podemos falar nos dados reais, e a informação que recebi mostrou-se, de fato, aproximada com o percentual real: 36,91%

O site do “O Jornal“, do Mato Grosso do Sul, divulgou os dados completos, provavelmente informado por algum conselheiro federal.

Foram 101.246 inscritos na 1ª fase, sendo que 99.072 fizeram a prova e 36.566 lograram a aprovação.

Vejamos então os dados dos últimos Exames, considerando o número final de aprovados, exceto o atual Exame, por razões óbvias:

2009.383.524 inscritos - 13.781 aprovados

Percentual de aprovados em relação ao número de presentes: 16,50%

2010.195.764 inscritos - 13.435 aprovados

Percentual de aprovados em relação ao número de inscritos: 14,03%

2010.2106.041 inscritos - 16.974 aprovados

Percentual de aprovados em relação ao número de inscritos: 16,00%

2010.3106.891 inscritos - 12.534 aprovados

Percentual de aprovados em relação ao número de inscritos: 11,73%

IV Unificado121.380 inscritos - 18.234 aprovados 

Percentual de aprovados em relação ao número de inscritos: 15,02%

V Unificado108.355 inscritos26.024 aprovados

Percentual de aprovados em relação ao número de inscritos: 24,01%

VI Unificado101.246 inscritos36.566 aprovados (na 1ª fase):

Percentual de aprovados em relação ao número de inscritos (na 1ª fase): 36,91%

Especulei sobre o possível número de questões anuláveis no post Especulando sobre o grau de dificuldade da próxima prova da 2ª fase da OAB. Mantenho o chute de duas questões anuladas, apesar do percentual de aprovação ter sido um pouquinho maior.

Daqui até o dia 6 de março teremos uma longa espera. O importante é manter o foco e continuar estudando, sem distrações.

Por Maurício Gieseler em 15 fevereiro 2012 às 17:50

Categoria: Estatísticas

Percentual de aprovados na 1ª fase do VI Exame da OAB foi de aproximadamente 35%

Um passarinho veio me contar o percentual de aprovação na 1ª fase do Exame de Ordem.

Ele não é redondo, pode variar um pouco para cima ou para baixo: 35%.

Esse percentual NÃO será confirmado no próximo dia 15, quarta-feira, porque a OAB não vai divulgar a lista de aprovados. Só saberemos o percentual final após as anulações, dia 06/03.

E agora? Quantas serão anuladas?

O percentual de 35%, considerando aqui o número de candidatos que fizeram a prova da 1ª fase, (99.712 entre 101.896 inscritos), representa uma aprovação de aproximadamente 34.800 candidatos.

No Exame 2010.3 inscreveram-se 106.855 candidatos, sendo que 23.587 na lista preliminar, representando 22,07% dos inscritos. Com a anulação de apenas uma questão o total pulou para 26.540 aprovados.

No IV Exame de Ordem foram 121.380 candidatos inscritos e, antes das anulações, 14.157 aprovados. Após a anulação de 3 questões, passamos para 21.970 aprovados, ou, 18,48% dos inscritos.

No V Exame de Ordem foram 108.355 candidatos inscritos e, após a anulação de 1 questão tivemos 50.624 deles aprovados, ou, 46,72% dos inscritos.

Com esses dados eu aposto em, NO MÁXIMO, duas anuladas.

No máximo.

Mas isso é uma APOSTA! Só descobriremos de verdade no dia 06 do mês que vem. Vejam as datas deste Exame:

Vejam a média de aprovação FINAL das últimas edições do Exame:

2009.3 – 16,50%

2010.1 – 14,03%

2010.2 – 16,00%

2010.3 – 11,73%

IV Unificado – 15,02%

V Unificado – 24,01%

Ainda acho que o percentual do V Unificado foi um ponto fora da curva, e provavelmente, com esse percentual de aprovados não tão elevado como o da última edição (assim como nem tantos aprovados em números absolutos), o percentual final de aprovados volte para a média.

Veremos…

Por Maurício Gieseler em 13 fevereiro 2012 às 19:00

Categoria: Estatísticas

OAB fará nova prova do Exame para candidatos de Duque de Caxias

Brasília, 07/02/2012 – O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai reaplicar uma nova prova aos 686 candidatos do município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, que não puderam fazer a primeira fase (prova objetiva) do VI Exame de Ordem Unificado no último domingo (05) em razão de falta de energia no Colégio Futuro Vip. A decisão foi anunciada hoje (07) pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, para que os candidatos não sejam prejudicados em decorrência da pane no sistema da Light, concessionária responsável pelo abastecimento de energia.

A prova será realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no dia 26 de fevereiro deste ano e permitirá que aqueles que forem aprovados realizem a segunda fase do exame no dia 25 de março. Demais informações, como local e horário de aplicação da prova, serão transmitidas diretamente aos candidatos pela FGV.

O presidente nacional explicou que a prova somente será reaplicada porque este foi um caso excepcional, evento de força maior e alheio à vontade dos organizadores do Exame, uma vez que o local da prova ficou privado do fornecimento de energia por mais de horas. “A falta de energia inviabilizou a realização da prova no município. Tratou-se de uma ocorrência pontual que em nada atrapalhou a aplicação do Exame no restante do país”, afirmou Ophir Cavalcante.

Ainda segundo Ophir, “a aplicação de uma nova prova, no caso de Duque de Caxias, é justo porque as pessoas não podem ser prejudicadas pelo evento de força maior ocorrido e simplesmente impedidas de prestar o exame agora como se planejaram.”

Em todo o Brasil, 99.712 candidatos estiveram presentes para fazer a prova objetiva. Desses, 2.184 não compareceram, perfazendo um percentual de 2,14% de ausência.

Fonte: OAB

Trata-se de uma decisão sensata e justa da Coordenação do Exame de Ordem. O problema da queda de energia, de fato, não pode ser atribuído nem à OAB e nem à FGV, e a solução encontrada com certeza atende aos interesses dos candidatos de Duque de Caxias.

Muito melhor do que simplesmente ter de fazer o próximo Exame, e ainda com o lapso de um mês até a prova subjetiva. E um mês de preparação está de bom tamanho, considerando a situação atípica.

Muito bom!

Para saber mais:

Queda de energia suspende a prova do Exame da OAB para 600 alunos em Duque de Caxias

Exame da OAB em Duque de Caxias: candidatos saem da prova portando os cadernos de prova antes do permitido no edital

Exame da OAB em Duque de Caxias: foto do pátio do colégio Futuro VIP

Exame da OAB em Duque de Caxias: Comunicado oficial da Ordem

Por Maurício Gieseler em 07 fevereiro 2012 às 15:55

Categoria: Estatísticas, Notícias sobre o Exame

VI Exame de Ordem tem 102 mil candidatos inscritos

Hoje de tarde acompanhei a solenidade de defesa do CNJ no Conselho Federal da OAB e consegui descobrir quantos candidatos se inscreveram no VI Unificado, cuja prova objetiva será aplicada no próximo domingo.

Foram 102 mil.

A fonte, obviamente, não sabia declinar o número de forma precisa, mas já temos ao menos um parâmetro.

Vejamos a evolução do número de inscritos nas últimas edições:

2010.1 - 95.764 inscritos

2010.2 - 106.041 inscritos

2010.3 - 106.891 inscritos

IV Unificado - 121.380 inscritos

V Unificado - 108.355 inscritos

VI Unificado – 102.000 inscritos (nº aproximado)

O que isso quer dizer? Prova mais fácil, mais difícil?

Teci considerações sobre isso no post Qual será o grau de dificuldade da próxima prova da OAB?

Não dá para saber, é claro, mas em tese (em tese) quanto menos inscritos mais fácil é a prova. Não representa, obviamente, uma diferença gritante comparando com as demais edições, mas é o menor número desde o 2010.2.

Bom, no Exame 2010.1, que teve o menor número entre as edições relacionadas, o percentual de aprovado na 1ª fase foi de 10% ANTES das anuladas (foram 5). Lembro-me bem da chiadeira de candidatos, cursos e professores naquela oportunidade. Uma indignação irrestrita com o massacre perpetrado contra os bacharéis.

Ou seja: da cartola da OAB pode sair qualquer coisa!

Por Maurício Gieseler em 31 janeiro 2012 às 18:37

Categoria: Estatísticas

A matemática da correção das provas subjetivas da OAB

O leitor Lindemberg publicou um comentário bem interessante no post Considerações sobre o resultado de ontem da OAB, pois este aborda a sistemática de correção das provas subjetivas e sua correlata qualidade.

Confiram:

“”Caro Mauricio, como sou leitor assíduo do blog gostaria de complementar as suas estatísticas com os seguintes números:

Para a correção da prova prático-profissional do V Exame de Ordem, conforme dados disponibilizados pelo blog, o total de aprovados foi de 50.624. Baseado nesse números fiz a seguinte análise:

A prova foi aplicada no dia 04 de dezembro e por conseguinte a sua correção deve ter sido iniciada no dia 05 e o resultado preliminar divulgado dia 26 do mesmo mês, considerando que os corretores trabalharam folgando apenas os dias de domingo e não trabalhando os dias 24, véspera de nata,l e o dia 25, teremos exatamente 17 dias trabalhados, portanto:

50.624 (total de provas) : 17 (dias efetivamente trabalhados) = 2.977 provas corrigidas por dia, se continuarmos a análise e considerar que os corretores trabalharam pelo período de 12 horas por dia o que é extremamente cansativo teremos:

2.977 (total de provas por dia) : 12 (horas) = 248 provas corrigidas por hora

Dando continuidade as análises desta vez sobre os recursos teremos a seguinte situação:

Pelos números postados aqui no blog, foram aproximadamente 26.000 recursos (NOTA DO BLOG: foram 26 mil reprovados, mas não necessariamente 26 mil recorrentes), cujo o prazo para a interposição encerrou-se no dia 01.01.2012 e portanto as análises devem ter sido iniciadas no dia 02.01 até o dia 12.01, perfazendo um total de 11 dias corridos e considerando que os revisores também trabalharam pelo período de 12 horas diárias, teremos a seguinte situação:

26.000 (Total de recursos) : 11 (dias trabalhados) = 2.363 Recursos analisados por dia
2.363 (recursos por dia) : 12 (horas efetivamente trabalhadas) = 197 Recursos analisados por hora.

Portanto, pela analise dos números apresentados acima fica evidente que jamais poderíamos ter correções justas, quer sejam das provas quer sejam dos recursos, o que provocou inúmeras injustiças nas correções, eu mesmo sou vítima, a minha prova embora tenha sido respondida dentro de todos os critérios do espelho de correção e em muitos casos ido até além do que foi solicitado pela FGV. Mesmo assim fui reprovado, interpus o recurso na esperança que a banca constatasse que o corretor equivocou-se da primeira vez e para minha surpresa todos os itens do meu recurso foi improvido, agora resta-nos apenas 2 alternativas, ou buscar socorro no judiciário, ou voltar a estudar e começar tudo novamente.

E o pior, por ironia do destino, como já fui reprovado em exames anteriores e pelo tanto que já estudei, neste último Exame, comecei a dar aulas de tributário para alguns amigos um total de 7 pessoas, passei todos os macetes de como identificar as peças, repassei todos os conceitos de direito material, passei para todos as principais marcações que deveriam fazer nos seus códigos, afirmei categoricamente que uma das respostas estariam contidas entre os artigo 150 e 152 da Constituição, e o que foi que aconteceu ?

As 7 passaram e eu não…………..rsssssss é brincadeira !!!!“”

O raciocínio acima é perfeito, apesar da falha, involuntária, é claro, em relação ao número de recorrentes (dado desconhecido).

O Exame de Ordem é uma prova de massa. São muitos os candidatos por edição.

Não sei quantos corretores de prova existem, ou qual o tamanho da infraestrutura destinada ao processo de correção, mas o volume de reclamações entre os candidatos demonstra a existência de problemas.

Não é possível que tantas reclamações semelhantes sejam mero “chororô” de candidatos reprovados.

A “Lei do Eterno Retorno” parece impor seus efeitos na vida do Exame da OAB. São sempre os mesmos problemas a atormentar diferentes candidatos em diferentes edições da prova.

É tudo um problema de gestão e de infraestrutura. Um pouco mais de investimento e muito mais atenção resolveriam tudo isso.

E é possível!!

Por Maurício Gieseler em 26 janeiro 2012 às 12:30

Categoria: Análise de prova subjetiva, Anulações de questões, Estatísticas

Qual será o grau de dificuldade da próxima prova da OAB?

Há muitas edições do Exame, antes da prova da 1ª fase, escrevo sobre a futura prova, e, naturalmente, seu grau de dificuldade.

Nesse momento eu não costumo dourar a pílula e falo sobre o que efetivamente penso, se ela será mais fácil ou mais difícil em relação a prova passada.

E geralmente acerto.

Mas, quando se escreve geralmente, é porque o grau de acerto não é de 100%. Eu errei a previsão na prova passada…

E qual foi a razão para o erro?

Devo ressaltar antes que o grau de dificuldade de qualquer coisa tem um imenso componente subjetivo, pois depende muito de avaliações pessoais. Quando trato do grau de dificuldade do Exame, baseio-me integralmente na análise de números e percentuais. A lógica é simples: quanto maior o percentual de reprovação, pior é a prova.

Pois bem!

O IV Exame de Ordem conseguiu uma proeza: foi a 1ª prova sem grandes polêmicas dede o Exame 2009.2. Foram 6 edições problemáticas e isso colocou a OAB e sua prova na berlinda, principalmente nas edições 2009.2 e 2010.2, ambas com graves problemas na segunda fase.

No IV Unificado tivemos, com divulgação da lista preliminar de aprovados na 2ª fase, 18.011 candidatos aprovados (dentre 121.380), representando 14,83% do total candidatos inscritos (85,17% de reprovação) e 81,97% entre os aprovados na 1ª fase.

Na lista final de aprovados o número de aprovados saltou para 18.234 candidatos, ou 15,02% de aprovação final.

A fórmula parecia simples: a OAB reprovaria maciçamente na 1ª fase e aplicaria uma prova palatável na 2ª fase, minimizando o risco de problemas. Lembrando que os grandes dramas do Exame de Ordem sempre ocorrem na 2ª fase (exceto o 2009.3, quando ocorreu a fraude e a prova foi anulada).

Imaginei: se o IV Exame não deu problemas, a OAB e a FGV vão repetir no V Exame a mesma fórmula: prova da 1ª fase complicada e provas da 2ª fase amenas.

Projetei uma prova TÃO DIFÍCIL como sua antecessora baseado nessa lógica.

Mas nem tudo segue padrões lógicos…

No V Exame Unificado tivemos 108.355 inscritos e 50.624 aprovados na 1ª fase (46,72%). Recorde absoluto de aprovação em um Exame de Ordem.

Fiquei me perguntando: por qual razão a prova da 1ª fase aprovou tantos candidatos? Surgiram 3 respostas possíveis:

a) os candidatos estão mais preparados;

b) a FGV aliviou na elaboração da prova por desatenção;

c) a OAB queria mesmo mais candidatos aprovados.

Qual seria a resposta correta?

Candidatos mais preparados? Acho cedo sugerir isso. Um ponto fora da curva não é sinônimo de mudanças até se apresentar como uma constante.

FGV aliviou na preparação da prova? É possível. Eu achei a prova do V mais simples do que a IV Unificado.

A OAB quer mais advogados? Pode ser também. O Exame tem estado sob constantes críticas e a Ordem pode querer mudar esse quadro alterando os percentuais de aprovação.

Refletindo sob estes prismas, não consigo, como conseguia antes, projetar um hipotético grau de dificuldade.

Se os candidatos estão mais preparados, a FGV vai “corrigir a rota” e dar uma apertada (como já deu na 2ª fase do V Unificado). Se a FGV falhou na hora de determinar o grau de dificuldade, agora irá corrigir a falha, e teremos então uma perspectiva mais sombria. Ou, se realmente o Exame está recebendo um outro tratamento e a OAB realmente quer “mudar a cara” das estatísticas.

E agora? Qual é a resposta?

Sempre foi razoável projetar um determinado grau de dificuldade das provas em função da ESTABILIDADE dos percentuais de aprovação desde o Exame 2009.3:

2009.3 – 16,50%

2010.1 – 14,03%

2010.2 – 16,00%

2010.3 – 11,73%

IV Unificado – 15,02%

V Unificado24,01%

A média de 15% de aprovação, prova após prova, foi quebrada exatamente na última edição.

Será uma tendência?

Impossível predizer, assim como, depois de muito tempo, não me animo a projetar um eventual grau de dificuldade para a prova objetiva.

Deixo uma sugestão óbvia: estudem para o pior dos cenários. Se a prova for muito difícil, vocês darão conta, se for fácil, vocês darão um passeio.

Mais não pode ser dito.

Por Maurício Gieseler em 24 janeiro 2012 às 11:20

Categoria: Estatísticas, Prova objetiva da OAB

O “Ranking Migalhas” do V Exame de Ordem Unificado

O site Migalhas elaborou um ranking diferente para o V Exame de Ordem, tomando o cuidado de separar as faculdades, e seus respectivos desempenhos, por grupos proporcionais ao número de inscritos.

Dessa forma, criou-se uma relativa equivalência na análise do desempenho de cada uma das faculdades de Direito, que passaram a ser comparadas com faculdades com um número semelhante de candidatos inscritos no Exame, obedecendo ao seguinte parâmetro:

O site, acertadamente, considerou que não fazia sentido comparar uma faculdade que inscreveu 200 alunos e teve 100 aprovados com uma que inscreveu 2 acadêmicos e aprovou apenas 1. Ambas tiveram 50% de aprovação.

Os dados relativos (percentuais) são idênticos, mas os dados absolutos são bem distintos, criando uma distorção em função das diferenças reais entre uma e outra, e, se analisados de forma isolada, efetivamente não proporcionam uma leitura clara da realidade, isso sem considerar interpretações distorcidas da real qualidade de ensino.

Essa separação de dados permite uma comparação entre instituições semelhantes quanto ao número de egressos, facilitando bastante  a interpretação dos dados.

A diferença de aprovação entre instituições congêneres quanto ao número de egressos fica muito mais evidente.

Cliquem no link a seguir e vejam as estatísticas: Esmigalhando os resultados do V exame de Ordem

Por Maurício Gieseler em 19 janeiro 2012 às 13:45

Categoria: Estatísticas

Exame da OAB teve 34 faculdades de direito com zero de aprovação – Confiram a lista

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nesta segunda-feira (16) o índice de aprovação das faculdades de direito no último Exame de Ordem (confira link no saiba mais).

Entre as 791 instituições de ensino superior que tiveram bacharéis de direito participando das provas, 34 não conseguiram aprovar nenhum representante. O número corresponde a 3,7% do total de faculdades participantes do V Exame Unificado da OAB. Entre estas faculdades, apenas sete tiveram mais de dez inscritos no exame e um total de 200 participantes. O exame  aprovou 24,5% dos 106.086 candidatos presentes.

Fonte: G1

Há de se considerar nesta lista a questão do pequeno número de candidatos egressos dessas faculdades. Quanto menor o número de candidatos, maior o “risco” de nenhum passar.

Mas, por outro lado, quanto menor a turma, mais atenção cada professor poderá dar aos seus alunos. E isso também deve ser levado em consideração.

Confiram a lista:

Por Maurício Gieseler em 18 janeiro 2012 às 12:51

Categoria: Estatísticas, Resultados

Universidades públicas dominam ranking das melhores no Exame de Ordem

Mais uma vez as universidades públicas foram campeãs em aprovação no Exame de Ordem na maioria dos estados brasileiros conforme ranking divulgado hoje pela OAB nacional.

Em Mato Grosso do Sul, onde 492 candidatos foram aprovados no último exame, a que mais aprovou foi a federal UFMS com 84 ex-alunos passando na fase final do concurso de apitdão promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, cuja aprovação garante a chancela ao direito de exercício à advocacia: foram 45 aprovados em Campo Grande (66,18% de seus inscritos na cidade), oito em Corumbá (36,36%) e 31 em Três Lagoas (36,90%).

Embora a cada ano especialistas desfilem justificativas diversas, o principal motivo do sucesso das universidades públicas nos rankings de aprovação da OAB, conforme já divulgado outras vezes nesta coluna, está na base. Devido à concorrência acirrada, seja por vestibulares, seja por notas do Enem, os estudantes que ingressam nessas instituições de ensino superior públicas são, via de regra, os que tiveram melhor aprendizado nas primeiras fases da vida escolar.

Como faculdade não tem obrigação nem deve cumprir o papel de alfabetizar seus alunos, quem tem dificuldades com o próprio vocabulário obviamente as terá em maior escala num teste para ingressar na advocacia, profissão cujo exercício exige, dentre outros fatores essenciais, saber interpretar leis, bem escrever e ter boa oratória. Veja o ranking de aprovação do Exame de Ordem por faculdades em todo o país clicando aqui em OAB.

Fonte: Blog do Marco Eusébio

A opinião do colunista Marco Eusébio é simples e acertada. A grande diferença entre as universidades públicas e as privadas está no processo seletivo.

As universidades públicas sempre são as mais procuradas, e ao fim do curso o resultado dessa procura se manifesta:

1º) Universidade Federal do Espírito Santo (80,80% de aprovação);

2º) Universidade Federal de Pernambuco (78,57% de aprovação);

3º) Universidade Federal de Minas Gerais (77,89% de aprovação);

4º) Universidade Federal do Ceará (77,05% de aprovação);

5º) Universidade Federal de Juiz de Fora (76,12% de aprovação);

6º) Universidade Federal de Pelotas (74,67% de aprovação);

7º) Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (73,81% de aprovação);

8º) Universidade de São Paulo (72,05% de aprovação);

9º) Universidade Federal do Paraná (71,64% de aprovação);

10º) Universidade de Federal de Santa Catarina (70,51% de aprovação);

11º) Universidade Federal de Viçosa (69,57% de aprovação);

12º) Fundação Universidade Federal do Rio Grande (69,44% de aprovação);

13º) Universidade Federal do Estado da Bahia (69,23% de aprovação);

14º) Universidade Federal do Rio Grande do Norte (68,75% de aprovação);

15º) Universidade Federal da Bahia (68,14% de aprovação);

16º) Universidade Federal da Paraíba (66,67% de aprovação);

16º) Universidade Estadual de Montes Claros (66,67% de aprovação);

18º) Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (66,18% de aprovação);

19º) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (66,13% de aprovação);

20º) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (65,16% de aprovação).

Por Maurício Gieseler em 17 janeiro 2012 às 16:00

Categoria: Estatísticas

Universidade Federal do Espírito Santo é a campeã do V Exame da OAB – Vejam as 20 melhores universidades

O ranking nacional do Exame de Ordem gera mais frisson, com certeza, do que os dados de aprovação ou reprovação.

E isso decorre de um motivo bem simples: o ranking é o único parâmetro de competição entre faculdades e seccionais.

E as pessoas de um modo geral gostam de uma disputa.

Vamos então ver as 20 melhores faculdades de Direito no V Exame de Ordem Unificado:

Veja as 20 instituições que mais se destacaram:

1º) Universidade Federal do Espírito Santo (80,80% de aprovação);

2º) Universidade Federal de Pernambuco (78,57% de aprovação);

3º) Universidade Federal de Minas Gerais (77,89% de aprovação);

4º) Universidade Federal do Ceará (77,05% de aprovação);

5º) Universidade Federal de Juiz de Fora (76,12% de aprovação);

6º) Universidade Federal de Pelotas (74,67% de aprovação);

7º) Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (73,81% de aprovação);

8º) Universidade de São Paulo (72,05% de aprovação);

9º) Universidade Federal do Paraná (71,64% de aprovação);

10º) Universidade de Federal de Santa Catarina (70,51% de aprovação);

11º) Universidade Federal de Viçosa (69,57% de aprovação);

12º) Fundação Universidade Federal do Rio Grande (69,44% de aprovação);

13º) Universidade Federal do Estado da Bahia (69,23% de aprovação);

14º) Universidade Federal do Rio Grande do Norte (68,75% de aprovação);

15º) Universidade Federal da Bahia (68,14% de aprovação);

16º) Universidade Federal da Paraíba (66,67% de aprovação);

16º) Universidade Estadual de Montes Claros (66,67% de aprovação);

18º) Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (66,18% de aprovação);

19º) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (66,13% de aprovação);

20º) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (65,16% de aprovação).

Fonte: G1

A nota mais impressionante é o sumiço da UnB e da Universidade Federal de Sergipe, que sempre estiveram não só não ranking como também nas primeiras colocações. A UnB e a Fedeal de Sergipe já ocuparam várias vezes o 1º lugar. Essa ausência realmente é chocante.

Vejam o ranking das últimas edições do Exame de Ordem segundo o G1, que bate certinho com os dados de sempre aqui do Blog (O G1 diz que a fonte é a FGV, mas a FGV entrou agora no Exame. A fonte é o Blog Exame de Ordem mesmo, como vocês podem ver AQUI. Os dados são idênticos e essa é uma compilação antiga que faço, edição após edição, com cálculos meus. Custava ao G1 citar a fonte?):

O interessante é ver no ranking das melhores seccionais – OAB divulga ranking das faculdades que mais aprovaram no Brasil – Bahianos, catarinenses e gaúchos são os que mais aprovam – a desconstrução completa do que escrevi no post de hoje – Exame da OAB: Por que a média de aprovação no Ceará é maior que a média nacional?.

Atribui o sucesso dos candidatos da OAB/CE ao pequeno número de faculdades naquela seccional. Entretanto, seccionais com muitas instituições de ensino privadas, como a Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram muito bem neste último Exame.

Os dados podem refletir duas coisas: ou a minha crença de que a expansão desenfreada de faculdades prejudica nas estatísticas do Exame estava equivocada ou o perfil dos candidatos passou por uma alteração.

Não descarto, por hora, nenhuma das duas possibilidades, pois não é possível julgar todo um contexto por apenas uma edição do Exame. O ideal é esperar mais duas ou três edições para ver se os dados de aprovação e o ranking continuarão os mesmos ou se os dados atuais são apenas um “ponto fora da curva” dentro do histórico da prova.

De toda forma, estão aí os dados para vocês analisarem. O importante desses percentuais é mostrar quais são, efetivamente, as boas faculdades, ao menos sob o ponto de vista do Exame, única baliza para o exercício da advocacia.

Por Maurício Gieseler em 16 janeiro 2012 às 16:59

Categoria: Estatísticas

OAB divulga ranking das faculdades que mais aprovaram no Brasil – Baianos, catarinenses e gaúchos são os que mais aprovam

A Bahia foi o Estado que, proporcionalmente, apresentou o melhor desempenho no V Exame de Ordem Unificado da OAB entre as 27 Seccionais, cujos resultados estatísticos estão sendo divulgados nesta segunda-feira (16). Com um índice de aprovação de 30,64%  (5.053 inscritos presentes, para 1.548 aprovados), o Estado superou  com folga a média nacional de 24,5% dos aprovados. Em todo o País, o Exame contou com um total de 106.086 candidatos presentes, dos quais 26.010 passaram e vão receber a carteira profissional da OAB.

Em segundo lugar ficou o Estado de Santa Catarina, que obteve um índice de 29,09 de aprovação dos seus 3.696 inscritos presentes. O Rio Grande do Sul, com 28,78% de aprovados, pontuou em terceiro lugar no ranking dos Estados que mais aprovaram. Rio de Janeiro (28,27% de aprovados, para 9.606 candidatos) e Minas Gerais (27,63% de aprovados, para 11.312 candidatos), Estados que têm grande número de bacharéis e faculdades,  ocuparam respectivamente o quarto e quinto lugares  nos índices de aprovação.

Maior e Estado do País e campeão no número de candidatos inscritos que realizaram o exame (23.081), São Paulo ocupou o décimo nono lugar em aprovação dentre as 27 unidades da federação, aprovando 20,74% dos candidatos. Capital da República, o Distrito Federal também teve desempenho abaixo da média nacional, com aprovação de 22,80% dos seus 4.416 inscritos presentes.

Ainda de acordo com os dados do desempenho do V Exame Unificado da OAB, as faculdades públicas se destacaram entre as 20 melhores instituições de ensino do Direito no País. Foram avaliadas todas as faculdades (públicas e privadas) que tiveram inscritos, cada uma, pelo menos 20 candidatos ao teste.  As 20 melhores tiveram índice de aprovação superior a 65,16% e, destas,  98% compuseram o último Selo de qualidade do programa OAB Recomenda.

Pela ordem, as que mais se destacaram, em termos porcentuais de aprovados:

De acordo com o Presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, apesar de o índice de aprovação estar ainda longe do ideal, houve um significativo avanço em relação ao desempenho dos Exames de Ordem Unificados de anos anteriores. Isto se deve, conforme observou, não apenas a uma acentuada melhora na formulação, organização e aplicação das provas em todo o País, como também ao crescente interesse dos próprios estudantes, que vêm superando as dificuldades resultantes da baixa qualidade que ainda é observada na maioria dos cursos. “O exame de Ordem é termômetro para aferir a qualidade do ensino jurídico brasileiro, e como tal serve de referência para a comunidade acadêmica, não apenas a jurídica, no sentido de oferecer subsídios para melhor qualificar os futuros profissionais de Direito”, afirmou o presidente Ophir.

Fonte: OAB e Conjur

Cliquem AQUI para verem o desempenho por estado

Cliquem AQUI para verem o desempenho por universidades

Por Maurício Gieseler em 16 janeiro 2012 às 15:36

Categoria: Estatísticas

Exame da OAB: Por que a média de aprovação no Ceará é maior que a média nacional?

Média do Ceará maior que a do Brasil

O índice de aprovação dos cearenses no V Exame Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi de 26,49%, ou seja, 730 dos 2.755 bacharéis em Direito passaram na prova.

A média do Ceará superou, mais uma vez, a do Brasil, que foi de 24,05%, com 26.010 aprovados de um total de 108.335 inscritos. O resultado foi divulgado ontem pela OAB. As provas objetivas e subjetivas foram realizadas no ano passado, nos dias 30 de outubro e 4 de dezembro, respectivamente.

A participação do Estado no total de aprovados no País também foi maior que a da quantidade de inscritos. Enquanto 2,5% de todos os bacharéis inscritos no V Exame Unificado eram cearenses, 2,8% de todos os brasileiros que passaram na prova são do Ceará.

Para o presidente a OAB-CE, Valdetário Monteiro, o resultado demonstra uma melhoria na qualidade do ensino jurídico no Estado. “É motivo de alegria ver o Ceará, terra de grandes juristas como Clóvis Beviláqua e Paulo Bonavides, se destacando nacionalmente”, ressalta.

Valdetário explica que, diferentemente de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, no Ceará, o número de novas faculdades de Direito não cresceu tanto. “Aqui, temos em torno de 20 cursos de Direito, enquanto nesses outros Estados têm mais de 100“, informa Valdetário, destacando que a existência de muitas faculdades geralmente dimunui a qualidade do ensino. “Além de destacar na prova da OAB, os candidatos cearenses vêm sendo aprovados em importantes concursos nacionais”, afirma.

Dificuldades

Por outro lado, o presidente da OAB-CE chama atenção para as principais dificuldades enfrentadas pelos candidatos no momento do exame. De acordo com ele, o principal obstáculo ainda é multiplicidade dos assuntos tratados no prova. “É praticamente todo o conteúdo que eles veem na faculdade, mas, à medida que o ensino melhora, isso vai sendo superado”, acredita.

O candidato Nogueira Júnior, 23 anos, por exemplo, se formou no fim de 2010 e já passou na prova da OAB. “O que vi na universidade foi fundamental para meu desempenho, mas também comprei apostilas para estudar em casa. A prova estava rigorosa e cheia de pegadinhas. Fico feliz por ter sido aprovado”, comemora Júnior.

No último exame da Ordem, 18.223 dos 119.255 candidatos que fizeram a prova passaram, o que representa um índice de 15,28%, menor do que o registrado na exame recente.

Fonte: Diário do Nordeste

O Dr. Valdetário tocou em um ponto interessante: que a média de aprovação no estado do Ceará é ligeiramente maior comparando com a média nacional em função da pequena expansão no número de faculdades privadas naquele estado.

Em um primeiro momento pode parecer que o ensino jurídico no Ceará é melhor do que no resto do país, mas a explicação, de fato, está no número de faculdades em cada unidade da federação.

Lembro-me quando a seccional de São Paulo entrou no Exame Unificado (2009.1), o percentual de aprovação na 1ª fase havia sido de 15,76%, colocando o estado na 24ª colocação entre 26 seccionais (Minas Gerais ainda não fazia parte do Unificado).

Foi um fato que repercutiu bastante, principalmente porque no último Exame patrocinado por São Paulo o percentual na 1ª fase havia sido de 40%.

Mas a explicação nunca foi difícil de encontrar: o estado de São Paulo sozinho tem mais de um terço de todas as faculdades de Direito no Brasil. O reflexo desse volume de instituições acaba sendo sentido no Exame de Ordem, ou seja, baixos percentuais de aprovação.

A lógica é irrefutável: a expansão e o grande número de faculdades reduz os percentuais de reprovação.

A expansão gerou uma luta das faculdades para completarem suas turmas, gerando um imenso relaxamento nos processos seletivos. Vestibular hoje na maioria das faculdades é coisa para inglês ver.

Reprovação também! Afinal, a lógica do mercado não perdoa quem maltrata o “cliente”.

O resultado?

O resultado vocês conhecem…

Por Maurício Gieseler em 16 janeiro 2012 às 13:38

Categoria: Estatísticas, Notícias sobre o Exame, Resultados

Ophir: índice de 24,05% de aprovados reflete Exame de aptidão e profissional

Brasília, 13/01/2012 – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, disse hoje que o índice de 24,05% de aprovados no V Exame de Ordem Unificado da OAB deve ser recebido de forma muito positiva, pois é o mais alto já alcançado desde o início da unificação. Um total de 108.335 bacharéis se inscreveram ao V Exame de Ordem,  sendo que 106.086 fizeram a prova e 26.010 foram aprovados – o que representa um índice de aprovação de 24,05%. No IV Exame, esse índice de aprovação foi de 15,02%; no III Exame, foi de 12,03%; no II Exame, de 14,67% e, no I Exame, de 14,02%. A lista definitiva dos aprovados no V Exame de Ordem pode ser acessada no site http://oab.fgv.br.

Para Ophir Cavalcante, a elevação do índice de aprovação dentro do Exame unificado da Ordem reflete ainda o fato de que  ”ele está cada vez mais profissional, com bancas específicas para cada uma das provas e também para rever questões, tudo com objetivo de realizar um exame mais justo“. Ele entende que está-se conseguindo “um equilíbrio maior na própria calibragem da dificuldade das questões e, em contrapartida, havendo um maior empenho das universidades e, sobretudo dos candidatos“.

Ophir  lembra também que o Exame  da OAB “não é um concurso público, mas um exame de  aptidão técnica. “Portanto, é preciso aferir a qualificação do bacharel para ingressar o mercado de trabalho e lidar com bens fundamentais n a vida das pessoas que são a liberdade e o patrimônio”, destaca.  “Por isso, a OAB vai continuar tendo rigor na confecção e realização do Exame sem, entretanto, torná-lo um concurso público”.

“A credibilidade e respeitabilidade do Exame de Ordem – explicou Ophir Cavalcante – estão ligadas à forma da aplicação, como é a elaboração das questões, que hoje privilegiam mais o raciocínio do que a mera memorização e aferindo cada vez mais a capacitação técnica. A OAB está, assim, convencida de que cada vez mais aqueles profissionais que são aprovados no seu Exame têm aptidão para defender o cidadão brasileiro”.

Segue índices de aprovação do Exame de Ordem desde o início da sua unificação:

I Exame: 95844 inscritos; 95841 presentes; 13441 aprovados; 14,02% de aprovação.

II Exame: 107029 inscritos; 105431 presentes; 15706 aprovados; 14,67% de aprovação.

III Exame: 106891 inscritos; 104126 presentes; 12534 aprovados; 12,03% de aprovação.

IV Exame: 121380 inscritos; 119255 presentes; 18223 aprovados; 15,28% de aprovação.

V Exame: 108335 inscritos; 106086 presentes; 26010 aprovados; 24,05% de aprovação.

Fonte: OAB

Três coisas:

1 – Tirando o fato de que efetivamente houve um aumento no número de aprovados, e isso é bom, apesar de ter ocorrido por conta de outros fatores – Considerações sobre o resultado de ontem da OAB / O resumo de todo o problema – discordo de TUDO o que ele disse.

Tecnicamente a prova não foi boa, as correções foram péssimas e as erratas terminaram de estragar essa receita de “privilégio do raciocínio do que a mera memorização e aferindo cada vez mais a capacitação técnica.”

O que estou vendo é a detonação do raciocínio, ao menos nessa edição do Exame.

2 – As estatísticas apresentadas nessa matéria diferem daquelas que sempre apresentei no blog - Estatísticas finais do V Exame de Ordem Unificado: 26.024 aprovados (24,01% de aprovação ou 75,99% de reprovação).

Isso porque o meus cálculos sempre foram feitos em cima do número de inscritos (e isso sempre foi ressaltado), enquanto a OAB os faz sobre o número de presentes na 1ª fase.

3 – Quero ver quantos serão aprovados na próxima edição. Se o percentual cair, o argumento dessa matéria vai para o ralo…

Por Maurício Gieseler em 13 janeiro 2012 às 15:10

Categoria: Análise crítica do Exame, Estatísticas, Resultados