Qual será o grau de dificuldade da próxima prova da OAB?

Há muitas edições do Exame, antes da prova da 1ª fase, escrevo sobre a futura prova, e, naturalmente, seu grau de dificuldade.

Nesse momento eu não costumo dourar a pílula e falo sobre o que efetivamente penso, se ela será mais fácil ou mais difícil em relação a prova passada.

E geralmente acerto.

Mas, quando se escreve geralmente, é porque o grau de acerto não é de 100%. Eu errei a previsão na prova passada…

E qual foi a razão para o erro?

Devo ressaltar antes que o grau de dificuldade de qualquer coisa tem um imenso componente subjetivo, pois depende muito de avaliações pessoais. Quando trato do grau de dificuldade do Exame, baseio-me integralmente na análise de números e percentuais. A lógica é simples: quanto maior o percentual de reprovação, pior é a prova.

Pois bem!

O IV Exame de Ordem conseguiu uma proeza: foi a 1ª prova sem grandes polêmicas dede o Exame 2009.2. Foram 6 edições problemáticas e isso colocou a OAB e sua prova na berlinda, principalmente nas edições 2009.2 e 2010.2, ambas com graves problemas na segunda fase.

No IV Unificado tivemos, com divulgação da lista preliminar de aprovados na 2ª fase, 18.011 candidatos aprovados (dentre 121.380), representando 14,83% do total candidatos inscritos (85,17% de reprovação) e 81,97% entre os aprovados na 1ª fase.

Na lista final de aprovados o número de aprovados saltou para 18.234 candidatos, ou 15,02% de aprovação final.

A fórmula parecia simples: a OAB reprovaria maciçamente na 1ª fase e aplicaria uma prova palatável na 2ª fase, minimizando o risco de problemas. Lembrando que os grandes dramas do Exame de Ordem sempre ocorrem na 2ª fase (exceto o 2009.3, quando ocorreu a fraude e a prova foi anulada).

Imaginei: se o IV Exame não deu problemas, a OAB e a FGV vão repetir no V Exame a mesma fórmula: prova da 1ª fase complicada e provas da 2ª fase amenas.

Projetei uma prova TÃO DIFÍCIL como sua antecessora baseado nessa lógica.

Mas nem tudo segue padrões lógicos…

No V Exame Unificado tivemos 108.355 inscritos e 50.624 aprovados na 1ª fase (46,72%). Recorde absoluto de aprovação em um Exame de Ordem.

Fiquei me perguntando: por qual razão a prova da 1ª fase aprovou tantos candidatos? Surgiram 3 respostas possíveis:

a) os candidatos estão mais preparados;

b) a FGV aliviou na elaboração da prova por desatenção;

c) a OAB queria mesmo mais candidatos aprovados.

Qual seria a resposta correta?

Candidatos mais preparados? Acho cedo sugerir isso. Um ponto fora da curva não é sinônimo de mudanças até se apresentar como uma constante.

FGV aliviou na preparação da prova? É possível. Eu achei a prova do V mais simples do que a IV Unificado.

A OAB quer mais advogados? Pode ser também. O Exame tem estado sob constantes críticas e a Ordem pode querer mudar esse quadro alterando os percentuais de aprovação.

Refletindo sob estes prismas, não consigo, como conseguia antes, projetar um hipotético grau de dificuldade.

Se os candidatos estão mais preparados, a FGV vai “corrigir a rota” e dar uma apertada (como já deu na 2ª fase do V Unificado). Se a FGV falhou na hora de determinar o grau de dificuldade, agora irá corrigir a falha, e teremos então uma perspectiva mais sombria. Ou, se realmente o Exame está recebendo um outro tratamento e a OAB realmente quer “mudar a cara” das estatísticas.

E agora? Qual é a resposta?

Sempre foi razoável projetar um determinado grau de dificuldade das provas em função da ESTABILIDADE dos percentuais de aprovação desde o Exame 2009.3:

2009.3 – 16,50%

2010.1 – 14,03%

2010.2 – 16,00%

2010.3 – 11,73%

IV Unificado – 15,02%

V Unificado24,01%

A média de 15% de aprovação, prova após prova, foi quebrada exatamente na última edição.

Será uma tendência?

Impossível predizer, assim como, depois de muito tempo, não me animo a projetar um eventual grau de dificuldade para a prova objetiva.

Deixo uma sugestão óbvia: estudem para o pior dos cenários. Se a prova for muito difícil, vocês darão conta, se for fácil, vocês darão um passeio.

Mais não pode ser dito.

Por Maurício Gieseler em 24 janeiro 2012 às 11:20

Categoria: Estatísticas, Prova objetiva da OAB

Exame de Ordem: Confiram a prova objetiva da OAB

Confiram como foi a prova da OAB. Estou postando aqui a prova de tipo AZUL que uma candidata gentilmente nos enviou.

As marcações na prova são da candidata e não representam, sob nenhum aspecto, um gabarito extraoficial.

E não deixem de acompanhar AGORA a nossa Mesa Redonda. A transmissão já começou!

MESA REDONDA

MESA REDONDA NO FACEBOOK

Não é preciso nenhum cadastro, exceto na transmissão via Facebook, pois é necessário “curtir” a página!

O gabarito OFICIAL será publicado ainda hoje pela FGV!

Confiram a prova:

Por Maurício Gieseler em 30 outubro 2011 às 20:48

Categoria: Prova objetiva da OAB

O que vocês acharam da prova?

Hoje foi aplicada a 11ª prova da OAB sob o Provimento 144/11 da OAB, com um recorde de inscritos. Ainda é cedo para dar as primeiras impressões sobre a prova, mas já podemos colher com os internautas as impressões sobre a prova objetiva. Respondam a enquete abaixo para termos uma noção do que foi a prova de um modo geral.

Para notícias em tempo real sigam-me no twitter: @examedeordem


Por Maurício Gieseler em 17 julho 2011 às 19:02

Categoria: Enquetes, Prova objetiva da OAB

A, B, C, D e…E?

Um leitor me chamou a atenção para o ponto que eu realmente deixei passar batido no novo Provimento. No antigo havia um dispositivo indicando quantas alternativas cada questão teria:

“Art. 6º O Exame de Ordem abrange 02 (duas) provas, compreendendo os conteúdos previstos nos Eixos de Formação Fundamental e de Formação Profissional do curso de graduação em Direito, conforme as diretrizes curriculares instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, bem assim Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, além de outras matérias jurídicas, desde que previstas no edital, a saber:

I – prova objetiva, sem consulta, de caráter eliminatório;

II – prova prático-profissional, permitida, exclusivamente, a consulta à legislação sem qualquer anotação ou comentário, na área de opção do examinando, composta de 02 (duas) partes distintas:

a) redação de peça profissional;

b) 05 (cinco) questões práticas, sob a forma de situações-problema.

§ 1º A prova objetiva conterá 100 (cem) questões de múltipla escolha, com 04 (quatro) opções cada, devendo conter, no mínimo, 15% (quinze por cento) de questões sobre Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, exigido o mínimo de 50% (cinqüenta por cento) de acertos para habilitação à prova práticoprofissional.

(…)”

Pois é, no novo Provimento não há nenhuma regra quanto ao número de alternativas para cada questão…

Mas antes do pânico se espalhar, entrei em contato com quem de direito e NADA sob este aspecto será mudado: continuarão a ser 4 alternativas por questão.

Mas que deu medo, ah deu!!

Por Maurício Gieseler em 14 junho 2011 às 14:07

Categoria: Editais, Prova objetiva da OAB

Como seria a prova da OAB com 80 questões?

Eu estava pensando em escrever sobre o título desta postagem quando recebi um e-mail do Dr. Frederico Afonso Izidoro (@fredericoafonso / professor.frederico@uol.com.br) professor de Direitos Humanos e Constitucional, trazendo exatamente algumas considerações sobre as mudanças no número de questões da prova.

Como vocês sabem, o número de questões foi reduzido de 100 para 80, e isso repercutirá nas disciplinas da prova objetiva.

De um modo geral, concordo com o raciocínio do Dr. Frederico. Confiram o e-mail:

“Dr. Maurício, boa tarde, tudo bem?

Muita correria, por causa das alterações?

Montando uma revisão em um dos cursinhos que leciono, acabei escrevendo sobre o número de questões de Direitos Humanos. O prognóstico foi para Direitos Humanos e quais as matérias que “perderiam” questões…

Agora, com 80 questões, entendo que o cenário é outro, até porque, senão foi retirado os 15% para Ética/DH, a matéria Ética/DH tem que ter no mínimo 12 questões!

Vejamos: inicialmente partirei da base da última prova (ainda, portanto, com 100 questões).

1 a 8 – Direito Administrativo (OITO QUESTÕES)

9 a 18 – Direito Civil (DEZ QUESTÕES)

19 a 27 – Direito Processual Civil (NOVE QUESTÕES)

28 a 37 – Direito Constitucional (DEZ QUESTÕES)

38 a 43 – Direito Empresarial (SEIS QUESTÕES)

44 a 53 – Estatuto e Código de Ética (DEZ QUESTÕES)

54 a 61 – Direito Penal (OITO QUESTÕES)

62 a 68 – Direito Processual Penal (SETE QUESTÕES)

69 a 75 – Direito do Trabalho (SETE QUESTÕES)

76 a 81 – Direito Processual do Trabalho (SEIS QUESTÕES)

82 a 89 – Direito Tributário (OITO QUESTÕES)

90 a 100 – Direito Ambiental, Direito Internacional, Direito do Consumidor e Estatuto da Criança e do Adolescente (11 QUESTÕES)

—–

Do quadro acima, que foi a reprodução do gabarito divulgado pela própria OAB, temos:

10 questões: Civil, Constitucional e Ética;

9 questões: Processo Civil;

8 questões: Administrativo, Penal e Tributário;

7 questões: Processo Penal e Trabalho;

6 questões: Direito Empresarial e Processo do Trabalho;

3 questões: Internacional, Ambiental e Consumidor; e

2 questões: ECA.

——-

Minha projeção para 80 questões:

9 questões: Constitucional;

8 questões: Civil;

7 questões: Processo Civil;

6 questões: DIREITOS HUMANOS, Ética e Penal;

5 questões: Administrativo, Proc. Penal, Trabalho, Empresarial e Tributário;

4 questões: Proc. Trabalho;

3 questões: Ambiental;

2 questões: Internacional, Consumidor e ECA.

Enfim, é uma ideia inicial. Não vejo como diminuir ainda mais as “matérias pequenas”: Internacional, ECA, Consumidor e Ambiental.

Abços.,”

Por Maurício Gieseler em 06 junho 2011 às 14:51

Categoria: Prova objetiva da OAB

Provável violação do Provimento 136/09 – OAB não cobrou as 15 questões de Ética e Direitos Humanos

O site UOL acabou de publicar matéria dando conta de que o Provimento 136/09 foi violado, pois na prova objetiva de hoje foram cobradas as 10 questões de ética e apenas 2 de Direitos Humanos.

Como vocês sabem, o Provimento exige que 15% das questões versem sobre Ética e Direitos Humanos, o que corresponderia a, exatamente, 15 questões dentro das 100 exigidas.

Confiram a íntegra da notícia no site do UOL.

Por Maurício Gieseler em 13 fevereiro 2011 às 20:46

Categoria: Prova objetiva da OAB

Quantas questões a OAB vai exigir de Direitos Humanos na prova objetiva?

Quantas questões de Direitos Humanos serão cobradas na próxima prova?

Como todos sabem, até hoje as 10 primeiras questões da prova objetiva versam sobre Deontologia Jurídica (Ética Profissional). Notem: 10 questões, ou 20% do necessário para se atingir os 50 pontos.

Agora, com a entrada total em vigor do Provimento 136/09, 15% das questões da prova objetiva tratarão, EM CONJUNTO, de Ética Profissional e Direitos Humanos. Vejamos:

Art. 6º O Exame de Ordem abrange 02 (duas) provas, compreendendo os conteúdos previstos nos Eixos de Formação Fundamental e de Formação Profissional do curso de graduação em Direito, conforme as diretrizes curriculares instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, bem assim Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, além de outras matérias jurídicas, desde que previstas no edital, a saber:

(…)

§ 1º A prova objetiva conterá 100 (cem) questões de múltipla escolha, com 04 (quatro) opções cada, devendo conter, no mínimo, 15% (quinze por cento) de questões sobre Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, exigido o mínimo de 50% (cinqüenta por cento) de acertos para habilitação à prova prático-profissional.”

15% da prova representa, obviamente, 15 questões, mas com um pequeno detalhe: sumiu a obrigação prevista no provimento anterior de serem 10 questões versando sobre a Deontologia. Antes eram 10 questões certas, mas agora não há um número fixo.

Podem ser 5 questões de Deontologia e 10 de Direitos Humanos, ou qualquer arranjo de questões dentre as 15. Em uma primeira análise, aparentemente se imagina que seriam 10 questões de Deontologia e 5 de Direitos Humanos, mas só numa primeira análise…isso não está escrito em lugar nenhum!!!

Eu acredito que a FGV irá cobrar umas 7 questões de uma e 8 de outra, mantendo um equilíbrio entre ambas.

Mas isso é só um chute! Não dá para ter certeza de nada!!

De toda forma, essa mudança esvazia um pouco a importância da Deontologia Jurídica, pois esta sempre foi a bóia salvadora dos bacharéis. Direitos Humanos não é uma disciplina simples ou bobinha. É complexa, tem aspectos históricos e exigirá bastante dos candidatos, principalmente porque ela ainda é estranha no curriculum de muitas faculdades.

Aqueles 20% quase garantidos serão coisa do passado. Quanto a OAB exigirá de Direitos Humanos dentre esses 15 % é uma incógnita, podendo até variar de prova em prova, sem violar o provimento.

Isso dificultará um pouco mais a aprovação dos candidatos, além de exigir mais dos estudos. A disciplina provavelmente terá um peso maior do que o Direito Comercial, ECA e Ambiental, e estudá-la é imprescidível.

E, claro, isso dificulta um pouco mais a aprovação…

Por Maurício Gieseler em 03 janeiro 2011 às 12:37

Categoria: Prova objetiva da OAB

Exame de Ordem 2010.2 – Primeira análise da nova prova da OAB/FGV

O Exame de Ordem mudou!! E mudou bastante!

Obviamente que já sabíamos disso há algum tempo, pois o Cespe cedeu seu lugar para a FGV, mas agora, analisando a prova objetiva, a mudança é palpável, é concreta.

O Cespe agora é 100% passado.

E o que mudou? Quais as primeiras impressões da prova?

1 – A prova manteve 100 questões, cada uma com quatro assertivas possíveis (a, b, c e d), sendo que os candidatos não precisaram optar entre itens, tal como escolher entre os itens I e II, II e IV;

2 – A formulação dos enunciados não guardou nenhuma similitude com as provas do Cespe, tampouco repetiu a estrutura organizacional de outras provas da FGV;

3 – Os enunciados, de um modo geral, foram mais extensos do que os dos Exames anteriores, tendo sido exigido muito raciocínio jurídico. As respostas eram encontradas não só na lei, mas também em boa parte na doutrina e, em menor grau, na jurisprudência. Ou seja, a prova fugiu do dogmatismo do Cespe;

4 – Os enunciados, em sua maioria, eram apresentações de casos em concreto, sendo que o candidato deveria escolher entre a assertiva mais adequada;

5 – A prova foi sem armadilhas ou peguinhas. Foi uma prova honesta e, sem sombra de dúvidas, muito bem elaborada;

6 – Pelo o que levantei aqui, muito dificilmente uma questão será anulada. A prova foi muito bem feita;

7 – Foi uma prova difícil. Mas também passou muitíssimo longe do absurdo que foi a última prova objetiva. Ela foi difícil por exigir mais da parte conceitual dos candidatos, e certamente apresentou uma abordagem bem diferente do que até então era a prova objetiva. Todo mundo estranhou esse tipo de prova, o que é bem natural.

Na minha ótica, o Exame de Ordem mudou, e para melhor. A prova aparentemente foi irretocável sob o aspecto técnico.

Claro que isso não serve de consolo pelo fato dela ter sido difícil, mas seu nível inequivocamente subiu. As reclamações de outrora não deverão subsistir, afora, claro, seu grau de dificuldade, mas isso é outra história.

De toda forma, os professores do Portal Exame de Ordem estão neste instante elaborando o nosso gabarito extraoficial, e dentro de mais uma hora (estimativa) iremos publicá-lo aqui.

Por volta das 21:30, o professor Renato Saraiva irá transmitir AO VIVO do Rio de Janeiro, nossa mesa redonda sobre a prova de hoje, com a presença de vários professores do Portal, com ACESSO LIVRE para todos os internautas. Não percam!!!

Quem quiser debater a prova pode fazê-lo na nossa COMUNIDADE DO ORKUT, ou na nossa COMUNIDADE NO FACEBOOK.

E NÃO deixem de  participar do sorteio de 10 cursos online preparatórios para a 2ª fase do Exame de Ordem 2010.2, de livre escolha, só precisa se cadastrar no Portal, fazendo-o neste link aqui: Cadastro no Simulado. Vocês podem se cadastrar até o meio-dia do dia 27/09. Quem já faz algum curso no Portal ou tem um cadastro antigo já está participando.

Em breve mais sobre o Exame de ORdem 2010.2 – Não saiam daí!!

Por Maurício Gieseler em 26 setembro 2010 às 19:24

Categoria: Prova objetiva da OAB

Estratégia para a prova objetiva do Exame de Ordem OAB/FGV

A prova objetiva do Exame de Ordem não deve ser enfrentada sem uma prévia reflexão sobre a estratégia a ser empregada na sua resolução.

Poder-se-ia argumentar que uma prova não precisa propriamente de uma estratégia, basta conhecer todo o conteúdo que poderá ser solicitado durante sua realização. Mas certamente ter uma estratégia aumenta as probabilidades de sucesso e potencializa a aplicação do conhecimento.

Ter uma estratégia dá segurança ao candidato, otimizará a utilização do tempo e, principalmente, melhorará o resultado final.

Há de se considerar também um certo aspecto de ineditismo nesta prova, pois trata-se da estréia da FGV. Uma estratégia ajuda a enfrentar esse aspecto com mais serenidade.

Vejamos aqui dicas simples de estratégia para serem usadas na prova do Exame de Ordem 2010.2.

1 – A ordem de resolução da prova por disciplinas

Primeiramente o candidato deve determinar qual a seqüência de matérias cujo domínio é mais abrangente. Essa sequência deverá ser obedecida na hora da prova. Localize cada disciplina e determine a ordem de apresentação. Após isso, estabeleça uma sequência, da disciplina mais fácil até a mais difícil.

Isso porque é contraproducente fazer a prova seguindo as questões na ordem em que elas são apresentadas. Resolva primeiro as questões das disciplinas jurídicas que você mais domina e deixe por último as disciplinas que você julga serem as mais difíceis.

Obedecer essa ordem gera algumas implicações:

1 – Ao resolver primeiro as questões mais fáceis, o cérebro do candidato sofrerá um desgaste muito menor. Tenham em mente que o desempenho intelectual sofre um decréscimo após algumas horas de concentração. Sua atenção e capacidade de raciocínio estarão diferentes após três horas de resolução de prova comparando com a primeira meia hora de prova. O candidato deve aproveitar o início da prova para ter um excepcional desempenho nas área de predileção.

2 – Atacando primeiro as disciplinas de sua preferência, com o cérebro descansado, seu desempenho será otimizado, pois você resolverá essas questões com maior velocidade e menor desgaste. Na medida em que as disciplinas mais difíceis forem surgindo, seu ânimo para enfrentá-las será maior do que se você resolvesse a prova seguindo sua sequência normal, ou de forma aleatória ou mesmo optando logo de início pelas mais difíceis.

3 – Ao enfrentar as disciplinas mais difíceis, o candidato terá sofrido um desgaste menor, já tendo resolvido parte da prova; exatamente aquela em que ele melhor domina. Logo, a preocupação em atingir os 50 pontos será menor, deixando-o menos ansioso.

2 – Resolvendo as questões

Ao resolver as questões, deve-se atentar para os seguintes pontos:

1 – O candidato não deve sair riscando a prova indiscriminadamente. Se for marcar uma assertiva que julga correta, faça apenas um ponto ou uma seta. Deixe aquele “X” apenas para quando sua convicção quanto a resposta for absoluta. Isso evitará qualquer confusão.

2 – NÃO se deve perder tempo com questão muito difíceis, ou que sua dúvida entre uma ou outra resposta seja quase insuperável. Deixe as questões dessa natureza para o final, quando a folha de resposta já estiver preenchida (parcialmente preenchida, por óbvio).

3 – Faça um círculo em torno das seguintes palavras: correta, incorreta, certa, certos, errada, sim e não. Tais termos permeavam a prova do CESPE e determinavam muitas vezes o sentido da resposta. Isso pode ocorrer com a FGV. Confundir tais termos leva inexoravelmente ao erro.

4 – Os termos “sempre”, “jamais” e “nunca” quase sempre estão associados com assertivas cujos enunciados estão errados. Generalizações são perigosas.

3 – A folha de resposta

Assim que se iniciar a última hora da prova, o candidato deve parar tudo que estiver fazendo e passar as questões já resolvidas para a folha de resposta. Isso é crucial, pois um erro nesse momento pode ter sérias implicações.

Leve duas canetas para a prova. Uma servirá de “régua”, evitando que você marque a letra errada em uma outra questão, além de “backup” caso a titular se “contunda”. Isso é mais comum do que vocês imaginam. Não subestimem o que um cérebro cansado pode fazer (inclusive o seu).

O candidato deve ser metódico, calmo e lento nessa hora. A folha de resposta carregará todo o seu esforço durante meses. Trate-a com o maior carinho.

Preencha a folha mesmo antes de resolver todas as questões. Certamente as que não foram respondidas são as mais difíceis. Essas podem ficar para o final, pois se terá a certeza de que o mais importante já está assegurado.

4 – O equilíbrio emocional

O equilíbrio emocional para a prova deve ser buscado a todo momento, antes e durante o exame, principalmente para evitar prejuízos ao desempenho.

1 – Deixe rigorosamente tudo pronto para o dia 26. Compre com antecedência duas canetas BIC, da cor PRETA ou AZUL (agora azul pode).

2 – Assegure um sono tranquilo na véspera da prova. Passar a madrugada estudando para uma prova que só começará às 2 da tarde pode ser uma terrível armadilha. Sentir sono na hora “H” seria fatal, ainda mais porque o candidato terá de passar o gabarito para a folha de resposta. Pelo mesmo motivo não estude nada na manhã do domingo. O que você tinha de aprender já foi aprendido.

3 – Não se deve consumir bebidas alcoólicas na véspera da prova. As razões para isso são óbvias. Na mesma medida, evite remédios, xaropes ou qualquer substância que entorpeça a mente. E as razões para isso também são óbvias.

4 – Leve chocolate para a prova. Não só faz com que o cérebro libere endorfinas, que são calmantes naturais, como proporcionam glicose para a atividade cerebral (o cérebro é o órgão que mais consome energia), e o chocolate proporciona essa energia de forma muito rápida. Leve também alguma coisa para beber e chicletes.

5 – Estudar no sábado pode ser bom, mas não estudar pode ser melhor. O candidato deve refletir sobre sua condição de aprendizado e fazer uma escolha: se estudou bem para a prova e está seguro de si, é melhor descansar, ir para uma piscina, cinema, namorar, etc, etc. Se não está tão seguro assim, estudar mais um pouco pode ser reconfortante.

6 – Devem ser feitas duas ou três paradas de 3 minutos cada durante a prova para descansar um pouco a cabeça. Deve-se fechar os olhos e controlar a respiração. Essa pausa ajuda a recompor sua capacidade de concentração. Seus efeitos mais que compensam esse nove minutos perdidos.

5 – Após a prova

Após a prova, ainda no domingo, o Portal Exame de Ordem divulgará seu gabarito extraoficial e também apresentará ao vivo uma mesa redonda com seus professores comentando tudo sobre a prova.

É isso aí, chegou a hora!

Por Maurício Gieseler em 23 setembro 2010 às 11:31

Categoria: Como se preparar para a prova, Prova objetiva da OAB

Exame de Ordem 1.2010 – Prova completa para download

Cliquem no link abaixo e façam o download em PDF da prova Sobral Pinto:

Exame de Ordem 1.2010 – Prova Objetiva

Com a prova acima, e, com o gabarito abaixo, qualquer candidato agora pode analisar sua prova, baseando-se na que foi disponibilizada. Cliquem no link abaixo, cadastrem seus e-mails e acessem o gabarito extraoficial do Portal Exame de Ordem:

Gabarito extraoficial do Portal Exame de Ordem

Por Maurício Gieseler em 13 junho 2010 às 22:17

Categoria: Gabarito extraoficial da prova objetiva, Prova objetiva da OAB